Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Enéas Lour.

Morrer

é preciso que se morra
mas que se morra aos poucos
devagar
dentro do horário
com cautela
sem onerar o erário
é preciso morrer
na disciplina protocolar
parar de respirar
sem nenhum comentário
morrer
é muito particular
solda


Lala Schneider, by Lina Faria.

Adeus, Lala.

Lala Schneider, a querida atriz curitibana, foi dormir ontem e acordou do lado de lá. Como eu sempre digo: daqui ninguém sai vivo. Foto: Cayo Vieira. Solda

Faça propaganda e não reclame

Ouiés! Enviada por João Marcon, El Penka.

Publicada n'O Estado do Paraná.

Último dia do mês

Segundo o Macaco Simão, brasileiro não tem medo do fim do mundo. Tem medo, sim, do fim do mês.

Rosinha Campos

Capa do livro "Lampião e Maria Bonita"
Editora Ática- 2005

Repeteco

O Menino Maluquinho. By Enéas Lour.

Nova Trento

Segundo o arquiteto Fernando Popp, Dante Mendonça (foto) é o verdadeiro milagre de Madre Paulina.

8 de março

Soninha Francine. Quem tem Q.I., vai.

Aviso aos navegantes

Parece que foi ontem...

Puizés!

Vem aí!

Uebas!

***

Imagem cedida gentilmente por Almir Feijó,
pentelhófilo de carteirinha.
Ué, deve ter ficado na Casa Branca.


El Clarín - Buenos Aires.

Nofa!

Britney Spear. É das carecas que eles gostam mais! Foto roubada na calada da noite do blog do Almir Feijó.

Cristobal Reynoso

Desenho 21

Desenho de Caetano Solda, aos 7 anos.

***

Para Orlando, El Pedroso

A paciência é, realmente, uma virtude. Quá! Quá!

Na boca do jacaré (2)

Foto de Lina Faria
Desde março de 2004 estamos acompanhando o drama dos jacarés do Parque Barigüi. “O despejo dos jacarés”, era o título da crônica que contava mais um capítulo da interminável novela da família jacaré, em 14 de setembro de 2005.
Nessa data, tínhamos entrevistado o nosso estimado jacaré-do-papo-amarelo, surpreendido com a companhia indesejável de outros dois companheiros da espécie pantaneira do Mato Grosso. Intrusos da família Cayman crocodilus. Não apresentaram documentos ao prefeito Beto Richa e, portanto, se encontravam em situação irregular na municipalidade, sem o devido habite-se na vizinhança da alta burguesia curitibana.
Em setembro de 2005, a secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) solicitou autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) para o resgate e a conseqüente expulsão dos invasores do lago. Com prerrogativas por tempo de serviço, apenas nosso velho jacaré-do-papo-amarelo deveria ser mantido no Parque Barigüi, por se tratar de personagem da cidade já tombado pelo Patrimônio Histórico, com sotaque leitE quentE e perfeitamente adaptado aos hábitos curitibanos. Com este lamentável episódio do cachorrinho que foi comido por um dos jacarés, a Prefeitura radicalizou e decidiu expulsar toda a família Cayman do parque. Amplo, geral e irrestrito, o despejo vai pôr fim a uma longa disputa pelo espaço político do lago, que vem desde 2004.
Entrevistado na época por este repórter, o intruso jacaré do Pantanal contestava a oligarquia local:
— Precisamos deixar bem claro para a população de Curitiba que o papo-amarelo é de uma geração que está no poder no lago há mais de três décadas. Precisamos oxigenar as águas do Barigüi, dar mais transparência e oportunidades aos outros segmentos da sociedade organizada do Barigüi. Chega dos mesmos!
Já naquela época os segmentos organizados do lago rejeitavam o ato radical que hoje está sendo tomada pela municipalidade:
— Os técnicos estão pensando em nos despejar para um novo domicílio, uma falsa medida de prevenção para a segurança dos usuários do parque. São resquícios do autoritarismo.
Ouvindo as duas partes, entrevistamos também o pioneiro jacaré-do-papo-amarelo. Atento à CPI do Mensalão, o decano do lago fez questão de justificar por que pedia a expulsão dos pantaneiros.
— O mar de lama é irrestrito e também atingiu nossas já insalubres águas. É do conhecimento de qualquer freqüentador do Barigüi que estes intrusos nasceram em cativeiro, na fazenda do Delúbio Soares. Contrabandeados, eles se alimentavam de um caixa 2 escondido sob o lodo, que só veio à tona com a denúncia de um bagre ensaboado. O preço da liberdade é a eterna vigilância: temos notícias de que estão planejando jogar aqui no lago não só o Fernandinho Beira-Mar, como também Paulo Maluf e família. E ainda José Janene, o ex-mensaleiro aposentado por invalidez - acrescentaríamos a este desequilíbrio ecológico sem precedentes.
***
Curitiba está assistindo a conflitos sem precedente no mundo animal, como se não bastasse a guerra entre os bípedes Beto Richa e Roberto Requião: depois dos jacarés, as capivaras. Acusadas de invadir condomínios de luxo no entorno do Parque Tingüi, cinqüenta capivaras também estão ameaçadas de despejo. Moradores da valorizada região, preocupados com o destino de seus chiques cachorrinhos, preparam um abaixo-assinado pedindo que as dóceis capivaras de hábitos noturnos amanheçam na boca do jacaré, em algum lago alhures.
Socorro, Cora Rónai, santa protetora das capivaras nas águas da Guanabara!
Dante Mendonça
[28/02/2007]O Estado do Paraná

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Festa do Ivo

Ivo e Paulinho, no palco do Hermes
Estou arrumando as malas para tentar chegar no Hermes Bar antes das 22 horas desta quarta-feira. Vou para a festa do Ivo, vocalista da banda Blindagem, que faz aniversário e promete rodar a baiana. Eu poderia deixar o telefone do Lulo (3018.9320), mas ele mandou avisar as chances são mínimas, pois o show está Solda Out.

Toninho Vaz, de Santa Teresa

Rá! Descobriram a roda!

Sobre a Oficina de Criação Literária Rascunho
A cada mês, os alunos da oficina trabalharão com um conto breve, de autoria variada. Nos dois primeiros encontros do mês, o conto será discutido e “desescrito”. Isto é, os alunos tentarão chegar aos propósitos, planos literários, aspirações, técnicas, princípios estéticos, etc., que geraram aquela narrativa. O objetivo do exercício é fugir da idéia de “inspiração”, levando os alunos a entender que a literatura exige, na verdade, aspiração, técnica, suor e trabalho intenso.
Charge de Paixão - Gazeta do Povo.

Eu, belicosa?

Reprodução de Lina Faria.

Au! Au!

Cara de um, focinho do outro.

Medo! Terror!

Zé do Caixão e Lina Faria. E a foto, de quem é?

Marca Tamanduá

Atenção, Beto Bruel: este é o novo design da marca que fiz em mil novecentos e dercy gonçalves para a Tamanduá Iluminação. Ainda morava no Cajuru. É a que vale de agora em diante. Não esqueça. Qualquer coisa, falar comigo. Me deve duas fantas uva. PS: reclamaram que a URL não funciona. Vai lá, então: clica www.tamanduailuminacao.com.br

Maquinalina

Sin palabras. Foto de Lina Faria.

