Domingo, Novembro 29, 2009

Eita!

Lilly Allen. Foto sem crédito.

Como leve pousa

Silvia e Bia Bedran, as atrizes se encontram em Curitiba.
Silvia Maria e Loriel - os vencedores. Fotos Toninho Vaz.

Aconteceu bem cedo no restaurante do hotel em Curitiba. Quando entrei no salão, logo depois das 7 horas, havia poucas pessoas nas mesas – um casal logo na entrada e duas mulheres mais ao fundo. Servi-me de suco de laranja, salada de frutas, talheres e fui me sentar na mesa mais distante, à esquerda, quase na porta da cozinha. Ato contínuo, percebo uma moça bonita, longilínea, entrar e se dirigir calmamente ao balcão de frutas e sucos. Meu olhar acompanhou. Estava equipada para o calor que fazia, trajando um vestido branco de rendas, com duas alças finas a segurá-lo em ombros desnudos, elegantes e perfeitos. Os cabelos molhados.

Ela foi cautelosa ao escolher as frutas. Levou para o pequeno prato pedaços de mamão e melancia. Pegou os talheres, girou o corpo pra esquerda e veio caminhando em minha direção. Cada vez mais perto... Para minha surpresa, sentou-se na minha frente, ficando de costas para o salão praticamente vazio. Confesso que me agitei, virando o corpo para a direita e cruzando as pernas para o lado, tentando ser o mais natural possível. Tudo acompanhado por um silêncio notável – nem um bom dia foi ouvido. Neste momento um rapaz de aparentes 30 anos aproximou-se e dirigindo-se a moça saudou-a com boas maneiras:

- Bom dia, Silvia.

E virando-se pra mim, de mão estendida e levemente curvado:

- Bom dia, como vai?

E sentou-se ao meu lado direito... Fez alguma consideração sobre o fator climático nas ruas, mas logo silenciou. Tinha nas mãos uma pasta onde se lia UFPR. Foi quando me ocorreu dizer alguma coisa que pudesse me ajudar:

- Até parece que somos do mesmo grupo, não?

Ela explicou que não estavam em grupo. Ela era de Belo Horizonte e estava hospedada no hotel, mas o rapaz morava em Curitiba. Mais uma surpresa. E foi além:

- Nós somos vencedores do concurso nacional Loucos por Diversidade, promovido pelo Ministério da Saúde e pelo MinC.

-??

Diante do meu silêncio, ela continuou:

- Somos portadores de sofrimento mental.

- ??

Silvia Maria, este era o nome dela, explicou que ambos haviam vencido o concurso nacional em suas respectivas áreas: ela no teatro (como atriz) pela peça Caixa Preta e Loriel (este o nome do rapaz) na categoria Literatura com dois livros de poesia: A Arte da Urgência e O Sentido [In]sano. Depois de descobrir que a beleza da moça nascia da sua serenidade interna (!) tive que me conformar com a calma dela ao me advertir:

- Você pode ficar chocado, mas meu diagnóstico é de esquizofrenia. O Loriel é portador de ideologia transversal.

- ??

Fiquei ali boa parte da manhã conversando com os dois anjos que caíram na minha mesa. Como num lance de dados. Fiz uma foto da Silvia com a Bia Bedran, que ela reconheceu na mesa ao lado. Silvia Maria (do grupo Sapos & Afogados) me pareceu uma ativista da causa que a movia até Curitiba (a UFPR faz parte do projeto) e Loriel, curitibano, sabia muito sobre Paulo Leminski, o poeta do Pilarzinho. Tudo se encaixava... Agora eles se preparam para, no inicio de dezembro, receber o prêmio, de fato, no Rio de Janeiro.

Difícil de acreditar que ambos, tão afáveis e positivos, tivessem algum tipo de sofrimento mental. Enquanto tem sujeito por aí circulando... bem, vocês sabem...

Toninho Vaz, de Perdizes, SP.

Foto de Rui Werneck.
Foto de Alberto Melo Viana.

Uia!

Foto sem crédito.
Márcia Széliga e Dante Mendonça autografam o livro A Banda Polaca, em algum lugar do passado. Foto de Lina Faria.
Foto sem crédito.

Gazeta do Povo.
Oi, Soldinha. Mando essa do Fernando levando o guarda- chuva pra proteger toda a galera que estava no Palco do Choro. Da esquerda para a direita: Caique Ferrante, Paulino Viapiana, Jaime Lerner, escondido pelo Fernando, Dóris Teixeira,Tito, Julieta Reis, Prof. René Dotti, e Sérgio Tocchio. De costas, segurando o guarda-chuva, o arquiteto Fernando Popp. Iara Teixeira, que também fez a foto.
Pisa é aqui. Foto de Lee Swain.
Publicada n' O Estado do Paraná.

