Domingo, Abril 30, 2006

As bandeiras falam: Colômbia.

Exportação de BananaExportação de Café Exportação de Cocaína.

Véspera de feriado.

Project ISM.

Psiu.

Tatuagem.

Abelha que desenhei para uma amiga que mora na França.

Esperando o ônibus.

Marisa Kenicke Schpatoff, tranqüila, emTóquio,
continua esperando o ônibus Batel - Jardim Social.
Desenho de Miran.

Umuarama, 1993.

40 anos de Beto Bruel.

Pra comemorar idade nova, Beto Bruel nos reuniu em uma churrasqueira do Círculo Militar . O que atrapalhou a nossa festa foi David Byrne que gritava no show do Palácio de Cristal. Da esquerda para a direita: eu, Mara Moron, Milzi Digiovanni, Osmil, Mozart de Oliveira e Edson Bueno. E o Beto entrou para a idade dos " enta". Isso há muito anos.

Antigamente...

Putz! É a repimbóca da parafuseta de novo!
Walter Vasconcellos.

Charge do dia.

Desenho de Solda.

Sábado, Abril 29, 2006

Desenho de Miran.
Votem Solda Cáustico!

Alien.

Um dos monstros assassinos de Alien? Necas de pitibiriba. É apenas o que restou dos pulmões de um fumante contumaz.

A banda polaca.

Humor do imigrante no Brasil meridional.
Conforme o prometido, enfim botei o ponto final no livro que espero lançar no segundo semestre.
O prefácio é do jornalista e historiador Ulisses Iarochinski, atualmente morando na Polônia, onde ele nos revela que o primeiro europeu a pisar em solo brasileiro foi um polaco. Pura verdade, assegura Ulisses: nas caravelas de Pedro Álvares Cabral estava o polaco Gaspar - ou Kacper - da Gama.
No posfácio, terei a honra de um especial texto do escritor Wilson Bueno: "Tenho para mim que é sempre tempo de homenagear os polacos, esta gente que conosco construiu boa parte da mais recente história paranaense".
Mais do que um livro de humor, A banda polaca é uma homenagem aos nossos polacos - sem qualquer sentido pejorativo, como explica Iarochinski: "Polaco é polaco. No Brasil, por galicismo de uns e ofensa de outros, desde a Primeira Guerra Mundial cunharam o termo polonês, derivado do francês polonais (pronuncia-se polonés). Por certo, ninguém chama o chileno de chilenês, o mexicano de mexicanês, o italiano de italianês, ou mesmo o brasileiro de brasilianês. Da língua polaca, para o português, a tradução correta: Polska = Polônia / Polak = Polaco”.
“O adjetivo pátrio polonês (de polonais) foi sugestão do embaixador da França ao cônsul Gluchowski em 1927, em Curitiba, como forma de substituir a portuguesa palavra polaco, que era usada no Sul do Brasil para agredir e ofender os imigrantes e seus descendentes".
A Banda Polaca, de saudosa memória, era uma banda carnavalesca que criamos em Curitiba para homenagear as nossas graciosas "polacas" - loiras, ruivas ou morenas. Agora, a fuzarca empresta o nome ao livro, no sentido de um outro lado do Brasil. O Brasil Meridional do imigrante.
O mestre Wilson Martins nos legou Um Brasil diferente, obra fundamental para o nosso autoconhecimento; e assim é o humor paranaense. O anedotário acentua o temperamento arredio e tímido, a ingenuidade e o sotaque polacos. O humor do imigrante nessa banda polaca tem acento próprio, o jeito eslavo de contar uma história. Não tem sotaque carioca, paulista, baiano, gaúcho, catarina ou mineiro.
A banda polaca conta estórias recolhidas alhures, do Pilarzinho a Guarapuava, ou em hilárias mesas com amigos polacos de origem ou de espírito, com a nossa linguagem, para ser lido - se possível - com o nosso sotaque leitE quentE.

Luz não é pecado

Desgostoso com a sua vida sexual, Stacho (Stanislaw) foi consultar o médico.
— Doutor, Maruska e iéu não estamos mais assim como antigamente. De tempo para cá estamos desinteressados. Ali pelas sete da noite a gente já terminou de jantar, lava os pé, reza, veste o pijama e já pra cama. Deita no colchão de palha, se cobre com a coberta de pena, assopra o lampião, fica no escuro e entón tenta fazer o que podemos.
O médico foi bem franco:
— Trinta anos desse jeito, não há interesse sexual que agüente. Faz o seguinte: primeiro de tudo, deixa a luz acesa.
— Mas, doutor... luz acesa nie sendo pecado?
— Antigamente era. Agora não é mais. Pode deixar a luz acesa.
— E daí, o que é que iéu fazendo?
— E daí você começa a tirar a roupa de Maruska devagarinho, bem devagarinho. Tira pedaço por pedaço. Acaricia o corpo da Maruska, Maruska retribui, e vocês vão indo, vão indo, vão indo e tudo vai ficar melhor.
— Estar bem bom, doutor. Iéu indo combinar com Maruska.
Daí uma semana, o médico cruzou com o Stacho na Rua Carneiro Lobo (Assim se diz: Rua "bicho bom, bicho ruim").
Stacho, fez o que eu mandei?
— Iéu fiz, doutor. Fiz, fiz....
— Então, foi bom?
Stacho tirou o chapéu, coçou a cabeça e concordou:
— Bom foi... mas a criançada quase se arebentou de dar risada!

Na cidade grande

Anuska veio para Curitiba de ônibus e na volta foi contar para a amiga Veruska como foi a sua experiência na cidade grande.
— Daí iéu chegando no rodoviária...
— Que coisa sendo rodoviária?
— Rodoviária sendo lugar grande, onde parar muito ônibus. Lugar bonito. Daí eu saindo do rodoviária e indo de pé na Rua “sandalha” Marinho (Saldanha Marinho) . Daí parar senhór de Galaxie perto de iéu e falar com iéu.
— Mas que coisa sendo, Galaxie?
Galaxie sendo que nem carro, só que grande, bem bonito. Daí senhór de Galaxie convidar iéu para ir no quitineta dele.
— Mas que coisa sendo
quitineta?
Quitineta sendo que nem casa, quem nem apartamento, só que sendo bem menor. Daí senhór de Galaxie tirar pênis pra fora.
— Mas que coisa sendo pênis?
— Pênis sendo igual pica, só que bem mole.
Dante Mendonça

Construindo uma mansão.

No Tamanduá, década de 70, eu (de boné) e Beto Bruel, abanando o chapéu, tentamos construir a tão sonhada casa de campo dele. Pedreiros amadores, fizemos o que pudemos. E hoje lá, no local, restam destroços de uma fabulosa casa, com adega e tudo. Sob o patrocínio de uma famosa caninha nacional.
Solda
Roubado do blog do compadre Rui.

Psiu.

Pica-paus & Maragatos.

Mudaram o nome de João Batista.
• A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República andou oficiando às regionais da Agência Nacional recomendando que nunca mais noticiem o presidente da República com seu nome completo João Batista Figueiredo.
• É esforço para popularizar o presidente. Segundo a Comunicação Social oficial o presidente deve ser chamado de João Figueiredo.
• A Globo já aderiu. Nos noticiários oficiosos, pôs jornais coloridos, nas transmissões do Fantástico, tá lá: O presidente João Figueiredo.
• Junto com a recomendação às regionais da Agência Nacional veio a idéia de interceder comos jornais e demais meios de comunicação de cada Estado para que chamem o presidente pelo nome popular oficial.
• É um desprestígio para São João Batista, onomástico de sua excelência, exatamente um precursor de tempos melhores. Ou será que mudando o nome do presidente há a intenção de retirar-lhe a carga de esperanças e responsabilidades que todos os brasileiros lhe creditam?
• Há quem diga que é por causa do — Cala aboca, Batista! — gag das melhores criadas por Soares no "Planeta dos Homens" — programa global.
Outro time jura que é por causa da Salomé —a terrível — "que quer fazer a cabeça do João Batista" — personagem de Chico Anísio no seu programa das quintas-feiras.
• Descompressão e abertura é bom! Com humor é melhor.
Getúlio já aceitava o bom humor nacional nos negros anos do seu Estado Novo.
Rafael Greca de Macedo, suplemento Fim de Semana, O Estado do Paraná, sexta-feira, 18 de maio, 1979

Últimas fotos de Che Guevara.

38 anos depois o mito continua.

Quando é que você vai pintar lá em casa?

Project ISM.

Umuarama, 1992.

Livro lançado pelo Pasquim, graças a Reinaldo Jardim, à época curitibano, que promovia o agito quando o marasmo carlos — segundo Leminski — tomava conta da cidade.

Biografia — Toninho Vaz.

Como dizem os paulistanos: " Eu recomeindo".

Festinha no mousepad.

Troféu HQMIX.

Abandonarei imediatamente o culto a Onan.
One Drop.

Aula de dactlographia.

Charge do dia.

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Pôster do meu livro "Solda".

Atendendo a pedidos, a bunda suja de areia de novo.

Project ISM.

Charge antiga.

Robert Johnson, by Krüger.

The Blues, man. Oiés!

Últimas fotos de Che Guevara.

O olhar perdido de quem seria fuzilado logo em seguida.

As bandeiras falam: China.

Menores de 14 anos que trabalham — Menores de 14 anos que estudam.

Mais.

Bryan Greenberg e Uma Thurman no filme Mais.

Mansão da fuzarca.

Palocci deixa a casa do pessoal de Ribeirão Preto (JB).
Sempre a Mata Atlântica. Projetc ISM

Ela. Uma Thurman.

Oiés?

Gloria Swanson — Norma.

Quem viu, não esquece, não é Fraga?

Charge do dia.

O Estado do Paraná.

Quinta-feira, Abril 27, 2006

Troféu HQMIX.

Fomos indicados para o Troféu HQMIX, não sei como, mas vale a pena. Maiores informações mais tarde, neste mesmo endereço e local. Ah, e o Benett, véio de guerra, foi indicado para melhor cartunista. Oiés!

...

Era uma vez no Oeste...

Sérgio Leone & Enio Morricone. Pá! Pá! Pá!

Henett, o bilário!

Desenho de Benett.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

Mulheres bonitas.

Carol Dieckman. Oiés

Já ia me esquecendo...


Em novembro, 42 graus à sombra, sangue, suor
e lágrimas. E muito Humor em Teresina.

Psiu.

Psiquitiu!

Mata Atlântica.

Assim não dá, pô! Abaixo o prestobarba!

Psiu.

Quem é Quem.

Ciça — Lembram de O Pato (deve estar saindo no Jornal do Brasil)?
É criação da Ciça.

Charge antiga.


Desenho de Miran.

Imperdível!

Em 1979, quando conheci o artista plástico Boi -José Carlos Ferreira -, ele me apresentou a uma de suas muitas habilidades: a criação e compilação de palíndromos, também conhecidos por anacíclicos.
ERRO COMUM OCORRE
SOCORRAM-ME SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS
ROMA ME TEM AMOR
Com alguns de seus exemplos clássicos, me encantei com esta mágica construção, que permite leitura também da direita para a esquerda, mas ao mesmo tempo me dei conta de que só certas pessoas possuíam o dom de encontrá-la. Feliz foi o dia em que percebi que conseguia fazer palíndromos numéricos acidentais quando pedia os pratos e acompanhamentos nos restaurantes. Como bálsamo pelo valor da conta, recebia um palíndromo de brinde. Apresento aqui 23 casos deste curioso fenômeno.

Guto Lacaz

Porto Seguro, carnaval/1993.

Quarta-feira, Abril 26, 2006

A bandeiras falam: Brasil.

Pessoas que vivem com menos de 10 dólares por mês Pessoas que vivem com menos de 100 dólares por mês Pessoas que vivem com menos de 1000 dólares por mês(branco) Pessoas que vivem com mais de 100.000 dólares por mês.

...no armazém de secos & molhados.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist, do livro " 230 después de Crist".

Umuarama, 1993.

Desenho de Solda, uai!

As bandeiras falam: Angola.

Pessoas infectadas com HIV Pessoas infectadas com o vírus da MaláriaPessoas que têm acesso a cuidados médicos.

Psiu.

Caixas 2/Fraga.

Entre a inata ingenuidade e a paranóica suspeição, há mais pano por cima das coisas do que os inocentes úteis e os conscientes inúteis conseguem contabilizar. Ao redor, basta arregalar a percepção, se ocultam incontáveis sumidouros de recursos, prazeres, informações, bens, energias. O imensurável caixa 2 da vida.
Que se redistribui por instâncias, constâncias, distâncias e circunstâncias indefiníveis. Afinal, nem só de trampolinagens político-financeiras vive a espécie na qual estamos catalogados. Entre outros e tantos caixas, esses:
O caixa 2 do universo é o buraco negro.
O caixa 2 do Vaticano é o Banco do Vaticano.
O caixa 2 dos cônjuges são os amantes.
O caixa 2 da linguagem é o silêncio.
O caixa 2 do desperdício é o aterro sanitário.
O caixa 2 do piromaníaco é a caixa de fósforos.
O caixa 2 do caixa 2 é o cunhado do gerente de confiança.
O caixa 2 do agiota são outros quinhentos.
O caixa 2 do crime organizado é o colarinho branco.
O caixa 2 da bebedeira é a amnésia.
O caixa 2 da psicanálise são os 10 minutos restantes.
O caixa 2 dos desastres aéreos é a caixa-preta.
O caixa 2 do PIB brasileiro é o FMI.
O caixa 2 do infarto é o transplante.
O caixa 2 do poder político é o caixa 1 do tráfico.
O caixa 2 da eternidade é o caixão.
O caixa 2 desta lista é o etc.

