Domingo, Setembro 30, 2007
Mural da História
Foto sem crédito.
30 de setembro, 1957 - O ator James Dean, de 24 anos, morre em um acidente de automóvel.
porque o cachorro latiu
a noite inteira.
Passou, o que se pode
chamar, uma noite de cão. José Zokner, Juca.
Deu no jornal
A perícia realizada na fita em que a grávida, Patrícia Cabral da Silva, fornece indícios de que seria cúmplice do assaltante que a feriu com um tiro, mostrou que não houve montagem na gravação. