Sábado, Março 31, 2007
Cristo
Meu doce Senhor, é o cristo de chocolate em exposição na Manahattan Lab Gallery. Escultura do artista ítalo-canadese Cosimo Cavallaro, que empenhou mais de 90Kg de chocolate para realizar a obra que está ferindo a sensibilidade dos católicos, por sua completa nudez. Para Bill Donohue, da Catholic League, se trata de uma ofensa ao cristianismo.Todo dia é dia de poeta
Desenho de Caetano Solda, aos 7 anos caetano, filhorejuvenescer
como um cacique tibiriçá
como um gole de guaraná
entre um aqui
e um acolá
um diluvio d’aprés moi
uma certeza
e um sei lá
solda
Henry Sobel
em hospital, devido a um nó na garganta
e transtorno de comportamento.
Enéas Lour/Soruda-san
Sexta-feira, Março 30, 2007
Se
Se valores morais tivessem valor,haveria carro-forte também para eles. Se sal grosso melhorasse o astral dos ambientes,
os trabalhadores das salinas sofreriam menos. Se as sacanagens não são para todos,
isso é outra sacanagem. Se a imbecilidade não leva ninguém a lugar algum,
por que os imbecis não param de se deslocar? Se a genética transmitisse realmente tudo,
os filhos de geneticistas não teriam outras profissões. Se o desemprego é compulsório,
a vagabundagem não pode ser espontânea.
Jacuzzi
A Jacuzzi foi fundada no início do século XX por 7 irmãos, imigrantes italianos que se instalaram nos Estados Unidos. A empresa era bem-sucedida fabricando hélices de avião e bombas de irrigação para agricultura. Em 1956, uma pessoa da família precisou de um tratamento de hidroterapia. Os engenheiros da Jacuzzi adaptaram uma dessas bombas para ser usada numa banheira. E Roy Jacuzzi viu aí um bom negócio e colocou as banheiras de hidromassagem no mercado em 1968. A carne do felino
nos temperos finais da "carne de onça".
Há quase 30 anos, pouco depois da inauguração do Schwarzwald - o Bar do Alemão -, no Largo da Ordem, duas onças nativas apavoravam os criadores de gado dos Campos Gerais, quando foi organizada uma impiedosa caçada aos felinos. Uma das onças foi morta. A outra foi capturada viva, graças ao clamor da opinião pública que acompanhava a tocaia pela imprensa. Naqueles dias, um noviço colunista social publicou uma indignada nota, onde acusava o Schwarzwald de servir carne de um animal em extinção, a “carne de onça”.
Uma “barbaridade!” - em se tratando de um bar, o colunista emergente nos brindou com um trocadilho involuntário e um protesto hilário. A “carne de onça” é um prato típico de Curitiba, há mais de 50 anos. A origem do nome está no hálito forte que resta; o bafo de onça vale cada chope gelado, um par perfeito.
Se me dessem a missão de nomear o cardápio para comemorar os 314 anos de Curitiba, abriria os festejos com a “carne de onça”. Herança gastronômica dos imigrantes do leste europeu, ao longo do século passado a receita recebeu várias versões. Das mais simples, nos botecos populares, às sofisticadas interpretações do “hackepeter” alemão ou do “steak tartar” francês, que são elaborados batendo a carne com os temperos e conhaque. Para restaurar a verdade, só mesmo um curitibano de cepa: João José (Jotajota) Werzbitzki, filho de Janina e Leonardo Werzbitzki - o Onha -, criador do Restaurante Embaixador (na Rua Riachuelo, de 1950 a 1972) e da lendária Feijoada do Onha, no Bairro Alto.
Publicitário e jornalista - e filho de peixe peixinho é -, João José experimentou pela primeira vez a “carne de onça” no balcão de mármore branco do Embaixador, e nunca mais esqueceu a receita que tem o aval da família Werzbitzki, com assinatura saudosa do próprio Onha.
Primeiro, no açougue da sua confiança, compre a carne - patinho, a ser limpa totalmente de nervuras e gorduras, com paciência, e moída em 2 ou 3 passadas na máquina. Não mais do que isso. O ideal é comprar a carne poucas horas antes do preparo. A quantidade é de cerca de 200 a 300 gramas por pessoa.
Outros ingredientes: pão preto fatiado (broa úmida de centeio), cebola, cheiro verde, sal, pimenta do reino, ovos (só usaremos as gemas), molho de pimenta vermelha (Tabasco, para quem preferir), mostarda preta, molho inglês, maionese e limões (siciliano ou galego dão mais aroma e sabor), além da carne.
Modo de preparar (passo-a-passo): 1. Coloque sobre as fatias de broa uma camada leve de maionese. Num prato grande. 2. Sobre a maionese coloque umas 150 gramas de carne (sem temperar antes). 3. Adicione sal e molho de pimenta vermelha, além de um pouco de limão e de mostarda. 4. Coloque uma colher ou duas (de sobremesa) de gema de ovo, sobre a carne temperada. Muito importante, deixe a carne leve e solta. Não a esmague, quando espalhar a carne sobre o pão, com um garfo. Faça-o gentilmente, apenas. 5. Agora coloque a cebola bem picada, a gosto. 6. Sobre a cebola, coloque cheiro verde, a gosto (além da conta). 7. Salgue novamente. 8. Adicione molho inglês, pimenta do reino (pouca) e enfeite com linhas de maionese. 9. Para encerrar, regue com um bom azeite de oliva. 10. Saboreie.
Existe uma diferença fundamental entre a “carne de onça” curitibana e aquelas outras versões exóticas: nós não temperamos a carne antes, nem a batemos com os temperos. Isso muda radicalmente a textura da carne e, por conseqüência, o seu sabor.
Dante Mendonça (30/03/2007) O Estado do Paraná.
Quinta-feira, Março 29, 2007
Rolex
Em 1905, depois de estágios em relojoarias da Suíça, o alemão Hans Wilsdorf fundou com seu cunhado a Wilsdorf & Davis. Sediada em Londres, a empresa montava e distribuía relógios com mecanismos suíços. Menos de um ano depois, a Wilsdorf & Davis passou a produzir relógios de pulso. Em 1908, Wilsdorf batizou os seus relógios de Rolex, nome facilmente pronunciável em todas as línguas europeias. Somente em 1925, depois de uma grande campanha publicitária, ele lançou a "coroinha", logotipo do Rolex. O Rolex Datejust, de 1945, foi o primeiro relógio de pulso a exibir datas no mostrador. Jornal & internet
"O leitor que compra seu jornal sete dias por semana praticamente desapareceu. Doze anos atrás, eu criei para o "San Francisco Chronicle" um dos cinco primeiros sites de informação na internet. Dentro de 12 anos, duvido que os jornais impressos ainda sejam diários. Dentro de cinco a dez anos vão surgir jornais impressos três dias por semana: às sextas e aos sábados e domingos. Paralelamente, eles oferecerão informações na internet ou outras plataformas digitais durante sete dias por semana, 24 horas por dia. O conteúdo desses jornais em papel será mais contextualizado, lembrando o das revistas atuais; os furos ou informações quentes já terão sido dados na versão digital." Robert Cauthorn 15º Salão Universitário de Humor
Olá, Meninos e meninas! Estão abertas as inscrições do 15º Salão Universitário de Humor. Para maiores informações vocês podem acessar o site www.inimep.br/salaodehumor Fone XX 19 3124-1611. Maristela, a Maristérica da Gibiteca.
