Segunda-feira, Abril 30, 2007

Chargeta

Charge de Marco Jacobsen - Hoja de Londrina.

Uma rapsoda brasileira vai à Grécia

Foto de Chico Camargo
Em fevereiro deste ano, a atriz Claudete Pereira Jorge recebeu um legítimo presente de grego: no dia 21 de maio ela participará da abertura da 1.ª Bienal de Arte Contemporânea de Tessalônica, na Grécia. No roteiro, a apresentação de nada menos que o canto I da Ilíada de Homero com tradução de Odorico Mendes.
A história começou há mais de um ano. Certo dia, o músico e diretor Octávio Camargo chegou à casa de Claudete com um exemplar da Ilíada em mãos e lhe pediu para iniciar o estudo da obra para participar de uma futura encenação projetada para ter 24 atores. No começo, Claudete não acreditava verdadeiramente no que disse rindo para Octávio quando o viu com o texto: isso aqui é a minha passagem para a Grécia.
Ela topou o desafio, iniciou a leitura, decorou seu texto e começou os ensaios, que iam desde as intermináveis leituras do livro até as noites de contemplação do céu. Todos os métodos eram válidos para recuperar a aura da Grécia dos tempos da cultura oral. O processo de montagem foi minucioso e detalhista. A atriz ganhou as passagens do Ministério da Cultura. A correria agora é contra o relógio para conseguir o apoio dos órgãos públicos ligados à cultura e outros incentivadores artísticos que queiram apoiar a companhia a representar o Paraná na Grécia.

Caretas

The Grimaces, em fevereiro de 1991. Ouiés!

Furtos e roubos

Realmente, trata-se de uma baita bundona.
Roubada do blog do Almir Feijó, bundófilo de plantão.

The Gallery

Soldas&Rettalhos

Luiz Carlos Rettamozo, el Retta. Marcou encontro comigo ontem no Original Beto Batata e não apareceu e nem deu satisfação alguma. Sorte minha. Fiquei tomando coca-cola com Marilia Giller. Levou um baita quadro, o melhor dos bão, que deveria estar lá desde o início da, ah, exposição. Quem souber do seu paradeiro é favor avisar que Soldas & Rettalhos termina hoje, mas nós continuamos aprontando. Soruda-san.

Ana Cascardo & Bonsai Trio

Confiram. Ana Cascardo solta a voz nas
estradas. Com o Trio Bonsai.

Em Bagdad, o colorido muro da discórdia

Saadon Street, Bagdad, este é o endereço do muro da discórdia. Num colorido apelo pela paz entre as etnias, um grupo de artistas locais lançou uma campanha de pacificação, substituindo os fuzis pelos pincéis.

Ela, de novo!

Ivete, bah! Como sempre a foto veio sem crédito!
Enviada por Beto Guiz.

Soldfas&Rettalhos

Aê, cartunalha! Vamos comparecer em massa no Original Beto Batata para o encerramento da exposição Soldas & Rettalhos. O último a chegar era o garçom do Bóris Ieltsin, o homem-vodka! Hoje, a partir da hora que vocês quiserem, mas antes de fechar o restaurante, plis.

Cada um se vira como pode...

Disque Frango e Disque Pato.

Estamos fudidos e mal pagos. Puizé.

Mas bah, tchê!

Ela, Ivetão. Desconheço o autor da foto.
Perdão, leitores.

Yeah!

Verde, amarillho y rojo

Elas por elas

Photographia de Furnaius Rufus.
Visitem as Rachas Online. Link ao lado.

***

Último cabalista cervejeiro do Brasil meridional, Horácio Braun faleceu no dia 24 do mês passado. O meu querido amigo de Blumenau previa o futuro com o mesmo método e inspiração de antigo cartomante e mestre cervejeiro alemão que viveu no século 16, em Heidelberg, Alemanha: jogava 12 tampinhas de cerveja (da mesma forma como se jogam búzios) e, depois de beber todas as 12 garrafas, revelava o nosso destino.
Sempre que abria o verão, tínhamos encontro marcado na pequena enseada da “Caixa d’Aço”, em Porto Belo (SC), no bar flutuante “Balanço do Mar”, ancorado em meio a desfrutável criação de ostras e mariscos. Neste último final de ano, talvez pressentindo que a fila estivesse correndo muito depressa, Horácio Braun me repassou os sinais cabalísticos do século 16 para prever eventos futuros.
Joguei 12 tampinhas de cerveja (da mesma forma como se jogam búzios) e, depois de beber todas as 12 garrafas, perguntei para o espírito de Horácio Braun: “A Copa do Mundo de 2014 também será realizada em Curitiba?”
As doze tampinhas de garrafas foram unânimes:
“Sim, teremos Copa do Mundo em Curitiba”.
Tornei a jogar as tampinhas de garrafas sobre a mesa e elas saciaram minhas dúvidas, além da minha sede.
Pergunta:
Onde será construído no Paraná o novo e monumental estádio da
Copa de 2014?
Resposta:
No Pinheirão (foto), sobre o túmulo do
Onaireves Moura.
Pergunta:
Então o presidente da
Federação morre antes da Copa?
Resposta:
Diz o presente, Onaireves é uma alma penada que cava o próprio futuro no
Pinheirão.
Pergunta:
Quem vai reconstruir o estádio?
Resposta: Onaireves, com a parceria do governo do Paraná. Nunca vai ficar pronto, infelizmente, porque é da natureza dos empreendedores. Será mais uma das obras inconclusas,
para não fugir à regra da administração pública.
Pergunta:
Então
será um meio estádio, como a Kyocera Arena?
Resposta:
Será um estádio completo. Completo de problemas:
de dia, vai faltar água de noite, vai faltar luz. Completamente coberto, estará completo de goteiras. E, para completar, a única drenagem que vai funcionar é o dreno dos cofres públicos.
Pergunta:
Quais os países que virão jogar em
Curitiba?
Resposta:
Curitiba vai receber a atenção do mundo, com as
quatro zebras das eliminatórias: Iraque, Afeganistão, Irã e Israel.
Pergunta:
Além de toda a imprensa mundial e das forças de segurança da ONU, sobrará lugar para o grande público em geral?
Resposta: Esta será outra grande guerra. Todos os ingressos estarão reservados para o alto escalão municipal, estadual e federal, o poder Judiciário, vereadores, deputados e senadores, cabos eleitorais e parentes das autoridades. Somando-se ainda os convites reservados para a reeleição do
presidente Onaireves Moura, uma enormidade.
Para a galera, de modo geral, restará o convite
para pagar a conta.
À maneira do cervejeiro de Heidelberg, novamente joguei 12 tampinhas de cerveja (da mesma forma como se jogam búzios) e, depois de beber todas as 12 garrafas, fiz uma pergunta final: “Depois da valente vitória dos vermelhinhos de Paranavaí, quem será o próximo campeão paranaense?”. Pela posição das tampinhas, o jogo do próximo domingo na Vila Capanema será equilibrado. Seis tampinhas caíram para o lado oeste, as outras seis caíram no leste.
As tampinhas que se posicionaram no lado de Paranavaí (oeste) estavam mais unidas; no lado do Paraná Clube (leste), elas estavam dispersas.
As tampinhas de garrafa não mentem: se neste domingo faltou gandula em
Paranavaí, no próximo vai faltar cerveja.
Dante Mendonça (30/4/2007) Tribuna do Paraná.

