Terça-feira, Janeiro 31, 2006
E por falar em Sérgio Mercer...
...No Rei do Siri Solda compôs paródias que ficaram famosas na nova Curitiba de Jaime Lerner. Verdadeiro cartum musical, “Siritango”(paródia do tango Garufa) pôs o boteco no mapa boêmio da cidade, atraindo para a mesma mesa gente como Dalton Trevisan, Paulo Leminski, Lerner, Nireu Teixeira e uma tietagem sem fim...Sérgio Mercer (1984)Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
El bandoneón imaginário.
Solda: Lechinski, o Karam, o Deiró, a Roberta Storelli e eu fomos jantar no Palácio, semana passada, para combinar a realização de um evento em homenagem ao Mercer. O nosso amigo já está do outro lado há 10 anos. Sugeri que o título geral do evento fosse "Viva o Mercer". Aí surgiu a idéia de criar um logotipo, um convite, uma camiseta, uma exposição, um coquetel - enfim, um furdunço.Entre as sugestões, uns 10 caras vão escrever textos e outros 10 vão fazer cartuns sobre o Mercer. Tudo isso grampeado (ôps!), vira um livreto interessante. Pergunto: você pode fazer a programação visual (marca e logo, direção de arte geral) e reunir uns 10 cartunistas para tocar esse projeto do livreto? Cartas para a Redação.
Abraço, Paulo Vítola
Para sacanear carioca.
Senhor editor, venho por meio desta lhe comunicar que estou retornando dos mares do Sul nessa segunda-feira, porém - sempre tem o velho e bom porém - assumo meu posto no O Estado do Paraná no dia 2, já preparando as malas para o Salão Carioca de Humor, onde, junto com Luis Pimentel e Luiz Solda, iremos lançar as piadas para sacanear Vasco e Flamengo. Na foto, no Salão Carioca do ano passado, só falta o Luiz de Itararé. Mas agora não há de falhar, o retrato será completo. (Dante Mendonça, ex-enviado especial do Solda aos mares do Sul)
Ligia Kempfer, auto-retrato.
Gosto muito do blog do Solda. No mínimo, é atualizado duas vezes ao dia, com um mooonte de coisas legais.Tem cartuns, mulheres peladas, mulheres com roupa, tenistas, fotos do passado, fotos do futuro, poemas, textos de correspondentes e muito mais. Vão lá. Porque aqui não tem nada disso. Ultimamente, só frases monossilábicas e algumas fotos de gatos. (rs) Ligia Kempfer, a própria.
Ela, Flávia Rocha.
NotaEu nunca disse. É como
se eu entendesse, subitamente,
o sentido das perspectivas.
Vôo de um pássaro azul desta árvore
para a mesma árvore mais atrás.
Nossas cabeças, uma figura
minimalista: duas linhas retas e um sol
no ponto de fuga. Janela aberta
para o poente fixo, a iluminar
com raios difusos, esta nota inacabada.
Galho quebrado trazido do fundo
no bico de um pássaro reluzente.
Flávia Rocha
Ninguém precisa de poetas.
de Flávia Rocha. Travessa dos Editores. Edição bilingüe, inglês português.
Meu Deus! Outra Priscila!
Esta Priscila eu encontrei no blog do Ota. Não corre o risco, portanto, não desenha. Mas é uma poeta muito interessante. Verifiquem: http://dedodemoca.blogspot.com/ Ah, e tem uma outra Priscila no Piauí, em Teresina, cartunista, que ganhou o prêmio de charges universitárias. Albert, você está convidado a fornecer maiores informações sobre a Priscila de vocês.Vendendo meu peixe.
Comprem! Comprem já! O livro Solda, 140 páginas de bom humor, papel couchê, capa dura, sobrecapa, prefácio de Jaguar. Restam poucos exemplares. R$ 50,00 mais custos de Correio. E tem pôster encartado. Uma beleza! luizsolda@uol.com.br Bando de pão-duros!Pryscilão.
Vejam a série da mulé inflável da minha ex-ex-musa Pryscila (vulgo Pryscilão) no blog dela, agora sim ela tomou jeito e começou a fazer trabalho criativo em vez de ficar fazendo ilustrações pra publicidade. Vai morrer de fome, mas em compensação criou umas tiras legais. Welcome to the esfomeados club, Pryscila. (OTA)Teresina.
Piauí até a realização do próprio. Sim, porque, eu, modesto cartunista
de Itararé, já dei autógrafo na rua em Teresina.
Vera.
balada cardíacacoração que é coração
venera
uma paixão severa
que amenize o calvário
fiel depositário
da quimera
coração
que é coração
exagera
é coração ao avesso
contrário
a tudo que se quisera
pressa
traduzida em espera
fogo revolucionário
véspera de primavera
Domingo, Janeiro 29, 2006
Sábado, Janeiro 28, 2006
Raspadinha.
"Informamos que o aparelho trabalha com lâminas que cortam bem rente à pele. O saco escrotal possui uma pele bem fina e sensível, além de ser bem enrugado também, e por este motivo o consumidor alegadamente sentiu ardência, e teve pequenos cortes. Recomendamos que o aparelho seja usado apenas para o barbear da face, a fim de evitar o risco de resultados não desejados". Teor de documento que instrui contestação em ação indenizatória no 1º JEC de Porto Alegre.
Juca
Pra mim chega.
Além de textos encomendados para diversas produções musicais, Torquato continuava escrevendo peças intimistas, confessionais, onde sua verve parecia encontrar apoio estilístico da secura da alma e da vida.
Um exemplo: " vou escutando e vou guardando. e vou guardando pra frente, não sei em que vou dar, mas posso dizer que não quero saber, mas não sei. em verdade estou num pânico medonho, estou guardando demais, onde fica a saída?"
Sexta-feira, Janeiro 27, 2006
Dudo bein?
do show dia 19 não está no gibí. Daria para mantê-los bebendo
até 2010. Ah, e tem até água mineral francesa. Ninguém é de ferro.
A ilha de Fidel.
A diretora, dramaturga, atriz e arte-educadora Fátima Ortiz, uma das mais premiadas artistas do teatro paranaense, está de partida para a ilha de Fidel Castro no próximo domingo, 29 de janeiro, de férias. "La Ortiz" faz escala em Caracas e depois permanecerá por um mês em Havana acompanhada pela fotógrafa Mariza Tezelli. Enquanto isso a escola de teatro de Fátima Ortiz - Pé No Palco Atividades Artísticas - continua desenvolvendo os muitos projetos com crianças e jovens atores em 2006 na sua sede no bairro do Rebouças. Cuidado, Fátima, como se dizia antigamente: comunista come criancinha! Solda (traga um boné do Comandante pra mim, Fátima)
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
Revistas de sacanagem.
1970. Década de ouro para as revistas de sacanagem da Grafipar.Desenho de Cláudio Seto, último quadrinho de uma históriaque não tenho o nome porque só tenho esta página da revista.
Personal, isso mesmo.
Sempre a lesma lerda!
de charges do Benett e que eu roubei e...assino embaixo!