Urbenauta
Coleção Bairros de Curitiba, de Eduardo Emilio Fenianos. Bacacheri e Tingüi são pássaros, são anjos, são deuses ou são nuvens? O que se pode afirmar é que eles são um convite ao vôo. Bacacheri e Tingüi são bairros transcendentais. Quem ou o que pode nos desvendar seus mistérios? Os mistérios da religião, os mistérios da vontade humana de voar, tendo a alma como asas. Nesta edição, você também terá a resposta de uma charada que há muito tempo tentamos responder. De onde vem o nome Bacacheri? Esta e outras respostas, no volume 19 da Coleção Bairros de Curitiba.Moacir Amâncio, especial para o Estado
O escritor paranaense Wilson Bueno publica, pela Travessa dos Editores, os volumes “Bolero’s Bar” e “Diário Vagau”. O primeiro é uma reedição, a prova da resistência de uma obra devidamente celebrada, à época de seu lançamento, pelo crítico Léo Gilson Ribeiro, falecido há pouco, em São Paulo. No entanto, mesmo a mais consagradora das críticas não garante que dali a alguns anos a obra permanecerá legível. Não por falha do crítico, mas por questões de tempo e lugar. “Bolero’s Bar” passa com pompa e circunstância pela prova. O estilo afiado, elegante, sensível, ágil, com que o escritor empreende sua caça diária à poesia, permanece surpreendente mesmo na releitura. “Cada leitura é um novo Wilson, no limite extremo entre poesia e prosa, oração, litania, epifania e quando se mostra nu em pêlo”, observa com precisão o escritor e editor Fábio Campana, em nota escrita para uma das contracapas.Bueno constrói uma literatura irrequieta, pouco preocupada com definições de gênero e muito mais com a expressão a ser flagrada. Para isso, pouco importa se o resultado é um romance ou uma novela, como a brilhante “Mar Paraguayo” (escrita em portunhol, publicada na América hispânica e traduzida), o poema em prosa, a crônica, a confissão. Para o escritor, esse tipo de fidelidade deve apenas indicar falta de imaginação. Também não se trata de uma série de experimentos avulsos, beirando a gratuidade – que também tem seu lugar. Há um projeto em andamento. Um projeto que se dá a partir da colocação do escritor em sua época. Durante a leitura, percebe-se que Bueno passa seus dias em revista e, claro, os dias de seus contemporâneos, a partir de uma Curitiba que se torna extraterritorial. Esse contista, romancista, cronista, poeta, memorialista, mostra ao leitor que a realidade, para ser captada em suas significações, não pode se reduzir a dimensão única. Fala de vagabundos, travestis, bêbados, árvores, pequenos animais, horrores e delicadezas insuspeitadas. Pensa em Rimbaud e mistura Debussy com Nelson Cavaquinho – sem pedantismo, com naturalidade muitas vezes furiosa, recortada num modo de escrever que lembra a precisão elegante do golpe de esgrima. Entre um conto e o registro de um devaneio urbano, ele se dá por exemplo o direito de louvar as influências – isto é, os autores com os quais convive no dia-a-dia de sua estante. Ao contrário do que imaginou Harold Bloom, nem sempre a influência, ou que nome tenha, produz angústia. Ela pode também ser festejada, enfim, um artista só será concebido na companhia de outros artistas. Mas, apesar dessas variações, nota-se uma determinação, uma sensibilidade única que não se permite estreitezas. Isso indica que em Bueno a unidade não se realiza por meio de convenções formais, mas pelo modo de compartilhar com o leitor sua experiência de vida que também é arte. No conjunto, é como se o escritor não estivesse fazendo ficção. De modo bastante ardiloso ele fornece a chave para a entrada em seu universo no título do segundo volume da caixa, “Diário Vagau” (atenção, autores de antologias escolares, aí estão algumas das melhores crônicas escritas hoje em dia no país – parte do material já saiu na imprensa). Trata-se, evidente, da tradução que Bueno faz do “flâneur” baudelairiano, aquela personagem que não se distancia do próprio autor, velejando pelas ruas e praças da cidade, a confundir literatura com a vida fragmentada da urbe contemporânea. A indigência, a loucura, o vício, abjeções e toques da graça são todos equivalentes na linguagem que brota disso. Com o pontilhamento da ironia: “Vagau ou vagais é uma questã de plurais”.Um exemplo sintético está em “Viado”, sobre um travesti mambembe que ataca figurões curitibanos aos beijos e agarros – caso não façam uma devida contribuição com antecedência. O que pagam é o preço para permanecerem afastados da própria humanidade de cada um, com tudo o que isso implica em matéria de glória e horror. O grotesco e o humor se retorcem num movimento complexo de poesia. É importante notar também a série “Memória do Caos”, escrita a partir dos anos das ditaduras militares latino-americanas e a desagregação interna provocada pelo terror institucional. No móbile literário que Wilson Bueno está criando, os diversos elementos vão cobrando peso e medida, revelam seus significados no particular e no geral. A leitura ou releitura de seus textos torna-se uma experiência necessária. Deve-se salientar o aspecto primoroso da edição, com projeto assinado por Paulo Sandrini. Moacir Amâncio é autor de “Contar a Romã” e professor de língua e literatura hebraica da USP. Publicado pelo Estado de São Paulo em edição de 17 de março de 2007.
Quarta-feira, Março 28, 2007
É a última foto de Nhô Belarmino, ao lado de Nhá Gabriela. De duas gerações da música curitibana, quem são os quatro jovens que estão de pé?Iara e Dóris Teixeira: eu perco as amigas
mas não perco a piada.Nireu Teixeira, sangue novo na praça!
Quem ignora a realidade,
em pouco tempo a realidade
passa a ignorá-lo.