Rá!

Foto de Beto Bruel.

Ova-se!

Todos os domingos, 22h, 91,3 mhz.
www.radiocaos.com.br
Não existe, na alopatia,
remédio para o antagonismo humano.
Talvez fosse o caso de adaptar
o princípio de curar o mal
com o próprio mal.
Bastaria criar a homeoantipatia

Arquivos da Ditabranda

Desenho de Douglas Mayer.

Palco do Choro

Da esquerda para a direira, quase todos os que lá estiveram.
Foto de Newton Maciel.
Gazeta do Povo.

Hoje!

Nacos de verdade deixam um vazio amargo. De uma intensidade tal que, mesmo passado alguns anos desse tempo obscuro são uma denúncio sempre que evocados. "Pea Mim Chega!" é o último poema de Torquato Neto. Um poema holocausto. Um bilhete suicida. Depois desse bilhete, o ato, e Torquato o fez. Nosso respeito e nossa homenagem ao seu trabalho e ao seu humor fatal. No Sul não se faz um humor risonho e franco. A mordaça é grande, a mordacidade maior, não é Millôr? Rettamozo. Tiago Recchia, Solda, Retta, Miran, Douglas Mayer e Dante Mendonça. Março, 1979, Editora Beija-Flor. Capa e coordenação editorial de Rettamozo.

Orelha de livro a gente escreve de ouvido?dizia Millôr Fernandes que "humor é coisa séria". E quando seis paranaenses, oriundos dos quatro cantos do pais unem-se para fazer humor, o resultado é um livro maravilhoso, divertido, louco, sadio, idiota, ih... que papo furado...

Tiago é de Tubarão. Pescador de sutilezas: o que cai na rede, deixe. Publicou na Folha de Londrina, e hoje, no Correio de Noticias. Solda é de São Paulo, apóstolo non-sense, premiado várias vezes em Piracicaba e por esse Brasil afora. Publica na revista Atenção, Passarola, Personal-Humor. Retta, um dos raros paranaenses que não são catarinenses: nasceu em São Borja. Humoreja como quem doma potro chucro. Chicoteia o texto, montado no surrealismo... e ... lá vamos nós de vereda no papo furado. Miran é de Paranaguá - o mar cercado de ilhas por todos os lados. Editou até no Pardon, na Alemanha. Premiado em Nova Iorque e até aqui. Editor do Raposa. Douglas é de Ponta Grossa (dizem), mas não vai nisso nenhuma propaganda. Ataca no Jornal de Indústria e Comércio e no Diário do Paraná. Dante é catarina, mas curte Curitiba como se fosse polaco. Atualmente no Estado do Paraná e na Tribuna do Paraná.

Todos juntos, cada um por si, e nenhum por todos, deu no que deu: este livro... e lá vamos nós de novo nesse papo furado. Nelson Padrella. Quem procurar, acha. Solda.

Vai lá!

Retratos de Fernanda Pavão, no Jokers Pub Café

Foto sem crédito.
Transgredir os parâmetros e as regras do retrato clássico foi a motivação da artista curitibana Fernanda Pavão para produzir suas mais recentes obras que estarão na exposição Retratos, a partir de 01 de dezembro, no espaço de arte do Jokers Pub Café. Serão mostradas doze telas das vinte que a artista produziu em técnica mista.

Essa é a primeira vez que a artista trabalha com retratos. “É uma nova vertente. Estou mudando como pessoa e acredito que a arte sempre me ajudou a me entender e a transcender”, diz.

Os quadros variam entre 80 cm X 90 cm. As obras foram feitas durante dois meses e estarão à venda na exposição e estão cotadas entre 600 e mil reais cada uma. “Gosto de variar não só as técnicas que utilizo nas pinturas, mas também os formatos, que de acordo com cada personagem foi produzido de forma única”.

Fernanda Pavão é pintora e desenhista. É formada pela Escola Panamericana de Arte e Design, em São Paulo. Em 2008, participou do XIII Circuito Internacional de Arte Brasileira. No mesmo ano também participou do curso Fissuras e Hibridações ministrado pela artista espanhola Marisa Mancilla.