NELSON MOTTA Tá na cara RIO DE JANEIRO -
Rita Lee dizia que roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido, mas, atualmente, são os tesoureiros nacionais que tem essas pintas brabas, numa linhagem visualmente tenebrosa que começa no bigode de PC Farias e chega à barba de Delúbio e à careca de Valério. Que figuras, hein? Oscar Wilde tinha toda razão ao dizer que só os espíritos levianos não julgam pelas aparências.
Cada um tem a cara que merece. Olhem bem as caras dos Janenes e Valdemares, daqueles prefeitos alagoanos que foram presos roubando a merenda escolar, de Fernandinho Beira-Mar, de Waldomiro, Silveirinha, Naya, Rocha Mattos, Buratti. Quem vê cara vê muito mais do que coração. Contra esses nem é preciso provas: está na cara.
As fotos não mentem. Basta olhar a galeria dos parlamentares suspeitos que os jornais publicam diariamente. Parece um painel de fotos de procurados pela polícia. Um estrangeiro que não soubesse quem são e olhasse os "bonecos" não teria dúvidas. Teria medo. Janene, Valdemar, Jefferson, Delúbio, Valério, Henry, Mabel, Mentor, Borba, Rodrigues, que turminha braba, que caras apavorantes, hein? É a feiúra interior se revelando nas máscaras desses personagens medonhos.E perigosos. Todo mundo já viu aquela foto clássica de parlamentares no plenário -do governo ou da oposição, às vezes até juntos- vibrando e comemorando alguma votação que ganharam. Dá vergonha e medo. Punhos cerrados no ar, bocas abertas em gritos selvagens, barrigas saindo para fora dos paletós, olhos saltando das órbitas, cabeleiras mal pintadas, que gente feia, meu Deus!Dá arrepio pensar que os rumos e destinos do país estão nas mãos desses indecorosos. Dizem que eles são os perfeitos representantes do que somos, que cada povo tem o Congresso que merece. Pode até ser, mas nós não somos tão feios.
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Vixi!
piolho ao invés de emagrecedor
A 17ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou uma farmácia dermatológica de Belo Horizonte ao pagamento de R$ 3.000 a uma cabeleireira que ingeriu medicamento trocado em decorrência da entrega de produto diverso do solicitado pela consumidora.Ela tomou remédio fitoterápico para eliminação de piolhos em lugar de solução para emagrecimento.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Ela.
A tenista russa Maria Sharapova comemora ponto contra a também russa Nadia Petrova; Sharapova venceu e é semifinalista no Aberto da Austrália Nova Trento.
A inauguração do novo santuário de Santa Paulina mudou uma antiga configuração de Nova Trento: antes, os seus dez mil habitantes cabiam dentro das dezenas de pequenas igrejas do município. Agora, não cabem nem mesmo no novo templo, projetado para 3 mil pessoas, tantos os devotos em busca de um altar para rezar.
No domingo passado, com a temperatura em torno de 35 graus, foram poucos os neotrentinos que presenciaram a inauguração do santuário e a “prática” (homilia) do arcebispo de Florianópolis, dom Murilo Krieger. Para os nativos daquele colônia italiana oriunda de Trento, na Itália, a sexta-feira anterior foi o dia consagrado ao povo de Nova Trento conhecer, em procissão, os 6.925,56 m2 de área coberta do moderno santuário. Domingo foi de “recolhimento”. Os menos fiéis foram à praia, a maioria assistiu à cerimônia pela tevê, enquanto aguardava o churrasco do almoço, com muito foguete e cerveja gelada, porque o dia era de festa e a estátua de Santa Paulina também não é de ferro.
No domingo passado, com a temperatura em torno de 35 graus, foram poucos os neotrentinos que presenciaram a inauguração do santuário e a “prática” (homilia) do arcebispo de Florianópolis, dom Murilo Krieger. Para os nativos daquele colônia italiana oriunda de Trento, na Itália, a sexta-feira anterior foi o dia consagrado ao povo de Nova Trento conhecer, em procissão, os 6.925,56 m2 de área coberta do moderno santuário. Domingo foi de “recolhimento”. Os menos fiéis foram à praia, a maioria assistiu à cerimônia pela tevê, enquanto aguardava o churrasco do almoço, com muito foguete e cerveja gelada, porque o dia era de festa e a estátua de Santa Paulina também não é de ferro.
Enquanto os meninos da cidade contavam da varanda o número de ônibus e automóveis que se dirigiam ao Santuário, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição contavam à imprensa o quanto custou para erguer aquele monumento encimado por uma cruz de seis toneladas e dez metros de altura. Quinze milhões ou dois tostões, tanto faz. Atualmente, o vil metal escorre aos cofres da congregação assim como uma fonte ainda move as pás de um velho moinho daquele verde vale do Vígolo, localidade que é também palco de uma milionária especulação imobiliária.
Mas nem sempre foi assim. Em 1875, quando os miseráveis imigrantes chegaram a Nova Trento, e ao Vígolo, foram recebidos pelas flechas dos índios botocudos. Pouco mais de 100 anos depois, quando a congregação da madre Paulina começou a engatinhar pelo mundo, os proventos caíam em conta-gotas, vinham da caridade dos colonos a quem não sobravam “merréis” nem para levar os filhos à escola.
Em 1983, quando a canonização de madre Paulina era ainda um vislumbre de fé, conhecemos a casa da congregação da Irmãzinhas na original aldeia de VigoloVattaro , no trentino italiano. Fomos recebidos com afeto e um cálice de “licor de ovos” – uma honraria, porque estavam recebendo o filho de dona Cremilda Tridapalli Mendonça, a pintora de Nova Trento que recém tinha restaurado e pintado a velha igrejinha, de 1912, raiz da congregação.
Para as irmãzinhas que guardavam a casa onde tinha nascido Amabile (Paulina) Wisintainer, o “licor de ovos” era um luxo. Sobreviviam dos contados donativos vindos do Brasil meridional e de uma inacreditável “pirâmide”, que um velho padre austríaco ergueu na pequena sala do sobrado de arquitetura alpina, e que dizia miraculosa para os males do câncer. Se a “pirâmide” feita com canos de alumínio tinha poderes além da ciência, na dúvida também nos deixamos banhar pelos fluídos, enquanto as Irmãzinhas agendavam visitas de doentes de vários países da Europa.
Ficamos uma semana em Vigolo Vattaro, hospedados no único albergue do “paese”, onde a proprietária – Gabriela Ducatti, de saudosa memória - saía e nos deixava com as chaves. Inclusive do bar. Quando partimos, uma das Irmãzinhas nos fez um último pedido: portar a Nova Trento uma encomenda, que seria meio de arrecadar fundos para as missões da América Central e África. Enquanto nos preparávamos para a viagem, desembrulhamos a encomenda para melhor acomodar o pacote na mala: eram dúzias de relógios suíços. Deus nos acompanhou na alfândega e os donativos suíços foram entregues em boas mãos.
Os ponteiros dos relógios passaram e parece que foi ontem quando cravaram a pedra fundamental do imponente Santuário. Gente pobre doou um real, gente rica doou milhões para os sinos de bronze da torre de 42 metros de altura.
De minha parte, ainda estou em dívida com as Irmãzinhas, desde os tempos quando estudava piano no convento de Nova Trento, e pulava a janela para roubar goiabas do pomar.
Que Santa Paulina me perdoe pelas goiabas.