Quem é Quem.

Fausto, por Cau Gomes.
Desenho de Walter Vasconcellos.

Desenho de Miran.

La Chica de Hoy.

Arriba! Project ISM.

Charge do dia.

O Estado do Paraná.

Terça-feira, Abril 25, 2006

Faye Dunaway — Evelin

Demás!

A arte de dar com os carros n'água.

— ? —

...



Rita Hayworth — Gilda.

Essa gurizada aí não sabe quem foi Rita Hayworth, não é, Almir?

War!

Desenho de Jordi de Miguel.

Pra você que está chegando agora.

Este é um blog mais grosso que papel de embrulhar prego. Nosso lema: " Hay que reir-se pero sin perder la dureza jamás". Saca? Faça de conta que a casa é sua.

Michelle Pfeiffer — Susie.

Bah! Oiés.

Isabela Rosselini — Dorothy.

Podes crer. Oiés.

Funarte entrega prêmio a dramaturgo paranaense.

O ator e dramaturgo Enéas Lour.
Enéas Lour é um dos mais atuantes e premiados artistas do Paraná. Além de ator, cenógrafo e diretor teatral, Lour é também dramaturgo e foi com um projeto de pesquisa dramatúrgica que recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio Funarte Myriam Muniz.
Com prêmios no valor total de RS 1.480.000.00, foram contemplados 31 projetos de teatro dos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além do dramaturgo também foram selecionados os seguintes projetos de companhias tea­trais do Paraná: Memórias de Bonecas da Fábrica de Teatro do Oprimido, As velhas loucas da Cia. de Theatro Fase 3 e Projeto Anastácia do Centro de Produtores Independentes de Arte e Cultura de Londrina, além de Dolores e seus temores da Lubeli Vídeo e O julgamento do amor de Pedro Pires e Cartas, cartas, cartas do ACT Ateliê de Criação Teatral de Curitiba.
O projeto premiado do dramaturgo Enéas Lour propõe a realização de pesquisas acerca do Caminho do Peabiru tendo como finalidade a criação de um texto teatral a ser encenado em 2007. O Caminho do Peabiru foi a mais im portante via transcontinental da América do Sul pré-colombiana. Era uma "estrada indígena com um tronco e uma série de ramais, formando uma rede". Alvar Nuñes Cabeza de Vaca narrou sua caminhada desde a Ilha de Santa Catarina até Assunção usando este caminho milenar que tinha cerca de 3 mil quilômetros, ligan do o Atlântico ao Pacífico unindo, o litoral de Santa Catarina ao litoral peruano.
Há muitas histórias acerca deste caminho, por exemplo, o astrônomo Germano Bruno Afonso, do Departamento de Física da UFPR, destaca que, coincidentemente ou não, existiam diversas imarcações astronômicas, a maioria feita em pedra, ao longo do percurso do Peabiru. Eram gravações rupestres e monolitos com orientação astronômica que indicam solstícios, equinócios, pontos cardeais e até constelações, o que demonstra um conhecimento bastante aprimorado de seus construtores - talvez os índios itararés ou os guaranis - e há até quem diga tratar-se de obra dos incas (!).
Há também uma versão mais fantasiosa segundo a qual o caminho teria sido aberto por São Tomé, apostolo de Cristo. A passagem de Tomé pela América foi bastante mencionada a partir do século XVI. Nessa versão, um homem branco, barbudo, trajando um camisolão, identificado como o apóstolo, teria chegado ao Brasil "andando sobre as águas". Chamado de Zumé, Sumé ou Pai Sumé pelos índios, esse personagem teria falado de um deus único e transmitido aos nativos uma série de conhecimentos.
Jornal O Estado do Paraná, 25/4/2006

Mata Atlântica.

É preciso preservar! Project ISM.

Quem é Quem.

Êpa, Bob! Tem negão pisando no tomate...

Umuarama, 1992.

Desenho de Miran.
Benett, from Zongo.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

Segunda-feira, Abril 24, 2006

Marisa Kenicke Schpatoff.

George, nesta foto vocês estão aonde? Zapón? Tailândia?

Mata Atlântica.

Roubada de um blog(vocês sabem de quem). Oiés.

Aquele assunto...

É isso aí, formiguinha!

Segunda-feira é dia de voltar ao trabalho com pelo menos uma boa história para contar. Se assim não for, caso não tenhamos piada nova, história curiosa ou notícia boa - coisa em falta para petistas e atleticanos -, vale a fábula que sirva alento para tocar a semana até a próxima segunda-feira, Dia do Trabalho.
Assim sendo, e bem a propósito, tenho a recontar uma fábula deliciosa, exemplo bem acabado do que acontece nos mais variados ambientes de trabalho: nas empresas ditas “mudernas”, em repartições públicas lotadas pelas máquinas partidárias e - por que não? - podemos fazer até analogia com o que se passa atualmente no Clube Atlético Paranaense.
Bem em tempo, é para imprimir, botar no mural da cantina e fazer bom proveito dessa fábula que é a seguinte: Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz. O gerente marimbondo, tipo mais realista que o rei, estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. Simples.
E colocou a barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência como supervisora. A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também a aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou a mosca, e comprou computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões! O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de computador e de assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico de melhorias e controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, cheia de cantos e encantos, convenceu o gerente marimbondo que era preciso fazer o estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse o diagnóstico da situação. A sabichona coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu volumoso relatório, com capa colorida, papel de primeira e vários compêndios, tudo para chegar à brilhante conclusão:
Há muita gente nesta empresa!
Dando as análises por findas, adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. Pois é! É isso aí, formiguinha!
Dante Mendonça [24/04/2006], Tribuna do Paraná

Antigamente...

Uau! Smash!

Homem Caixa.

Desenho de Benett.

Tênis, coturno ou sandália?

Ela. Anna Kournikova. Oiés!

Almoço no Tamanduá.

Da esquerda para direita: Marcos Recchia (êpa!), Beto Guiz, Chico Nogueira e Beto Bruel comemoram o Prêmio Shell de Iluminação 2006, concedido ao Bruel, em Sampa. O cotovelo da foto é de alguma desconhecida.
21/3/1983
Desenho de Walter Vasconcellos.
Oiés! Projet ISM.

Porto Seguro, carnaval/1993.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.
Desenho de Miran.