É a partir daí que ela dá início ao projeto Buraco da Fechadura. “Um processo de intervenção/performance no qual eu discuto a sexualidade por meio das várias expressões artísticas. O corpo, a pintura, o vídeo. Todos interagem na minha obra, que é também um manifesto à liberdade”, explica Pavão. Ela também realizou, nos anos de 2008 e 2009, intervenções urbanas em Curitiba e Nova Iorque. No início de 2009, recriou o trabalho do artista inglês Banksy, intitulado Ode ao Plágio.

Estas são as pessoas retratadas para a exposição “Retratos, de Fernanda Pavão”: 1- Ana Paula Costin. 2- André Mendes. 3- Arthur do Carmo. 4- Carlos Freire Faria. 5-Cida Stier 6-Eunice Ticoulat Freire Côrtes. 7- Felipe Fontoura. 8- Fernanda Gadotti Noronha. 9- Fernando Macedo Guimarães. 10- Gabriela Camargo. 11- Mariella Campos de Macedo.12- Patricia Lion. 13- Rita Camargo.

Serviço: Retratos, de Fernanda Pavão. De 01 de dezembro a 30 de janeiro. Abertura dia 01 de dezembro, às 20 horas.Jokers Pub Café (Rua São Francisco, 164, Curitiba). Telefones: 41 3324 2351/ 30135164.

Último dia!

Grupo Delírio Cia. de Teatro apresenta O Evangelho segundo São Mateus, adaptação e direção de Edson Bueno. 04 a 29 de novembro, quarta a sábado, às 20h, e domingos, às 19h. Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655). Informações: 41 3322 7150. Com: Regina Bastos, Guilherme Fernandes, Marcelo Rodrigues, Diego Marchioro e Martina Gallarza. Fotos de Chico Nogueira.

Palco do Choro

Fumando na chuva: o arquiteto Fernando Popp, as jornalistas Auta e Maí Nascimento e a fotógrafa Anaterra Viana. Foto de Lina Faria.
Gazeta do Povo.
Com Roberto Requião no Palácio do Planalto, de uma coisa os paranaenses têm certeza: o Brasil nunca vai se divertir tanto. Especialmente quanto ao cerimonial da presidência. Na posse, veremos Requião receber a faixa presidencial de calça jeans, camisa azul e tênis. Lula, em traje de gala ao lado, vai lembrar o Barão do Rio Branco.

O rei Harald V e a rainha Sonja, da Noruega, por exemplo, jamais vão esquecer a visita que fizeram ao Paraná em outubro de 2003 para conhecer a fábrica de papel norueguesa, Norske Skog, em Jaguariaíva. No programa, o casal real seria recebido com confetes e serpentinas. Matéria-prima a custo zero, obviamente. Nem papel, nem papelão, foram recebidos a pedradas. Assim que a rainha fincou o salto alto no Norte Velho, uma poderosa chuva de granizo desabou sobre as cabeças coroadas, fazendo com que a comitiva atravessasse os 20 quilômetros entre o aeroporto de Arapoti e o piso da fábrica, em Jaguariaíva, sob uma estridente batucada de gelo no teto do veículo, que não era uma carruagem.

Quem também jamais deve ter esquecido da visita real foram as criancinhas de Jaguariaíva, portando bandeirinhas do Brasil e da Noruega. Sem dó nem piedade, não respeitaram a fantasia da gurizada. Insensíveis, os responsáveis pelo cerimonial trajaram suas majestades como se fossem gente como a gente. Isto é: a rainha com um modelito como quem vai a um casamento chique no Clube Curitibano, e o rei com terninho estilo Vanderlei Luxemburgo. Como se aprende no Farol do Saber (que falta faz Rafael Greca nesses momentos!), rei e rainha sempre descem de uma carruagem, com tudo em cima: coroas, faixas, condecorações, véus, grinaldas e uma valsa na trilha sonora. As professorinhas de Jaguariaíva passaram vergonha, restaram na maior saia-justa, pois como explicar um casal real assim despojado?

Se o desfile real fracassou no quesito fantasia e adereços, quem não decepcionou foi o governador Roberto Requião, perfeitamente paramentado: calça jeans, camisa azul e aquele tênis velho de guerra.

Mais inesquecível foi o almoço oferecido aos reais visitantes, onde não foi servido bacalhau. Infelizmente. No dia anterior, Sua Majestade o rei tinha sido apresentado a um bolinho de bacalhau e teria ficado duplamente surpreso: nunca imaginou que o seu produto interno salgado fosse tão delicioso e que o quilo de um norueguês prensado custasse tão caro aqui abaixo da linha do Equador.