Cristobal Reynoso

Este desenho, com o autógrafo de Crist, tem 34 anos. Ele me deu em Piracicaba em 1973 (74?) quando conheci Crist e Fontanarrosa no Salão Internacional de Humor. O autógrafo de Fontanarrosa, feito com caneta hidrográfica, sumiu com o tempo, exposto à luz do sol. Ouiés!

Antes que eu esqueça

Caneta Bic

Marcel Bich, depois de trabalhar numa empresa de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949, comprou uma pequena fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou o seu inventor, Ladislao "Laszlo" Biro, comprou a patente e iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o mesmo até hoje. Atualmente, são vendidas 10 milhões de canetas por dia.

***

Desenho de Fontanarrosa, do livro Gauchíssima Trindade (Fontanarrosa, Crist e Santiago), L&PM Editores, 1978.

***


Publicada n'O Estado do Paraná.

Arquivo naftalina

O que tem Camille Claudel na cabeça? Foto minha, feita em 97 na Maison Rodin. Lina Faria.

Cada um se vira como pode

Disque-bambolês.

Parece que foi ontem...

Formosa photographia.

Galvão Bueno: the worst of

Chutou com a perna que não era a dele.

Eita!

Arquivo naftalina

Haraton Maravalhas fotografa a jornalista Anaterra Viana, há 25 anos. Foto minha. Lina Faria.

Todo mundo lá!

Uns desenhos. De Orlando, El Pedroso.

Desenho nº 12

Desenho de Caetano Solda - aos 7 anos.

El Clarín - Buenos Aires.

Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Deixa o Jack descansar

O jacaré do Parque Barigüi. Eu falei que essa
moleza ia acabar! Lina Faria.
Charge de Marco, El Jacobsen - Folha de Londrina.

Deu no jornal

Gazeta do Povo, 4 de fevereiro/2007
Mônica Berger, a nossa pitonisa de plantão.

Uebas!

Detalhe do convite nº 2 da exposição do Orlando, que postarei amanhã. El Pedroso carrega pedras enquanto descansa. Pódiscrê.

Todo mundo lá!


Juarez Távora, jornal Opinião, 3/setembro/1973

Billie Holyday & Lester Young,
do livro Quem é Sábat (Paz & Terra).

Nota

Ufas! Depois de tanta besteira junta nesta pocilga eletrônica, acho que não precisamos pôr The Worst of Galvão Bueno. Ufas & Puizés!

Publicada n'O Estado do Paraná.

Dose dupla de Benett

Charge - Folha de São Paulo.

Troféu pra botar na estante

Melhor atriz - Helen Mirren, por "A Rainha".

Vem aí o Dia Internacional da Mulher Pelada

Foto de Eugene Vardanyan.

El Clarín - Buenos Aires.

Do indizível ao indefinível

Nunca se sabe. Quando os raios ou as ilusões caem. Como o pó acumula sobre os móveis, se não se vê o pó chegar. Se é o nervosismo que revela o pigarro ou se é vice-versa. Porque, com cep certo ou cep errado, as más notícias sempre batem à nossa porta. Qual a fonte de água forma a gota d´água que deságua definitivamente uma pessoa. Porque a grama cortada exala apenas o seu exato cheiro de grama cortada. Quanto de medo produz um pensamento medroso.
Se o sono é solto por causa da cama vazia ou se a cama parece vazia porque o sono é solto. Como o céu faz pra repetir o mesmo tom de azul que evoca aquele dia azul que não se esquece jamais. Qual a sensação de ter sensações que não são as nossas. Quando um homem e uma mulher vão se tornar únicos. Porque uma manta aquece mais que um mantra. Qual o grau de isolamento suficiente para afastar 6 bilhões de pessoas de nós mesmos. Se é café com leite ou leite com café.
Quanto de tempo de alegria ou de sofrimento contém uma ampulheta isenta. Como um olhar ora intriga ora entrega.Porque um reencontro, às vezes, vale mais que qualquer encontro. Nunca se sabe nunca.

Refletindo

Ouiés.

Piada idiota: repeteco

Grupo CoBra

Karen Appel - 1948

22/02/2007 - Ao Distinto Cavalheiro

El neotrentino Dante, o itarareense Solda e a curitibana Vera. Foto de Lina Faria.

Em Teresina

É em novembro, mas prepare-se desde já.
Breve, o regulamento.

Com licença

Foto de Míster Otto Stupakoff.

Tudo pelos pêlos

Abaixo o prestobarba!

Desenho 36

Caetano Solda, aos 7 anos.

Aviso

Ao nascer, o bebê deve fazer imediatamente
o teste do pezinho.

Puizés!

Estatueta pra pôr na estante

Melhor diretor: ScorceseOs Infiltrados.

Benettón, El Zongo!

Charge de Benett - Gazeta do Povo.

Como acabar com formigas

Contrate um tamanduá profissional.

Canivete Suiço

Sabendo que o exército do seu país importava canivetes alemães, Karl Elsener abriu a sua fábrica em 1884. Os seus primeiros canivetes Victorinox foram entregues aos soldados suíços em outubro de 1891. Colocou o brasão do país para diferenciá-los dos alemães e batizou o produto homenageando os seus pais, Victor e Victoria. Para ampliar o negócio e atrair utilizadores mais refinados, Elsener aperfeiçoou o canivete e, assim, surgiram os modelos com ferramentas: abre latas, chave de fendas, punção e saca-rolhas, serrote, alicate, abre garrafas, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. O produto popularizou-se depois da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas. Hoje, a linha para oficiais tem 100 diferentes combinações.
Haja adrenalina!
Mestrado em Transporte e Logística.

Peru

O vigário de um vilarejo tinha um peru como mascote. Certo dia, o peru desapareceu e ele achou que alguém o havia roubado. No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação
— Alguém de vocês aqui tem um peru? Todos os homens se levantaram.
— Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer. Algum de vocês viu um peru? Todas as mulheres se levantaram.
— Não, não, repetiu o vigário; o que eu quero dizer é se algum de vocês viu um peru que não lhes pertença. Metade das mulheres se levantou.
— Não, não, disse o vigário novamente. Talvez eu possa formular melhor a pergunta: — Algum de vocês viu o meu peru? Todos os coroinhas se levantaram.

Domingo, Fevereiro 25, 2007

Histórias de pescador

A paciência é uma virtude, diz ele.
4,8 kg. Orlando, El Pedroso.
Foto de Cecília Laszkiewicz.

Bird

Desenho de Walter Vasconcelos.

Bah!

Pintos

Pryscila: mais um Pinto. Zélio Alves Pinto, irmão do Ziraldo, também cartunista de mão cheia, casado com a Ciça, criadora d'O Pato. Esta foto foi tirada ano passado no 24º São de Humor do Piauí. Como se vê, tem Pinto espalhado pelo mundo inteiro. Quando Zélio foi embora de casa, a mãe dele disse: " Vai, meu filho, Zélio Pinto!"

Eu sabia que estava faltando alguma coisa

Aviso

Como o blog de hoje já está cheio de asneiras, ficamos novamente sem The worst of Galvão Bueno. Cierto, muchachas?

Maquinalina

Bonjour, Soldah: procurei uma foto do jacaré do Barigüi, desde ontem, sem sucesso. Achei a do Jacaré atleticano, da bicicleta. Será uma utilidade pública avisá-lo pra se defender com o rabo. Tão caçando jacaré na praça! Achei uma foto que aparece o Penka. Mando também. A dos mendigos famosos, use se quiser. Não é curioso o movimento? Lina, com beijo bestial.

22/02/2007 - Ao Distinto Cavalheiro

Fátima, Vera Solda, Luciana D'Amato e João Marcon, El Penka. By Lina Faria.

Bush, o machão que quer acabar com a Terra

Êpa! Beijim, beijim, tchau, tchau!

Desenho

Caetano Solda, aos 7 anos.

Só pra não esquecer

Ivete Sangalo.
Da série Mulheres Bonitas.

Verãozão!

***

Ooops!

Eita!

Ouiés!

Foto de Eugene Vardanyan.

Um gênio feminino

Passei os feriados de carnaval, distinto leitor, a viajar as quase 500 páginas do terceiro volume com que a pensadora e psicanalista búlgara, de expressão francesa, Julia Kristeva, conclui a sua monumental trilogia O Gênio Feminino. A Vida, a Loucura, as Palavras (Editora Rocco, 2007). Para encerrar, nada menos do que complexa reflexão em torno da escritora Colette (1873-1954).
As outras mulheres anteriormente enfocadas por Kristeva, em catataus de igual desempenho, são duas outras culminânicas do século 20: a filósofa Hannah Arendt (1906-1975), a busca da vida em meio à guerra, e a psicóloga Melanie Klein (1882-1960), primeira mulher a pensar a loucura em nossa insensata contemporaneidade.
A francesa Colette, sensualista antes de qualquer “erotismo”; bissexual assumida antes de todo e qualquer modismo GLS; e feminista antes de todo e qualquer feminismo, reinou, alguma vez tirânica e equívoca, sobre a cena intelectual da primeira metade do século passado. A introduzir nos “tempos modernos” que se insinuavam, uma avalanche de escândalos.
Nascida no interior da França, conquistou logo a cosmopolita Paris não só com sua arrogância, inusual em “emigrados”, como sobretudo por seu talento - múltiplo, “midiático”, surpreendente. Escritora, atriz, repórter, ensaísta, foi a primeira crítica de cinema da história, com sua célebre coluna na revista Film.
Ao ganhar o Nobel em 1952, François Mauriac se desculpou com ela ao telefone, considerando-se, face ao brilho da “divine” Colette, não merecedor da honraria. Idolatrada e odiada, era escritora prolífica, embora confessasse que não gostava de escrever. “Eu não gosto de escrever. Não só não gosto de escrever, como gosto principalmente de não escrever” - fazia blague.
Nascida Claudine, Colette já começa causando espécie ao adotar para si o sobrenome feminino por excelência, do pai. E sob o signo de tal patronímico, se torna universalmente conhecida como escritora. Está visto que não é pretensão destas linhas resenhar aqui o irresenhável. O livro de Kristeva é um monumento ao saber. Complexo é o mergulho na personalidade de uma escritora que ousou, mais do que reinventar a literatura de seu tempo, afrontar, pela via do “prazer sensual” em amplo sentido, o belicismo de um século que, a par do progresso científico, se revela canhestro e selvagem.
Não pouca coisa para uma interiorana que se autodefinia a homenagear a inenarrável mãe Sidonie (a também célebre Sidô) com todas as letras: “Eu sou filha de uma mulher que em uma regiãozinha obscura abriu sua casa de vilarejo aos gatos errantes, aos vagabundos e às criadas grávidas”.
Deu no que deu. Com seus exotismos pessoais, a mordacidade não pequena e o invariável brilho, Colette chegou a escandalizar o então provinciano Hemingway que, no clássico Paris é uma festa, traça dela perfil antológico.
Colette e seus gatos, inúmeros, a escrever deitada, a viver deitada, a sacudir o mundo recostada em seus travesseiros de penas de ganso no concorrido endereço parisiense de Beaujolois. De Gide a Sartre não houve quem a ela não se curvasse, no mais notório beija-mão da história recente de nossa cultura.
Tem razão Julia Kristeva: Colette inventou um alfabeto e este alfabeto se chama mulher.Wilson Bueno [25/02/2007] O Estado do Paraná

Uebas!

Sin palabras.
Jornal O Tempo - Minas Gerais

De perto, ninguém é normal (Oscar Wilde)

Mário Schoemberger, no Bar do Edmundo, dia desses, ri da piada das velhinhas esquecidas.

22/02/2007 - Ao Distinto Cavalheiro

Dante demonstra sua habilidade para lidar com as maquininhas modernas. Solda e Vera observam. Dionísio, sócio do Ao Distinto, estupefacto, não acredita no que vê. By Lina Faria.

Gambiarra

Água quente, ora pois!

Puizés!


O Estado do Paraná - quarta página

El Clarín - Buenos Aires

Cotonetes

A idéia de uma haste com a ponta de algodão foi lançada nos Estados Unidos pela Johnson & Johnson em 1921. No começo, o Wooden Applicator, uma haste de madeira com algodão em apenas uma das pontas, tinha o seu uso restrito a hospitais, na aplicação de remédios. Em 1947, o sucesso do produto fez a Johnson & Johnson lançar o Johnson's Cotton Tipped Applicator, disponível para venda direta ao consumidor e indicado para o público infantil. Em 1963, as hastes foram mudadas de madeira para plástico.

22/02/2007 - Ao Distinto Cavalheiro

Vera Solda e Luciana D'Amato -
The Day After - By Lina Faria.

Parece que foi ontem...