Porto Seguro, carnaval/1993.

Domingo, Abril 23, 2006

Assassino (imitando a voz de Lala Schneider)!

Montagem de Enéas Lour bárbaro, felinocida!
Desenho de Walter Vasconcellos.

Más companhias.

Flagrado em Mariscal, em um boteco suspeito, o prêmio Shell de Iluminação 2006, Beto Bruel, em companhia de Beto Guiz, vulgo " Radar" e Enéas Lour, vulgo " Bárbaro". Note-se que ele tem um cigarro na boca, coisa que nunca lhe passou pela cabeça.

Paz.

Desenho de Pryscila Vieira. Oiés!

Relógio.

Meu deus! O tempo passa, até para Charlotte Rampling!

Estátuas.

Coxa-branca deprimido.

Jornal do Brasil.

Paulo Caruso estréia detonando no JB.

Porque hoje é domingo.

Preservando a Mata AtlânticaProject ISM.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

Só pensa no gato!

Montagem de Enéas Lour o Bárbaro!

Charges do dia.

Desenho de Dante Mendonça — capa —

Desenho de Solda — 4ª página — O Estado do Paraná

Sábado, Abril 22, 2006

Plá da Estrelinha.

O novo CD de Estrela Leminski e Téo Ruiz já está disponível na internet para degustação! Algumas músicas do CD Música de Ruiz podem ser apreciadas no site da Trama Virtual no link: http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=40724
Em junho no Teatro da Caixa em Curitiba, acontecerá o lançamento deste CD juntamente com o livro Contra-Indústria, uma pesquisa sobre Música Independente realizada pela dupla.Também, o novo CD do Casca de Nós se encontra em fase final de confecção, e será lançado em outubro deste ano. http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=3026
Muitas novidades a caminho, aguardem!
Jah fudeu!

Jamaica, campeã dos preconceitos.

Bob Marley deve estar de bruços no seu túmulo. Toda a luta desenvolvida contra o preconceito racial foi por água abaixo. Agora os rastafaris mostram a verdadeira cara, além da adoração a Selassié, o malandro. Buju Banton (foto), um dos mais populares artistas do país, que já esteve envolvido em casos de agressão a homossexuais, compõe músicas em que afirma que gays devem ser queimados com ácido " como se faz com pneus velhos".
Elephant Man, outro importante cantor de reggae, canta músicas contra sodomitas. Eu, como gosto da música jamaicana, sou branquelo e não sou chegado à ganja nem a dar a ré no quibe (como diz o Benett), acho que a temática de paz e amor de Marley anda meio fora de moda. Continuo gostando de reggae roots. E do velho ska dos anos 60.
Jah encheu o saco! (fonte: revista Época)
Solda

Porto Seguro, carnaval/1993.

Estas palavras.

estas palavras sobre mim você pierre menard arnold schwarznegger fantasmas escombros betinho grandes sertões são petersburgo demi moore thelonius monk alan parker liberdade bhagavad-gita kundera privada sísifo bomba & brigite bardot estas palavras epitáfios poemas vida e morte al capone solidão sacco & vanzetti hiroshima & nagasaki nova iorque si is leider auch flagelo frieza vômito insinuações bilhetes rostos assombrações paulo leminski roma itararé boris karloff marcos prado versos páginas
prosa & provérbios

estas palavras carregam a cólera a úlcera as vísceras a bosta o tempo o espaço a virtude bob marley a estética platão a natureza o espírito o fogo mishima a água o adjetivo a fuga o vassalo o súbito der geburstag stanislaw ponte preta artichewsky wojciechovski
o vazio & o saco cheio

estas palavras não pedem as palavras estúpidas traiçoeiras canto gregoriano mudas adágios parábolas fonemas signos cruzadas indiscretas vãs párias imundas promessas madonna definitivas pitorescas obscenas inconvenientes caladas verbais escritas
catatau & livro dos contrários

estas santas palavras pedem a palavra de hegel dos irmãos marx juan rulfo frank zappa ângela maria antonioni pablo neruda carlos estevão sadam husseim george bush capitão marvel penélope monteiro lobato bergson pelé mendigos punks padres arquitetos japoneses locutores paranistas aleijados jogadores de futebol mágicos amantes cozinheiros comunistas viados santos pitonisas cachorros
pássaros & vice-versa

estas palavras não dão a palavra têm a palavra palavrório palavroso palavreado palavrão tufado logomáquico expressão bagaçada conversa parlenda lábia loquaz papo opinião jorge amado pachouchada enfático empolada charada
grammatiké & gramatiquice

estas palavras são cópias de outras palavras de outras palavras
de corbiére e foram minhas últimas palavras
não necessariamente nesta ordem
solda
Desenho de Miran.

La Pasion de Crist.

Cristóbal ReinosoCrist, by Orlando Pedroso.

O espírito da coisa.

Vamos preservar a Mata Atlântica!

Project ISM.

Estrela solitária.

Atenção, macacas de auditório: vem aí Estrela Solitária, de Wim Winders.

"Antros de Mediocridade de Curitiba..."

Bem, eu acho o seguinte: ante des mais
nada, ah, deixa isso pra lá...

Saudades do matão 2.

Nosso acampamento, década de 80, nas terras de Tia Matilde, no Tamanduá, onde hoje é a Pousada Cristal do Horizonte. Ainda não havia plantação de pinus na região e o rio era uma delícia, como tudo.

Desenho de Miran.

O tempo passa, torcida brasileira.

A paixão de Mário Quintana, Bruna Lombardi e Ricelli em "Brasilia,
18%". Algumas mulheres, mais maduras, ficam mais bonitas.

Saudades do matão.

Eu, no Tamanduá, década de 80, procurando meu gato que,
Enéas Lour, o bárbaro, atirou longe.

Adeus , Telê Santana!

Desenho de Rico.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

Charge do dia.

O Estado do Paraná.

Sexta-feira, Abril 21, 2006

Porque hoje é feriado.

Project ISM.

Mas bah, tchê!

One Love/ People Get Ready.

Instinto Selvagem 2 — Sharon Stone.

Será? Não sei não. Vou deixar pra saber o que o Almir Feijó acha.

Feriado.

Hoje é feriado graças a Tiradentes ( Joaquim José da Silva Xavier) (1746-1792), considerado o grande mártir da independência do nosso país.

Sociedade Amigos dos Peitos.

Huuummmmm...

Quem é Quem.

Albert Piauí, criador e organizador
do Salão de Humor do Piauí, by Orlando Pedroso.
http://orla.fotoblog.uol.com.br/photo20041116110430.html
Ilustração de Miran.

La Pasión de Crist.

Desenho de Crist.

Charge do dia.

O Estado do Paraná.

O Estado são eles.

Recebi do dr. Paulo Roberto de Andrade Mercer e passo adiante (uma parte), com esse bilhete: "Saiu no O Cruzeiro em setembro de 1959. Eu tinha quase oito anos e recordo que, em casa, meus pais liam religiosamente a coluna da Raquel de Queiroz. Era sempre comentada. Claro, eu gostava mesmo era dos desenhos do Péricles, o "Amigo da Onça". O texto tão atual, apesar de quase meio século, faz-nos refletir sobre a pobreza do ser humano, com relação à política no nosso meio. Grande Raquel de Queiroz!".
No céu claro passaram roncando dois enormes aviões. Pelo feitio ou pela pintura os rapazes conheceram que era da FAB. E um deles, que ouvira o rádio do jipe, explicou: -É o marechal, que vai ao Cariri fazer propaganda eleitoral. Lembrou-me a minha velha mestra de música, Dona Elvira Pinho, abolicionista e republicana histórica, mulher de rígida virtude particular e cívica. Uma de suas alunas era filha do governador e vinha para as aulas no carro oficial.
E D. Elvira interpelava a garota, em plena classe: "Como vai o nosso automóvel?. Você tem agradecido aqui às meninas o empréstimo do carro para você passear? Sim, porque tanto o automóvel como o motorista, a gasolina, tudo é nosso - nós que pagamos!". A menina ficava encabulada ou furiosa, não sei, e Dona Elvira, abandonando a teoria musical, dava uma aula de boa ética republicana.
Que tudo pertence ao povo, pois quem paga é o povo. Os governantes que gastam conseguem o dinheiro dos contribuintes, estão usurpando essas regalias - aliás, a própria palavra está dizendo: regalia - privilégio do rei! República não tem rei e, assim, os governantes republicanos não deviam ter palácios para as suas famílias nem carros oficiais para passear os meninos, nem comida e luxo à custa do povo.
Tudo isso abolimos no 15 de novembro, mas tudo tem voltado - só falta voltar o rei! (como era uso entre os republicanos históricos, D. Elvira só chamava o imperador "o rei"). Até a ditadura ainda havia certo pudor. Talvez porque ainda restassem vivos muitos republicanos da cepa de D. Elvira.
Com o Estado Novo, todo o mundo amordaçado, sem ninguém para estrilar, o hábito da regalia se universalizou. Os homens públicos deixaram de separar o que era do Estado e o que era deles, ou antes, o uso e abuso dos bens públicos passaram a ser privilégio dos cargos e, por extensão natural, da parentela dos cargos.
Ninguém se lembra mais da origem do dinheiro com que se custeia o luxo dos poderosos — aqueles ínfimos impostos que o pobre mais pobre tem que pagar: o cruzeiro a mais no preço do feijão, da farinha, do metro de pano, a licença para vender um pé de alface ou um chapéu de palha.
Talvez se esses aproveitadores da riqueza pública - e entre eles haverá muitos homens honestos — se detivessem um instante a pensar de que pobreza, de que miséria, provém aquela riqueza, que não foi para tal fim que a arrancaram ao triste contribuinte. (...)
Se eles pensassem, talvez recuassem envergonhados, e devolvessem o seu a seu dono. Mas eles não se lembram. Vêem apenas o dinheiro fácil, abundante, bom de gastar. Dizem que se um não gastar, outro gasta.
E, acima de tudo, convencem-se de que eles próprios e os seus é que representam o Estado, e que emprego da fazenda pública em regalias pessoais para os que encarnam o Estado é tão legítimo quanto os gastos em ordenados de professoras, em remédios para os ambulatórios.
Aqueles dois aviões, gastando material, gasolina e pessoal, tudo pago pelo povo, para que um candidato faça a sua propaganda, sei que é uma gota de água na torrente dos gastos indevidos de dinheiros públicos, mas são um símbolo, ou uma amostra de como anda completamente desvirtuado aquilo que se pode chamar o pacto de governo, feito entre o povo e os seus líderes. (...)
Rachel de Queiroz
Dante Mendonça, jornal O Estado do Paraná, sexta-feira, 21/4/2006

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Relespública na parada.

João Solda: mande a ficha técnica do tareco. Tudo, tudim, certo? Ah, sim, breve CD e DVD do Relepública nas boas casas do ramo. Por enquanto é tudo o que eu sei. Oiés!
Benett.

Gibiteca agradece socorro.

A Fundação Cultural de Curitiba informou na tarde desta quinta-feira, através do diretor Marcelo Cattani, que a Gibiteca de Curitiba não vai mais mudar de endereço. Continua no Solar do Barão. Melhor assim. Nossos agradecimentos ao presidente Paulino Viapiana.
Dante Mendonça
, Solda, Sampaio, Benett, Edu e mais de trocentos desenhistas de Curitiba.

Chavenización...

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebe uma camisa da Seleção Brasileira com seu nome, antes de evento no Paraná, ao lado do governador Roberto Requião (PMDB); a Venezuela anunciou hoje que deixa a Comunidade Andina de Nações (CAN).

Um dos culpados por Lula ter chegado à presidência da República é Karl Marx. Por causa dele passou-se a ver no operário uma figura mítica. Lênin, já no poder, diante dos conflitos envolvendo bolcheviques e mencheviques. pensou que a solução seria trasladar um grupo de operários diretamente das linhas de produção para o parlamento (na Rússia, Dieta). Como se o "ser social" operário fosse uma garantia. Umberto Cerroni, num livro seu sobre partidos políticos, tão pequeno quanto denso, diz que partidos proletários na sua adolescência, espécie de necessidade de auto-afirmação, intitulavam-se de "partidos operários". PT "partido dos trabalhadores". "Como se os demais fossem vagabundos", reclamou "Bob Fields" (Roberto Campos). Aqui no Brasil o proletariado tinha seu partido político no PCB. O PCB tentou chegar ao poder na marra em 35 ("sin los campesinos"), se deu mal. Mas aprendeu com a experiência. E passou a "pensar" nisso. De 1958 (Declaração de março) pra cá o PCB passou a levar em consideração a democracia. O PT nasceu como um partido "off road". Seus "pais fundadores" foram sindicalistas das greves do ABC de 78 (Lula, etc.), intelectuais de esquerda (FHC inclusive) e esquerdistas derrotados na luta armada contra a os militares de 64. E, claro, a esquerda da Igreja.O PCB não era um monolito, havia luta interna. A facção que propunha a democracia como um caminho para o socialismo foi derrotada e expulsa do partido antes do advento de Gorbachev. O PT apostou, com diz Luiz Werneck Vianna, na "gramática do social". E, desprezando as teorias do PCB sobre democracia como "caminho" para o socialismo, e armado de um projeto de chegar ao poder a qualquer preço, chegou lá (Lula lá). O problema é que Lula usado como ícone pela esquerda armada derrotada não é um daqueles personagens que o marxismo produziu vários: Lula não é nenhum Gramsci, Agostinho Neto, Amilcar Cabral, ou seja não é um Estadista marxista clássico. É um operário esperto, só isso.