(Dante Mendonça, enviado aos mares do Sul, especial para o blog do Solda e ao jornal O Estado Paraná, edição desta terça-feira, dia 24 de janeiro, aniversário da Maí.)
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Mick Jagger: rito de passagem.
Caro amigo, sabia que se eu abrisse teu blog perderia a hora do trabalho. Mas num me importo:qui dilícia!!!
Como não desperdicei meu passado, me senti confortavelmente de volta às priscas eras. Estou no último dia da maratona de moda de SP. E me antevendo nas areias de Copacabana para ver os Stones. Será meu rito de passagem para a vida adulta. Juro que deixarei a adolescência no dia 19, quando do último acorde da guitarra.
Depois desse meu woodstock tardio (mas antes tarde do que never), viverei minha vida de avó. Pretendo ir de mochila nas costas, de ônibus. Sem reserva em hotel, nem passagem de volta marcada. Talvez volte na ambulância da Ecosalva, já me advertiram. Mas pretendo dar uma de hippie em 2006. Sou Beatles desde criancinha.
Pero, história é meu ponto fraco, daí que dois milhões de pessoas e eu vamos ver os Stones. O resto é outra história. Não tem magia nenhuma, por exemplo, ir a um estádio de futebol ver U2, nem que fosse U3. Caro amigo, vamu nelça?
Adélia Lopes
O Paraíso, na Terra.
Neste lugar maravilhoso, da família Bruel, acampávamos desde 1974, quando não havia viva alma nas redondezas.
Nós, Beto Bruel, Enéas Lour, Beto Guiz, Kito Pereira, Nautílio Portela, Sansores França, Mário Schoemberg e mais um monte de malucos com respectivas mulheres e filhos, montávamos nossas barracas no capão onde hoje se situa a pousada Cristal do Horizonte, do Bira Bruel. Antes, passávamos por São Luiz do Purunã, onde havia um armazém típico da região, com os trabalhadores jogando sinuca e tomando cerveja e nós, ansiosos, pedíamos rabo-de-galo e a criançada se divertia com maria-mole, doces de abóbora e paçoquinhas.
Éramos jovens e passávamos semanas e semanas, chovesse ou não, tomando banho de rio, pescando, jogando conversa fora, com muita cerveja, vodka e refrigerantes. Duro era manter as crianças dentro das barracas quando chovia, todas pequenas, jogando baralho e fazendo escarcéu. Ainda não havia plantações de pinus nas redondezas e o Rio Tamanduá era maior e muito mais profundo, águas límpidas, fundo de pedras.
Naquele tempo, já éramos do MSF (Movimento dos Sem-Fazenda) e desfrutávamos o máximo das temporadas acampadas no silencioso lugar, onde o único barulho era o rio passando , a natureza se manifestando ou de algum Bruel que aparecia para visita. Tia Rita, Tia Nena, Tia Ika, Tio Clema, Tia Matilde, Sérgio Bruel, Olga e Rui (pai da Elisa, do Café do Teatro), ou Dona Dalila e o chimarrão rolava solto quando a conversa se estendia às vezes até o fim de tarde.
Tenho a maioria de nossos acampamentos em VHS e fotos e, nossos filhos, a maioria chegando ou já passando dos 30 anos, lembram de tudo que desfrutamos. Leite e pão apanhávamos no seu Saturnino, produtor da região. Sabíamos a hora quando um trem, muito distante apitava, geralmente às 5 da tarde.Quase toda noite subíamos morro acima, de kombi, com colchões, em noites de lua cheia, para admirar a quantidade de estrelas que não conseguimos ver nas cidades, devido à poluição. E lá ficávamos deitados, esperando pelos discos-voadores que nunca apareceram.
O churrasco e a costela eram constantes e, quando a cerveja faltava, íamos nós até o km 39, buscar o líquido precioso. Enéas Lour, desastrado como sempre, era o mais divertido, embora todos compartilhassem da mesma alegria que ele demonstrava quando, ao abrir um vidro de molho de tomate, quebrava o vidro e coisas do gênero. Ele jogou meu gato fora, que nunca mais apareceu, quando, ao chegarmos para acampar, o deixamos o dentro da barraca onde Enéas dormia. Surpreendido pelo felino, acordou sobressaltado, abriu o zíper da barraca rapidamente e atirou longe nosso gatinho, que sumiu na mata para não mais voltar.
Voltarei ao assunto. Talvez contando do belo cemitério onde passávamos para chegar ao nosso destino, pela estradinha poeirenta da época.
Solda
Alice, essa maravilha.
Alice Ruiz, para quem não conhece as alices ruízes, é uma planta da família das violáceas, de estípolas foliáceas, sempre cercada de áureasalices e estrelas-da-manhã por todos os lados, cuja função é servir de alicerce para todos os aquis, deixando para cá os alis que agora gorjeiam e não gorjeiam como lá.
Há as alices ruízes que flutuam como as brumas de um letargo, que provocam os broquéis dos cruzesouzas e alimentam fonemas nos vocábulos, causando uma leve aliteração aos sábados, desde que simetricamente dispostos.
São seres alígeros, descritos em prosa e verso, na sua mais transparente tradução, aliformes, alindados e, por tudo isso, alimento dos deuses. As alices ruízes, poiemas, que provocam as tempestades no deserto, transubstanciam-se em primavera em pleno outono, numa galactopoese silenciosa antes do pôr-do-sol, contrariando a teoria da versificação.
Outras, poietés, de imaginação inspirada, de três versos, dos quais dois são pentassílabos e um, o segundo, heptassílabo, são pequenas ilhas orientais que seduzem e deslumbram até prova em contrário. Agrisalhadas, com o passar do tempo, são fontes de água lustral, a água sagrada dos antigos, preparada na pira dos sacrifícios, diferente das águalices comuns.
Líquidas e certas, na Grécia, eram cultivadas aos pares para exposição de idéias sob a forma imaginativa, em noites de lua cheia. A especialidade das alices ruízes é a floração, desenvolvida com astúcia e elegância quando as palavras se encontram.
Há ainda os horóskopos, alices ruízes dedicadas às divindades, à religião, aos ritos e aos cultos, entre uma página e outra, pitonisas transparentes, cúmplices da situação dos astros. Todas as alices ruízes unidas, uma por todas e todas por uma, sempre, são moças polidas, levando uma vida lascada.
E, no país das maravilhas, enquanto você faz poesia, elas, poetas no país dos espelhos, ouvem a cotovia.
Solda
Camarada Soldka, depois te conto como foi o domingo em Nova Trento. Antes, quero contar ao camarada Mathieu Bertrand Struck que também acabei de ler Stalin – Triunfo e tragédia. Ufa! Sobre a obra do russo Dmitri Volkogonov, acerca de um breve comentário meu aqui neste teu blog, “Te cuida camarada, Soldka”, Mathieu disse: - “Li essa biografia do Volkogonov na virada do ano. Muito boa e completa, mas escrita por um ex-general da URSS, não se olvide. Quanto a Comissários das Artes Populares avaliarem o "conteúdo" de obras artísticas, basta lembrar que a [nova] Lei estadual de incentivo à cultura agora exige "contrapartida social" para a aprovação dos projetos....”