Na boca do jacaré

“Onde tem jacaré, cachorro nada de costas, late e não morde”, dizia um atleta do Parque Barigüi, enquanto analisava as circunstâncias do crime em que um jacaré abocanhou um cachorrinho na margem do lago. A selvageria fez a Prefeitura tomar providências para expulsar toda a família jacaré do parque, e suscitou uma pertinente questão: que destino dar àqueles ameaçadores animais?
Numa só mordida, um dos jacarés engoliu a cabeça do cachorrinho e, com a carcaça entre as mandíbulas, submergiu na mancha vermelha de sangue que se formou na beira do lago. A cena de horror aconteceu no meio da tarde da terça- feira, estragou o último dia de Carnaval das dezenas de pessoas que presenciaram a refeição do jacaré. Pasmas, testemunhas oculares agora pedem punição, a expulsão dos jacarés. Do mesmo modo como comeu um vira-lata, um daqueles monstros do lago pode mostrar os dentes ao piá desavisado, anunciam os profetas da tragédia.
Duas espécies são inquilinos do lago - o jacaré-do-papo-amarelo (Caimam latirostris) e o jacaré-do-pantanal (Caimam crocodilus) -, e ninguém sabe ao certo quantos deles ali têm domicílio. Se perguntar ao poder público estadual, o governador Roberto Requião vai declarar que a Prefeitura está num mato sem o cachorro que o bicho comeu; e vai mandar Doático Santos soltar uma dúzia de jacarés no gabinete do prefeito. Na margem oposta, Beto Richa dirá que a meia dúzia de jacarés veio da gestão anterior e que, numa outra encarnação, Requião já foi crocodilo; o que explica tudo.
Governador e prefeito, como se vê, um quer ver o outro na boca do jacaré. Uma dúzia ou meia dúzia, o que se sabe é que dois dos jacarés já foram retirados nesta sexta-feira. Só deve restar o mais veterano deles -há 20 anos tomando sol na antiga olaria, não tem mais forças nem para comer cachorro-quente com maionese - e a pergunta pertinente: qual será o destino deles? Nestes tempos politicamente corretos, por certo não vão fazer sapatos, cintas, malas ou carteiras de luxo com pele de jacaré. Muito menos reduzir a maioridade penal do assassino - é “dimenor” - e levar o famigerado à prisão de segurança máxima de Catanduvas, para fazer companhia a Fernandinho Beira-Mar.
São poucas as diferenças entre um jacaré esfomeado e um “cerhumano” sem ter o que comer. Devemos temer é a transferência dos jacarés para um local não muito seguro, corre-se o risco de muito em breve eles serem vistos assaltando condomínios de luxo, promovendo arrastões na Avenida Batel, até batendo carteiras no Ligeirinho. Portanto, se faz necessário que as autoridades dêem um destino com futuro seguro aos nossos jacarés; ou então assistiremos nas esquinas os menores jacarés jogando malabares para sobreviver.
Considerando que estes jacarés do Parque Barigüi são de espécies analfabetas, sem nenhuma qualificação para uma adequada inclusão social, precisamos estar atentos: com tantos jacarés desqualificados já ocupando cargos públicos, não vai causar surpresa um jacaré-do-papo-amarelo eleito prefeito ou vereador nas próximas eleições, deputado ou senador num futuro próximo.
O que não seria nenhuma novidade. Em 1959, o rinoceronte chamado Cacareco foi eleito vereador em São Paulo com cerca de 100.000 votos. Cacareco viera do Rio de Janeiro especialmente para a inauguração do zoológico paulistano, em setembro de 58. Virou celebridade: os cariocas o reclamavam de volta, os paulistas insistiam em ficar com ele; e o Cacareco se tornou uma das figuras mais lembradas do folclore político brasileiro.
Na luta pela sobrevivência, todas as espécies criam seus sistemas de proteção: basta um daqueles répteis alçar vistoso posto público, e sua própria natureza arrasta consigo o resto da família. Nas águas turvas do nepotismo, veremos os jacarés do Parque Barigüi abocanhando cargos de confiança, nadando de costas no remanso do poder.
Se outro destino melhor não for dado aos nossos jacarés, sejam eles então removidos do Barigüi para o Lago Paranoá. Brasília é um destino ingrato, mas pelo menos naquelas águas eles oferecem menos perigo: jacaré miúdo morde 10%, o graúdo um pouco mais. Dante Mendonça [25/02/2007] O Estado do Paraná

Sábado, Fevereiro 24, 2007

Eric Clapton, Roger Waters & Nick Mason

UKULELE & MELODICA - PHEONIX CITY

Quem é quem

Pestana, cartunista paulista, com a vereadora e ativista do movimento negro Olívia Santana na abertura de sua exposição “O Negro e a cidadania, 500 anos Depois”, Museu Casa de Angola, Salvador - Bahia.
Mande su nuevo e-mail. Gracias.
Com transponder ligado, evidentemente.
E com ótimos controladores de vôo.

Contracultura — 2ª parte

Já contei que o poeta Bruno Delecave, ex-estagiário do Pasquim21, prepara monografia sobre a Contracultura brasileira? E que anda me crivando de perguntas sobre a minha experiência neste, digamos, movimento (ou quase, pois movimento bom mesmo é o da Ladeira da Falet, aqui na minha esquina)? Agora, quando encontrei 15 minutos de folga nesta manhã de sábado, levo até vocês mais um trecho da entrevista que deverá ser usada na tese acadêmica do jovem.
1) — Os anos 70 ficaram famosos pela permissividade sexual. Afinal, tinha-se a pílula, mas não existia a AIDS. Nós, que nascemos depois da camisinha, gostaríamos de saber mais sobre as transas que rolavam naquela época. Ou seja, explica o Amor Livre no Solar da Fossa, por exemplo.
TV — Quando se diz que nos anos 60 houve uma revolução nos costumes e no comportamento, estamos falando numa convergência de fatores raros e excepcionais. Assim, à explosão dos meios de massa, rádio e televisão basicamente, veio se juntar a explosão do rock e o fim da rotina horizontal das famílias. Os jovens foram informados de tudo (não me pergunte o quê, certo?) e deixaram o cabelo crescer; decidiram sacudir o corpo com o rock and roll, experimentar (o prazer) das drogas e outras cositas mais. Diante das liberdades conseguidas a tapa, as mulheres puderam igualar sua libido ao referencial masculino de prazer e sexualidade. Elas fizeram uma revolução sexual. O homem que conseguiu ser parceiro das mulheres neste processo de transformação, certamente cresceu como homem e se beneficiou deste momento. Como conseqüência, temos o amor livre e a amizade coloria. Era o fim do pecado.
2) — A palavra desbunde supostamente surgiu na esquerda, para designar quem largava a luta armada. Entretanto, começou a designar quem se encaixava no padrão da contracultura. Qual a relação entre esquerda e contracultura no Brasil?
TV — A esquerda no Brasil refletia influências da revolução russa, chinesa ou apenas marxista, com base na divisão de trabalho, etc. O foco era a liberdade política e suas conseqüências no socialismo da economia. O prazer, o investimento hedonista, as águas de Eros, estas tinham o estigma do pecado, eram considerados desvios típicos dos porras-loucas e desbundados. Embora utilizando os mesmos meios da contracultura, no que tange a clandestinidade, a esquerda (clandestina ou oportunista) fazia o papel da formiga na fábula com a cigarra. Hoje sabemos que – sem remorso – é possível ser formiguinha durante o dia e cigarra à noite. A terceira via é ser cigarra o tempo todo e foda-se o mundo. Também sem remorso.

3) — Você conheceu alguém que se autodefinia desbundado? Quem?

TV — Quase todos da minha geração foram desbundados ou tiveram momentos de desbunde. O Mautner, o Caetano, o Zé Celso, o Raul Seixa, Leila Diniz, Elke Maravilha são pessoas desbundadas – e creio que nenhuma delas negaria isso. O professor Timothy Leary era desbundado.

4) — Conte um pouco sobre o Solar da Fossa. O local era bem ao estilo sexo, drogas e rock and roll? Eles pagavam aluguel? Conte um “causo” legal.