Ferdo (comentário extraído do blog)

Grafismo de Miran.

Já, antigamente...

Huuummmm...

A charge que eu gostaria de ter feito.

Desenho de ZudimGuerra do Iraque.
by Bruno Vincent.

Voyeur.

Project ISM.

Porto Seguro, carnaval, 1993.

Desenho de Solda

Argh!

Desenho de Benett, el hilário.

Viagra.

Desenho de Alcy.
Stir It Up.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

A Bela da Tarde.

Project ISM.

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Quem é Quem.

Luiz Roberto Bruel — 26/11/1976

Gibiteca pede socorro!


A Gibiteca de Curitiba, primeira da América Latina e reconhecida como uma das importantes do mundo, mais uma vez, está mudando de endereço.
Ela irá para a Praça Garibaldi, 7 (antiga sede da Fundação Cultural de Curitiba), a localização é ótima, mas o novo espaço é ainda inadequado e menor. O local anterior já era um desrespeito e um descalabro, confinada que estava a um porão úmido que vinha deteriorando o rico e raro acervo.
A Gibiteca, de bela história, será resumida a uma sala para os cursos e uma outra para todo acervo, móveis e demais materiais. Ou seja, no local não cabe nem a metade do que já foi conquistado desde sua criação, em 1976, quando um grupo de desenhistas, liderado pelo arquiteto Key Imaguire, publicou o primeiro número do Gibitiba. A Gibiteca nasceu e cresceu no Solar do Barão e ali realizou grandes exposições, palestras e memoráveis cursos para jovens artistas. De suas amplas salas surgiram importantes profissionais do cartum e quadrinhos.
A atual diretoria da Fundação Cultural de Curitiba tem as melhores intenções quanto ao futuro da Gibiteca. Porém, por falta de informações de assessores graduados, não está sendo devidamente informada de que esta mudança, nestas condições, significa que a Gibiteca terá que se desfazer de desenhos originais, cartazes, acervo de vídeo sobre HQ e materiais diversos.Lamentável.
Em cada mudança, perde-se um pouco mais da Gibiteca.
Na coluna deste domingo, no O Estado do Paraná, volto ao assunto.
Dante Mendonça

As estrelas do Purunã.

Beto Bruel, Regina Bastos e Renata Bruel.
Do rol de paranaenses que atravessaram a nossa fronteira e fazem sucesso muito além do Rio Atuba, o curitibano Beto Bruel ilumina a todos, por dever de ofício: este mestre da luz é hoje o melhor iluminador do Brasil. Sempre no escurinho do espetáculo, avesso de estrela, tem o seu próprio cartaz na cena teatral. Preferido de nove entre dez estrelas do teatro, Beto Bruel é também titular absoluto da ficha técnica das produções do ator Marco Nanini, o que o faz freguês cativo da ponte aérea Rio-Curitiba. Ou Rio-Paris, cujo bilhete já está marcado para um dos próximos dias.
Casado com a atriz Regina Bastos e com uma carreira além de trinta anos, estrelas já não o impressionam tanto quanto as que brilham no céu iluminado de São Luiz do Purunã, onde Beto Bruel tomou gosto pela luz. Ali, na esplêndida paisagem da borda dos Campos Gerais, ele tem seu original quintal. Aliás, dois quintais: um, numa casa bucólica à beira do lago da Vila de São Luiz do Purunã; outro mais adiante, em Tamanduá, herança dos ancestrais franceses.
Os encantos e recantos de São Luiz do Purunã, é ver pra crer. Distante pouco mais de trinta minutos de Curitiba, a região tem como sua catedral a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá: construída no século dezoito, é sacrário daquela região de preservação, uma vez que era utilizada pelos tropeiros como ponto de parada para descansar o corpo, abençoar a alma e se penitenciar do pecado da gula. Nessa parte do evangelho, aquela gente é mesmo pecadora, que desde sempre entregou sua alma ao virado de feijão, ao arroz tropeiro e às carnes assadas no fogo de chão.
Sábado passado foi realizado o 1.º Festival de Costela de São Luiz do Purunã, naquela beleza de cenário. Tendo Beto Bruel como cicerone e Casto José Pereira, feliz proprietário da Pousada São Luiz do Purunã, como anfitrião, o autor destas maltecladas linhas participou de um programa de dar água na boca, cujo prato principal consistiu num concurso de assadores de costela, no "fogo de chão" - sem forno ou churrasqueira, à moda tropeira. Com inscrições livres, cada equipe recebeu 20 quilos de costela bovina, da melhor procedência, lenha e um posto, em meio à deslumbrante paisagem do Purunã. Para enfrentar a maratona de carne, fogo, brasa e fumaça, com muito suor, pinga da boa e cerveja, nove equipes se apresentaram ao distinto público guloso.
Abriram-se os trabalhos antes do raiar do dia, com as equipes na lide de descarregar tralhas e botar fogo na lenha para formar o braseiro, que exige técnica muito especial. Uns formam o braseiro em círculo, outros em forma de triângulo, ou em duas colunas paralelas, conforme o vento e outros truques. Com as costelas transpassadas em espetos especiais, e seguramente fincados no chão, foi dado início à batalha. Um pouco mais, um pouco menos, as costelas assaram das seis da matina às 13h30, quando então os jurados iniciaram a degustação, uma outra "prova de fogo". O julgamento tinha os seguintes quesitos: apresentação da equipe; ponto de assado; tempero; apresentação da costela; temperatura correta.
A "começão" julgadora, presidida pelo gourmet Ivo Arthur, foi soberana e, depois de muita confabulação e mastigação, foram anunciados os vencedores, que foram todos. E apenas três os promulgados: 1 - Equipe Westaflex de Pascal Lepoutre; 2 - Equipe de Ivo Garret e família; 3 - Equipe de Carlos Choma.
Jaime Lerner conta que certa vez localizou na Itália o amigo Franco Giglio, pintor que infelizmente já deixou Curitiba e este mundo, apenas gritando seu nome na porta de entrada de uma pequena vila. "Franco Giglio!", bradou Jaime Lerner. "Il pittore braziliano? Seconda casa, dopo la chiesa!", respondeu uma nona.
De tão vizinha, a Vila de São Luiz do Purunã é um privilégio para os curitibanos. E se alguém quiser encontrar Beto Bruel, num fim de semana desses, é fácil. Basta bradar o nome: "Beto Bruel!". Todos sabem que é o iluminado nome do teatro brasileiro.
Dante Mendonça, jornal O Estado do Paraná, 19/5/2004.