De fato, Mathieu, não podemos nos olvidar da estração castrense do autor. Não só era um ex-general da “ditadura do proletariado”, como também nasceu de uma família internada num “gulag” (sigla em russo da Glovnoye Upravleniye Ispravitelno-Trudovyhl Lagerey. Ou seja, repartição central dos campos de trabalhos corretivos), cujo pai também foi um militar fuzilado por Stalin.
A obra pode ter sido uma vingança do autor. Mas que vingança!!! Volkogonov, general da linha dura, quando deixou o setor político e de propaganda do Exército foi diretor do Instituto de História Militar. Escreveu o livro com a chave do cofre da memória soviética na mão. São impressionantes as minúcias documentais: das atas dos congressos comunistas aos bilhetinhos de Stalin grifados com grossos riscos de caneta vermelha, mandando 22 milhões de russos para o quinto dos infernos.
Portanto, seria o general suspeito para falar das atrocidades de Stalin? Depende. Quando Khruschev subiu nas tamancas, no XX Congresso do Partido Comunista, em fevereiro de 1956, naquele momento o ex-seminarista Stalin descia à lata de lixo da história. Dmitri Volkogonov apenas jogou a merda que restava no bigodão da besta.
Te cuida, camarada Soldka, porque Lei de incentivo à cultura agora exige "contrapartida social" para a aprovação dos projetos, com bem lembrou Mathieu Bertrand. a página 537 de Stalin – Triunfo e tragédia, está escrito e transcrito: “As matérias do escritor satírico Mikhail Zoshchenko e da poetisa Anna Akhmatova para as revistas foram atacadas, e os dois expulsos do sindicato dos escritores. (O que não era pouca coisa: era o sindicato que dava acesso de um escritor à publicação – era o tal do “incentivo à cultura” -, por conseguinte o coitado do nosso colega Mikhail Zoshchenko ficou sem o seu ganha-pão).
O mais incrível foi reação da esposa do humorista. Mandou uma carta a Stalin nos seguintes termos: "Fiquei literalmente arrasada com o decreto do Comitê Central sobre as revistas Zvezda e Leningrad ( Stalin considerava Leningrado uma cidade herética)... Como pôde isto acontecer, quando todos gostavam tanto de Zoshchenko? Gorki, (...) todos eles diziam que o amavam. (...) Não há vestígio de injúria ou malevolência em seus livros. Enquanto defendia o marido, dona Vera – esse era o nome dela, Verinha! – entrou em desespero e revelou detalhes “inolvidáveis” sobre o perseguido humorista:
“Altamente neurótico... e tem estranhas obsessões. Temia por demais enlouquecer, como Gogol. Começou um tratamento de auto-análise e teve certo sucesso. Sua doença provocou nele o sentimento de sátira, e aí está o problema. Mas ele é incapaz de se submeter à vontade dos outros, não consegue agir sob as ordens de ninguém”.
A “loucura” de dona Vera deu certo: Stalin não mandou o engraçadinho para o fuzilamento.
(Dante Mendonça, enviado especial do Solda aos mares do Sul. E, por favor, camarada editor, dá uma leve revisada porque estou escrevendo o textículo bebericando um uisquinho e, numa dessas, posso acabar sendo fuzilado por uma crase que não foi feita para fuzilar ninguém.)
Domingo, Janeiro 22, 2006
Memória digitalBem, a história da cartolina (hoje os recursos evoluíram e os papéis de trabalho se sofisticaram, mesmo para o cartunista analógico) aconteceu em 1976 na redação do Diário do Paraná, onde o Reta e o Solda davam expediente. Eles tocavam o suplemento Anexo para o Reinaldo Jardim, em ritmo diário e frenético – principalmente depois das 16 horas. Quando cheguei, por volta disso, o Solda se preparava para fazer o desenho do dia, algo que pudesse preencher espaço e, ao mesmo tempo, dar prazer estético aos leitores. (Do meu ponto de vista, era como se você pedisse para que o Poty ou o Portinari criassem desenhos para ilustrar um texto do Toninho Vaz. É melhor reduzir o texto à fonte 8, 6, quem sabe?, e deixar o talento dos mestres à frente.) Mas, foi assim: o vidrinho de nanquim estava aberto sobre a mesa, ao lado de uma grande folha de papel em branco e, súbito, num gesto desavisado, alguém entornou a tinta preta deixando uma grande mancha central na cartolina. Todos exclamamos, surpresos: “Porra... que merda!”. Mas nada podia ser feito, o desastre estava consumado. Certo? Errado. O Solda se afastou, olhou a coisa de cima, deste e daquele ângulo e, como num gesto digno de um maestro, usou o dedo como pincel – ou batuta, sei lá... Com poucos traços, para deleite geral, ele fez um Chaplin sensacional, quando a grande mancha transformou-se no gigantesco chapéu coco e, logo abaixo, num toque surpreendente, o bigode preto característico. Uma arte literalmente digital. Eu puxei o cordão: Bravo! No dia seguinte, o desenho ocupava a capa do suplemento, em tamanho monumental, como um presente fino aos leitores. Se é que vocês me entendem?
(da série QUANDO A CAMPINA DO SIQUEIRA ERA ÁREA RURAL)
Toninho Vaz - foto: Eliana Borges
Rico e famoso, porém, cartunista.
Esse troço vicia! Agora nao consigo ficar uma manhã, uma tarde
e uma noite sem passar no seu blog! Abs!Rico.
Professor Thimpor.

Encontra-se em Curitiba o Prof. Thimpor, famoso vidente e astrólogo itarareense, filho de Don Eurides e de Madame Vidal, pitonisa reconhecida internacionalmente. Não se desespere.
Há uma solução para todos os seus problemas. Faça hoje mesmo uma visita sem compromisso. Estimado leitor, você está desiludido, desanimado? Desorientado? Tem um caso íntimo a resolver? Inveja? Mau olhado? Os negócios vão mal, o dinheiro não está dando nem pra comida, seu time não vai pra frente e o amor não é correspondido? Queda de lucros na lavoura, indústria ou comércio? A inflação anda comendo o seu salário? Arranca-rabo? Trancetê? Furdúncio? Rebuceteio? Urucubaca em geral. Questões amorosas ou comerciais, sofrimento moral, frieza sexual de ambos os sexos.
Absoluto sigilo. Orientamos executivos, políticos safados, empresários, artistas, jogadores de futebol, técnicos de seleção, animais em extinção e intelectuais. Joga-se búzios, tarô, finca-finca, mico, peteca e biriba. Consultas espirituais. Descarrego. Como tornar-se invisível em Curitiba. Não confunda com outros profissionais do ramo.
Prof. Thimpor vai transformar a sua vida. Saia desse caminho cheio de espinhos, marque uma consulta e mude o seu destino. Não brinque com o futuro nem desperdice o passado.
Rua Hermenegildo Busso, 989, Boa Vista (travessa da Barão de Itararé, após a via rápida, sentido centro-bairro, 2ª quadra à esquerda, antes da Pizzaria Cazzo, ônibus Ligeirão, na Santa Cândida, descer em frente ao Bar do Japonês) Curitiba - PR
foto: Puppo
Sábado, Janeiro 21, 2006
Momento Carash.
em visita à Tailândia, afaga - audácia! - um filhote de elefante
em foto especial para esta coluna. Marisa é a da direita.