TV— Agora você pode pegar aquela convergência de fatores referida ai em cima e colocar tudo dentro de um casarão. O resultado é que ali estavam porras-loucas, revolucionários, cabeludos, destemidos, grandes talentos e garotas espetaculares que não tinham medo de transar. Para melhor apreciar e entender o fenômeno da contracultura brasileira, o Solar deveria ir para a lâmina do microscópio. Todos os vestígios típicos dos anos 60 vão aparecer nos 85 apartamentos da pensão Santa Teresinha, como era o nome oficial. Pelo menos nos três primeiros anos (dos oito de existência) todos pagavam aluguel, depois o esquema foi se alterando e, nos dois últimos anos, ninguém pagava aluguel.
Ficaram famosos os passeios da Maria Gladyz, completamente nua pelos corredores do Solar, talvez sob o pretexto de fazer “laboratório de teatro”. Audácia e ousadia eram impulsos comuns entre estes jovens. Como diz o Roberto Talma na abertura do meu livro: “No Solar da Fossa – onde havia um grande elenco de mulheres bonitas – se você não tivesse alguma literatura, um pensamento filosófico atualizado, uma conversa definida sobre arte, você não comia ninguém.”
5) — Hélio Oiticica parecia querer ligar a sua arte, altamente contracultural, diga-se de passagem, com o conceito de marginal. Entretanto outras pessoas, como Waly Salomão, se incomodavam com o rótulo de poeta marginal. Qual sua opinião?

TV — Não era só o Waly que implicava com esta pecha. Conheço vários poetas que consideram o termo pejorativo. Eu gosto do conceito de marginal. Ele trás um estigma muitas vezes desconfortável porque é excludente, é verdade, mas mesmo assim me agrada.
Toninho Vaz, de Santa Teresa

Tudo pelos pêlos

Sin palabras.

Leda e o cisne

Soruda, meu muso: Perdi minha identidade. Fotógrafo sem câmera não é fotógrafo. Portanto, quem sou? Corro, literalmente, atrás da máquina, tentando resolver o problema. Vou ter que comprar outra. Estou procurando um modelo, de preferência que caiba também em mim e minhas filhas. Praticamente uma kitnet, com câmera escura e tudo, pois vou gastar a entrada de um apartamento pra resolver a questão. Pra não perder o humor, mando a Leda afagando o cisne, enquanto Tindaro fazia sei lá o que. Zeus no que zeus... beijoca, Lina Faria

Desenho de Caetano Solda, 7 anos

Puizé!

Creme Nívea

Foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele. O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. "Branco como a neve", foi batizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela. A embalagem ganhou a cor azul com letras brancas em 1925. Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada. A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.

Gente fina de Ponta Grossa

Charge de Benett - Folha de S. Paulo

Não dê comida ao homo sapiens

Em matéria de sexo, os primatas pelados se dividem em ciosos e ociosos. Preste atenção, por exemplo, no cio das espécies: as feras se reproduzem; só o homem prolifera. E ao contrário da maioria dos bichos, que não se multiplicam em zôos, o ser humano é o único animal que procura o cativeiro para procriar.
Note bem a especialização carnívora: há animais que caçam carne fresca, alguns preferem carniça, só o macaco nu se farta com carnificina. Repare nas garras e nas presas dos predadores: năo disfarçam com manicure, muito menos com jaquetas de porcelana. Observe a rapinagem no reino alado: as aves fazem isso com plumas, o homem faz sem pena.
Cuidado com víboras, lacraias, aranhas, escorpiões: extremamente venenosos a maioria das vezes, porém nem de longe chegam a ser como nós, pessonhentos. Enfim, a julgar pelos civilizados de hoje, o berço da civilizaçăo deve ter sido uma jaula.

Pelos pêlos

É o fim!

Hoje termina o Horário de Verão. Mas o Verão, mesmo, pelo jeito não vai acabar nunca mais.
Foto de Eugene Vardanyan.

8 de março. Uebas!

Vem aí o Dia Internacional da Mulher Pelada!

El Clarín - Buenos Aires

Quinta-feira, 22 de fevereiro

No Ao Distinto Cavalheiro, Dante Mendonça observa Soruda-san tendo um perequetê. Vera Solda finge ignorar. Foto de Lina Faria, craro, cróvis!

Todo dia é dia de poeta

Ontem, no extracéu, tomamos chá de anis,
Diante de um poente branco.
No extracéu não ná noites e pássaros pousam
Em nossa janela, enquanto tecemos mantos.
Você sorri, mais do que sorri agora, e estrelas
Fogem do céu-matéria para matarem a saudade
Do seu belo riso italiano.
Vez por outra, congelamos uma estrela fugidia
E a colocamos na parede de nossa sala.
da revista Coyote nº 10

Gian Calvi

Eloi Zanetti: seria o próprio Gian Calvi, um dos maiores ilustradores do mundo? - que não é carioca, é italiano de Bérgamo. Aliás, Gian Calvi fala e escreve no dialeto bergamasco, o que é raro. Gian Calvi morou aqui por um bom tempo, enquanto dirigia o Centro de Criatividade de Curitiba. Deixou boas lembranças e a loja Gepetto, a casa de brinquedos no setor histórico, quase ao lado da antiga sede da Fundação Cultural. Esteve em Curitiba há dois anos, autografando livros na Biblioteca Pública. Dante Mendonça

Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

UKULELE & MELODICA - EXODUS

The day after

Primeira quinta-feira da Quaresma no Bar Ao Distinto Cavalheiro, em pé: Díonísio - um dos sócios do Distinto; Júnior, diretor de arte da Getz; Vera e Solda; Lina Faria, a nossa retratista de estimação, e Dante Mendonça. Sentados: o advogado e professor da UFPR Heroltes Cortiano Júnior; Eduardo Socolowski, feliz proprietário da Casa da França e nosso fornecedor líquidos para o espírito; Paulinho Tramujas, filho de Arthur Tramujas; Jorge Vaine, engenheiro hidráulico que vigia os rios do Paraná; André Tramujas, também filho de Arthur Tramujas, que ganhou brindes em sua memória. Como diria o mestre Nireu Teixeira, pai de Dóris e Yara: "Como é bom de noite com os amigos!" Dante, el neotrentino

Nofa!

Jacques Chirac: não comeu e não gostou.
Caretíssimo.

Paisagem

Para que os arquitetos paranaenses parem de fazer esses caixotões enormes que deixam Curitiba uma cidade com paisagem terrível.

Cogito, ergo sum

Vera Solda: como agüentar um cartunista
fuleiro durante 33 anos? Foto de Lina Faria

A paixão do Paixão

Que tal, Paixão? É só encher a caveira e sair por aí.

Cada um se vira como pode

Adelante, hombre!

Quem tem Q.I, vai

Gianvittore Calvi, 70 anos, carioca, figuraça, venceu o prêmio dos Talentos da Maturidade do Banco Real na área de Artes Plásticas em 2006. Eloi Zanetti

Galvão Bueno: the worst of

Sinceramente, temo pelo final desse jogo.

Ué?

Aviso aos navegantes

Irei postando as fotos de ontem no Ao Distinto Cavalheiro no decorrer do período. Senão fica parecendo encarte da revista Caras. Right? Solda

O bar lotado

Da esquerda para a direita: um habitué do Ao Distinto, cujo nome confesso que não sei, Dante Mendonça, Soruda-san, Vera Solda, Luciana Damato, Júnior e, bah, Lina Faria. Foto do garçom.