Yesterday

Photographia de Furnaius Rufus.

Ploft!


Úrtimo dia! Todo mundo lá!

Hoje é a "fechadura" da exposição del Rettamoço y Don Suelda del Itararé. Grande sorteio de quadros! Queima total de estoque! Uma festa inesquecível, com presença dos 10ENHISTAS de Humor de Curitiba. Não percam, pelamor de deus!


Ouiés!

Ouiés!


Clarín - Buenos Aires.

Que chique!

Foto de Lina Faria
Queirolo, el Chic Chic.

Parece que foi ontem...

Photographia de Furnaius Rufus

Friends

Sarjes

Charge de Tiago Recchia - Gazeta del Pueblo.

Ela

Frida Khalo. Ela foi, fundo. Uebas!

O que apavora!

Charge de Benett - Gazeta del Pueblo.

Papamóvel

Um dos dois papamóveis desembarcados em SP, neste domingo, chega à sede da Polícia Federal onde passa por test-drive com agentes da corporação; um carro ficará em Aparecida e outro na capital paulista (UOL)

Barão de Itararé

Meninas, somente duas apresentações. Uma conferência do Barão de Itararé, Aparycio Torelly, o gaúcho que ainda hoje é referência do humor brasileiro. "Entre sem bater".

Um desenho para Darfur

Domingo, Abril 29, 2007

Chargeta

Charge de Marco Jacobsen - Hoja de Londrina.

Dia Internacional da Dança

Desenhos dela, Iara Teixeira, a implacável.

Dia Internacional da Dança

Foto de Lina Faria.

Todo dia é dia de etc...

eu aqui
fantasiado pro carnaval
e você chega
me joga na cara
todas as flores do mal
menina você é um
chapeuzinho vermelho
procurando
o seu lobo mau

solda

Mimos

Eu, com todos meus 10 dedos das mãos, consigo apenas rabiscar aqueles calungas defeituosos. Agora imaginem Django Reinhardt, que com apenas dois na mão esquerda, delira fisicamente sobre as cordas produzindo sons inesquecíveis, como a famosa Sweet Georgia Brown deste cd que Iara Teixeira, a implacável, me passou por baixo da mesa no Beto Batata. Da série Bluenite. Oh, yes! Iara, devo-lhe o Concerto para George Harrison, em dvd. Aí você vai ver o que é realmente o ukulele na música pop. O resto você já sabe. Soruda-san, aquele.

Ora, bolas!


Ele, el Maestro

Detalhe de um desenho de Orlando, El Pedroso.

That's all, folks!

Só até amanhã. No Original Beto Batata.

Dupra de dois

Foto de Orlando, el Pedroso.

Ouiés!

Natalie Portman

Soldas&Rettalhos

Friends

Soldas&Rettalhos

Quem quiser conferir o cachorro do Retta, é só ir ao Original Beto Batata, Rua Professor Brandão, 678, Alto da XV. A mostra vai até o dia 30, amanhã.

Bah, tchê!

***

Fico sabendo, através de estatísticas recém-divulgadas pelo IBGE, que dos quase 400 municípios paranaenses, 320 têm menos de 15 mil habitantes. Ou seja, a maciça maioria de nossas cidades são quase aldeias, cidadezinhas a pulularem no mapa e a compor uma geografia encantada.
Somos mesmo um vasto hinterland. Não só o Paraná, o país é uma colossal estância sertaneja e interiorana. Quando viajo de avião, notadamente nos vôos noturnos sobre Minas Gerais, o estado brasileiro com maior número de municípios, fico invariavelmente seduzido por aquelas cidadezinhas, cintilando ao longe, profusas, perdidas ilhotas de luz.
Vislumbro o mistério ali, o gozoso mistério de vidas talvez dormindo, talvez sonhando, talvez amando, talvez morrendo, talvez perguntando às estrelas e ao mesmo avião em que passo o que pertence à imaginação da noite, feito um poema de Kaváfis. São assim os céus interioranos onde possivelmente vaguem mais que aviões de carreira.
Um disco-voador, um bólide luminiscente, um objeto não identificado, como nas canções que cantávamos na Ipanema dos anos 70, olhando o pálido céu urbano e a enviar, desde as Dunas da Gal, um beijo amoroso e fátuo ao firmamento sobre nossas jubas. Saudade, nostalgia, notícias levadas pelo vento a quem de direito, no Bacacheri, em Jaguapitã ou Madagascar.
Todo poeta canta sua aldeia. E se por ela, como em Fernando Pessoa, não a atravessa o Tejo, que é um rio vetusto e magnificente, hão de correr nela, sempre, os riozinhos em flor. Como, por exemplo, o Panambi-y, que em guarani quer dizer “borboletinha”, nas cercanias de uma cidade que não sendo minha é como se fosse e vibra em mim feito um haicai afetuoso - Ponta Porã, na fronteira do Mato Grosso do Sul com a paraguaia Pedro Juan Caballero.
Minúscula urbe toda plantada de glicínia, onde a noite mora com sua lua leitosa. A soprar pelas varandas encaloradas uma brisa única e insubstituível que vem de longe, de Cerro-Corá, talvez. Ali, nas nascentes do Aquidaban-Nigui, a tumba de Lopez, o herói paraguaio da Guerra do Paraguai...
Poéticos nomes de cidadezinhas que são na gente assim como um poema namorador: Azul, Limoeiro da Serra, Cordisburgo, Açuanã-Piri (uma homenagem aos vaga-lumes...), Lindóia, Rosa do Vale, Nova Prata, Jaguapitã, Águas do Salto (onde nasci...), Laranjinhas, Novo Oriente, Andaluza, Feliz, Colibri do Mato Dentro, Verbena, Itabira, Conchinha.
E por último e não menos importante, o mais belo nome de cidade de interior que conheço - Arroio d’Água do Alecrim Mimoso, pequenina aldeia do Piauí. Estado onde, às margens do barroso Parnaíba, mora um amigo - o poeta Benjamim Santos, “Beja”, para os íntimos, o que igualmente bem poderia ser o nome de uma dessas aldeias de caminho por onde passa e venta forte a poesia.
Cidadezinhas que a memória da gente recolhe com uma saudade que é maior, bem maior que o domingo que neste momento vige em nós igual que uma canção melancólica. Arroio d’Água do Alecrim Mimoso. Quem lá for, verá.
Wilson Bueno [29/04/2007]O Estado do Paraná

Tudo pelos pêlos!


Antes que eu me esqueça:


***

Black Snake.

Clic

Foto de Lina Faria - Jornal de Fotografia
março de 1996 - Número 11

Êpas!

Sin palabras.