Falávamos do memorável almoço, ponto alto da recepção. Ou o mais baixo, conforme o ponto de vista. Ou também no papelão, para usar uma palavra mais afim. Segundo nos contou na época um privilegiado comensal, o prato principal detonaria rebeliões na penitenciária de Piraquara: picanha ao coco ralado, com mandiopã e abacaxi!

Pode? Por que não? Tanto pode que foi exatamente esse o rango real, acompanhado de um grupo de alunos cantando e dançando. Sem muito entusiasmo, é verdade, pois não se conformavam com a visão do rei e rainha sem cetro e coroa, comendo picanha com coco ralado. Quanto à sobremesa, consta que já vinha anexa à carne. Por sinal, não de toda ruim. Talvez pudesse vir um pouco menos torrada e acompanhada ainda de um Sonho de Valsa.

Melhor mesmo foi depois do cafezinho, quando o hoje candidato a presidente saudou os noruegueses em nome dos paranaenses, e em defesa da boa mesa do Paraná. Roberto Requião foi o de sempre, não nos decepcionou:

- A família real está demonstrando, aqui nesta mesa, a valentia e a temeridade do povo da Noruega. Majestades, nós paranaenses reconhecemos: quem conseguiu comer uma picanha dessas, consegue enfrentar também o mais poderoso dos inimigos.

Não fosse o protocolo, o orador teria sido ovacionado pela comitiva real. Já as crianças de Jaguariaíva ensaiaram ligeira vaia: majestades sem carruagem e governador a bordo de um par de tênis, sinceramente!

Dante Mendonça (29/11/2009) O Estado do Paraná.

Rua das Flores

O Estado do Paraná.
Folha de Londrina.
O Estado do Paraná.

Sábado, Novembro 28, 2009

Fumando, espero

Maringas, el Newton Maciel, em seu fumódromo particular.
Foto de Lina Faria.
Pilates era gaúcho.
Vestia poncho. Poncho Pilates.
Selva de vidro. Foto de Lee Swain.
Antigamente os casais
não evitavam filhos.
Décadas atrás,
passaram a evitar tê-los.
Agora os evitam
após o nascimento.

Tchans!

Lady Gaga. Foto sem crédito.

Uia!

Preta Gil

Foto sem crédito
Gazeta do Povo.

Enéas Lour, el Lejambre, Luis Mello, Zeca Cenovicz, Soruda san e Beto Bruel. Foto de Chico Nogueira.
Foto de João Urban, 1989.
Gilberto Camargo (atleticano) e Ernani Buchmann (paranista, craro, cróvis!), no Palco do Choro, inauguração do Memorial Nireu Teixeira. Foto de Iara Teixeira.
O Gato Peludo e o Rato-de-Sobretudo/El Gato Peludo y el Ratón-del-Sobretodo, Wilson Bueno. Ilustração/Ilustraciones de Rocío Schlaepter. La Cartonera, Cuernavaca, Morelos, México, 2009. Edición de 80 ejemplares sin sobrantes de reposición. Consejo de La Cartonera: Dany Hurpin, Nayeli Sanchez y Rocato. Ejemplar nº 15. Quem procurar, acha. Solda.
Gazeta do Povo.
O autor dos Espetos Corridos sempre manifestou medo em tornar-se logradouro público, tipo "Largo Nireu Teixeira". Graças aos amigos, transformou-se em Palco do Choro - Memorial Nireu Teixeira. "É um canto de praça para ecoar a brasilidade da música do “Conjunto Choro e Seresta” e outros chorões, de quem veio antes e quem virá depois, à sombra dos ombrellones, no banco de madeira, à mesa com Nireu, o mago do batuque na caixinha de fósforos. Naquela mesa tá faltando ele, mas o choro permanece feito música, pra saudade dele não doer em nós", dizia o convite da Fundação Cultural de Curitiba. Foto de Iara Teixeira.

Hoje!

HQMIX Livraria. Praça Roosevelt, 142, Centro, São Paulo. Fone 11 3258 7740. Todo mundo lá!

Palco do Choro

Foto sem crédito.

Cruelritiba: Coisas de Curitiba

Rá!

Foto sem crédito.
Gazeta do Povo.
João Marcon, el Penka, by Cristóbal Reinoso, Crist.