Quem é Quem.

Paixão by Orlando Pedroso.

Siritango.

(para ser cantarolado
com a melodia do tango Garufa
)
fué en La farmácia Minerva
no me atendieron
pedi um Sal de Andrews
o Sonrisal
tomé um Calciogenol
irradiado por la Rádio Belgrano
fenomenal
una Emulsión de Scoth
sin bacalao y un pastel de carne
nel Oriental
comi um cachorro-quiente
mas mucho quiente
pele toda mi boca
quede piantao
sinuca
por quê me puso a jugar
piruca
pelado voy a quedar
de porradas
sé que me quieres cubrir
só porque Ia otra noche
yo me fué
(aladonde?)

en el Bar Rei do Siri
(tchan-tchan)

Mercer, Solda, Ernani Buchmann
e Chico Branco

Beto Bruel, prêmio Shell em Sampa!

Tomes umas por mim, Secretário!

Henett, o Bilário.

Desenho de Benett, el hilário.

A revista que você gostaria de ouvir.

Desenho de Benett, el hilário!

La Pasion de Crist.

Jack, el destapador.

Vivos e Mortos nas manhãs de domingo.

Ontem não acordei com os sinos da igreja do Campo Comprido. Já estava em pé antes das badaladas, possuído pela síndrome domingueira madrugatória da qual sou vítima. Sou louco por manhãs de domingo. Descobri, graças à sensibilidade de meus largos orifícios nasais, que domingos costumam ter o mesmo cheiro em qualquer cidade do mundo ocidental. Isso já se deve – outra vez, graças – à antiga, hoje desarticulada, capacidade caminhante das minhas pernas.
Sobre elas, pude estar inúmeros domingos a bisbilhotar hábitos de vivos e mortos. De San Francisco a Jesusalém, de Santiago a Estocolmo, de Edimburgo a Buenos Aires, lá estive eu a vasculhar as manhãs de domingo. Em Denver frestei um culto movido a gospel que parecia saída do paraíso. Talvez percam, aquelas pessoas com voz de Billie Holliday, talvez percam apenas para as católicas cubanas, regando com salsa a missa da catedral de Havana.
Caí trocando as pernas no Hyde Park, em Londres, porque não serei jamais capaz de andar em linha reta e admirar um carvalho ao mesmo tempo – aos domingos pela manhã. Quebrei, na queda, a melhor máquina fotográfica da minha mulher – por acaso, fotógrafa – enquanto ela procurava o melhor ângulo para fotografar a velha árvore.
No centro de Los Angeles, à falta de gente, considerei ser a única pessoa a por ali ter trafegado em dias de domingo. Quis distância, caminhei para longe daquele deserto, talvez encontrasse o túmulo de Charles Bukowski. Chamei por ele, usando minha variação rouca de voz. Quem sabe o Hank safado desse as caras. “Nem tente”, pareceu falar.
No tempo em que minhas pernas tinham capacidade para me levar, andei por muitos cemitérios nas manhãs de domingo. Estive no de Chacarita, não para ver o túmulo de Perón, mas o de Carlos Gardel. Comprovei encostando o ouvido direito – o único que me permite ouvir – na laje escura: está cantando melhor que nunca. Passei pelo da Recoleta, esbarrando nas velhas de preto, flores e terços nas mãos, dignas em seu luto, prontas a curtir seus mortos. Evita, desculpem: evitei.
Poty Lazzarotto um dia me disse estar indo a Praga. Havia lá uma escada, contou, que não levava a lugar nenhum. Anos depois, domingo cedo, procurei em vão por aquela escada. Estive na casa de Kafka, não vi mais do que um balcão de bugigangas turísticas lembrando o antigo morador. Minhas pernas tinham sido lentas demais, meu atraso podia ser medido em décadas.
Não fui ao Pére Lachaise, em Paris, mas caminhei muito pelos seus domingos, até encontrar o mercado das pulgas – Le Puce - de Clignancourt. Num sebo, com livros expostos sobre um cobertor, no chão, dei com uma edição do Marco Antônio de Shakeaspeare traduzida por André Gide. Vim saboreando aquela raridade até ajeitar o livro entre outros clássicos, em minha casa, onde ele criou pernas. Sumiu, levado – tenho certeza, só pode ter sido – pelo Paulo Leminski, velho pirata livresco que não morreu domingo de manhã, dedicado a surrupiar exemplares de acervos diversos, da Biblioteca Pública à estante dos amigos.
Ano passado, minha enteada pediu para conhecer um cemitério, curiosidade de adolescente. Aproveitei o domingo seguinte para levá-la ao Água Verde, saboreando os derradeiros movimentos coordenados das minhas pernas.
Os sinos da paróquia badalavam enquanto eu mostrava a ela as ruas. Junto ao túmulo do poeta sacana, perguntei pelo Shakeapeare desaparecido. Mantiveram-se em silêncio, ambos os bardos. Passamos bom tempo admirando o mural em azulejos da família Lazzarotto, eu tratando de explicar ao membro mais famoso da família não ter encontrado a escada de Praga.
A menina perguntou se era possível esperar resposta. Não agora, respondi. Se os sinos estavam tocando era sinal de meio-dia. Os mortos só falam nas manhãs de domingo.
Ernani Buchmann

Charge do dia.

O Estado do Paraná.

Bienvenido, Hugo!