Vai acabar a cerveja

Alemães poderão ter que pagar caro pela tão amada cerveja, com o cultivo da cevada perdendo cada vez mais espaço para plantações altamente subsidiadas destinadas à produção de biocombustíveis.
"Muitas cervejarias não terão outra opção a não ser aumentar os preços", explica Kai Schuerholt, porta-voz da associação de cervejarias alemãs. Segundo ele, as cervejarias tinham decidido não repassar ao preço final da cerveja o aumento de 3% do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) em vigor desde 1º de janeiro de 2007. "Mas nesse caso não haverá alternativa." O braço alemão da cervejaria belga InBev, dona das marcas Beck's e Franziskaner, confirmou que aumentará "levemente" o preço por garrafa, e a cervejaria alemã Radeberger disse estar avaliando medida semelhante.
É difícil ignorar a importância da cerveja na Alemanha: a bebida é consumida em grandes quantidades e o mercado é tão competitivo quanto sensível a mudanças de preço. Um caneco de meio litro ("ein halber Mass") custa, atualmente, em torno de três euros em um bar ou restaurante, quantia que faz consumidores de outros países da Europa Ocidental morrer de inveja.
Em 2006, o consumo aual médio de cerveja na Alemanha foi de 111,6 litros por pessoa, o que equivale a um copo de 300 ml de cerveja por dia para cada um dos 82 milhões de habitantes do país. Belê?

Machistas

Domingo é dia de levar
a esposa e a sogra na missa.

Finalmente!

Fotografado, pela primeira vez, o famoso
"Beco sem saída".

No dos outros, é refresco




Quem não gostar que vá tomar no próprio. Perdão pelo desaforo. Procurei saber onde e quando a exposição foi realizada e não e encontrei nada, somente as fotos e a respectiva montagem. Foi na Europa, com toda certeza. Quem souber de algo, favor postar comentários. Uma mostra ousada. Ouiés!

Por que bebes tanto assim, rapaz?

Ohne worte

Ele apavora!

Benett - Gazeta del Pueblo.

***


Clarín - Buenos Aires.

***

Sin palabras.

Abaixo a calcinha - repeteco!

Britney Spears - nossa velha conhecida. Uebas!

Elas

Lana Turner. Ouiés!

Xarjez

Charge de Paixão - Gazeta del Pueblo.

Puizé!

Sarges

Charge de Tiago Recchia - Gazeta del Pueblo.

Já pra casa!

Sexta-feira passada, Dia da Empregada Doméstica, esta coluna foi dedicada ao “trabalhador doméstico”: aquele profissional que faz do próprio domicílio o local de trabalho. Com vantagens e desvantagens, o home office é uma das alternativas para melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades.
André Brick é publicitário e designer gráfico. Há quatro anos trabalha em casa e, entre uma e outra incursão à geladeira da cozinha, não tem do que reclamar do seu escritório, doce lar: “Nunca fui tão feliz, produtivo e - por que não me gabar - ecológico. Sou tão fã do meu “home office” que possuo um blog (
www.gohome.com.br) com dicas e macetes para quem quiser começar o seu. São primeiros passos para convencer os outros a fazerem esta inteligente migração”.
No blog, André relata não só o que se passa dentro de seu escritório, extensão de um florido quintal no bairro do Bigorrilho. Conta também do que se passa no outro lado muro: “Antes que a Marina, minha mulher, também montasse seu próprio home office, ela pegava o carro todas as manhãs para ir trabalhar, enquanto eu me despedia da porta de casa. Um dia nosso vizinho - um velhinho polonês - viu aquilo e achou graça:
— Mas tá tudo ao contrário?!
Ela trabalha e você fica em casa?
E como eu não podia deixar passar a chance de confundir ainda mais a cabeça dele, falei:
— Pois é seu Eugênio... Agora desculpe, mas eu tenho que entrar para fazer o almoço e tô com uma pilha gigante de roupa para passar...
Àqueles que ainda relutam em jogar fora o relógio despertador e criar um horário de trabalho próprio, André Brick fornece estatísticas encorajadoras: nos Estados Unidos, em 1979, 4,1 milhões de pessoas já trabalhavam em empresas com sede em casa; e um em cada dez americanos trabalhava para uma das 500 maiores empresas citadas na revista Fortune; segundo a Receita norte-americana, de 1979 para cá, cerca de 43 milhões de empregos sumiram do mapa, enquanto empresas de uma só pessoa não param de aumentar; entre 16 e 25 milhões de americanos trabalham como autônomos ou freelancers; mais de 93% das pessoas que utilizam suas casas para trabalhar dizem que apreciam a escolha.
Para aqueles que não gostariam de abandonar completamente as tradicionais divisórias do velho local de trabalho, André reforça a tese de que é possível conciliar qualidade de vida com as exigências do mercado de trabalho tradicional: nos EUA, um trabalhador em cada três trabalha em casa mais de um dia por semana - entre empreendedores e empregados que podem usar suas residências como base de trabalho. A proporção na Inglaterra é de uma pessoa a cada quatro, e existem cerca de 6 milhões de ingleses trabalhando de suas casas. Na Europa, são mais de 20 milhões de home offices e cerca de 30 milhões de profissionais que atuam de casa.
Tudo na vida tem um porém. No reverso das vantagens - qualidade de vida, maior proximidade com a família, alimentação mais saudável, redução de problemas no trânsito, economia com alimentação e transporte - André Brick ressalta os desafios: perda de privacidade pessoal, possibilidade de excesso de carga de trabalho, indefinição de horários entre trabalho e lazer, a interferência de assuntos familiares na rotina de trabalho, a tendência ao isolamento social, e, num lapso, o perigo de atender o cliente com as pantufas nos pés.
Dante Mendonça
[29/04/2007]O Estado do Paraná

Bah!

Rua das Flores

Dante Mendonça - O Estado do Paraná.

Menos ganância

Mario Giordano, ex-presidente e hoje diretor da Wines of Argentina, tem idéias claras sobre os rumos do vinho no Brasil. Sustenta que, para conquistar novos consumidores e ampliar o mercado, é preciso reduzir “las ganâncias”. A palavra, em espanhol, quer dizer apenas ganho, lucro; já em português traz uma idéia pejorativa, de ambição desmedida. Argentino de Mendoza, ele usou-a na primeira acepção, mas talvez seja esta outra a que melhor se ajuste. Os preços do vinho no Brasil seguem trajetória inversa ao do dólar – enquanto este cai, aqueles sobem. Giordano esteve em Curitiba acompanhando um grupo de produtores do país vizinho. Vários deles estranhavam o fato de seus Malbecs chegarem ao consumidor local por preços até quatro vezes superiores aos de origem.
Esse tema, as margens de lucro, foi uma constante no evento realizado pela Wines of Argentina no Sheraton Four Points, dirigido aos profissionais da área. A entidade congrega as vinícolas do vizinho país que operam nos mercados internacionais. A maioria das bodegas que bateu ponto já era bem conhecida do público daqui, nomes como Lagarde, Família Zuccardi, Nieto Senetiner, Callia, Finca Flichman, Trapiche, Norton, Trivento e Terrazas. Apenas uma novidade, a De Los Clop, que explora 350 hectares de vinhedos no distrito mendocino de Maipú e busca uma posição entre as grandes. Sua linha de exportação é a BlackBird, com varietais em Malbec, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, e um corte de Malbec com Bonarda.
Predominaram vinhos de consumo corrente, numa faixa de até R$ 35. Esse é o ponto forte dos argentinos. A aliança do favorável meio ambiente da Cordilheira com a moderna tecnologia permite a produção de tintos acessíveis, saborosos, prontos para beber. A prova mostrou que a uva Malbec segue dona do pedaço. Mais de 50% dos vinhos tinham-na como casta única ou em corte com outras. Entre os que mais agradaram, o Chakana 2005, o Callia Alta 2006 e o Finca Las Moras 2006. Ótimo o Postales Malbec 2005 da Bodega Del Fin Del Mundo, localizada na Patagônia, região de clima mais frio que molda tintos bem equilibrados.
Ficou evidente a dificuldade da Argentina na produção de brancos. Os exemplares apresentados – geralmente das variedades Sauvignon Blanc e Torrontés – eram reduzidos em número e expressão. E voltando aos tintos, agora no patamar acima de R$ 100: foram unanimidade o robusto e consistente Grand Callia 2004, corte de Syrah, Malbec, Merlot e Tannat, e o Special Blend 2004 da Bodega Del Fin Del Mundo, uma elegante e bem sucedida associação entre as uvas Merlot, Malbec e Cabernet Sauvignon.
A Argentina está de olho no Brasil. O potencial de nosso mercado é grande, quase inexplorado, com uma taxa de consumo baixa, mas que tende a crescer. E há complementaridade entre os dois países. A dificuldade climática que enfrentamos na produção dos tintos corresponde ao que é a vocação da vinicultura de lá. Mais: a vizinhança, fretes menores e as isenções tarifárias do Mercosul. Expandir o mercado, segundo Giordano, passa pela conquista de novos consumidores, o que se faz com provas abertas ao público e colocando o produto ao alcance dos vários segmentos. Como estão, os preços o assustam...
Uma rede de intermediários se estende entre o produtor e o consumidor final – importadores, distribuidores, lojistas, bares, restaurantes, o fisco, todos à caça de lucros máximos. O preço original acaba se multiplicando por quatro. A proposta é que cada elo da cadeia contenha seus ganhos, contribuindo para um aumento de vendas que depois os beneficiará em bloco. “La hora es de bajar las ganâncias.”

