Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

Paulo Marins e Macaxera, Carlos Zanello de Aguiar, em algum entrudo de antanho. Foto de Alberto Melo Viana.

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Se fôssemos criar um Museu do Carnaval em Curitiba, poderíamos também chamar o local de Museu dos Paradoxos. E na sala de entrada ficaria o anúncio do início do século passado, convidando os curitibanos para os bailes carnavalescos, com o destacado aviso: “Fica proibida a entrada no salão do instrumento musical chamado cuíca”.

Outra de nossas contradições que mereceriam destaque no Museu do Carnaval seria a história da Não Agite, a primeira escola de samba propriamente dita do Paraná, nos moldes e com toda aquela estrutura do Carnaval carioca. Em se tratando de folia, a Não Agite é uma contradição que só poderia nascer em Curitiba. À parte o paradoxo, uma escola de samba num clube de futebol fundado por alemães é um despautério. Mas, com esse nome, quem não a conheceu dos tempos do Alto da Glória ficaria abismado. Diria o mineiro para o paranaense: “Como pode o peixe vivo viver fora da lagoa?”.

Só em Curitiba, um Museu do Carnaval para provar aos desafetos do mestre Wilson Martins que, sem dúvida, somos um “Brasil Diferente”. Um Brasil diverso, mas nem por isso alheio à fuzarca, com um Carnaval de rua que deixaria os atuais inimigos do Momo de queixo caído. Muitos dos que hoje pregam a extinção pura e simples do tríduo momesco, como o jornalista Nêgo Pessôa (ele prega a transferência das nossas escolas de Samba para Antonina, com certa razão), não sabem o que perderam na era dos blocos. Vários blocos, que depois se transformariam em escolas de samba com todas as formalidades, infelizmente: Não Agite, D. Pedro II, Embaixadores da Alegria (onde esteja você, a bênção, Cadilhe!). O único bloco que tinha nome de escola de samba era o Colorado, ligado ao Clube Atlético Ferroviário, mas a estrutura original era de verdadeiro bloco. Eram blocos empolgantes, com samba convidativo. No Não Agite cantavam assim: “Não Agite pelo amor de Deus, um pedaço do teu coração também é meu”. A família Mazza (outro paradoxo: a italianada fundou o bloco do Coritiba Foot Ball Club) ainda lembra, os foliões não tinham obrigação de cantar no trajeto inteiro, que era ao longo da Rua XV de Novembro. Havia horas que era só marcação e bateria. Polaquinhas de cabelo pixaim (iguais àquelas do samba de Paulinho Vítola) subiam a Barão do Rio Branco, saindo da estação de bondes e, quando chegavam ali perto da Marechal Floriano, o povo começava a fechar, tinha que entrar em cena o abre-alas para abrir caminho. Perguntem ao Luiz Geraldo Mazza o tamanho da empolgação: tinha uma parada obrigatória nas confeitarias Cometa e Pérola; continuava descendo a XV e vinha outra parada no Trocadero. Depois dos foliões com o “tanque” devidamente abastecido, no que hoje se chamaria de “pit stop”, os blocos iam para a Avenida Luiz Xavier (a Boca Maldita, sim senhor) cantando sambas e marchinhas da época, e “garrafa cheia não queriam ver sobrar”.

Áureos tempos, até o comércio faturava com o Carnaval dos blocos, nas ruas e nos clubes: a Casa Edith, por exemplo, só vendia artigos carnavalescos. Chegava janeiro e eles tiravam tudo da vitrina que não fosse carnaval e, com o lança-perfume absolutamente dentro da lei, no centro de Curitiba eram organizadas mais de 500 bancas vendendo artigos de Carnaval, um agito que começava 20 dias antes.