Palco do Choro

Paulo Roberto Marins, eu e o Mazzinha: com ampla visão de tudo, mantendo as costas protegidas e as cabeças abrigadas das intempéries. Posicionamento que só se consegue com anos de prática. Maringas. Foto de Iara Teixeira.
O Estado do Paraná.
Foto sem crédito.
João Marcon, também conhecido como Penka, é publicitário. Já trabalhou em algumas das principais agências do Paraná, com vários prêmios para exibir, e hoje dedica-se exclusivamente à atividade de roteirista. Seu próximo projeto é o roteiro de um longa metragem envolvendo a sua grande paixão, que são as pequenas árvores do Bonsai.

Sonho de outra profissão, o que seria: Jardineiro Fiel.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito:
Começa comendo tortei em Dois Vizinhos, acompanhado de um bom vinho importado de Barracão.
Serra abaixo ou serra acima:
Serra acima. E subindo nas pesquisas.
A mais bonita paisagem do
Paraná: O mosaico de plantações formado pelo minifúndio no Sudoeste do Paraná.
A mais bonita paisagem de
Curitiba: Quando tem sol.
Uma rua da cidade
: Qualquer uma, quando tem sol.
Um sábado de chuva:
Não falei que ia chover?
Um domingo de sol:
Eu tava viajando.
O que você não dispensa no inverno:
Despensa.
O que você não dispensa em qualquer estação do ano:
Mas, Dante, perguntar assim abertamente, no jornal?
O que é muito bom fazer sozinho:
Só ser.
Uma música para ouvir hoje:
Let’s Shuffle!
Outra para ouvir amanhã:
Play The Shufflle Again, Sam!
Um instrumento musical para tocar numa balada de sábado:
Sou analfabeto musical. Não sei o que é lá, nem o que é sol.
Um livro na estante:
Catatau, Paulo Leminski
Um livro na cabeceira:
O Livro das Ignorãças, Manuel de Barros
Um filme de ontem:
Amnésia.
Um filme de hoje:
Trainspotting.
Um retrato na parede:
Janis, Jimmy e John no meu quarto de república, quando estudante. (Eu fazia Letras da Federal quando a turma criou o slogan mais espetacular, para a campanha do Dante Romanó à reitoria: Es tu, Dante!)
Um lugar para iniciar o fim de semana:
277 ou 116.
Um acepipe de boteco:
A costelinha do Ao Distinto Cavalheiro
O jantar no sábado:
Um pernil de porco, marinado em vinho, assado na lenha, lentamente no começo e com mais vigor no final para dar o “efeito pururuca”.
O almoço de domingo:
Nosso pernil de ontem.
Uma receita de estimação:
Agora o pernil é de carneiro, puxado para o alho, com fogo rápido. E corre no quintal buscar hortelã, porque não há carneiro sem molhos.
Nenhum, pouco ou bastante alho:
Alho pra cacete!
Uma sobremesa:
Qualquer uma, da minha mãe.
Um copo para o espírito:
Salineira.
Metade cheio, metade vazio:
Leia o livro do Roberto Otsu, primeiro texto zen em língua brasileira.
Saudades de um sábado qualquer:
No Chile, fazendo bonsai, aos pés dos Andes.
Uma viagem:
Essa pro Chile! De carro! Teve de tudo: rodar com diesel no carro flex, 8 coimas para a polícia argentina, dançar a Cueca em Santiago. O Chile é demais. Na próxima vez, vou atacar pelo Atacama.
Quem você convidaria para passar um fim de semana como deve ser:
Ela.
Noite de domingo, o que lhe parece:
Deve-se evitar a todo custo a exposição à musiquinha do Fantástico. Ela tem efeitos hipnóticos sobre o país, levando a acreditar que todas as delícias do final de semana foram ilusórias e que a vida mesmo é a que vai começar amanhã.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça:
Depois de 30 anos em escritórios, é um prazer descobrir que Segunda-Feira é um lugar que não existe.
O que assusta embaixo da cama:
A véia!
Um passarinho (sonho) na mão:
Uma excelente história sobre o bonsai, que agora quero fazer virar roteiro.
Outro voando:
Ver este roteiro no cinema, numa bela produção.
Uma frase sobre
Curitiba: Mercenária, messalina, solitária, colombina/Curitiba, não tem Brasil que te defina. (Jean Garfunkel).

Dante Mendonça (28/11//2009) O Estado do Paraná.

O Estado do Paraná.
Folha de Londrina.

Em Santa Teresa

As conselheiras Ana Arruda (senhora Antonio Calado) e Naná Gama e Silva (senhora Toninho Vaz) celebram na Fundação Darcy Ribeiro, com seus salões iluminados, a memória do homenageado. Um drink ao professor. Foto de Toninho Vaz.