Luiz Eduardo BorgerthDo livro Mandicas, de Aleksandar Mandic
Kleenex
Quando houve falta de algodão no mercado, em 1914, a Kimberly-Clark, fabricante de papel, criou um substituto macio e absorvente: o cellucotton. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi bastante usado como filtro para máscaras de gás e em hospitais e pronto-socorros dos Estados Unidos e da Europa. Com o fim da guerra e da escassez do algodão, a Kimberly-Clark procurou novas maneiras de vender a sua criação. Em 1929, lançaram os lenços de papel Kleenex com a caixa pop up (ao puxar uma folha, parte da próxima sai da caixa). Uma pesquisa indicou que, em vez de usarem os lenços para remover cremes e maquilhagem, as pessoas usavam-nos como lenço de nariz. A publicidade do Kleenex foi mudada e o seu slogan dizia: "Não ponha um resfriado no seu bolso".
Anteontem, no Jeremias, o Bar
o tamanho da coisa.
Do nosso correspondente em Sampa, o latifundiário e ilustrador de mão cheia Orlando, El Pedroso. Podiscrê!
Nosso tipo inesquecível
O lendário e glorioso dia 12 de junho de 1993 amanheceu com um programa na então Rádio Educativa, louvando o homenageado. Ao cair da tarde, houve a sessão solene da Câmara de Vereadores, outorgando ao Mercer o título de Cidadão Honorário de Curitiba. Após, veio o grande baile no Clube Concórdia. A foto da Lina mostra o casal Sérgio e Maria Helena, a Marica, deixando o carro que os levou ao Concórdia. O automóvel era, como se vê, fabricado naqueles anos de guerra que também viram nascer o genial Sérgio Fernando da Veiga Mercer. Para a gravação do hoje CD, na época fita cassete, nominado As Músicas de Sérgio Mercer e seu Bandoneón Imaginário, fui ao estúdio do Paulo Chaves para instruir o Marinho Galera sobre letras, acordes, tons, primeiras e segundas partes das músicas que eu conhecia. Em uma delas, o Samba do Bob Dylan, fiz a introdução, apenas como indicação do que deveria ser gravado. Como não encontraram ninguém que fizesse a gravação definitiva daquele texto, pediram que eu voltasse lá. Não fui. Quando ouvi a fita, levei um susto. Tinham usado meu layout sonoro na versão definitiva. As reuniões para estabelecer tudo o que seria produzido para o Primeiro Cinquentenário do Sérgio Mercer começaram no final de 1992. Aquilo virou uma bebedeira só. Foram seis meses de invenções. As melhores passagens tiveram como protagonistas Margarida e Ângela Mercer. Quando as duas soltavam a voz nas estradas, feito Milton Nascimento, não tinha para ninguém. As serenatas que fizemos ainda ecoam nos meus ouvidos, se bem que hoje já estejam um pouco apagadas. Culpa dos zumbidos que não me deixam em paz. Ernani Buchmann
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Para comemorar neste 29 de março os 314 anos de Curitiba, um vestibular para os milhares de novos curitibanos que abraçaram esta cidade sem portas. Teste seus conhecimentos: quem acertar todas as 45 questões ganha o troféu de ouro Rafael Greca de Macedo; quem acertar mais da metade, leva o troféu de prata Luiz Geraldo Mazza; quem acertar menos da metade, será agraciado com o troféu de bronze Cândido Gomes Chagas, o Candinho. E quem não conseguir responder corretamente uma única questão, vai ganhar do deputado Ney Leprevost o título de “Persona non grata” de Curitiba. A primeira parte deste vestibular foi publicada no domingo passado, e hoje encerramos com todas as respostas no final do questionário.1— Qual foi a primeira maternidade de Curitiba?
a) Maternidade Curitiba / b) Maternidade Pequeno Príncipe / c) Maternidade Victor Ferreira do Amaral
2— O que produzia a fábrica da família de Dalton Trevisan, na Rua Emiliano Perneta, onde o escritor também tinha escritório?
a) Vidros / b) Cerâmica / c) Tintas
3— Onde fica a Rua do Mijo?
a) No Largo da Ordem / b) Ao lado da Rodoviária velha / c) Nos fundos da Catedral
4— Por qual time Paulo Leminski torcia?
a) Coritiba / b) Combate Barreirinha / c) Atlético
5— O que o pai do Jaime Lerner vendia?
a) Sapatos / b) Gravatas / c) Tecidos
6— Qual o nome da esposa do mestre Poty?
a) Célia Neves Lazzarotto / b) Tânia Neves Lazzarotto / c) Maria Helena Neves Lazzarotto
7— Em que ano começou o espetáculo de Natal do Bamerindus?
a) 1990 / b) 1991 / c) 1992
8— Qual foi o clube que incendiaram na II Guerra?
a) Clube Concórdia / b) Clube Thalia / c) Sociedade Garibaldi
9— Como se chamava um famoso garçom do Bar Palácio?
a) Beethoven / b) Carlos Gomes / c) Mozart
10— Em qual bosque de Curitiba tem uma estátua que assusta criancinhas?
a) Bosque do Alemão / b) Bosque do Papa / c) Bosque de Portugal
a) Coritiba / b) Combate Barreirinha / c) Atlético
5— O que o pai do Jaime Lerner vendia?
a) Sapatos / b) Gravatas / c) Tecidos
6— Qual o nome da esposa do mestre Poty?
a) Célia Neves Lazzarotto / b) Tânia Neves Lazzarotto / c) Maria Helena Neves Lazzarotto
7— Em que ano começou o espetáculo de Natal do Bamerindus?
a) 1990 / b) 1991 / c) 1992
8— Qual foi o clube que incendiaram na II Guerra?
a) Clube Concórdia / b) Clube Thalia / c) Sociedade Garibaldi
9— Como se chamava um famoso garçom do Bar Palácio?
a) Beethoven / b) Carlos Gomes / c) Mozart
10— Em qual bosque de Curitiba tem uma estátua que assusta criancinhas?
a) Bosque do Alemão / b) Bosque do Papa / c) Bosque de Portugal
11— Por que o Guairão não foi inaugurado na data marcada pelo então governador Paulo Pimentel?
a) Faltou verba / b) As poltronas não ficaram prontas / c) Pegou fogo
12— Qual o nome oficial do Guairinha?
a) Bento Munhoz da Rocha Netto / b) Salvador de Ferrante / c) Glauco Flores de Sá Brito
13— Qual era o tradicional petisco do Bar do Pasquale, no Passeio Público?
a) Bolinho de bacalhau / b) Bolinho de arroz / c) Bolinho de carne
14— Qual foi o primeiro delivery de sanduíches da cidade?
a) Bar Cometa / b) Tipiti Dog / c) Caruso
15— Como se chamava o famoso sanduíche do Bar Cometa?
a) Estrela / b) Pérola / c) Diamante
16— Onde fica o Armazém Riograndense?
a) Na Rua Saldanha Marinho / b) Na Rua Engenheiros Rebouças / c) Na Avenida Manoel Ribas
a) Faltou verba / b) As poltronas não ficaram prontas / c) Pegou fogo
12— Qual o nome oficial do Guairinha?