O grande carnavalesco Afunfa, o nosso honorável corretor zoológico do samba, lembrava em uma longa entrevista que nos concedeu há muitos anos: “Ali na Silva Jardim havia um cortiço na altura do 1.100 e todo o sábado saía samba. Lá estava o falecido Nicanor, o Bola Sete que foi motorista de táxi; tinha o Claudionor e vários crioulos que formavam não um sexteto, mas um “seispreto”. E ali a gente curtia um samba. Naquela época os blocos não tinham crioulos. Aliás, eram tão raros que surgiu até o “seispreto”.

Um “seispreto” tocando jazz no Museu do Carnaval, só mesmo em Curitiba.

Dante Mendonça (10/2/2010) O Estado do Paraná.

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010



assaltaram a gramática

Foto sem crédito.
assaltaram a gramática
assassinaram a lógica
meteram poesia na bagunça do dia-a-dia
sequestraram a fonética
violentaram a métrica
meteram poesia onde devia e não devia

lá vem o poeta com sua coroa de louros,
pimentão, agrião, boldo...
o poeta é a pimenta do planeta
(malagueta!)

Lulu Santos/Herbert Vianna
Do CD "O Passo do Lui"
Os Paralamas do Sucesso, 1984

Rá!

Anote na agenda

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Namastê, Lina! Foto de Iara Teixeira.
No começo dos anos 1970, eu trabalhava como redator e produtor na TV Iguaçu Canal 4 e escrevia, entre outros, um programa chamado “Os Bons de Música”. Cada semana, eu convidava alguém que fazia música na cidade. Cantores, compositores, instrumentistas, grupos vocais e instrumentais. O âncora era Ivan Cury, o locutor que fazia aquele jornal da meia-noite na Rádio Iguaçu sempre começando com o bordão “É calmo o início da madrugada em Curitiba”. Entre “Os Bons de Música”, apresentaram-se figuras como Marinho Gallera, Gebran Sabbag, Reinaldo Godinho, Waltel Branco, Lápis, Bitten 4, Regional do Janguito do Rosário, Opus 4, Fernando Montanari, etc.

Sabendo disso, Paulo Leminski, seu irmão Pedro Leminski e um amigo deles, conhecido como Paulo “Psico”, que então formavam o trio “Duas Pauladas e Uma Pedrada”, me procuraram para cantar nesse programa. Depois de fazer algumas perguntas sobre o tipo de música que eles cantavam, imaginei tratar-se de algo meio folk, no estilo Bob Dylan, principalmente porque na curva superior do violão do Pedro havia uma arataca de metal feita para prender sua gaita de boca.

Li algumas letras, achei muito boas e fiquei ainda mais interessado em gravar o trio quando o Paulo Leminski propôs que também participasse do programa a dupla Nhô Belarmino & Nhá Gabriela. Feitos os arranjos de produção, a gravação ficou marcada para a quinta-feira seguinte às 8h00 da manhã.

Milagrosamente, no dia da gravação, ninguém perdeu a hora. Belarmino e Gabriela estavam, como sempre, lépidos e paramentados com seu traje caipira. Já o “Duas Pauladas e Uma Pedrada”, embora pontual e presente, não demonstrava grande disposição. Os três sentiram-se obrigados a passar a noite anterior inteira ensaiando para não fazer feio diante da maior dupla sertaneja do rádio paranaense. Portanto, naquela manhã, deles, eu só conseguia ver diante de mim seis fundas olheiras denunciando a ingestão de uma quantidade industrial de coisas que prefiro nem imaginar.

Antes de iniciar a gravação, o diretor de TV, ninguém menos do que Osni Bermudes, pediu para o trio dar uma passada nas músicas. Pedro dedilhou o primeiro acorde e todos entraram juntos, só que cada um em um tom diferente ou em uma música diferente, até hoje não sei. O Osni me olhou e perguntou se era daquele jeito mesmo. Respirei fundo e respondi que devia ser. Se três gralhas de bandos diferentes, sem querer, grasnassem ao mesmo tempo, não sairia um acorde tão desafinado. Mas àquela altura não havia mais o que fazer e, a duras penas, o programa foi gravado.