Nesta quinta-feira Curitiba vai acolher o tenente-coronel Hugo Rafael Chávez Frías, presidente da República Bolivariana da Venezuela. Vem a convite do jornalista Roberto Requião de Mello e Silva, governador do Estado do Paraná. Bienvenido, esta capital de primeiro mundo tem muito o que mostrar ao líder do terceiro mundo.
Curitiba, senhor presidente, é uma cidade progressista, ordeira e muito limpinha. Tem uma área de 430,9 km, para uma população de 1.727.010. Mas, em 15 minutos, um punhado de migrantes aqui chega para desmentir os números oficiais. Ela foi fundada oficialmente em 29 de março de 1693. Extra-oficialmente, renasceu em 19 de maio de 1972 , data do fechamento da Rua XV de Novembro para veículos, quando a municipalidade rebatizou a via central com o nome de Rua das Flores, e ganhou referência internacional de planejamento urbano.
Dizem que somos um povo muito tímido e até ensimesmado, uma gente muito exibida. É tudo verdade. Gostamos de nos gabar das nossas piores virtudes e dos nossos melhores defeitos. No século XVII, essa gente vivia da mineração, aliada ao feito da roça. No ciclo seguinte, que varou os séculos XVIII e XIX, a então Quinta Comarca de São Paulo se fez pousada de tropeiros condutores de gado que circulavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, conduzindo gado cujo destino final eram as veredas das Minas Gerais, e os vaqueiros do escritor Guimarães Rosa.
Da indústria à agricultura, da educação à infra-estrutura, por certo esta Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais abriu seus próprios caminhos e isso o governador Roberto Requião há de mostrar ao ilustre chefe de Estado que nos visita. "El comandante", posto que gostamos de nos gabar das nossas piores virtudes e dos nossos melhores defeitos, eis alguns pontos onde a cidade pode lhe proporcionar exemplos e prazeres.
Da indústria, muito nos ufanamos. Especialmente da "indústria das multas", que carrega aos cofres públicos recursos suficientes para resolver os problemas de uma cidade que tem um veículo para cada três habitantes. Na periferia - onde ainda não foi prospectado petróleo, ao contrário do que parece - uma outra indústria nos causa especial orgulho: a "indústria das invasões", nas poucas áreas que ainda nos restam ao deus-dará.
Quanto à crucial questão do emprego, isso não nos amofina. Tanto, que a principal discussão que se arrasta no Legislativo trata-se da Lei do Nepotismo. Reza a lei que o pleno emprego está resolvido. Só nos falta arrumar trabalho para os parentes. Meio ambiente e planejamento urbano são os nossos maiores orgulhos e os arquitetos nossos maiores ícones. Neste quesito, batemos as estatísticas do trânsito: temos, nada mais nada menos, do que três urbanistas para cada habitante.
Se o Paraná é um Brasil diferente, Curitiba é mais diferente ainda: a vergonha da fome na América Latina não nos afeta. Temos restaurantes para todas as faixas sociais e podemos indicar os de Santa Felicidade, exemplo de refeições populares que a Venezuela jamais viu. Por supuesto, o senhor presidente será recebido na Granja do Cangüiri, residência oficial do governador, este um paradigma da melhor culinária paranaense. Entretanto, devagar com os pratos que a emoção tem tempero forte: num recente ágape, o cartunista Ziraldo quase morreu do coração.
Afora uma bela criação de jacarés no Parque Barigüi, também se encontra na Granja do Cangüiri o que de melhor temos a mostrar na pecuária. Em meio à típica paisagem curitibana, a criação de cavalos trotadores do governador atrai muitos visitantes ilustres. Mas acautele-se com os pangarés, senhor presidente: muito político vaidoso já caiu do cavalo naquelas pradarias.
Nos finalmentes, desejando-lhe uma confortável e profícua estada, Curitiba ergue um brinde à América Latina e à Venezuela, com uma última recomendação: se os brindes forem além da conta, e alguém em torno chamar o "hugo", não é "usted", esse é um outro que brindou demais.
Dante Mendonça, quarta-feira, 19 de abril, 2006 — jornal O Estado do Paraná.

Terça-feira, Abril 18, 2006

La Pasion de Crist.

Revista Gráfica.

Música do Blindagem.

Desenho de Miran.

Henett, o Bilário!

Desenho de Benett.

Porto Seguro, 1992.

Dalí, by Krüger.

Faça propaganda e não reclame.

Desenho publicitário.
Desenho de Dante Mendonça.
Desenho de Paixão.

De ponta cabeça!

Project ISM.
Desenho de Jordi de Miguel.

Metal

Walter Vasconcellos.

Repeteco.

La Pasion de Crist.

Desenho de Crist.

Livro.

Oi, Solda, seu livro chegou! Meus parabéns, ficou muito bacana,trabalho de responsa...Já está no meio da minha bagunça! Um abraço. Walter Vasconcellos.
Orlando Pedroso.

Segunda-feira, Abril 17, 2006

Revista Gráfica.

Meninos e meninas, a nova revista Gráfica do Miran está,
como se dizia antigamente, uma uva! Tudo de novo debaixo do sol!

Quando o ouvido vai pro saco.

No lançamento do livro "Onde me doem os ossos", de Ernani Buchmann, descobrimos que ambos somos surdos. Ele, do direito; eu, do esquerdo. Sentados lado a lado, eu não o ouvia. E vice-versa. Só podemos conversar de frente e com um pouquinho de leitura labial. Ah! Ah! Ah!
Solda

Livro Solda.

Vasconcellos: taí o comprovante. Quando receber o livro, avise.

Vale a pena ver de novo.

Pela preservação da Mata Atlântica. Já!

Aquele assunto...

...e o cara nem brasileiro é. E fica cagando regras, abobrinhas. Bah!
Vejam que bela foto eu roubei do blog da Cora Rónai. Desculpe, Cora. Não resisti.
Desenho de Miran.

Quem é Quem.

César Marchesini. Ele só tem cara de sisudo,
mas é uma santa pessoa. Bah!

Já ia me esquecendo...

Forever Young.

Porto Seguro, 1992.

para Miguel Ângelo Leminski/não era ainda pessoa/e já sonhava/não é mais pessoa/e ainda sonha — dedicatória do livro navalhanaliga, de Alice Ruiz, 1982.
Desenho de César Marchesini.

Secreções por atacado, excreções a varejo/Fraga.

Winston Churchill soube apelar. Nunca se saberá o que quanto de sangue, de suor e de lágrimas os ingleses derramaram, atendendo a um slogan. E tudo por esse princípio imperativo da eterna sobrevivência entre os povos – a guerra.
A humanidade, porém, é capaz de fazer jorrar a seiva universal também por causas menores. E perfurado de poros e esfíncteres, o corpo vaza sua essência animal por todos os lados, em todasas etapas vitais. A cada fase da existência, corresponde um tipo de doação, voluntária ou in. Pela variedade glandular, continência ou descontrole, de qualquer jeito o nosso calendário secretor e excretor progride.
Ou regride, sei lá. No modo arbitrário do Fraga, assim escorre a humanidade:
O bebê, até 1 ano Fezes, baba e lágrimas A criança, até 5 anos Ranho, vômito e suor O menino, até 10 anos Meleca, cuspe e suor A menina, até 10 anos Muco, suor e lágrimas O adolescente, dos 11 aos 18 Esperma, espinhas e suor — A adolescente, dos 11 aos 18 Regras, espinhas e lágrimas O jovem, dos 19 aos 25 Remela, suor e urina A jovem, dos 19 aos 25 Saliva, suor e lágrimas O adulto, dos 25 aos 45 Suor, suor e suor O maduro, dos 45 aos 60 Seborréia, ácido úrico e catarro O idoso, dos 60 aos 80 Cálculos renais, bile e lágrimas O ancião, acima dos 80 Sangue, baba e fezes.
Desenho de Miran.

"Antros de Mediocridade de Curitiba..."

Não é bom nem tocar nesse assunto.