a) Bento Munhoz da Rocha Netto / b) Salvador de Ferrante / c) Glauco Flores de Sá Brito
13— Qual era o tradicional petisco do Bar do Pasquale, no Passeio Público?
a) Bolinho de bacalhau / b) Bolinho de arroz / c) Bolinho de carne
14— Qual foi o primeiro delivery de sanduíches da cidade?
a) Bar Cometa / b) Tipiti Dog / c) Caruso
15— Como se chamava o famoso sanduíche do Bar Cometa?
a) Estrela / b) Pérola / c) Diamante
16— Onde fica o Armazém Riograndense?
a) Na Rua Saldanha Marinho / b) Na Rua Engenheiros Rebouças / c) Na Avenida Manoel Ribas
17— Quem foi o arquiteto do Teatro Paiol?
a) Rafael Dely / b) Fernando Popp / c) Abrão Assad
18— Quem é o autor da letra do hino de Curitiba?
a) Bento Mossurunga / b) Ciro Silva / c) Romário Martins
19— Qual o apelido do jornalista Fábio Campana?
a) Bakunin / b) Zapata / c) Rasputim
20— O que era a Cocaco?
a) Confeitaria / b) Loja de presentes / c) Galeria de arte
21— Por que os italianos da família Cini vieram para o Brasil?
a) Fabricar a gasosa Cini / b) Lutar ao lado de Giuseppe Garibaldi / c) Fundar a Colônia Cecília
22— Em 1929, qual era o mais alto edifício de Curitiba?
a) Edifício Asa / b) Edifício Signal (Genésio Moreschi) / c) Edifício Moreira Garcez
23— Onde o curitibano leva o carro para benzer?
a) No pátio do Detran / b) Na igreja dos Passarinhos / c) Nos capuchinhos das Mercês
24— Quem é a padroeira da Igreja dos Passarinhos?
a) Nossa Senhora da Luz / b) Nossa Senhora das Dores / c) Nossa Senhora dos Passarinhos
25— Qual foi o poeta que foi coroado Príncipe dos Poetas Paranaenses na Ilha da Ilusão, no Passeio Público?
a) Wilson Martins / b) Emiliano Pernetta / c) Thadeu Wojciechowski
26—Quem foi o Afunfa?
a) Jogador de futebol / b) Carnavalesco / c) Dono de bar
27— Como se chamava a revista do Dino Almeida?
a) Quatro Estações / b) Paraná em Páginas / c) Panorama em Páginas
28— Quem são os autores da peça de teatro “Cidade sem Portas”, um dos espetáculos do início do Teatro do Paiol?
a) Adherbal Fortes de Sá Junior e Oraci Gemba / b) Paulo Vítola e Adherbal Fortes de Sá Júnior / c) Roberto Gomes e Paulo Vítola
29— l o nome oficial do Largo da Ordem?
a) Largo Coronel Enéas / Largo João Turim / Largo Romário Martins
30— Quem foi o presidente brasileiro que discursou da sacada do Braz Hotel, endereço tradicional da Rua das Flores desde 1930?
a) Jango Goulart / b) Getúlio Vargas / c) José Sarney
31— Qual é a menor avenida do mundo, de uma quadra só, que dá início à Rua das Flores?
a) Avenida Luiz Xavier b) Avenida João Moreira Garcez / c) Avenida Oliveira Bello
32— Como é o nome do ex-garçom do Bar Palácio que criou o Restaurante Tortuga, na Avenida Manoel Ribas?
a) Ernani / b) Isaltino / c) Jorge
33— Rogério Dias, o mais importante pintor de Curitiba da atualidade, nasceu em qual cidade do interior do Paraná?
a) Antonina / b) Pato Branco / c) Jacarezinho
34— Por que o curitibano costuma andar de cabeça baixa?
a) Baixa-estima / c) Timidez / c) Para se proteger dos buracos nas calçadas
35— De que forma o curitibano prefere elogiar um conterrâneo?
a) Em discurso na Academia Paranaense de Letras; ou no Instituto Histórico e Geográfico / b) Pelas costas / c) Em Nota de Falecimento
36— Por que o curitibano prefere passar o Carnaval longe de Curitiba?
a) Para sair do armário / b) Porque o Carnaval de Curitiba é muito fraco / c) Para soltar a franga
37— Muitos anos antes de se chamar Paulo Leminski, a Pedreira do Pilarzinho foi testada com um concerto de música clássica. Como era o nome do maestro?
a) Isaac Karabtchevski / b) Roberto de Regina / c) Radamés Gnatalli
38— Quem foi o cozinheiro curitibano que foi à Suíça, a convite, para demonstrar sua receita de batata?
a) Alexandre Vicki / b) Beto Amorim / c) Celso Freire
39— Quem foi o construtor do Palácio Avenida?
a) Feres Merhy / b) Hussein Hamdar / c) Edmundo Tacla
40— Onde nasceu a poeta Helena Kolody?
a) Cruz Machado / b) Capitão Leônidas Marques / b) Prudentópolis
41— Quem era o ator de “Lá”, peça que bateu o recorde de apresentações em Curitiba?
a) Sansores França / b) José Maria Santos / c) José Plínio
42— Qual é a loja do Setor Histórico que vende roupas e artigos masculinos e tem nome feminino?
a) Casa Cila / b) Casa Vermelha / c) Casa Edith
43— Como era o nome da revista literária editada, entre outros, por Dalton Trevisan?
a) Joaquim / b) Nicolau / c) Raposa
44— Como é o nome do filho de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela que toca acordeão?
a) Belarmino Filho / b) Gabriel Belarmino / c) Ivan Graciano
45— Onde fica o Marco Zero de Curitiba?
a) Largo da Ordem / b) Praça Tiradentes / b) Centro Cívico
Respostas: 1- (c)/ 2- (a) / 3- (c) / 4- (c) / 5- (b) / 6- (a) / 7- (b) / 8- (a) / 9- (c) / 10- (b) / 11- (c) / 12- (b) / 13- (b) / 14- (b) / 15- (b) / 16- (c) / 17- (c) / 18- (b) / 19- (b) / 20- (c) / 21- (c) / 22- c) / 23- (c) / 24- (b) / 25- (b) / 26- (b) / 27- (a) / 28- (b) / 29- (a) / 30- (b) / 31- (a) / 32- (b) / 33- (c) / 34- (c) / 35- (b) / 36- (b) / 37- (a) / 38- (b) / 39- (a) / 40- (a) / 41- (b) / 42- (c) / 43- (a) / 44- (c) / 45- (b) Dante Mendonça (28/03/2007) O Estado do Paraná
a) Rafael Dely / b) Fernando Popp / c) Abrão Assad
18— Quem é o autor da letra do hino de Curitiba?