Belarmino e Gabriela, impecáveis. O “Duas Pauladas e Uma Pedrada”, um sofrimento, só aliviado quando, entre uma e outra música, o Paulo Leminski conversava com o Belarmino. O Paulo, com aquele seu modo enfático de falar, estabelecia pontos de contato entre a dupla e o trio, apresentando uma argumentação sofisticada. Em seguida, mobilizava uma caudalosa torrente verbal para demonstrar sua insatisfação em ver a música sertaneja tratada como “o primo pobre da Música Popular Brasileira”. O Belarmino ouvia e dizia “Pois é... é ou não é, Gabriela?” e a Gabriela respondia “Pois é...”. No fim, todos se abraçaram, se despediram e eu avisei que iriam ao ar quinta-feira às 11 da noite.

Para fechar aquele programa, passei umas 10 horas na ilha de edição, que ainda funcionava com um sistema de corte mecânico (a fita magnética, larga como a lombada do Aurélio, era literalmente cortada a gilete, retiravam-se e descartavam-se as cenas sem qualidade e depois reuniam-se as pontas colando-as com um tipo de fita adesiva). Feito isso, fui dormir tentando, como se fosse possível, esquecer os acontecimentos do dia. Não consegui. Os acontecimentos estavam gravados e só faltava uma semana para irem ao ar com todos os seus detalhes e prováveis consequências.

Foi exatamente o que aconteceu na semana seguinte. “Os Bons de Música” foi exibido com Belarmino, Gabriela e o “Duas Pauladas e uma Pedrada”. E, ao menos para mim, chegou a obter uma repercussão inesquecível, pois assim que recebeu os 10 primeiros telefonemas de reclamação, o Diretor Artístico da emissora, Hiram de Hollanda, entrou na minha sala e perguntou: foi você que fez aquela merda? Respondi que era uma experiência, entende?, juntar uma dupla caipira com um trio ultra tropicalista, meio country e coisa e tal, e que eu já estava até esperando pelas reclamações. Pela cara que ele fez, não devo ter sido nada convincente.

Cerca de 30 anos depois, o Toninho Vaz me contou o resto, a parte que eu ainda não sabia e que, mesmo trabalhando comigo por mais de 25 anos, o Paulo Leminski nunca mencionou. Os três foram para casa e, naquela mesma quinta-feira em que gravaram semi afônicos e tresnoitados, ficaram acordados o dia inteiro e, às 11 horas da noite, ligaram a TV para ver o programa. Boquiabertos, durante uma hora, viram apenas uma jovem e talentosa compositora paranaense, Márcia Constantino, cantar composições próprias acompanhando-se maravilhosamente ao piano. Obviamente, era o programa que eu tinha produzido na semana anterior e que estava sendo exibido naquela noite.

Imaginando que, por alguma ou nenhuma razão, eu houvesse cortado a apresentação do “Duas Pauladas e Uma Pedrada”, diz o Toninho que o Pedro Leminski carregou o seu revólver e saiu pela rua com a intenção de me matar. “Esse cara precisa saber com quem está lidando”, ele dizia. Bom, a história está em “O Bandido que Sabia Latim”.

Como vocês já sabem, ele não me encontrou. Para isso, precisaria ter invadido a ilha de edição do Canal 4, onde eu operava prodígios para editar aquele maldito programa que nunca deveria ter sido gravado. E aqui vai uma confissão: até o dia em que tomei conhecimento da história inteira, nunca entendi por que o Pedro costumava me olhar torto, desconfiado. Ou por que, uma noite em que estávamos na casa do Paulo, no Pilarzinho, e eu comentei a respeito da participação do “Duas Pauladas e Uma Pedrada” nos “Bons de Música”, o Pedro saltou da cadeira, correu para abrir a caixa do seu violão e, felizmente, foi impedido por um grito feroz do Paulo: Peeedro! Provavelmente, era dentro daquela caixa que o Pedro guardava o revólver.