Luiz Carlos Zanoni [29/04/2007] O Estado do Paraná

Sarjes

Charge de Solda - O Estado do Paraná.
www.parana-online.com.br

Um desenho para Darfur

Se você não conhece, a mídia internacional desconhece. Darfur é uma região em guerra no oeste do Sudão, onde o povo atravessa uma tragédia que as nações desenvolvidas não querem tomar conhecimento. Darfur se espalha pelo deserto do Saara, pelas savanas secas e florestas da África central. A população negra vive da terra, a cultivando durante a estação das chuvas (junho-setembro) e criando animais. Para lembrar ao mundo que Darfur existe, ativistas pelos direitos humanos de 50 países estão realizando uma campanha de ajuda aos refugiados de Darfur. Na Itália, os cartunistas foram os primeiros a se manifestar. Para testemunhar solidariedade, cada um deles realizou um cartum em memória de Darfur. Em apoio o povo de Darfur, acesse

Sábado, Abril 28, 2007

Todo dia é dia de etc...

tudo o que sobrou

de mim foram escombros

assim mesmo vou pelo mundo

carregando

o mundo nos ombros


solda

Todo dia é dia de poeta

O poeta e sua irreverência - Dezembro, 31/1990.

Chargeta

Charge de Marco Jacobsen - Hoja de Londrina.

Yeah! Yeah! Yeah!

Um grupo formado por 40 idosos - alguns centenários - é a mais nova sensação na Inglaterra. Eles são o The Zimmers (nome em inglês dado ao andador usado pela terceira idade) e gravaram "My generation", do The Who, uma das canções mais conhecidas do rock, que tem na letra o "desejo de morrer antes de envelhecer".
A expectativa é a de que os senhores possam se tornar, a partir do dia 21 de maio - quando lançam o single - a primeira banda da terceira idade a entrar nas paradas de sucesso do Reino Unido. O grupo começou por acaso, com o principal vocalista, o aposentado Alf Carretta, de 90 anos, que ligou para a BBC para reclamar de um bingo que fechara perto de sua casa. O produtor do canal Tim Samuels estava colhendo histórias para um documentário sobre as dificuldades encontradas pela terceira idade na Inglaterra e teve a idéia do cover de "My generation" de bengalas para chamar a atenção para a causa.
A capa do single é baseda na famosa imagem dos Beatles atravessando a faixa de pedestres de Abbey Road e a trupe se reuniu para gravar no lendário estúdio. Tudo com muito bom humor, marca do grupo. A receita de venda do single, que também estará disponível para download, será destinada a instituições beneficentes ligadas à terceira idade.
O videoclipe de "My generation" foi inserido no YouTube no início de abril e já foi visto por mais de um milhão de pessoas e despertou interesse da indústria fonográfica. Os idosos do grupo não imaginavam tanto sucesso. Já há a possibilidade de uma miniturnê pela Europa.
Enviado por Luiz Cláudio (Lobão). Belê?

The Zimmers - My Generation. Ouiés!

Cruelritiba skyline

Foto de Lina Faria.

Tudo pelos pêlos!

Sin palabras.

Ouiés!

Xarzes

Charge de Paixão - Gazeta del Pueblo.

Clic

Foto de Lina Faria
Jornal de Fotografia/março de 1996 - Número 11

Furtos e roubos

Amigos do peito de Monica Bellucci.
Surrupiada do blog do Almir Feijó.

Çarjes

Charge de Tiago Recchia - Gazeta del Pueblo.

O Empalhador de Palavras - ao Márcio Santos, hoje fotografando outras paragens

O universo existe porque é observado. Assim, está provado que Márcio Santos não é fruto da imaginação coletiva dos Rogérios Dias. Todos os Márcios Santos, do Big Bang aos passarinhos, estão aí para desmentir a tese de que a teoria física é sempre provisória, porque não passa de uma simples hipótese e não pode ser comprovada jamais.
Ambos, Márcios e márcios são passarinhos que coaxam dentro deste universo. Falta pouco para que estes pássaros imóveis, criados pelos homens-pássaros, soltem as asas em busca de algum poeta gaúcho que diga que todos esses que aí estão, atravancando o nosso caminho, passarão. Eles, passarinhos.
Os Márcios são contraditórios com certa regularidade, principalmente em épocas de arribação. Eles lidam, o tempo todo, a todo instante, com a liberdade de observar aquilo que pede para ser olhado. E tratam sempre de enclausurar estes instantes definitivos dentro de máquinas fotográficas, a gaiola que o homem inventou para reter os instantes, com tudo o que o durante contém. São os taxidermistas do nosso tempo.
E voar é com os Márcios. Solda.

Xarjes

Charge de Benett - Gazeta del Pueblo.

***


Clarín - Buenos Aires.

Aviso aos navegantes


As namoradinhas do Prof. Thimpor

Maria
Argentina, Maria Ornitorrinco sumiu quando voltei com os ingressos para o teatro. Quem souber do seu paradeiro é favor avisar que a peça estava ótima.

Fontanarrosa & Crist

Clarín - Buenos Aires.

Mestre

Sonhos maus (IV) - Desenhos de Poty Lazzarotto.

Tankas

pedra preciosa


amor choveu ouro

mariposa, mariposa

na copa dos olmos


agora no chão pirata

amor é que é de prata


wilson bueno

A voz

A voz e o talento todos os ouvintes da Bandnews conhecem. A jornalista Giselle Hishida, em foto de não sei quem, mostra sua graça neste Solda Cáustico. Gladimir Nascimento, você trabalha em ótima companhia! Ouiés.

Eu e ele - ele e eu

Foto de João Urban
Eu, Soruda-san e Paulo Vítola, el Maestro, bebericando - coisa que, creio eu, jamais voltará a acontecer - numa sexta-feira daquelas na Múltipla Propaganda. Década de 80. Oh, yes!