a) Bento Mossurunga / b) Ciro Silva / c) Romário Martins
19— Qual o apelido do jornalista Fábio Campana?
a) Bakunin / b) Zapata / c) Rasputim
20— O que era a Cocaco?
a) Confeitaria / b) Loja de presentes / c) Galeria de arte
21— Por que os italianos da família Cini vieram para o Brasil?
a) Fabricar a gasosa Cini / b) Lutar ao lado de Giuseppe Garibaldi / c) Fundar a Colônia Cecília
22— Em 1929, qual era o mais alto edifício de Curitiba?
a) Edifício Asa / b) Edifício Signal (Genésio Moreschi) / c) Edifício Moreira Garcez
23— Onde o curitibano leva o carro para benzer?
a) No pátio do Detran / b) Na igreja dos Passarinhos / c) Nos capuchinhos das Mercês
24— Quem é a padroeira da Igreja dos Passarinhos?
a) Nossa Senhora da Luz / b) Nossa Senhora das Dores / c) Nossa Senhora dos Passarinhos
25— Qual foi o poeta que foi coroado Príncipe dos Poetas Paranaenses na Ilha da Ilusão, no Passeio Público?
a) Wilson Martins / b) Emiliano Pernetta / c) Thadeu Wojciechowski
26—Quem foi o Afunfa?
a) Jogador de futebol / b) Carnavalesco / c) Dono de bar
27— Como se chamava a revista do Dino Almeida?
a) Quatro Estações / b) Paraná em Páginas / c) Panorama em Páginas
28— Quem são os autores da peça de teatro “Cidade sem Portas”, um dos espetáculos do início do Teatro do Paiol?
a) Adherbal Fortes de Sá Junior e Oraci Gemba / b) Paulo Vítola e Adherbal Fortes de Sá Júnior / c) Roberto Gomes e Paulo Vítola
29— l o nome oficial do Largo da Ordem?
a) Largo Coronel Enéas / Largo João Turim / Largo Romário Martins
30— Quem foi o presidente brasileiro que discursou da sacada do Braz Hotel, endereço tradicional da Rua das Flores desde 1930?
a) Jango Goulart / b) Getúlio Vargas / c) José Sarney
31— Qual é a menor avenida do mundo, de uma quadra só, que dá início à Rua das Flores?
a) Avenida Luiz Xavier b) Avenida João Moreira Garcez / c) Avenida Oliveira Bello
32— Como é o nome do ex-garçom do Bar Palácio que criou o Restaurante Tortuga, na Avenida Manoel Ribas?
a) Ernani / b) Isaltino / c) Jorge
33— Rogério Dias, o mais importante pintor de Curitiba da atualidade, nasceu em qual cidade do interior do Paraná?
a) Antonina / b) Pato Branco / c) Jacarezinho
34— Por que o curitibano costuma andar de cabeça baixa?
a) Baixa-estima / c) Timidez / c) Para se proteger dos buracos nas calçadas
35— De que forma o curitibano prefere elogiar um conterrâneo?
a) Em discurso na Academia Paranaense de Letras; ou no Instituto Histórico e Geográfico / b) Pelas costas / c) Em Nota de Falecimento
36— Por que o curitibano prefere passar o Carnaval longe de Curitiba?
a) Para sair do armário / b) Porque o Carnaval de Curitiba é muito fraco / c) Para soltar a franga
37— Muitos anos antes de se chamar Paulo Leminski, a Pedreira do Pilarzinho foi testada com um concerto de música clássica. Como era o nome do maestro?
a) Isaac Karabtchevski / b) Roberto de Regina / c) Radamés Gnatalli
38— Quem foi o cozinheiro curitibano que foi à Suíça, a convite, para demonstrar sua receita de batata?
a) Alexandre Vicki / b) Beto Amorim / c) Celso Freire
39— Quem foi o construtor do Palácio Avenida?
a) Feres Merhy / b) Hussein Hamdar / c) Edmundo Tacla
40— Onde nasceu a poeta Helena Kolody?
a) Cruz Machado / b) Capitão Leônidas Marques / b) Prudentópolis
41— Quem era o ator de “Lá”, peça que bateu o recorde de apresentações em Curitiba?
a) Sansores França / b) José Maria Santos / c) José Plínio
42— Qual é a loja do Setor Histórico que vende roupas e artigos masculinos e tem nome feminino?
a) Casa Cila / b) Casa Vermelha / c) Casa Edith
43— Como era o nome da revista literária editada, entre outros, por Dalton Trevisan?
a) Joaquim / b) Nicolau / c) Raposa
44— Como é o nome do filho de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela que toca acordeão?
a) Belarmino Filho / b) Gabriel Belarmino / c) Ivan Graciano
45— Onde fica o Marco Zero de Curitiba?