Paulo Vitola

trípticos

porrada paulada
tiro mortal
batida policial

plim-plim
fulgura diadema
entre um e outro folhetim

hardware real
falso retrato

paulo vitola

Gazeta do Povo.
Solda, e de um canto da casa o grande sedutor nos olhava.
Dico Kremer.

Anote na agenda

Ao ritmo das antigas marchinhas, a Banda do Seu Garçom vai animar a folia deste Grito de Carnaval 2010. Você vai se emocionar e brincar a noite toda na companhia da turma mais animada da cidade. Traga os amigos para curtirmos juntos esta noite inesquecível! Vai ser dia 11 de fevereiro (quinta-feira). O bar abre às 17h30 e a música começa às 19h00.

O endereço é Rua Dr. Faivre, 1423 (próximo a Rodoferroviária, em frente ao Bradesco), telefone 41 3092-2711. Nota: Pedimos desculpas e informamos que devido a grande burocracia ainda não conseguimos instalar as maquininhas para recebimento em cartões. Mas, para sua comodidade, você pode adquirir com antecedência os tíquetes para o consumo no dia da festa, pagando em dinheiro ou cheque.

Gazeta do Povo.

País da Folia

Alberto Melo Viana, em algum lugar do passado.
Foto de Lucilia Guimarães.

Anote na agenda

A incrivel e original Orquestra Brasileira de Musica Jamaicana em temporada todas as quintas no Bleecker St.na Vila Madalena. Venham nessa quinta 11 de fevereiro.Venham dançar os clássicos da música brasileira em versões ska, rocksteady e early reggae com a orquestra que já dividiu palco com Skatalites e Stanley Jordan!

Museu do Carnaval

Quem não simpatiza com o Momo considera o Carnaval de Curitiba uma anomalia e o maior dos paradoxos seria criar na cidade um Museu do Carnaval. Há controvérsias, porque as nossas Escolas de Samba até podem ser, digamos, acanhadas. Mas os carnavalescos teriam muita história para contar e proezas para mostrar. São uns heróis.

Sala especial no Museu do Carnaval de Curitiba seria reservada para o ex-corretor zoológico Oswaldo de Souza, o Afunfa: o maior nome da folia curitibana de todos os tempos. Não pelas suas habilidades de mestre-sala, mestre de bateria ou puxador de samba. Ginga não tinha nenhuma, mas tinha cintura para trazer para a Escola Mocidade Azul o mais importante: cascalho, barão, bolada, cabedal, caixinha, carvão, erva, gaita, grude, mango, merreca, nota, prata, quebrados, tostão, verba e, como se diz na cultura atual, “recursos não contabilizados”.

Afunfa era o Castor de Andrade da Água Verde. Nascido em Paranaguá, veio de uma prole de 13 irmãos. Sua mãe, descendente do lendário Juca Tigre da Revolução Federalista, chegou a ser rainha do Carnaval de Paranaguá; e também tinha orgulho do pai, Roque da Silva, um catarinense que no ano de 1822, na Independência do Brasil, foi de Paranaguá ao Rio de Janeiro de canoa. Ganhou um prêmio de 50 contos de réis que até hoje a família não viu a cor da gaita.

Em Paranaguá a família era abastada, em Curitiba ficou pobre. Com 13 anos, Oswaldo Fernandes de Souza vendia balas nos cinemas e foi o primeiro cambista a vender ingressos na porta do Estádio Durival de Brito. Tinha futuro, pois, o garoto que de tão fanho recebeu dos companheiros de farra o apelido de Afunfa: na volta de uma festa em Matinhos, estava tão bêbado que não conseguia falar, só fazia “fu-fu-fu”.