Maquinalina

Bom dia, meninos, lá vai o resultado da gambiarra! Dante Mendonça, Soruda-san e Vera, ontem, no Ao Distinto Cavalheiro. Lina Faria

Tomo banho de Lua

As luas de Júpiter que me perdoem, mas a minha lua, do nosso planetinha, é muito mais bonita e mais romântica.

Vade retro! Vixi!

Da série " As barbudas do Gual",
by Gualberto Costa.

Como desemorcilhar morcilha

Como dizia o enchedor de ampulheta diante da duna do dia: nem tudo é interessante. Não, não é. Mas pode-se falar de coisas desinteressantes com palavras inolvidáveis, que soem inesquecíveis. Ou por abordagens interessantes, ou de formas in-te-res-san-tes. Truque eficaz é repetir o tema central após dois pontos: o tema central ganha em expectativa. Também estacar o assunto.
Devagar. Vezes várias. Paulatinamente. De modo que a fluência afaste o desinteresse de quem lê. Se não surte efeito, sabe o que se faz nessa hora? Uma pergunta. É interessantíssimo como amplia o grau de atenção, sobretudo se precedido de superlativo e sucedido de um ponto de exclamação! Interessantemente aplicados, até advérbios no meio de uma frase iniciada com um deles, funcionam.
Se estiver faltando impacto, use a palavra impacto, mas com impacto. Assim se vai construindo, oração após oração, um bloco que começou do nada, criou aqui e ali zonas de fixação e mesmo sem climax mantém o clima. Pois os interessados querem porque querem avançar, atingir o ponto final, eles sabem que enquanto a ele não chegam nem tudo está perdido, raciocinam. A essa altura, em poucas dezenas de linhas, algumas centenas de palavras, mais ou menos um milhar de letras, o leitor reconhece no autor um interesseiro. Ele escreve para tentar cativar. Pretende seduzir pela indução. Tecla frases curtas.
Vocábulos soltos. Livres. Simples. Plurais. Os argumentos finais se aproximam. O texto ameaça parar, porém, após três virgulas, prossegue. Novo trecho, novo ânimo, novo impulso; o poder de um único e repetitivo adjetivo! O foco de interesse, que não definhou porque não se definiu, reaparece (sugerido entre parênteses) para insinuar uma vitória textual. Interessadíssimo, o leitor pressente. A conclusão vem aí. Afinal, se a ausência de assunto já preencheu uma lacuna inexistente, nada mais há a dizer. Como diria o enchedor de ampulheta: analisada de grão em grão, até a duna coaduna. Ponto final.

Vestidas (?) para matar

Nota

O blog de hoje não tem nenhuma foto sensual de Ivete Sangalo. Voltaremos na próxima semana. Não percam.

Maquinalina

A máquina a fotográfica de Lina Faria, ontem, no Ao Distinto Cavalheiro, com um jeitinho brasileiro. Maiores detalhes quando ela mandar as fotos.

Zuzo bein?

Ouiés?

Pelos pêlos

Uebas e Oiés. Almir Feijó: dei um corte senão ficaria uma peluda ginecológica. Quá!

Alka-Seltzer

No inverno de 1928, Hub Beardsley, presidente dos Laboratórios Dr. Miles, visitou uma redação de um jornal e viu que nenhum funcionário havia faltado por causa da gripe que estava contagiando todos. Explicaram-lhe que eles tomavam uma combinação de aspirina e soda caustica. Beardsley pediu aos seus químicos para testarem a fórmula. O químico Maurice Treneer foi mais longe e criou o Alka-Seltzer 3 anos depois.

Uebas!

Carlos Careqa lança cd ao vivo

Carlos Careqa lança seu quarto cd, “Pelo Público” (Thanx God/ Tratore). Em seu primeiro cd AO VIVO, Careqa recupera canções inéditas do início da década de 90, quando se apresentava com o Power Trio: Beto Abbatepaulo (Guitarra), Uccio Gaeta (Bateria) e Glauco Sölter (Baixo).
Para resgatar canções como “Tetraplégico de Amar”, “Porque É Que Você Faz Isso”, “Espinha de Bacalhau” e “Os Cinco Lados da Mulher”, Careqa reuniu o Power Trio em outubro de 2005, quando gravou 12 músicas em dois dias de show no Sesc Ipiranga/SP.Com participação especial de Falcão, “Agora É Pra Foder!”, uma parceria com Adriano Satiro, abre o disco destacando o humor de Careqa.
Além das músicas ao vivo, “Pelo Público” tem três faixas de estúdio: “Ser Solteiro”, “Vou Falar Com O Pitanguy” e “Psycho Maloca”, uma versão que reúne o universo de Adoniran ao dos Talking Heads. Careqa dividiu a produção de “Pelo Público” com Mario Manga, que também aparece como arranjador e músico em algumas faixas. Chamado de “Punk Bossa-Nova” por Zeca Baleiro, no texto que abre o disco, Careqa mais uma vez explora vários ritmos, timbres e propostas musicais e declara “Não é rock and roll! Não é MPB!
Não é música experimental! Não é música de vanguarda! Não é música pra dançar! Não é música brega! É Música!”.

El Clarín - Buenos Aires.