Você conhece a família Thimpor?
Toshiro Thimpor
Proprietário de uma modesta pastelaria em Presidente Prudente, Toshiro tem duas paixões na vida: pastel de carne e pastel de palmito. A família desconfia que ele seja japonês. É treinador do time de beisebol da cidade, onde jogam todos os seus filhos. Não fuma, não bebe e não joga, mas é viciado em haraquiri.
Leonor Thimpor
Ninguém sabe quem é, embora freqüentemente seja vista em companhia de Romão Thimpor, o peito de aço. Há indícios de que ela seja esposa de um Thimpor qualquer. Nas fotos da família ela está sempre lá no fundo, arrumando a alça do sutiã.
Pepita Thimpor
Fabricante de suspensórios, amante incansável, Pepita descobriu o significado moral das medidas anticoncepcionais ao ter um coito interrompido em 1962, em virtude de um forte temporal que caiu sobre Palermo que enclausurou seu parceiro de noitada dentro de um tonel de vinho.
Proprietário de uma modesta pastelaria em Presidente Prudente, Toshiro tem duas paixões na vida: pastel de carne e pastel de palmito. A família desconfia que ele seja japonês. É treinador do time de beisebol da cidade, onde jogam todos os seus filhos. Não fuma, não bebe e não joga, mas é viciado em haraquiri.
Leonor Thimpor
Ninguém sabe quem é, embora freqüentemente seja vista em companhia de Romão Thimpor, o peito de aço. Há indícios de que ela seja esposa de um Thimpor qualquer. Nas fotos da família ela está sempre lá no fundo, arrumando a alça do sutiã.
Pepita Thimpor
Fabricante de suspensórios, amante incansável, Pepita descobriu o significado moral das medidas anticoncepcionais ao ter um coito interrompido em 1962, em virtude de um forte temporal que caiu sobre Palermo que enclausurou seu parceiro de noitada dentro de um tonel de vinho.
A modéstia eu abandonei junto com a bebida
O pingo no espaço branco, linear e breve, engorda e fica brevelíneo. Os seres de Solda, raramente chatos, quase sempre achatados, estão espremidos pelas circunstâncias: plásticos se espalham na ocupação plena do espaço mais horizontal que vertical. Claro que há, também, os que seguem a chama da vela, quase góticos em sua agudeza de agulha pronta a perfurar o céu, longelíneos. Se faz isso com o traço e a troça é capaz de exercer tais magias com as palavras no seu escavado, onde as frases são curtas mas de profundas reverberações semânticas. Um pingo no espaço que engorda, Sancho Pança, Aníbal Khoury, ou quase se estica em distúrbio glandular, Don Quixote, o Magro do Henfil, nunca jamais o Tadeu França. Riscos e rasgos. Artes do Solda, talento que dá liga...Luiz G. Mazza (1985)Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

melhores que muitos desáiners (ah! ah! Ah!) que eu conheço
e que cobram fortunas pelo seu talentinho.
mandinga nem padre a preparar o despacho,
mas vale a pena.
1) Devemos deixar que o conteúdo impulsione o design. O conteúdo das matérias é o principal. Não se deve criar um ambiente gráfico que restrinja a capacidade do jornal narrar as suas histórias. Mesmo que sejam tipologias, ilustrações, fotos ou tabelas perfeitas, maravilhosas, elas não devem trabalhar para si mesmas, mas para mostrar o conteúdo do modo mais eficaz possível.
2) O aspecto visual deve criar uma sensação de lugar, comunidade, cultura. O jornal deve chegar a soluções próprias, desprezando soluções demasiadamente “técnicas”, que podem até parecer “corretas”, mas que poderiam ser utilizadas em qualquer matéria, de qualquer jornal, de qualquer lugar do mundo. É importante dar a sensação do local, do público a ser atingido, do conteúdo específico a ser divulgado, para que o jornal da não dê a sensação de “igual”.
3) O conteúdo deve ser colocado dentro de uma realidade gráfica atraente e compreensível para os vários grupos de leitores. Devemos informar não apenas aquilo que a instituição acha que o leitor precisa ler, mas o que o leitor quer ler. Evitar soluções “institucionais” demais, “internas” demais.
4) O leitor deve não apenas identificar-se com o jornal, mas sentir vontade de interagir com ele. Devemos propor ações e atitudes para a comunidade, sem esquecer, nunca, de abrir oportunidades para o leitor participar desse processo.
5) Para ser chegar a soluções visuais eficazes, o jornal da Unioeste deve experimentar, buscar novas soluções criativas para velhos problemas, enfim, estar disposto a correr riscos. E a força para essa criatividade deve ser buscada junto ao seu público (interno e externo). Afinal, cada matéria nasce da vida real de comunidades cheias de força, vigor e vitalidade: é preciso buscá-la, nutrir-se dela, refleti-la no jornal.
6) Devemos dar às palavras o mesmo carinho e atenção que ao planejamento gráfico. Os títulos, legendas, destaques e olhos devem merecer a mesma “inspiração” e criatividade, buscando um sentido único com a parte gráfica. Não devemos deixá-los para o fim do processo de edição, apenas como “espaços a preencher com palavras”, mas trabalhá-los dentro do conjunto, como elementos que “signifiquem”, fortalecedores dos conteúdos como um todo.
7) Devemos prestar atenção no conjunto do jornal, nos detalhes. Sua feição gráfica deve ter lógica, movimento e ritmo internos. Não devemos intercalar páginas maravilhosas com setores desatendidos. O todo deve ser coerente e a média de cada uma das edições deve ser alta.
8) As fotos devem “dizer” algo. Fotos bonitas, mas sem conteúdo visual impactante são, na maioria das vezes, um desperdício de espaço. Existe, sempre, uma história a ser narrada. E não bastam apenas fotos satisfatórias em luz, enquadramento, cor, efeitos, se elas não somam nada ao restante do conteúdo. Às vezes uma simples seqüência em preto e branco diz mais que uma superprodução sem sentido que, por si só, revela falta de planejamento ou de criatividade. Existe uma “história fotográfica” a ser narrada em conjunto com a “história escrita”.
9) Não se deve abusar de um mesmo efeito gráfico, pois, assim, eles cansam o leitor e tiram o elemento surpresa. É preciso agir utilizar com moderação as cores, as luzes, os efeitos. Devemos conhecer e saber usar as ferramentas gráficas (ilustrações, tipologia, fotos, gráficos, etc), mas não usá-las todas de uma só vez.
10) Causar, no mínimo, uma grande surpresa gráfica em cada número do jornal. Algo diferente, que atraia especialmente a atenção do leitor, gerando comentários e forçando-o a deter-se sobre o material. Assim como existe uma “matéria de capa” ou “reportagem especial” em cada número de jornal, deve, também, haver uma surpresa gráfica, um destaque visual por número.
Achei este texto na Internet. Do jornal da Unioeste. Concordo em gênero, número, degrau e escada rolante. Solda
2) O aspecto visual deve criar uma sensação de lugar, comunidade, cultura. O jornal deve chegar a soluções próprias, desprezando soluções demasiadamente “técnicas”, que podem até parecer “corretas”, mas que poderiam ser utilizadas em qualquer matéria, de qualquer jornal, de qualquer lugar do mundo. É importante dar a sensação do local, do público a ser atingido, do conteúdo específico a ser divulgado, para que o jornal da não dê a sensação de “igual”.