O Carnaval de Afunfa começou em Paranaguá, mas só foi cair no samba em Curitiba, quando aderiu ao Bloco Ases da Alegria, passando depois para a Escola D. Pedro II que ajudou a fundar. Em seguida, com sua vasta experiência de moleque que ganhou os “tubos” vendendo frascos de lança-perfume como metal, comandou a transformação da D. Pedro II em Mocidade Azul, a maior Escola de Samba que Curitiba já viu desfilar na Marechal Deodoro. Pelas mãos (e bolsos) de Afunfa, foi a campeã das campeãs. Na melhor tradição zoológica, Afunfa investia grande parte de seus imensos lucros na manutenção de uma escola de samba que, na opinião de muita gente, poderia disputar o bloco 3, no Rio de Janeiro. Assim poderoso e generoso, era acusado pelos dirigentes das outras agremiações de inflacionar a festa. Contratava figurinistas e coreógrafos profissionais, comprava o passe dos melhores passistas e ritmistas das outras escolas e chegou a pagar uma nota preta para quatro mulatas do Sargentelli desfilarem num dos carros alegóricos da Mocidade Azul. “Minha alegria é fazer um carnaval bonito para a cidade”, dizia, e respondia as acusações dos vencidos com espírito esportivo: “O mais importante não é competir, é vencer. E vencer no grito, se necessário”. No final das apurações, o grito que dava no portão do Instituto de Educação ecoava pela Rua Emiliano Perneta mais do que um berro de Tarzan em plena selva.

Afunfa era um dos raros bicheiros que assumia sua profissão. Apesar de várias vezes na cadeia, não tinha papas na língua: “Em época de eleições, o governo sempre fica em cima. Os bacanas precisam de dinheiro para tocar a campanha. E a polícia sempre levou o dela porque funcionário público sempre foi mal pago. O jogo do bicho, por ser honesto, vai acabar. Não vejo muito futuro no jogo do bicho em Curitiba”.

Depois de 35 anos de Carnaval, na década de oitenta Afunfa empobreceu. Teve um episódio trágico com a mulher, largou o jogo do bicho, tentou a vida como industrial em Porto Alegre, comprou um movimentado restaurante no Mato Grosso, que não deu certo e a última notícia que tive do carnavalesco foi pelo telefone:

- Estou trabalhando em Miami! Bem de vida e bem com a vida!

Dante Mendonça (9/2/2010) O Estado do Paraná.

A caminho da Lagoa da Conceição, SC

Foto de Misquici.
Gazeta do Povo.
São Paulo, 33º Refresco debaixo da marquise
da Praça Roosevelt. Foto de Lee Swain.
A banda Blindagem e o maestro Alessandro Sangiorgi,
em algum lugar do passado. Foto de Lina Faria.

Distraits, nous vaincrons

Clique na imagem para ampliar.
Avec: Marcio Abreu, Samuel Achache, Adrien Béal, Raphaèle Bouchard, Hélène Bouchaud, Aurélien Chaussade, Rodrigo Ferrarini, Maloue Fourdrinier, Ranieri Gonzales, Julie Jacovella, Claire Lapeyre Mazerat, Aliènor Marcadé-Séchan, Nadja Naira, Thomas Quillardet, Giovana Soar, Emmanuel Vérité, Marion Verstraeten et d'autres invités. Et les traductions de: Giovana Soar, Luciana Botelho, Betch Cleinman, Celso Libanio, Thomas Quillardet, Ilda Mendes dos Santos, Izabella Borges, Alexandra Moreira da Silva, Ivan Justen, Jean Paul Giusti, Angela Heymann.

Hoje

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Hoje

Olga Maria Bruel Marques, foi embora ontem, 8 de fevereiro, 2010, para Alhures do Sul. Foto de Beto Bruel.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Uia!

Sábado, Fevereiro 06, 2010

Old pirates, yes, they rob I;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.

Won't you help to sing
These songs of freedom
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Some say it's just a part of it:
We've got to fulfill the book.

Won't you help to sing
These songs of freedom
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to fulfil the book.

Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever had:
Redemption songs -
All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.

Bob Marley

Hoje eu levantei e nem tomei o meu rivotril.
Acordei com a "Síndrome de Estoucalmo".

trípticos

coração de pedra
ostra degenerada
pérola de maldade

sem distinguir bordo
de estibordo
transbordo

o silêncio não é nada
volte para a sala
o ar da madrugada que perdeu a fala


paulo vitola

Momento Caras

Sandra Solda, no colo de Vera Solda, Soruda San, o garçom Zeca e Ernani Buchmann, no Bar Rei do Siri, década de 70. Foto de Dico Kremer.
Toninho Vaz e Soruda san, em algum lugar do passado.
Foto de Lina Faria.

Anote na agenda

Exposição Solda vê TV. 9 de março, 2010, terça-feira.
Café Parangolé, Benjamin Constant, 400
(próximo à Reitoria). Reservas: 41 3092-1171.

O Carnaval vem aí!

Hoje

HQMIX Livraria. Praça Roosevelt, 142, Centro, São Paulo, SP. Fone 11 3258 7740. Dani e Gual esperam por vocês.

Tchans!

Kelly Brook. Foto sem crédito.
Gazeta do Povo.
Didi e Carú. Foto de Alberto Melo Viana

Gazeta do Povo.

Hoje, Bob Marley: 65 anos

Raio que o parta

Gazeta do Povo.

Anote na agenda

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Programação visual de Adriana Alegria.
O Studio Piratta vai se transformando, de nano em micro, mudando de latitude constantemente, always on the move. The show must go on. Nobody will stop my music... Funk you very much! Foto by Automatic.
Gazeta do Povo.

Retta Rettamozo

Foto de Kito Pereira.

Anote já!

Foto sem crédito.
Arnoldo Monteiro Bach é escritor. E pode dizer isso com muito orgulho, apresentando para quem ainda não o conhece algumas das melhores obras já escritas sobre a história do Paraná, dos “Vapores” aos “Carroções”. O último deles, “Porcadeiros”, também é uma preciosidade. Formado em Letras, Bach retirou do “poeirão” da memória as aventuras dos desbravadores que atravessavam o Paraná conduzindo tropas de porco. A pé, com uma vara na mão e o futuro no coração. Em Palmeira, onde nasceu, mantém em sua propriedade o Sítio Minguinho, uma espécie de Sítio do Pica-Pau Amarelo dos Campos Gerais.

Sonho de outra profissão, o que seria: Promotor de Eventos.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito: Sombra e água fresca.
Serra abaixo ou serra acima: Serra acima.
A mais bonita paisagem do Paraná: Serra do Mar.
A mais bonita paisagem de Curitiba: Universidade Livre do Meio Ambiente.
Um sábado de chuva: Um bom filme.
Um domingo de sol: Piscina e cerveja.
O que você não dispensa no inverno: Pinhão assado.
O que você não dispensa em qualquer estação do ano: A família.
O que é muito bom fazer sozinho: Escrever.
Uma música para ouvir hoje: Nunca aos Domingos.
Outra para ouvir amanhã: Qualquer música de Bach.
Um livro na estante: “Os Ventos Sopram Liberdade”, de Estevão Müller.
Um livro na cabeceira: “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes”, de André Comte-Spomville.
Um filme de ontem: “O Dólar Furado”.
Um filme de hoje: “Dois Mil e Doze”.
Um retrato na parede: Meu pai.
Um lugar para iniciar o fim de semana: Sítio Minguinho.
Um acepipe de boteco: Torresmo.
O jantar no sábado: Lasanha.
O almoço de domingo: Churrasco.
Uma receita de estimação: Dobradinha.
Nenhum, pouco ou bastante alho: O necessário.
Uma sobremesa: Torta de sorvete.
Um copo para o espírito: Reunião de amigos.
Metade cheio, metade vazio: Sempre cheio.
Saudades de um sábado qualquer: Encontro de escritores e cartunistas na Pousada São Luiz do Purunã.
Uma viagem: Pantanal.
Quem você convidaria para passar um fim de semana como deve ser: Minha esposa.
Noite de domingo, o que lhe parece: Véspera de segunda-feira.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça: A rotina.
O que assusta embaixo da cama: Tenho cama-baú.
Um passarinho (sonho) na mão: Realização.
Outro voando: Frustração.
Uma frase sobre o Paraná: Estado pujante, de gralhas e pinheirais e belezas colossais.
Dante Mendonça (6/2/2010) O Estado do Paraná.
Cemitério da Consolação. Aqui ninguém reclama da vida.
Foto de Lee Swain.