Sarges

Charge de Solda - O Estado do Paraná.
www.parana-online.com.br

Em Nova Iguaçu, RJ

Isso é o que chamamos de genitália avantajada. Pá!

Fernando Pessoa e outros

Vão lá!

Sexta-feira, Abril 27, 2007

Os noivos

Rettamozo e Denise Roman, noivos,
19 anos atrás. Bah, tchê!

Coisa de Cinema

A Ghignone, eu e meus livros no dia do lançamento
no Boulevard Comendador. Foto Mazzinha.
Eu propus e a Ghignone aceitou uma nova parceria ainda para este ano. Vamos tentar repetir o sucesso do recital em homenagem ao poeta Torquato Neto, que fizemos em 2005, no lançamento da biografia Pra Mim Chega. Foi um desfile de talentos: Retta, Zero, Rodrigão, Ethel Frota, Ricardo Corona e Cris Lemos, cantando à capela Pra Dizer Adeus, o clássico de Torquato em parceria com Edu Lobo. Na platéia, casa cheia: Solda, Vera, Mazzinha, Cabeleira, Vidal, Marins, Maringas, Lena, Irajá e o resto do scratch. Agora o tema vai ser a história do cinema brasileiro, as chanchadas da Atlântida e as espetaculares salas de exibição dos anos 50, com seus ambientes requintados e de bom gosto. Ao invés de um recital, vamos projetar um autêntico clássico das chanchadas. Você não perde por esperar.
Toninho Vaz, de Santa Teresa

É a mãe

Mi madre - Rettamozo, el Retta.

O carro dos sonhos não está mais passando pela sua rua

Photographia

Kazuma Ogawa (1860-1928) - "Old-Style Armor" - Tinted albumen print, circa 1880.

Leia-se!

Cruelritiba

Foto de Lina Faria.

Tudo pelos pêlos!

Ouiés!

Friends

Ohne worte.

Uns Desenhos

Desenho de Orlando Pedroso, el Maestro.

Ela, Ryan.

Caricatura de Ryan
“Vim ao mundo na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho de 1886, num prédio da rua Mata Cavalo, antiga denomina­ção da atual rua Riachuelo. Fui a primeira Nair, registrada no Brasil”. (Nair de Teffé).
Assim começa a história de Nair de Teffé, por coincidência ou não, a primeira Nair registrada no Brasil. Um primeiro que estaria presente no seu caminho mais vezes: primeira caricaturista, primeira Dama... Porém estes primeiros se foram e hoje poucos lembram-se de Nair de Teffé. Está é uma das razões pela qual nós resolvemos fazer esta homena­gem. Por tudo o que fez, por tudo que representou e ainda representa, es­ta Sra. merece mais do que estas simples homenagens que agora lhe pres­tamos.
O que estamos tentando fazer, e esperamos conseguir, é alertar a to­dos os nascidos nesta terra, para que respeitem o nosso passado, para que não deixem que, em nome do progresso, se destrua nossa memória, nos­sos monumentos, nossas raízes, quando na verdade, o progresso deveria seguir junto com tudo isso.
Enfim, a nossa singela homenagem à nossa história. Nossa homena­gem à D. Nair de Teffé Hermes da Fonseca.
Com admiração e respeito, Cruz (do folheto do II Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos)

Tankas

casa do poeta

a trilha de folhas
na área, um pernilongo
vizinhas notícias

vieram morar ao lado
três formigas fictícias

wilson bueno

Elas

Todo dia é dia de poeta

Luz & dias

1

saudade: palavra sal
a vida por um fio
nenhum porto em Portugal
nenhuma brisa do Brasil

2


olhar de porto
luz de cais
ávido parto
bêbado aporto
...
um náufrago a mais

3

versos nas parreiras
tetas ao vento
- terremoto -
uma pedra
um luar
um alento

4

morena do Minho
de pêlos negros
em ondas longas
tuas pétalas rubras
(portuguesinha)
me brotam o caminho

5

terra à vista
fim das águas
a noite não nos cega
o dia não acaba

Frases lapidares

"O que é, é. O que não é, não é." Lígia Márcia Cassou, minha irmã. Rousseau também é fichinha perto dela. He! He!

Tchatro

Soldinha, enquanto a gente decifra "quem é quem" no álbum do vovô, mando esta foto de uma peça de teatro dirigida heroicamente por ele, (quase o deixamos louco), no ano de 1964. Trata-se da peça "A Revolta dos Brinquedos", o nome do autor a "inguinorante" aqui esqueceu. Faziam parte do elenco: minha irmã Nancy, eu e a criançada da vizinhança. Dessa trupe lembro o nome de quase todos. Da esquerda para direita: Antônio, o segundo, deu um branco, o Tuto, a Maude, a Íris, eu, - de urso - , Ana Lúcia, minha mana Nancy, o irmão do Tonho e o valente diretor, Aristides Teixeira. Essa foi minha única experiência tetral, e confesso que não foi das melhores. Só precisava falar uma frase, mas, na hora fatídica, outro branco e não tive dúvida, mandei essa: "O que eu digo agora, vô?" (Tóin!) Iara Teixeira.

Gente estranha

Baby Bean.

Beto Batata

Foto de Lina Faria
Pedro Amorim, Iara Teixeira, a implacável, Soruda-san e Vera Solda. Quem não chora, não mama.

Múltipla Propaganda, década de 80...

Foto de João Urban
Um trio que não existe mais: Fui Wa, César Bond e Soruda-san, enchendo o copo, no que parece ser uma sexta-feira que nunca mais voltará.

Jarges

Charge de Paixão - Gazeta del Pueblo.

Oh, yes!

***


Clarín - Buenos Aires.

Êpas!

Sin palabras.