3) O conteúdo deve ser colocado dentro de uma realidade gráfica atraente e compreensível para os vários grupos de leitores. Devemos informar não apenas aquilo que a instituição acha que o leitor precisa ler, mas o que o leitor quer ler. Evitar soluções “institucionais” demais, “internas” demais.
4) O leitor deve não apenas identificar-se com o jornal, mas sentir vontade de interagir com ele. Devemos propor ações e atitudes para a comunidade, sem esquecer, nunca, de abrir oportunidades para o leitor participar desse processo.
5) Para ser chegar a soluções visuais eficazes, o jornal da Unioeste deve experimentar, buscar novas soluções criativas para velhos problemas, enfim, estar disposto a correr riscos. E a força para essa criatividade deve ser buscada junto ao seu público (interno e externo). Afinal, cada matéria nasce da vida real de comunidades cheias de força, vigor e vitalidade: é preciso buscá-la, nutrir-se dela, refleti-la no jornal.
6) Devemos dar às palavras o mesmo carinho e atenção que ao planejamento gráfico. Os títulos, legendas, destaques e olhos devem merecer a mesma “inspiração” e criatividade, buscando um sentido único com a parte gráfica. Não devemos deixá-los para o fim do processo de edição, apenas como “espaços a preencher com palavras”, mas trabalhá-los dentro do conjunto, como elementos que “signifiquem”, fortalecedores dos conteúdos como um todo.
7) Devemos prestar atenção no conjunto do jornal, nos detalhes. Sua feição gráfica deve ter lógica, movimento e ritmo internos. Não devemos intercalar páginas maravilhosas com setores desatendidos. O todo deve ser coerente e a média de cada uma das edições deve ser alta.
8) As fotos devem “dizer” algo. Fotos bonitas, mas sem conteúdo visual impactante são, na maioria das vezes, um desperdício de espaço. Existe, sempre, uma história a ser narrada. E não bastam apenas fotos satisfatórias em luz, enquadramento, cor, efeitos, se elas não somam nada ao restante do conteúdo. Às vezes uma simples seqüência em preto e branco diz mais que uma superprodução sem sentido que, por si só, revela falta de planejamento ou de criatividade. Existe uma “história fotográfica” a ser narrada em conjunto com a “história escrita”.
9) Não se deve abusar de um mesmo efeito gráfico, pois, assim, eles cansam o leitor e tiram o elemento surpresa. É preciso agir utilizar com moderação as cores, as luzes, os efeitos. Devemos conhecer e saber usar as ferramentas gráficas (ilustrações, tipologia, fotos, gráficos, etc), mas não usá-las todas de uma só vez.
10) Causar, no mínimo, uma grande surpresa gráfica em cada número do jornal. Algo diferente, que atraia especialmente a atenção do leitor, gerando comentários e forçando-o a deter-se sobre o material. Assim como existe uma “matéria de capa” ou “reportagem especial” em cada número de jornal, deve, também, haver uma surpresa gráfica, um destaque visual por número.
Achei este texto na Internet. Do jornal da Unioeste. Concordo em gênero, número, degrau e escada rolante. Solda

As Novelhas, ontem.
A Demissão - 19 horas Examinando o script, Francisco Cuoco descobre que é Carla Camurati, no papel de uma empregada doméstica na mansão de dois mafiosos presos pela polícia. Desesperado, agarra Armando Nogueira que passa pelo corredor e exige uma nota de esclarecimento no Jornal Nacional. Camargo, ainda no camarim, finge indiferença. Pedro atira o iogurte na cara de Laurinda e sai pela culatra. Jacinto volta da Europa e encontra todo o elenco da novela de malas prontas. Reage. É demitido. Confusão. Celeste finalmente recupera a visão e se atira do décimo andar. Vespúcio tenta atravessar a Avenida Paulista. O sucesso o espera do outro lado, num boteco suspeito. Sobem as passagens de avião. Terror. Há rumores de demissão de diversos ministros. A Farsa - 19h05min. Demóstenes recusa a pizza e é mal interpretado por Olívia, que se retira do velório. Olegário chega em casa e não encontra ninguém. Mora sozinho. O mistério aumenta quando descobre um bilhete em cima da cômoda. Não há cômoda na casa. As prostitutas que haviam seqüestrado Libório devolvem o corpo, mas sem a parte de baixo, atrapalhando as investigações. Jô Soares se desvencilha de um regime e é visto engordando numa churrascaria do Alto da Glória. Dias Gomes e Glória Magadan passeiam pelo Parque Barigüi. Dalton Trevisan os observa. Ronnie Cord é abatido a sorvetadas pelo fã-clube de Orlando Alvarado. A policia é obrigada a intervir. Veruska entrega o ouro para os bandidos. É ouro falso. Os bandidos são falsos. Veruska é falsa. A farsa prossegue. Costinha assiste a tudo, de longe. Sagrada Família - 20h20min.
Lucinha Lins paga a conta da lavanderia com um cheque sem fundos de Renato Aragão. Eusébio, disfarçado no turco que tentou matar o papa, investe contra o padre com uma carabina. Pânico. Falta água benta na missa. As hóstias estão salgadas demais. Os fiéis invadem o púlpito. Deus não pode fazer nada. O sacristão é levado pela multidão. Ariana rasga seda enquanto Leo permanece jogando confetes. Alberto dá uma de joão-sem-braços, apesar da insistência de Rosita em fazer corpo mole. O jantar é servido. Não há comida. Débora dá com a língua nos dentes, mas não há mais nada a fazer. O galã da novela pisa no pé de Lucélia Santos, que revira os olhinhos, cede aos prazeres da carne e desmaia, estragando o capítulo. A substituição é inevitável. Gregopry Peck intervém. Ninguém discute com o xerife. David Jansen passa correndo pelo set de gravação.
Aeroporto - 22 horas
Aeroporto - 22 horas
Nicanor perde todos os documentos num táxi a caminho do aeroporto. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é surpreendido tentando ouvir a grama do Maracanã crescer. Otávio compra a charrete roubada por Duarte. Pancadaria na família, pois a mãe de Otávio não quer charrete em casa. Vado suspira profundamente por Tereza, que finge amar Dario, o moribundo que dinamitou o helicóptero que levaria Talita até o aeroporto. Eunice encontra um cadáver no banheiro e perde a voz no pôquer. Lipe recupera a memória momentos antes de chegar ao aeroporto. A mãe de Nicanor perde o aeroporto. O autor da novela é preso no aeroporto, momentos antes de embarcar para a Europa. O último a sair tenta apagar a luz do aeroporto, mas é tarde demais. Roubaram a lâmpada.
Juventude Perdida -22h15min.
Juventude Perdida -22h15min.