Bisbilhotecando

Olá, pessoal, adivinhem quem vai participar da nossa festa? É o Angelino, ele vai dar dicas para a criançada se divertir com segurança. E além disso, as crianças vão ganhar máscaras com a carinha do Angelino, para participarem da folia! Esperamos por vocês!

Bisbilhoteca - Cultura Infanto-Juvenil. Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1166 loja A, Bigorrilho - Curitiba - PR. (41) 3223-3038


www.bisbilhoteca.com.br

Skarnaval 2010 - 100 anos de Adoniran Barbosa

100 anos de Adoniran Barbosa
“Skarnaval onde a folia e diversão do carnaval se misturam com bom humor e música jamaicana em todas as suas vertentes”. A festa que começou como uma brincadeira da banda Sapo Banjo no Hangar 110, misturando Ska com marchinhas de carnaval chega em sua 8ª edição, isso mesmo é o oitavo ano da festa que sempre traz surpresas agradáveis que vão de bandas e artistas internacionais como o canadanse Chris Murray e Fast Food Orchestra da Rep. Tcheca, até as figuras mais engraçadas como Zacharias (cover), Wilian Bombonner e Mister Lúdico da MTV.

Desta vez o Skarnaval presta reverência ao ícone máximo do samba paulista, Adoniran Barbosa que completaria
100 anos em 2010.

No palco além do Sapo Banjo que este ano completa 14 anos de estrada e está presente em todas as edições da festa, duas bandas nacionais que vem chamando atenção do público alternativo também vão tocar e prometem colocar todos pra dançar.

A banda Extra Stout com o carismático e irreverente vocalista Axl Rude e seu parceiro Caio já conhecidos no cenário alternativo por seus trabalhos anteriores, desta vez mostram a banda que mistura ska, soul, funk e pitadas de música brasileira.

E a banda Ba-boom que está divulgando seu primeiro EP e faz a ponte Brasil Jamaica com samba, ska, dub e "Tom Zé", eles mostram um som autentico e como a própria banda diz:
“é o swingue do pandeiro com a lisergia do dub, o axé dos tambores com o grave sintético do ragga”.

Nas pickup's "Thiago DJ" comanda a festa com suas preciosidades da música jamaicana, brasileira e alternativa como o ska, rock steady, reggae, samba, swing, rock, afro beat entre outros. Thiago atualmente é um dos DJ's mais requisitados da cena underground de São Paulo.

O Skarnaval é sempre “regado” a marchinhas de carnaval, concurso de fantasias e é claro muito Ska. Coloque sua máscara e fantasia e venha dançar no SKARNAVAL lugar onde a diversão é garantida!
Contato: skarnavalinfo@gmail.com ou (11) 8903 7056

Serviço: Skarnaval 2010. Dia 06 de fevereiro as 19h. Hangar 110 – Rua Rodolfo Miranda 110 Ingressos antecipados 15r$ e na Porta 20 r$. Ingressos antecipados a venda na Galeria do Rock (Rua 24 de Maio). Nas loja Flame (n.222) 11 32248916/11 3661 6951.
Robert Nesta Marley, Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945, Miami, 11 de maio de 1981. Foto sem crédito.