Jarges

Charge de Solda - O Estado do Paraná.
www.parana-online.com.br

Casa trabalho

Vamos botar na ponta do lápis. Quantas horas por dia um funcionário público - digamos - desperdiça para ir e vir ao trabalho, supondo-se que ele more num bairro e tenha que atravessar a cidade de carro? Quanto ganharia a cidade e o meio ambiente, se esse mesmo funcionário fosse incentivado a trabalhar no local onde também mora?
A tese não é nova. Qualquer urbanista imagina essa possibilidade desde o jardim de infância. Muito se discute, muito se estuda, muitos planos foram para a gaveta - no tempo da gaveta, hoje vai para o pen-drive - enquanto isso o trânsito continua cada vez mais congestionado e lento. Uma simples ida ao dentista demanda os noventa minutos de uma partida de futebol. Se chover, o engarrafamento leva a partida para os pênaltis.
Como todos sabem, Curitiba tem um automóvel para cada dois habitantes e, dentro de cada automóvel, dois arquitetos. Depois do fechamento da Rua XV de Novembro, a polêmica causou tamanho surto vocacional que hoje praticamente todos os curitibanos são urbanistas. Com exceção de Dalton Trevisan. Este bravo pedestre nunca deixou de ser escritor, graças a Deus.
Assim sendo, custa crer que o poder público pretenda investir milhões milhões e milhões de dólares - da cornucópia dos cofres públicos não saem cifras exatas - na construção do metrô.
Todas essa incalculável fortuna deveria, isso sim, ser investida num projeto de incentivo para as pessoas trabalharem em suas casas. Na pior das hipóteses. Da casa para o trabalho, na distância máxima de uma saudável caminhada de dez minutos. Como realizar tal proeza? Como também me autonomeio urbanista, posso chutar que é perfeitamente simples. Basta fazer uma pergunta: “Você tem condições de fazer o seu trabalho em casa?”
Se a resposta for positiva, o Estado vai incentivar e a sociedade vai criar condições para tirar você e o automóvel das ruas da cidade. Você vai ganhar no combustível, a cidade vai ganhar na atmosfera. Você vai desafogar o transporte coletivo e a cidade vai desafogar o trânsito.
Curitiba é onde se concentra o serviço público do Estado. Digamos que você trabalhe no Centro Cívico: quantas pessoas na sua repartição poderiam estar em casa, na frente de um computador, fazendo exatamente o mesmo trabalho? Isto sem precisar almoçar fora de casa, muitas vezes na praça de alimentação de um shopping - é sempre bom desconfiar da saúde mental de quem almoça diariamente numa praça de alimentação.
De casa para o trabalho, do trabalho para casa - em busca do tempo perdido -, essa difícil equação será resolvida num futuro que está próximo; por força do meio automóvel que cada curitibano tem na garagem e do crescimento vertiginoso da cidade.
Crescimento da população, crescimento do número de veículos, crescimento da poluição atmosférica, para frear essa tendência que pode nos levar ao destino de São Paulo, só nos resta jogar o relógio despertador pela janela e ficar em casa. Com pantufa ou sem pantufa, fique à vontade.
Pouco à vontade deve ficar aquele chefe de repartição, o cioso de autoridade que não terá como viver sem um batalhão de subordinados servis em sua volta.
Com certeza, trabalhar em casa tem suas desvantagens. Ontem precisei levar minha mulher ao dentista, no outro lado da cidade: para subir a Rua Desembargador Motta e descer a Rua Brigadeiro Franco, levamos o tempo de uma partida de futebol. Eu trabalho em casa e Maí é sábia, não sabe dirigir.
Dante Mendonça [27/04/2007]O Estado do Paraná

Xargiz

Charge de Tiago Recchia - Gazeta del Pueblo.

Quinta-feira, Abril 26, 2007

Xarje

Charge de Marco Jacobsen - Hoja de Londrina.

Reclamações: dirija-se ao guichê ao lado

Yang Tan Jeans
É desprezível que a calça jeans original, azul escura, foi descaracterizada ao extremo pelo modismo vulgar. Jovens, notadamente mulheres, vestem jeans de matizes diversas, desbotados, esfiapados, rasgados, remendados, compridos limpa-chão, sanfonados, com ou sem bainha, bermuda, short ou saia e com bolsos em lugares impróprios. Vestem em total contraste com blusas, camisas e camisetas apresentáveis. Em cima chique e embaixo jeca. A exibição dessa mistura grossa em lugares públicos demonstra falta de gosto, harmonia e categoria.
Edgar Kielwagen - Aposentado - Blumenau
Jornal de Santa Catarina - Blumenau, 07 de março de 2007. Edição nº 10929

Jarges

Charge de Benett - o que apavora!

***

Será? Não sei não! Pode ser...

Diburro

Desenho de Caetano Solda - aos 7 anos.

Soldas&Rettalhos

Aproveitem! Últimos dias! A mostra vai somente até 30 de abril. É de viver de rir! E você ainda pode cruzar conosco, eu e Retta, tomando refrigerantes no Original Beto Batata. Ouiés! Solda

Mulé pintada

By Fraga, o Gilmar.

Abaixo a Lei da Gravidade!

Stephen Hawking, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (mesma doença que recentemente se manifestou em Fontanarrosa, cartunista argentino), que o mantém numa cadeira de rodas há muitos anos, tetraplégico, movimentando apenas um dedo da mão para se comunicar, viajará ao espaço para sentir a falta de gravidade, ou seja, vai levitar. Levite por mim, Stephen!

O tempo...

Marlon Brando e Marlon Brando.

Diburro

Desenho de Miran - dê notícias, rapaz!

Sin palabras

O que apavora!

Benett - Gazeta do Povo.

Jarges

Charge de Paixão - Gazeta do Povo.

Vocês não perdem por esperar

Vai um chorinho?

Foto de Lina Faria
Eu, fuleiro, metido entre os melhores chorões, que, na Semana do Choro 2007, homenageou Anacleto de Medeiros. No Batatón, é lógico. Soruda-san.

Uebas!

Chargeta

Charge de Marco Jacobsen - Folha de Londrina.

Frases lapidares

"Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa". Lígia Márcia Cassou, minha única irmã. Nietzche é fichinha perto dela. Solda

Xarjes

Charge de Tiago Recchia - Gazeta do Povo.

Les Maitres du Dessin Satirique

Ouiés!

Pés no chão

Baixo retrato. Lina Faria.

Aviso aos navegantes



Terapia ocupacional?

Eu, Soruda-san, sempre correndo o risco.

As namoradinhas do Prof. Thimpor

Clara.

A única dificuldade do nosso namoro foi uma irmã gêmea de Clara, Abigail, com a mesma cara, a mesma persistência e a mesma pinta na coxa esquerda. Quando eu pensava que estava com Clara, estava com Abigail, e vice-versa. Durante todo o tempo eu ficava tentando descobrir com quem estava saindo e nem podia prestar atenção no filme. Acabei descobrindo que Clara era a de voz fanhosa por acaso, ao ser esmurrado violentamente pelo amante de Abigail, um alemão parrudo, com um trinta-e-oito deste tamanho. Desiludido, pedi mais um conhaque e me apaixonei por Diana.

Maravilhas do Desconhecimento Humano (2)

*Lacraias são algumas espécies de fungos que atacam alguns tipos de lacres.
*Politburo é um pittbull de raça russa.
*A guilhotina foi usada para operar a garganta de Maria Antonieta quando se engasgou com um brioche.
*As mais profundas fossas abissais estão localizadas na Abissínia.
*A direção e a projeção da sombra humana são determinadas pelas manchas solares.
*O bocejo se compõe de dois movimentos respiratórios:o harpejo (aspiração) e o solfejo (expiração).
*Preamar é o flerte na beira da praia, sem acasalamento, de dois preás.
*Melancias são melhor caladas por soldados calados e suas baionetas caladas.
*Jamais houve um caso de sudorese em pessoas que não transpiram.
*Som monocórdio se ouve sobretudo quando se ata ou se desata um nó górdio.
*Com uma fita quilométrica se produzem mil fitas métricas.
*O pônei é um eqüino eqüidistante das estátuas eqüestres.

*Etc.

***


Clarín - Buenos Aires.