a) Largo da Ordem / b) Praça Tiradentes / b) Centro Cívico
Respostas: 1- (c)/ 2- (a) / 3- (c) / 4- (c) / 5- (b) / 6- (a) / 7- (b) / 8- (a) / 9- (c) / 10- (b) / 11- (c) / 12- (b) / 13- (b) / 14- (b) / 15- (b) / 16- (c) / 17- (c) / 18- (b) / 19- (b) / 20- (c) / 21- (c) / 22- c) / 23- (c) / 24- (b) / 25- (b) / 26- (b) / 27- (a) / 28- (b) / 29- (a) / 30- (b) / 31- (a) / 32- (b) / 33- (c) / 34- (c) / 35- (b) / 36- (b) / 37- (a) / 38- (b) / 39- (a) / 40- (a) / 41- (b) / 42- (c) / 43- (a) / 44- (c) / 45- (b) Dante Mendonça (28/03/2007) O Estado do Paraná
Terça-feira, Março 27, 2007
Bar, Botecário
Parodiando aquele texto apócrifo, que um dia atribuíram ao bruxo Jorge Luiz Borges, se eu pudesse viver novamente, correria mais riscos. Viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. A mensagem, "psicografada", não era de Borges, mas de algum espírito aventureiro. Se a assinatura do autor dos contos-enigmas não foi "reconhecida", os conselhos não eram de todo desprezíveis. Em resumo, o mensageiro quis dizer que devíamos levar a vida mais "na flauta". Eu mesmo me penitencio por ser, às vezes, alguém que, em nome de um "compromisso", recusa o convite de um amigo para um papo de bar. Logo me arrependo. Qualquer compromisso pode ser adiado - menos um papo de botequim. Constato a verdade quando me deparo, no balcão do bar lá de casa, com o Botecário, livrinho produzido pela veia libo-histriônica do chargista e humanista curitibano Dante Mendonça. Sua pequena "Constituição" do boteco proclama a sábia máxima de Paulo Leminski, segundo a qual, "se o Rio de Janeiro é o mar; Curitiba é o Bar"... E, ao invés do positivismo careta de Augusto Comte no Ordem e Progresso, Dante Mendonça incorpora à bandeira de seu bar - o Ao Distinto Cavalheiro - um dístico muito mais instigante, sob a inspiração de mestre Millôr: - Não podemos resistir às tentações. Elas podem não voltar... Pois, se pudesse voltar atrás no tempo, não voltaria a recusar convites para "...soltar mais pandorgas" - conselho de algum Borges "manezês" - ou ir a mais bares, "só para manter o desequilíbrio", como sugeriu, certa vez, o filósofo ilhéu Luiz Hamilton Martinelli. Mestre Aurélio dos bares, Dante Mendonça organizou o Botecário com a libertária intenção de propor a "mini carta" dos filósofos e dos pinguços. Autêntico Dicionário Internacional de Sobrevivência no Boteco. Já na orelha, na verdade uma "olheira", assinada por um amigo do autor - Ernani Buchmann - o livrinho avisa: - Há bares chiques e botecos chinfrins. E se você tiver que escolher entre um e outro, opte sempre pelo chinfrim. Grandes e minúsculos, antigos e modernos. Bares de toda ordem e também aqueles em que a ordem é nenhuma. Se reduzíssemos o Brasil a um bar talvez o país fosse melhor - mais animado seria, com certeza. O Botecário ensina a "pedir uma cerva bem gelada" em nada menos que 20 línguas e alguns dialetos - e até em línguas mortas, como o Latim. A "saideira", na língua de Ovídio, "sairia" assim: - Nil amplius oro! (ou, "nada mais peço"...) A não ser a conta, dolorosa como sempre: - Per capita! Ad valorem! Para que cada um pague só o que bebeu, e não se responsabilize pelo excesso dos outros. Tantas utilidades tem o Botecário que, generosamente, Dante Mendonça nele incluiu até um "perfil" de bar, da lavra aqui do cronista - que repito e reitero: - O bar, no fundo, é uma espécie de vitrine, de aquário humano, onde o espírito pede "spirits" para melhor carregar a barra da existência. Quatro coisas são essenciais num bar: mulher bonita - que é o "bota-gosto" - bebidas de primeira linha; garçons competentes e alguns bons acepipes, que é o que chamam, erradamente, de "tira-gosto". No mais, o bar é um privilegiado mirante. Nada escapa à aguda sensibilidade de uma sentinela em seu posto de libação. Sérgio da Costa Ramos - (Diário Catarinense – 27/03/2007)***
Definir e analisar humor é o passatempo
de pessoas sem humor.
Robert Benchley/Comediante americano
Defining and analyzing humor is a pastime
Robert Benchley/Comediante americano
Defining and analyzing humor is a pastime
of humorless people.
No Original Beto Batata
Foto de Lina Faria
Marilia Giller - todo domingo, a partir das 20:00 horas, seu piano maravilhoso no restaurante - troca figurinhas, idéias e acerta os ponteiros com Robert Amorim. Ouiés!
Beto Batata, dia desses
A fuzarca mais bem organizada da cidade. Da esquerda para a direita: Iara Teixeira - de costas - (me deu dois cds de Django Reinhardt, é mole?); Marilia Giller, a bela música paranaense; Soruda-san, the clown; Vera Solda, minha cara metade; Dante Mendonça, disfarçado de ator italiano; Maí Nascimento, a sensatez, em todos os sentidos, junto com Lina Faria, as duas, memória da cidade. O que seria de nós sem a gente? Rá!
Segunda-feira, Março 26, 2007
A alegria perde Horácio Braun
o blumenauense morreu sábado
Blumenau acordou mais triste no domingo. O colunista do Jornal de Santa Catarina Horácio Braun morreu às 20h15min de sábado, em decorrência de uma diverticulite e um câncer pulmonar no Hospital Santa Catarina, onde estava internado desde fevereiro. Nascido em Blumenau há 57 anos, ele deixa a esposa Isabella e os filhos Luiz Gabriel, 10, e Horácio Braun Jr., 35, fruto do primeiro casamento, com Abigair, além do neto Thales, com 26 dias. O próprio colunista pediu para que não houvesse velório: queria que o momento não fosse celebrado com tristeza mas com alegria. O corpo foi cremado no final da manhã de ontem, em Curitiba. Antes de morrer, Horácio disse que desejava que suas cinzas fossem jogadas no Rio Itajaí-Açu, símbolo maior da cidade onde nasceu e viveu. Uma passagem por Paris, outra pelo Caribe. Um esconderijo improvisado e regado à vodca e hi-fi na casa de um amigo ou ainda uma tocata, por engano, num velório. Quantas histórias e aventuras podem ser encontradas no mundo mágico do gênio do humor catarinense Horácio Braun? Filho do Bairro da Velha, em Blumenau, o colunista do Santa que comemoraria 58 anos em 13 de junho, já dava sinais durante a infância do caráter descontraído e alegre que marcou toda sua vida. Era ainda adolescente quando começou a trabalhar na imprensa blumenauense. Na época, andava pelas ruas da cidade com uma lambreta para fazer as coberturas jornalísticas. Trabalhou como cinegrafista, redator, radialista e cronista. Embora tenha sido um dos calouros a ter a cabeça raspada ao ser aprovado na Universidade Regional de Blumenau (Furb), não concluiu o ensino superior. Nem foi preciso. Atuou nos principais veículos de comunicação da cidade. No Santa, contribuiu durante 31 anos, escrevendo colunas e dando dicas de relacionamento nos cadernos de Verão e Oktoberzeitung, suplemento que circula na Oktoberfest. Criou tiras em que era o principal personagem, com a sugestiva companhia de uma aranha, uma perereca, uma cigarra ou um caracol. Para quem sempre foi reconhecido por amar demais, tanto a vida quanto os amigos e a família, não poderia haver dia mais propício para o seu nascimento. Filho de Jorge e Laura Braun, foi casado por duas vezes e teve cinco irmãos. Horácio Antônio Braun, era esse seu nome completo, nasceu no dia de Santo Antônio. -. Rir e amar são as melhores coisas da vida - resumiu. (RBS)
50 anos de Sérgio Mercer (2)
Grand Soldat, na foto da Lina, com o Mercer seguido pelo Dante, magro como éramos todos -menos ele, Mercer - à frente segue aquela banda curitibana até pouco tempo atrás mantida pela Fundação Cultural, cujo nome o Alz me faz esquecer. Não eram os músicos que tocaram no baile. Para o bate-coxa foram contratados outros, compondo orquestra montada especialmente pelo maestro Genésio - não o da mulher do vizinho. O problema é que o organizador-mor da festa, Valério Fabris, convocou, durante meses, uma reunião por semana para discutir a formação da orquestra. O maestro compareceu às primeiras, depois desistiu, ao se dar conta de que as exigências cresciam na proporção do nível etílico dos organizadores. Em uma das reuniões, Valério resolveu que o naipe de metais estava aquém do necessário. Queria mais um sax tenor, um bombardino, clarinetes, clarins, sei lá quantos instrumentos mais. O Maestro enlouqueceu. A verba que tínhamos dado a ele já estava esgotada. E agora apareciam todos aqueles instrumentos não previstos. Resolveu me telefonar no dia seguinte, considerando aquilo desnecessário, fora de propósito, do orçamento. Pedi a ele que dissesse ao Valério que tudo estava conforme as determinações. "Maestro", eu disse, "não esqueça que estas excentricidades só aparecem depois de umas doses. No baile ninguém vai lembrar disso". "Pois é exatamente o que me preocupa. Quando a orquestra tocar o primeiro acorde, cada um de vocês já terá bebido uma tuba de whisky". Ernani Buchmann.