Na cama com a história

O melhor deste Carnaval carioca não desfilou na avenida, foi ao ar no início da semana pelas ondas do rádio e tem enredo de escola. Virgínia Lane, a “Vedete do Brasil”, revelou que estava na cama com Getúlio Vargas quando quatro encapuzados invadiram o quarto e assassinaram o presidente.
Entrevistada por Francisco Canazio, da Rádio Globo, Virgínia Lane declarou que estava embaixo de um lençol quando quatro encapuzados invadiram a alcova de Getúlio Vargas e fuzilaram a história oficial. Seria o samba da vedete doida? Ou a revelação só acrescenta cenas de pornochanchada à tragédia do Palácio do Catete? O que segue é um resumo da entrevista de Virgínia Lane, a vedete do teatro rebolado; e os professores de história que acreditem, se quiserem.
“Ele foi a paixão da minha vida. Foram 15 anos de relação, de amizade, de conselhos. Nos conhecemos no Teatro de Recreio, onde ele tinha um camarote exclusivo. Freqüentei muito o Palácio do Catete e vou dizer uma coisa pela primeira vez. É meio perigoso! Eu estava na cama com ele, quando entraram e mataram o presidente. O Getúlio foi assassinado. Eu estava na cama com ele. Isso eu ainda não contei pra ninguém: eram quatro homens de máscaras. Me arrancaram da cama pelo pescoço, pelo cabelo. Ainda deu para chamar Gregório Fortunato. Getúlio ainda não tinha sido atingido quando pediu para Gregório Fortunato me jogar pela janela. O Gregório chegou e me atirou pela janela. Caí no jardim do palácio. Caí lá embaixo e fraturei costela, braço e perna.
Eu nunca revelei isso porque achava que não era a hora ainda. Getúlio sempre pediu demais para que eu calasse a boca e que nunca comentasse.
Ele morreu na hora, depois dos tiros. Quando ele começou a ouvir barulhos, sentiu que tinha gente tentando entrar à força; ele já sabia que ia ser assassinado. Ele já tinha me pedido: se me acontecer alguma coisa, você nem precisa tocar nisso. Ele já esperava que ia ser assassinado.
Por que os assassinos não atiraram no Gregório? Gregório me atirou pela janela e depois pulou numa árvore e veio dar comigo lá embaixo. Agora você não sabe do melhor: enquanto dois dos encapuzados ficaram lá em cima, outros dois desceram, correram para o jardim e me deixaram nua em pêlo. Tiraram minha roupa e me disseram assim: agora vai, vagabunda, vai andar nua e vai arrumar outro presidente. Me chamaram de vagabunda! E ainda por cima me chamaram de vagabunda! Eu sou uma testemunha ocular viva. E direta, porque eu não fui uma mulher que teve um casinho com ele, não. Eu tive quinze anos deitando e levantando com Getúlio.
Getúlio não se matou. É tudo mentira da história. Eu morro com uma arma apontada para minha cabeça, mas eu morro dizendo a verdade. Só não posso afirmar quem mandou matar. Mas Getúlio comentava sempre comigo, que isso podia acontecer; ele falava que tinha medo do Lacerda.
Eu não tenho medo do que estou contando, porque eu tenho isso guardado há muitos anos. E se fizerem alguma coisa comigo... sabe que idade estou fazendo agora, no dia 28 de fevereiro? 87 anos. Se quiserem fazer alguma coisa comigo, estejam certos: eu nunca vou mudar essa revelação. Eu também nunca vou mudar meu amor pelo Getúlio, que não foi em troca de coisa nenhuma, não. Porque se eu fosse uma mulher mais malandra, eu teria emprego público, estaria numa situação financeira muito agradável, e não estou. Eu não quis nada dele. Eu só tenho dele o orgulho, que qualquer mulher teria, de ser amante de um presidente da República”.
***
Ao encerrar a entrevista, o radialista Roberto Canazio confessou que a história - ou estória? - o tinha feito “perder o rebolado”. A revelação não ganhou maior repercussão, e nem poderia: Virgínia Lane, a “rainha do rebolado”, também faria a história oficial “perder o rebolado”. Dante Mendonça [23/02/2007] O Estado do Paraná

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Mais um Pinto

Pryscila: um Pinto, velho amigo nosso. Aliás, a família é uma pintarada que vou te contar. Ziraldo Alves Pinto, o que nunca brochou, dizem. Solda

Vixi!

Forever Young

Fernanda.

Volta ao trabalho

O presidente Lula é trazido do Guarujá,
onde descansou, para Brasília.

O pinto da Pryscila Vieira

Enviado por Pryscila Vieira e apelidado de "soldado de chumbo". Eu, hein?

Dia Mundial do Orgasmo

A organização "Global Orgasm" está convocando homens e mulheres de todo o mundo para a primeira edição do evento "orgasmo global sincronizado pela paz" , dia 22 de fevereiro, quando os voluntarios devem se concentrar em algum pensamento de paz durante ou depois do orgasmo. O objetivo é modificar o campo energético da Terra ao disseminar a maior quantidade possível de energia humana. Segundo os organizadores, a combinação da energia do orgasmo com o pensamento positivo pode ter melhores efeitos que meditação em massa e orações e diminuir o nível de agressão e violência ao redor do mundo. Kisses e muitos...da Angel!

Mais pinto

Meu irmão George, segurando o pingulim, ainda criança, se preparando para um xixi demorado. Satisfeita, mocinha?

Pintos

Uma internauta pediu pra que eu colocasse pintos no blog. Eu, hein? Mas de qualquer maneira, aqui estão alguns pintinhos, de todas as cores , para todos os gostos. Solda

Tudo pelos pêlos

Opas & Uebas!

Flagrantes da vida real


Publicada n'O Estado do Paraná

Ana von Rebeur

De perto, ninguém é normal (Oscar Wilde)

Pryscila Vieira, a maior cartunista do Brasil. De São José dos Pinhais para o mundo! Lugar de mulher é na prancheta! Eita!

Origem de algumas marcas

Aspirina. É da casca do salgueiro que vem o princípio ativo da aspirina. A salicina e o salicilato, extraídos dessa árvore, eram usados contra a cefaléia na Mesopotamia, 3 mil anos a.C. No entanto, a aspirina foi patenteada pela indústria alemã Bayer em 10 de outubro de 1897. O químico Felix Hoffmann, com a ajuda do professor Heinrich Dreser, sintetizou o ácido acetilsalicílico para aliviar as dores reumáticas do seu pai.
O nome do remédio mais popular do século foi formado assim: "a" vem de acetil; "spir" é a raiz do ácido epírico (substância quimicamente idêntica ao ácido acetilsalicílico); e o "ina" é um sufixo que se adicionava ao nome de todos os medicamentos no final do século XIX.

Errata

Solda querido, sou pisciano, mas de 13 de março, companheiro! Agora, a idade, esta não vos digo. Acho que, às vezes, uns 150 anos... Blog continua lindo. Adorei a nova arte do meu crédito na página. Viva nóis! Wilson Bueno.
Bueno: errei a data, mas o parabéns continua valendo. Solda

Propriedade privada

Uau!

Autoria desconhecida.

Parece que foi ontem...

Ooops!

Hi! Hi! Hi!

Charge de Benett.

Galvão Bueno: the worst of

"Adriano e Sorin vão na mesma bola!"