Amigos

Se hoje eu estou aqui, fazendo esta pocilga eletrônica é porque fui ajudado por amigos, há alguns anos. Todas as agências de propaganda, todos os fornecedores, todos os veículos de comunicação, todos os artistas, todos os escritores, todos os anônimos, toda a minha família, toda a família da Vera, todas as pessoas desta cidade me deram muita força quando eu me encontrava numa situação delicada.
Nos dois eventos Bazar do Solda - brechó cultural - realizados eu não pude comparecer, por motivos óbvios. Mas, pelas fotos e pelo relato de quem lá esteve, a coisa toda foi uma loucura, no melhor sentido. O dinheiro arrecadado serviu para muita coisa, mas o mais importante foi que eu percebi o quanto é importante você ter amigos. E preservá-los, pois eles são o nosso maior patrimônio.
Roupas, carro, tralhas em geral, você compra. Amigos, não. Não cito nomes porque não quero privilegiar nem esquecer ninguém, todos têm a mesma importância. Todos me deram flores em vida, como diz a música de Nelson Cavaquinho. E aqui estou eu. Todos vocês que inventaram, deram tudo de si, participaram e colaboraram para isso, são gente boa da melhor qualidade. Acreditem. Solda

Tankas

calendário


as mãos de meu pai

nelas as veias de ontem

já falam dos anos


hoje era amanhã tão longe

sapatos de um velho monge


wilson bueno

Sin palabras

De olho na rua

Foto de Lina Faria.

Banho

O que pensa o homem enquanto lava O Pensador?

Sarjes

Charge de Dante Mendonça - O Estado do Paraná.

Quarta-feira, Abril 25, 2007

Hummm...


O diabético não pode fazer lua-de-mel.
Woody Allen.

O espírito da coisa

Olha lá! Olha lá! Olha lá!



O estilo é brasileiro, mas o detalhe é japonês: se chama jeans bikini. É só que se vê em Tókio, uma delícia.

O tempo, sempre o tempo...

Brigite Bardott e Brigite Bardott.

Nos anos de chumbo, a infame Ditadura...

Charge corajosa de Fortuna, um dos meus heróis,
além de ídolo. Saudades.

Abaixo o sutiã!

Os sutiãs fazem com que os seios tornem-se mais débeis e caídos, porque o seio se torna dependente do suporte artificial do sutiã e o corpo perde sua habilidade de sustentar o seio por si mesmo. Deu pra entender? Ou entendeu sem dar mesmo? Soruda-san.

Sargis

Charge de Marco Jacobsen - Hoja de Londrina.

Todo dia é dia de poeta

Foto de Iara Teixeira

Tudo pelos pêlos!

Ouiés!

Hunters

By Banksy.

Friends

Sin palabras.

Diburro

Desenho de Fontanarrosa, El Negro.

Ouiés!

Cruelritiba

Baixo retrato. Lina Faria

Soldas&Rettalhos

Foto de Lina Faria
Rettamozo, el Retta e a linha Retta: jornais pintados com terras de todo canto. Ouiés!

Semana do Choro 2007

Foto de Lina Faria
No Beto Batata, Maurício Carrilho vestiu
a camisa do restaurante.

Chargeta

Charge de Paixão - Gazeta do Povo.

As pedras da louca

As pedras da louca não estão mais lá. Umas viraram pó, outras estão no meio do caminho. As pedras da louca foram atiradas na vidraça do vizinho e nos telhados de vidro da prima que a louca não gosta.
As pedras da louca são preciosas, nenhum dinheiro compra. A louca rasgaria o dinheiro. A louca quer os elásticos que amarram o dinheiro. Muitos elásticos, rápido, para a louca voltar pra casa.
A louca quer de novo todas as pedras – chega de desordem. Ela quer todas as pedras reunidas para ela saber qual é a primeira, qual é a última. A primeira, para atirar no rei: bem na grimpa do rei. A última, para guardar em casa, muitíssimo bem guardada, aonde só ela sabe.
Nada vai adiantar querer da louca alguma pedra. Ele dirá que não tem nenhuma. Ou nada dirá. Nada dirá. As pedras da louca querem voltar a ser pedras brilhantes. Para ladrilhar a rua, cujo dono é a louca. Aquela rua onde o amor da louca vai passar. Vai passar. E não queira você saber qual, a rua da louca. Ninguém nunca saberá. Que se danem os poetas, que se danem as águas: é pau, é o fim do caminho: de janeiro a janeiro corre o rio tietê.
Não haverá mais sopa de pedra. A louca vai recolher todas, uma por uma. Até aquela do tamanho do mundo, diz a louca. E se alguém quiser bater na louca, pegar na louca, exigir dela uma pedra, ela dirá: – tá bão...tá bão, minha pedra é o mundo, leve pra casa então; e vê se me deixa em paz.
Das pedras da louca, não adianta, só a louca sabe. As pedras da louca não estão mais na parede, nem no chão, nem no céu. Elas estão escondidas, onde só a louca sabe. As pedras da louca estão no mundo. É o mundo. Leve pra casa, então.
(Ewaldo Schleder, loco de piedra)

As namoradinhas do Prof. Thimpor

Ana
Viciada em naftalina. Quando descobri ela havia enchido todas as minhas gavetas com aquelas bolinhas ridículas. Fui ao cinema com Ana três vezes e em todas elas o filme estava fora de foco, o lanterninha nos retirou do recinto e roubaram nosso pacote de pipocas.
Nosso romance terminou quando ela se entregou para um vendedor das Casas Pernambucanas. Atormentada pela traição, Ana fugiu para Alagoas três meses depois. Minha paixão por Ana durou até ela tentar vender minha coleção de figurinhas carimbadas para o dono da bomboniére do cinema. Ana foi a única capaz de pagar as contas do hospital quando nossas brigas descambavam para a pancadaria e ela descia a lenha pra valer.

***


Clarín - Buenos Aires.

Semana do Choro 2007

Foto de Lina Faria
Dois Amorins: Robert, The Potato Man e Pedro, o chorão. Reje fotografando.

Jarjes

Charge de Tiago Recchia - Gazeta do Povo.

Semana do Choro 2007

Foto de Lina Faria
Pedro Amorim, Egashira-san e Soruda-san.
Três chorões confessos.