Raphael, depois que virou estátua, não faz movimento nenhum e permanece em silêncio, enfeitando o jardim de Mamãe Dolores. Maria Helena, preocupada com os brigadeiros para a festa, vai dar com os burros n’água. Sérgio não se conforma que o Natal caia exatamente no dia 25, pois tem compromissos inadiáveis e, apreensivo, olha os lírios do campo. Domênico vende o Pão de Açúcar para Fernando Mesquita (César) e toma o primeiro avião para Campinas, onde Cleide o aguarda com a cadeira-de-rodas roubada. Isabel Cristina, agora fazendo parte do Conselho Superior de Censura, é recebida com certa desconfiança pelos Alcoólatras Anônimos, que vendem todo o vasilhame imediatamente. As pupilas do senhor Reitor dilatam. O peru morre na véspera. Jards Macalé, bêbado, invade o quarto da Rainha da Inglaterra. Dorval e Mengálvio são vistos juntos novamente, numa pastelaria em Presidente Epitácio. Albertinho Limonta descobre que seu verdadeiro nome é Ésquilo e tenta se suicidar, se atirando debaixo do chuveiro. Seu terno encolhe. A respiração torna-se ofegante. A morte é certa. Os cães ladram.
Amor de Mãe - 23h10min.
Amor de Mãe - 23h10min.
Os fuzileiros finalmente desembarcam na pequena ilha. Saem correndo atrás de cubanos e soviéticos. Tarcísio Meira deixa crescer a barba e as orelhas e parte em busca da fonte da juventude. Glória Menezes vai atrás. Onde o Tarcísio Meira vai, a Glória Menezes vai atrás. Uma barraquinha de caldo de cana é bombardeada pelos fuzileiros. Falta garapa na ilha. A desordem se alastra. Glória Meneses vai atrás dos cubanos. Jornalistas desorientados tentam explicar a invasão de Tarcísios Meiras. A população não agüenta o vai-e-vem de Glória Menezes. O cruzado despenca. Crise na economia. As estradas são bloqueadas. Ninguém sai da ilha. É sábado. Todos vão à praia. Tarcísio Meira monta uma barraquinha de limonada. Glória Menezes espreme os limões.
Solda
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
soisos anseios
de todos
os meus ensaios
sois a ânsia
essência
dos meus sais
sois
todos os sóis
sois
dois seios
nada mais
solda
João Maria tenta desesperadamente escrever uma peça de teatro para participar de um concurso. Folheia livros, consulta anotações. A campainha toca, ele vai atender. É Fausto, acompanhado do Diabo. João Maria esperava Godot, mas não diz nada. Fausto, que firmara um pacto com o Diabo, quer que João Maria o ajude a procurar Margarida, expressão de pureza e virtude. João Maria se recusa. Tem que lavar toda a louça e levar as crianças no colégio. Mefistófeles, escondido atrás da cortina, ouve toda a conversa. Misteriosamente, o telefone toca. É Goethe. Começa o bate-boca. A mulher de João Maria reclama do barulho. João Maria vende a alma a Goethe, que lhe promete a juventude eterna, a satisfação dos desejos e dois ingressos para o show da Rita Lee. A empregada, encarnando o conflito humano entre a matéria e o espírito, ignorando a situação, pede aumento. Surge Godot, não se sabe de onde, representando as obras de cunho universal. Alguém tenta servir o cafezinho. As luzes se apagam. Mefistófeles passa a mão na empregada. Tumulto. O inspetor Poirot invade o apartamento. Fica no ar aquele cheiro de carta rasgada.
Bentinho e Capitu estão almoçando. Em outra mesa do restaurante, Tom Jones, o andarilho generoso e irreverente, interrompe o licor e observa a salada dos Irmãos Karamazov. É sábado. Um baiano reclama da feijoada.
Um rei é assassinado. No velório, os presentes refletem sobre as paixões humanas, a harmonia social e a moral da sociedade. Três feiticeiras horrendas mandam um pombo-correio para Riobaldo, General do Exército Real, avisando que ele será o futuro soberano do Nordeste. Sem saber de nada, Riobaldo come o pombo. Chove em todo o sertão. Riobaldo, com disenteria, mata o Rei Duncan, tornando o clima sombrio. Intriga. Medo. Violência. Todos vão ao McDonald’s mais próximo.
João é noivo de Maria. Trocam carícias no velho sofá desbotado. O retrato do pai os observa. Dona Rosinha prepara o jantar. Dalton Trevisan passa pela sala na ponta dos pés, tropeça num lugar comum e cai nos braços do vampiro de Curitiba. Mistério. Tchekov e Maupassant zombam dos leitores. Trevisan, observador atento dos pormenores da realidade, se afoga. Um moço em Curitiba só tem um remédio: afogar-se. Pára a música, fecham-se as cortinas e ninguém mais toca no assunto.
O Grande Vazio da Alma Humana está na sala vendo televisão. A Fantasia Exótica Magistral volta da feira e encontra os Traços Primitivos fazendo algazarra no banheiro. O Grande Vazio pergunta pelo salsão. Não havia salsão na feira. A Fantasia Exótica chama todo mundo e faz uma descrição do mundo tal como ele realmente é. Tolstoi, apavorado, foge de casa. O Compêndio de Gramática explica que o artigo é a parte da palavra que serve para exprimir a extensão em que o substantivo será tomado. Pânico no palco. A omissão do Artigo Definido acaba incriminando a Formulação do Plural, que foge do país. O Grande Vazio da Alma Humana continua vendo televisão.
Solda
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Eu já havia começado a escrever minhas memórias - muito sexo, drogas e rock' n' roll, fanta uva, um Bukowski aqui, um Fante ali, paçoquinhas, meu primeiro vinilzão, Fausto Wolf, Campos de Carvalho, e mais uma porrada de asneiras. Iria se chamar" Solda - Autobiografia não autorizada". Aí descobri que a Milla (vide indicação de blog ao lado) deu esse nome ao seu espaço na internet. Vou ter que procurar outro nome. Solda (foto de Eliana Borges)
Te cuida, camarada Ludwiik Antoniev Soldka
Comecei a ler Stalin – Triunfo e tragédia, de Dmitri Volkogonev. São dois volumes, 1879/1939 e 1939/1953, total de 620 páginas. Estou na página 226 do primeiro volume, onde o autor russo conta que o líder genial, “na pausa de trinta a quarenta minutos que fazia na condução dos negócios oficiais, ele passava os olhos pelos artigos e folheava os últimos romances publicados”. De vez em quando, acionava a campainha para chamar um assistente e pedia ligação para falar com um escritor, para poder dar pessoalmente congratulações ou fazer comentários. Por vezes, pegava a caneta e escrevia o que pensava sobre a obra. Depois de ler Nas estepes da Ucrânia, de Korneichuk (1940), Stalin escreveu o seguinte bilhete:
“Li seu livro Nas estepes da Ucrânia. Trata-se de uma obra maravilhosa, artisticamente inteira, jovial e alegre. Só me preocupo se não é um pouco alegre demais. Existe o perigo de o excesso de alegria numa comedia desviar a atenção do leitor em relação ao conteúdo. Aliás, inseri algumas palavras à página 68. Elas tornam as coisas mais claras.
Comprimentos. I. Stalin”.
Comprimentos. I. Stalin”.
Depois de ler a peça O Suicida, de N. Erdman (1931), escreveu ao produtor Stanislavsky: “Não considerei a peça Suicídio. Meus camaradas mais próximos acham-na vazia e até perigosa. Não digo que a representação não atinja seu objetivo. O Kulprop (Ou seja, o departamento de Cultura e Propaganda) o ajudará nisso. Existem camaradas que entendem de questões artísticas. Sou um diletante nessas coisas. Saudações. I. Stalin”.