Cizânias
Encontrei um grande amigo no Beto Batata sábado passado que garantiu que havia muita gente cozida no velório do BAAF - Beijo à Força. Tava panque mesmo o último show de punk rock do Beijo. Deu pra sentir em uma foto que recebi da Lina Faria. Zuzo bein?
O poeta era atleticano
Que nos perdoem os alviverdes e os tricolores; os escritores, poetas e trovadores de outras cores, mas nesta data querida para a torcida rubro-negra, temos um especial presente de aniversário de 83 anos do Clube Atlético Paranaense: Paulo Leminski ostentava no peito um coração atleticano!
Sempre cantando o hino do Furacão, com vigor sem jaça, o polaco nos legou o sangue forte, porque rubro-negro é quem tem raça, pode cantar com orgulho a galera da Baixada.
Três testemunhas confirmam o que a torcida rubro-negra tinha quase certeza. Acima de qualquer suspeita, o coxa-branca Luiz Antônio Solda é o quase irmão do poeta que não deixa a menor dúvida.
Parceiro de mesas e letras, o cartunista Solda jogava no time do polaco Leminski, daqueles que torcem distraídos, só quando se trata de grande evento, um Atletiba decisivo, uma final de Copa do Mundo. Daí deve ter nascido o título de um dos livros do poeta: “Distraídos venceremos”. “Na verdade, Leminski não gostava de futebol. Deve ser por isso que ele era atleticano”, diz com ironia o cartunista, “mas sempre que o Atlético perdia, lembro bem, ele chegava na agência de propaganda onde trabalhávamos se lamentando. E isso era quase sempre, dava até pena, porque o Atlético daquela época era freguês do Alto da Glória”.
O publicitário e escritor Ernani Buchmann é outra testemunha acima de qualquer suspeita. “Infelizmente, Leminski era atleticano. Mas não vamos exagerar. Era um atleticano light.” Ex-presidente do Paraná Clube, várias vezes campeão paranaense, outro dos grandes orgulhos de Nani Buchmann foi ter merecido um poema do amigo Paulo, num dos raros versos do poeta dedicados ao futebol, senão o único. Está no livro “Não fosse isto E era menos Não fosse tanto E era quase”. Pênalti para Nani:
quero a vitória do time de várzea / valente / covarde / a derrota do campeão / 5 x 0 / em seu próprio chão / circo dentro do pão
Talvez em função desses versos, muitos sustentassem que o poeta fosse torcedor do Combate Barreirinha, ou qualquer outro time do campeonato suburbano de Curitiba, para não dizer de várzea. Vale o que está escrito, mas o poeta é um fingidor.
“Eu já sabia!”, responde o escritor Wilson Bueno, companheiro de prosa e verso do polaco desde os tempos do “Solar da Fossa”, no Rio de Janeiro. Bueno confirma que o autor do “Catatau” era atleticano; e que todo poeta canta a vitória do mais fraco, a derrota do mais forte em seu próprio chão.
Quando o piá Wilson Bueno chegou à Curitiba, direto de Jaguapitã (PR), o Coritiba era o campeão. O Atlético, um coitado. Desde então, o escritor é mais um atleticano desatinado. Nas tardes de futebol, estende três bandeiras rubro-negras em três janelas de sua casa no Boa Vista, o famoso “Palacete do Tico-tico”, para o ódio mortal do vizinho coxa roxo que mora em frente.
Atlético! Atlético! O poeta conhecia o teu valor. Não temia a própria morte, sentia que a camisa rubro-negra só se veste por amor.
Dante Mendonça/26/03/2007 - Tribuna do Paraná
Domingo, Março 25, 2007
Desperdício de água
Atenção, quem fica lambendo o carro nos fins de semana, gastando água com mangueira; varrendo calçada com água; escovando os dentes com a torneira aberta, desperdiçadores e extravagantes em geral: dentro de, no máximo, 20 anos, o precioso líquido custará mais do que o petróleo. Isso mesmo que você leu. Vai haver guerra para a conquista de lugares que possuam água em abundância. Seus filhos poderão não ter um copo de água para matar a sede. Perdão, se sou trágico, mas é a pura realidade. E já estão tratando de ocupar a Amazônia. Help!Aviso aos navegantes
Este brógue anda pesado demais e demora séculos para abrir em algumas máquinas. Por isso, ficamos hoje sem as "mulé pelada", as "mulé peluda" e demais bobeiras e traquinagens típicas desta pocilga eletrônica. Durante a semana tudo volta ao normal. Como disse um amigo meu: " Você tem que postar "menas" coisas". Ouiés. Soruda-san
Novos koans
Os monges peregrinos do Tibet carregam a sua casa nas costas. A quase 5 mil metros de altura têm, convenhamos, uma visão bem diversa do que seja o nosso insensato mundo. Cadeias e cadeias de montanhas eternamente cobertas de neve, é deles a paisagem cotidiana. Inúmeros mosteiros zen-budistas margeiam as estradas e vielas dos inenarráveis caminhos. Conta o mestre Mo tsi, em seu Livro da Sabedoria, que muitas das iluminações experimentadas pelos monges se devem, em grande parte, à singularidade de tal paisagem. Não foi diferente com o norte-americano Charles Henry Mardox quando de sua visita ao mosteiro de Hooai Wueng, relatada num livro de viagens - recém-editado pela Penguin Books - Peregrinação ao Tibet. Narra o viajante, que, ao ser abrigado no mosteiro, logo na primeira noite, com temperatura de menos 20 graus, embora o sofisticado equipamento que levara consigo para se proteger do frio, nem isso foi suficiente para minorar o desconforto.. Desesperado, já, e temendo uma grave crise de hipotermia, a qual, sabemos, pode ser fatal, de sua cela improvisada no mosteiro, relata que, apesar dos gritos a chamar pelo mestre Mo tsi, só tinha como resposta o silêncio. Decidido a buscar por socorro - no caso, mais cobertas e maior proteção contra o frio insuportável - errou pelos corredores gelados a clamar em altos brados pelo mestre Mo tsi. Nada, ninguém. Pasmo e perplexo, mister Mardox não acreditou, num primeiro momento, no que via: Mo tsi, nu em pêlo, muito concentrado, entoava mantras no pátio interno do mosteiro. Por alguns minutos o americano pensou ver ali um Buda de gelo. Desconcertante, contudo, era a magreza de Mo tsi, que em nada lembrava as gordas figuras búdicas com que o americano associara sempre os Bodhisattwas (“corpos-diamantes”, em sânscrito). Fogo e gelo — Mestre, o que fazes aí? -perguntou o perplexo e enregelado estrangeiro.Como se egresso de um outro mundo, Mo tsi balbuciou:
— Estou meditando.