Jarges

Charge de Solda - O Estado do Paraná.
www.parana-online.com.br

O melhor dos mundos

Glen e Gi: o retrato da felicidade
“O otimista acha que este é o melhor dos mundos. O pessimista tem certeza”, dizia o cientista Oppenheimer. Gianne era uma moça otimista. Nascida em Mamborê, no interior do Paraná, ela achava que o pequeno município de 14 mil habitantes era o melhor dos mundos, até desconfiar que não cabia mais naquele mundinho. Os pais eram pessimistas, choraram quando Gianne foi embora.
Gi - assim todos a tratam - chegou a Curitiba com uma pequena mala, um endereço e uma certa incerteza. O endereço era o de uma amiga de infância em Mamborê que estudava na capital, sobrevivendo com trabalhos temporários. Essa era a incerteza de Gianne: seria a cidade grande o melhor dos mundos?
Não era. Os primeiros meses mostraram o quanto dói a saudade daquele mundo deixado para trás; com cama, comida, roupa lavada e bastante afeto. O maior conforto era dividir esse novo mundo com a amiga de Mamborê que tinha uma amiga, que tinha mais uma amiga, que tinha outra amiga cheia de amigas que se encontravam uma vez por semana num bar no centro da cidade.
Esse mundinho feminino se reunia no bar da esquina, no mesmo prédio de pequenos apartamentos da minúscula república de Mamborê. Conheci Gianne no bar Ao Distinto Cavalheiro, ela com a amiga da amiga que tinha muitas amigas, todas muito bonitas. Não era a mais bonita; se fosse realizado um concurso de beleza entre elas, a pequena Gianne seria eleita miss simpatia. Não era namoradeira, era agregadora; tantas moças bonitas no seu entorno eram um mistério que até hoje os embevecidos rapazes do boteco tentam decifrar.
Esse era o mundinho de Gi - entre um emprego e outro, uma decepção e outra -, quando certo dia ela apareceu no bar com uma idéia fixa: aquele não era o melhor dos mundos. O melhor dos mundos, repetia a moça de Mamborê, se encontrava na Nova Zelândia.
Mais de um ano se passou, e aquele destino se tornou um assunto recorrente no mundinho do bar: “Quando a Gi vai para a Nova Zelândia, em busca da felicidade?”. E não é que foi mesmo? Antes disso, uma longa novela: a família em Mamborê, mesmo pessimista, fazia economias para a passagem; o dinheiro dos trabalhos temporários não sobrava; como entrar na Nova Zelândia; e como arrumar trabalho no melhor dos mundos, sem falar inglês?
Compadecida, a turma do boteco tratou de fazer uma rifa em prol do destino da moça de Mamborê. Era outubro de 2005, a Casa da França doou uma cesta de Natal. No meio de dezembro os números estavam todos vendidos, somariam 500 dólares para as despesas da viagem, com uma condição: o dinheiro só seria entregue com a passagem marcada. No verão de 2006, Gi embarcou para Queenstown, sul da Nova Zelândia.
No fim da semana passada, a moça que atravessou os mares em busca do melhor dos mundos estava de volta, e com um noivo. O neozelandês chamado Glen, engenheiro elétrico que mora com a família em Perth, oeste da Austrália, onde o casal vai ter endereço próprio.
Na noite dessa terça-feira, Gi apresentou Glen para os amigos do boteco. O anel de brilhantes só não brilhava mais que o sorriso da noiva. Gi está no melhor dos mundos.
Dante Mendonça (25/04/2007) O Estado do Paraná

***

Durante quase um século, eles nos ensinaram que fumar era bacana, adulto e moderno. Para isso, tinham professores fascinantes: Bette Davis, Joan Crawford, Humphrey Bogart, Lauren Bacall. Podia-se fumar cantando, como Sinatra; dançando, como Fred Astaire; beijando, como Lana Turner. Fumava-se à vontade em elevadores, igrejas e hospitais. Nós e o mundo fizemos o mesmo.
Mas, então, eles descobriram que fumar não fazia bem, e a ordem foi banir o cigarro dos filmes, restaurantes, escritórios, fábricas, shoppings, bares e até boates. Nós e o mundo fizemos o mesmo.
No mesmo período, eles nos ensinaram que a comida ideal era aquela carne moída, tipo pré-digerida, ou uma salsicha de recheio incerto, servida entre dois pães e pingando, para ser devorada em pé, na rua, com as mãos. Era a fast food. E, para isso, também tinham um elenco de garotos-propaganda: do Wimpy, louco por hambúrgueres, ao gordo Bolinha e ao palhaço do McDonald's. Nós e o mundo aderimos com gula e sofreguidão.
Mas, há pouco, eles descobriram que a fast food contém gorduras letais, provoca obesidade e pode levar a doenças horríveis. Nasceu uma campanha contra ela, exortando os americanos a evitá-la. E nós e o mundo, em que ficamos?
Por fim, e por igual período, eles nos ensinaram a admirar os pistoleiros Jesse James, Billy the Kid e Wyatt Earp. Ficamos íntimos da Magnum 44, do Colt 45, da Winchester 73 e de outras ferramentas da civilização americana. Tanto que nos dedicamos furiosamente a usá-las uns contra os outros, entre nós mesmos.
Às vezes, como anteontem, eles descobrem que ferramentas análogas, nas mãos de um animal doente e agressivo, como o ser humano, costumam ser mortíferas. Alguns até já cogitam proibi-las. Pode ser que, lá, nos EUA, eles consigam.
Ruy Castro - Folha de São Paulo

Então, tá

Desenho de Orlando Pedroso. Uebas!

Terça-feira, Abril 24, 2007

As Madonnas, antes e depois

Apesar da tenra idade, este blogueiro prefere a Madonna de agora. Envelhecer todo dia dá saúde e alegria! Soruda-san.

Luzes da ribalta

Premiado e reconhecido nacionalmente, o iluminador paranaense Beto Bruel tem uma rotina acelerada. Neste ano, assinou a iluminação de sete espetáculos do Festival de Teatro de Curitiba, do show do DJ britânico Fatboy Slim em Balneário Camboriú e do Carnaval de Curitiba, entre vários outros trabalhos.
Bom em tudo o que faz, ele é referência máxima na iluminação teatral. Em 37 anos de carreira, Bruel coleciona dois prêmios Shell, 15 prêmios Gralha Azul e três prêmios Poty Lazarotto (concedidos pela classe teatral de Curitiba). Entre os muitos trabalhos de peso em seu currículo está a iluminação do grandioso espetáculo Paixão de Cristo, nos últimos 27 anos consecutivos.
Eclético, desde o ano passado Beto abriu uma nova frente de trabalho: iluminar eventos sociais como festas e casamentos, criando ambientações especiais. Como hobbie, em seus poucos momentos vagos, Bruel ainda fotografa.
Acompanhe alguns trechos do bate-papo do iluminador com a coluna:
O que ilumina sua vida? Beto BruelO sol e a Regina Bastos, minha companheira há 34 anos.
Luz é ? Emoção!
O que é melhor: iluminar um espetáculo de teatro ou um show? Teatro.
Um espetáculo que adorou ter iluminado e nunca esqueceu...O espetáculo Foz com texto e direção do Raul Cruz, em julho de 1991.
Uma lembrança de infância na Lapa... Quando chovia: pastel, sonho, bolinho de chuva, ceroula-virada e massa de pão frita...
Que talento mais gostaria de ter? Ser um gourmet! Porque eu não sei nem fritar ovos!
Qual sua característica mais marcante ? Ser franco.
Qual a sua idéia de felicidade? Paz interior.
Onde já passou férias inesquecíveis? 2004, em Paris.
Que som acalma você...O cheiro do café de manhã com o burburinho da minha família: Regina, Betina, Renata, Giuliano e Lorenzo.
Que música não sai da sua cabeça... A trilha da peça que eu esteja ensaiando.
Um hábito que não abre mão... Cerveja com os amigos Enéas Lour, Mario Schoemberger, Beto Guiz e o Solda, no guaraná.
Um hábito de que você quer se livrar... Colecionar todo tipo de coisas.
Um elogio inesquecível... Quando no primeiro comício das Diretas Já, em 1983, na Boca Maldita, o velho Leonel Brizola disse para mim: “Gostei muito da tua luz, guri!”. Como brizolista roxo, adorei.
Em que situação vale a pena mentir... Nunca.
Em que situação você perde a elegância... Quando presencio qualquer tipo de preconceito.
Em que outra profissão consegue se imaginar? Fotógrafo.
Gazeta do Povo/Nadyesda Almeida/22/04/2007

Beto Batata, ontem...

Foto de Lina Faria
Egashira-san, Iara Teixeira, Soruda-san e Vera Solda. Quase no finalzinho das 24 Horas de Choro. Note-se que Egashira-san, de tão cansado, está quase fechando os olhos. He!He
Charge de Dante Mendonça - O Estado do Paraná.
www.parana-online.com.br

Grandes atrizes

Juliana Carneiro da Cunha.

Uau!