Te cuida, camarada Soldka. Vai que o companheiro Lula desande a ler - numa pausa de trinta a quarenta minutos na condução dos "negócios" oficiais -, você será enviado para trabalhos forçados no Piauí, ou então no litoral de Santa Catarina. Não se sabe onde está mais quente.
(Dante Mendonça, enviado do Solda aos mares do Sul)
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
Só coisa boa Então ficamos combinados assim, Rogério Bonatto: quarta-feira, siete em punto do horário de verão, vamos nos encontrar no Bristô 69, em Blumenau, no bar que tem a mais alta prateleira de bebidas do Brasil. Parece uma catedral: com nada mais, nada menos, do que seis metros altura, é uma antiga prateleira de farmácia de Pomerode, restaurada e feita fiel depositária de um raro plantel de biritas.
Titular de uma das mais lidas colunas de Santa Catarina, dono do Bistrô 69 e do espírito da oktoberfest, o jornalista Horácio Braun vai nos receber com um jantar típico alemão. No exclusivo cardápio, só coisa boa e rara do Vale do Itajaí. Tudo escoltado pelo chope que recebe o nome do anfitrião: o Chope do Horácio, produto da especial cervejaria de Brusque, a Zhen Bier. Quinta-feira ou sexta-feira, sabemos lá quando, junto com Rogério Bonatto, nosso “guia genial” de Foz de Iguaçu, contaremos detalhes do ágape que está sendo tramado por Horácio Braun.
(Dante Mendonça, enviado do Solda aos mares do Sul)
Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
Juiz manda cortar salário de parlamentares faltosos Os presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foram intimados pelo juiz federal da 20ª Vara do Distrito Federal, Márcio José de Aguiar Barbosa, a cortar os salários dos parlamentares que não comparecerem às sessões do período de convocação extraordinária do Congresso. O mandado de notificação e intimação assinado pelo juiz é fruto de ação popular impetrada pelo advogado Pedro Elói Soares. O documento, entregue hoje por uma oficial de justiça, afirma que os presidentes das duas Casas devem deixar de fazer o pagamento das parcelas dos salários aos parlamentares que não tiverem freqüência mínima de três dias por semana ou que não justificarem suas ausências, conforme prevê o regimento. O pagamento das verbas da convocação somente poderá ser realizado proporcionalmente às semanas cujas presenças forem efetivamente comprovadas ou justificadas. Na primeira parte da convocação extraordinária, que começou no dia 16 de dezembro e terminou na sexta-feira passada, no entanto, não houve controle da presença dos senadores e deputados no Congresso, uma vez que o plenário estava fechado e não houve sessões deliberativas. A partir de hoje é obrigatória a presença dos parlamentares. O deputado Aldo Rebelo já disse que iria cumprir rigorosamente a lei e cortar o ponto dos faltosos. Já ameaçou, inclusive, com perda de mandato os que faltarem a um terço das sessões deliberativas.
Solda em poucas palavras: Solda conhece a arte do desenho. Ele disfarça em simples cartuns magníficas obras de arte. Mestre no uso de traços limpos e claros, usa e abusa das hachuras, quase que mecânicamente alinhadas e organizadas na composição do quadro. Quanto aos temas - nada lhe escapa - seus personagens estão aí, cercados de aviões, computadores, televisores, telefones... A crônica gráfica do mundo dessa gente que só tem minhoca na cabeça.
Luiz Antonio Guinski
Sugiro ao Horácio a criação da Bella Blumenau Alles Blau Blues Band, para cantar em alemão os maiores sucessos vindos do Mississipi. Solda
(Da coluna de Horácio Braun, no Jornal de Santa Catarina, edição dessa segunda-feira, 16 de janeiro)
Blaus/Blues/Azuis É costume antigo dos blumenauenses, ao serem questionados se está tudo bem, responderem com o tradicional alles blau, tudo azul. Aliás, até por rimar com Blumenau e por definir uma situação de coisas boas, em 1992 tivemos a oportunidade de lançar um livro pela Editora Paralelo 27, de Florianópolis, com o título de Blumenau, Alles Blau. Pois bem... Mas, afinal, de onde vem essa expressão?
Então, é o seguinte... Em alemão, se diz blaumachen - fazer o azul - quando alguém não vai ao trabalho, quando jovens não aparecem nas aulas, mas vão ao shopping, obviamente sem os pais saberem. Blaumachen é uma delícia - como, aliás, a maioria das coisas que são proibidas - pois reúne o fazer por prazer e lazer. O azul - macht blau - geralmente, se faz numa segunda-feira, como essa de hoje, e a expressão vem da Idade Média. É que sem cores sintéticas naquela longínqua época, a obtenção da cor azul era difícil e era até uma preciosidade. Primeiro havia apenas as folhas de uma árvore que forneciam o azul: o färberwald. Depois veio uma leguminosa, uma planta da índia, cujo azul deu um nome consagrado até hoje: índigo-blue. Mas tanto uma planta como a outra não dava o azul de vez, precisando ser elaborado com a utilização de urina (isso mesmo!) e álcool, acrescidos ao molho da tintura.
O álcool era caro demais, e os tintureiros, inteligentes como só, tomavam então muita cerveja para enriquecer a urina com o precioso líquido. Como o processo era lento e precisava de decantação na solução da tintura, os já alegres tintureiros, ficavam de papo pro ar. Na etapa seguinte, a secagem ao ar, o azul se intensificava com o oxigênio e quanto mais o processo demorasse, mais ficavam sem nada pra fazer. Vendo-os assim, e normalmente isso acontecia nas segundas-feiras, o povo sabia: estão fazendo a cor azul, sie machen blau. E como azul é a cor do céu, a cor do mar, e como esse período de verão enseja ficar de papo pro ar, de preferência na praia, vendo tudo azul, tudo o que posso desejar é macht blau e sejam felizes, até porque com toda essa explicação que demos, também acabamos fazendo uma segunda-feira azul. E encerrando, fica
(Dante Mendonça, enviado especial do Solda aos mares de Sul, que sábado passado encontrou Rogério Bonatto e família no Mercado Público de Itajaí. O nosso líder em Foz do Iguaçu está ancorado na praia de Piçarras. Marcamos um apontamento para quinta-feira, quando vou arriscar construir uma monumental “paella” para a freguesia.)
(Dante Mendonça, enviado especial do Solda aos mares de Sul, que sábado passado encontrou Rogério Bonatto e família no Mercado Público de Itajaí. O nosso líder em Foz do Iguaçu está ancorado na praia de Piçarras. Marcamos um apontamento para quinta-feira, quando vou arriscar construir uma monumental “paella” para a freguesia.)



























































































































































