— Meditando?... Estamos a 20 graus negativos, mestre!
— Sim, meu filho, meditando sobre o incêndio e o calor que fervem vossa alma.
— Como assim? -, pergunta o estrangeiro.
— Assim mesmo, mister Mardox. -
— Como assim? -, pergunta o estrangeiro.
— Assim mesmo, mister Mardox. -
— Enquanto não aplacardes vosso coração, todo frio será excessivo e todo calor incendiário. Chuva e pó — Mestre, para quê servem as chuvas que alagam e arruínam os arrozais?
— Para que se mostrem chuvas em sua inteireza, meu jovem.
— Mas que inteireza, mestre, se elas acabam com o que temos de mais precioso - o nosso principal alimento...
— Justamente por isso, por serem o nosso principal alimento.
— Não entendo, mestre.
— Só entenderá quando você mesmo chover sobre os arrozais. Cinza e luz — Mestre, o que é a felicidade de um homem?
— Mas que pergunta obtusa...
— Como obtusa? A felicidade não é a essência do Buda?
— Não, meu filho, a essência do Buda não é a felicidade.
— O que é então, mestre?
— Ora, a essência do Buda é o próprio Buda.
— Para que se mostrem chuvas em sua inteireza, meu jovem.
— Mas que inteireza, mestre, se elas acabam com o que temos de mais precioso - o nosso principal alimento...
— Justamente por isso, por serem o nosso principal alimento.
— Não entendo, mestre.
— Só entenderá quando você mesmo chover sobre os arrozais. Cinza e luz — Mestre, o que é a felicidade de um homem?
— Mas que pergunta obtusa...
— Como obtusa? A felicidade não é a essência do Buda?
— Não, meu filho, a essência do Buda não é a felicidade.
— O que é então, mestre?
— Ora, a essência do Buda é o próprio Buda.
Wilson Bueno [25/03/2007] O Estado do Paraná
Sábado, Março 24, 2007
***
Esta é Nininha, patinadora do Gran Circo Romano, em 1969, durante temporada no bairro carioca de Botafogo. Nininha, que foi moradora do Solar da Fossa na mesma época de Paulo Leminski, Paulo Diniz, Copriva e Wilson Bueno, ofereceu depoimento para o livro que estou escrevendo que pode ser chamado de Adeus às Ilusões. Ela conta, espontaneamente, como uma purgação da alma, que tinha 13 anos quando assistiu as crueldades cometidas pelo domador com os animais: O elefante, por exemplo, aprende a colocar a pata sobre uma bola à custa de MUITA porrada durante as madrugadas.” Nininha também se queixou de abusou sexual por parte de alguns integrantes do circo, mas lamenta ser tarde demais para denúncias. O circo, que ficou seis meses instalado no terreno do Solar, é o mesmo onde Leminski dizia ter passado uma noite dormindo no picadeiro.)E viva o Cirque du Soleil. Toninho Vaz, de Santa Teresa
Avisos
En un hotel de Atenas, Grecia: "Visitors are expected to complain at the office between the hours of 9 and 12 A.M. daily." ("Se espera que los visitantes se quejen en la oficina entre las 9 y las 12 AM diariamente")
Constatação
Deu na mídia em meados deste mês de março: “Segundo pesquisa, realizada em Nova Iorque, independente do formato do corpo, mulheres são mais sensuais quando rebolam os quadris". Data vênia, como diriam nossos juristas, mas Rumorejando considera que os pesquisadores americanos acham que descobriram a pólvora com a tal pesquisa. Nós brasileiros já sabemos disso desde os tempos imemoriais. E vale lembrar que o guru Millôr Fernandes, em seu livro A Bíblia do Caos, que contém 5142 pensamentos e outros, reunidos nos últimos 60 anos, ou mais, escreveu, em 1971, quando se falava em “movimentos feministas” que “o melhor movimento feminino ainda é o dos quadris”. José Zokner, Juca.
Avisos
Cartel en un hotel de Tokyo, Japón : "It is forbidden to steal hotel towels please. If you are not a person to do such a thing is please not to read this notice." ("Está prohibido robar las toallas del hotel por favor. Si usted no es una persona que vaya a hacer esto por favor no lea este aviso")
Sexta-feira, Março 23, 2007
Como estar destruindo o vernáculo
Um dia qualquer do futuro próximo. O casal de operadores de telemarketing conversa ao telefone:— Querida, vou estar tendo uma ótima notícia.
— Conte logo, mal posso estar esperando.
— Meu chefe vai estar me promovendo.
— Qual função você passa a estar exercendo, meu amor?
— Vou estar assumindo o cargo de instrutor de português para os novos funcionários.
— Você merece, meu amor. Vou estar morrendo de tanto orgulho.
— Por isso é que sempre vou estar te amando, querida.
Ernani Buchmann, da internet.
O guerreiro e a princesa
Keseme Ole Parsapet é o guerreiro masai que no ano passado posou com Gisele Bündchen para uma publicitária da American Express. Apesar da súbita fama, e daquela proximidade com uma das mulheres mais desejadas do mundo, Parsapet continua na sua tribo, longe desse insensato mundinho das celebridades passageiras."A minha vida é no Kenya e eu tenho mais coisas para pensar". O conceito da campanha publicitária foi criado pelo U2 Bono Vox, e um por cento do que está sendo arrecadado vai para o fundo global contra a Aids.




















































































































































