Do marasmo sem rumo ao rumor sem movimento

Às vezes, diante de um sinal vermelho, de um impasse metafísico, de uma barreira topográfica, de uma mulher indecisa, de um acidente geográfico, de um cão feroz ou de uma crise política (ou de qualquer permutação entre tais limites: uma mulher vermelha, um cão indeciso, uma política feroz etc ), às vezes um homem pára. Pára e esquece que pode seguir adiante, mesmo que nem avance. E se você diz que as liberdades de movimento andam restritas, que o direito estabelecido de ir-e-vir já foi ou já era e que lhe falta o senso de medida da sua vontade, peraí ô paradão. Você tem opções, o homem é o que escolhe – não é o que dizem dos que escolheram mal? Pra não capitular, recapitule.
Quanto à direção, todo homem pode, basicamente, andar em qualquer direção. Para definir o próximo passo ou evitar desorientação na locomoção, não custa lembrar alguns rumos: você pode desde a esmo, pra lá e pra cá, até andar reto, pra frente ou pra trás. Só aí você já tem dois sentidos contrários, o que contraria o imperativo sem retorno ou o recuo compulsório. Quer dizer, espaço suficiente pra alternar atos de bravura, de firme determinaçăo e até de demonstrações de prudência.
Pros lados: aqui estăo imensas possibilidades, que alargam os horizontes laterais (não estranhe: horizontes ainda têm 360º ). Da esquerda à direita, e vice-versa, a vastidão não é só ideológica: sua porção-siri pode explorar territórios nunca dantes percorridos!
E a rosa dos ventos, completa, oferece inúmeras alternativas, desde os pontos cardeais norte, sul, leste e oeste, até os pontos colaterais e os sub-colaterais. Por eles você se espalha como andarilho de km ou peregrino a metro, em infinitas rotas.
Pra cima e pra baixo: subindo por onde se desce ou invertendo o lance, com certeza se chega além de onde se partiu; e de costas, se alcança aquém daí. Pro alto e pro fundo: é quase a mesma situação anterior, um pouco melhor explorada. E você vai acolá ou mais longe simplesmente ao selecionar advérbios de lugar.
Pra dentro e pra fora: aqui você se desloca com preposições, E não há nada que o mantenha encerrado ou barrado em portas se a linguagem é sua. Em círculos: é doidice gastar esse tipo de pernada, mas eu não seria doido de excluir a expansão da sua experiência libertária.
Quanto à posição, você pode andar de todo jeito, conforme a dignidade exige ou a mediocridade aceite: ereto, curvado, agachado, de quatro, engatinhando. Se você não é cartesiano, siga em zigue-zague, em curvas, sinuosamente. Perpendicular ao meio-fio ou em diagonal às calçadas também permitem de exibição da capacidade de fugir às normas.
Quanto à velocidade, experimente a variedade à disposição: depressa, rápido, calmo, devagar, lentamente. Você pode trotar, marchar e acelerar e correr, pular, saltar; tudo isso são modos de vencer a inércia, cê sabe.
Todos estes exercícios do livre-arbítrio têm áreas próprias e até as impróprias servem se você não é servil: de assoalhos a chão batido, de tacos a tábuas, de carpetes a tapetes, de asfalto a paralelepípedos, e um etc que não acaba mais.
Quanto ao nível da sua caminhada ou passeio, depende do trajeto, se seu roteiro passa pela campanha ou pelos Andes. Entre aclives e declives, você encontrará planos e planícies, ladeiras pra riba e lombas abaixo. Você decide.
Quanto à paisagem urbana, você pode se meter por ruas, vias, vielas, avenidas, becos, alamedas, perimetrais, bulevares, free-ways, pistas, calçadas, calçadões, praças, parques, ágoras (não pra quem tem agorafobia), pátios, quintais e, quem diria?, o box do seu WC.
Não tá entendendo nada? Não sabe pra onde vai este texto? Ora, caro internauta, o Brasil tá na mesma situação – imobilizado por um marasmo político – e você espera logo de mim alguma saída dinâmica? Bão, o que me ocorre é: se os membros superiores do Congresso e do Governo não se movem, quem sabe nossos membros inferiores possam sair por aí?

El Clarín-Buenos Aires.

Filho de peixe...

Desenho de Caetano Solda, aos 7 anos.

Correndo o risco

Desenho de Albert Piauí.

Desenho de Humor

Saul Steinberg.

Grupo CoBrA

Pierre Alechinsky, 1973
El grupo CoBrA se formó como grupo en noviembre de 1948 y duró hasta noviembre de 1951 (la Segunda GuerraMundial terminó en 1945). Este grupo de artistas se sintieron llenos de energía por estar vivos después de los terriblesaños de guerra. Buscaron un arte que fuera para todos y no sólo para los especialistas. Creían en el trabajo colectivo ypor eso realizaron obras hechas por varios artistas. Les interesaba trabajar libremente, con lo que se les venía a lamente, casi sin pensarlo, de manera inmediata y llenos de vitalidad.

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Cumpleaños

Wilson Bueno: muitas felicidades e muchos años de vida. Só não canto o Parabéns Pra Você porque esqueci totalmente a letra. Solda
By Orlando, El Pedroso, depois de um longo
e tenebroso carnaval.

Notícia urgente - caraca!

Um terrível incêndio destruiu a biblioteca pessoal do Presidente Lula. As informações confirmam a queima total de 2 livros, e o porta-voz da República declarou hoje pela manhã que o presidente está inconformado, já que não tinha terminado de colorir o segundo. He! He!

Splish-splash de Carnaval na Bahia

A primeira-dama Fatima Mendonça beija Flora Gil; entre elas o governador Jacques Wagner. UOL

James Brown finalmente vai ser enterrado

NEW YORK - Após dois meses de sua morte, finalmente James Brown será enterrado. Seu corpo está desde o Natal de 2006 em um caixão climatizado e lacrado, na casa do cantor na Carolina do Sul. O problema foi que parte dos que se julgam herdeiros de Brown não estão no testamento, como é o caso de sua última esposa, Tomie Rae Hynie, com quem Brown se uniu em 2001, mas não se casou legalmente. Hynie, que por enquanto não tem direito à herança, reclama na Justiça americana 50% do patrimônio do marido para ela e o filho do casal, James Brown Jr.
Os seis filhos de James e sua mulher Hynie parecem ter chegado a um consenso e já decidiram aonde enterrar o músico. Um porta-voz da família disse que o local será mantido em segredo a pedido dos herdeiros e que o enterro deve acontecer nos próximos dias.

Pelos fundos

Enviada por Enéas Lour.

Radiola

Uebas! Mais um cedê da coleção Original Reggae Masters. Produzido por Derrick Harriot. Keith and Tex, Bobby Ellis and The Crystalites, Big Youth, Kingstonians, LLoyd and Glen, etc. Como sempre, série HeartBeat. Estou cada vez mais perto do calipso. 1990.

Um osso entalado na garganta profunda da Boca Maldita

Caro amigo Dante. Li a sua coluna - como sempre - e gostaria de informá-lo que também faço parte da equipe do no filme sobre a Gilda. Gostei do título "Um chute na cara" e peço permissão ao amigo para utilizá-lo como mote de um dos temas que estou compondo para o documentário.
Sem mais, nem menos, agradeço a atenção.Um abraço, Celso "Piratta" Loch
(Celso: quem primeiro usou a frase para relatar a agressão foi o Solda. Eu apenas a usei como título. Palavras são como passarinhos, não têm dono. Dante)

Arquivo naftaLina

Sol, pra voce não ficar postando meus nervos internos, mando uma antológica foto, com gente de todos os naipes. Da esquerda para a direita: Jaime Lechinski, Phil Young, Valério Fabris, eu e Carlos Jung. Céus! Lina Faria

Quá! Quá!

Enéas Lour/Soruda-san.

Inédita

Charge não publicada na imprensa.

Uebas!

Ivete, como sempre. Foto enviada por
Beto Guiz, Delka Noinhas.

O Poeta Bêbado Vai à Merda

Mirem aquele amontoado de estrelas
Mas que belo espetáculo
O turbilhoneamento das centelhas
“Mas tem por aí um buraco negro
Que lhes serve de obstáculo"
Diz um poeta grogue, falando grego
Dessa mesa repleta de garrafas
Ergo mais esse brinde
E uma a uma vão goela abaixo as taças
O vinho é bom, dá força e alegria
A poesia vem de brinde
É beleza que algum deus irradia
E depois de tantos e tantos goles
São tão veros os versos
Que a emoção vai deixando as pernas moles
Estou mais bêbado que todos juntos
Não sou um, sou diversos
Corações chorando por meus defuntos
Thadeu Wojciechowski

Aos amigos, tudo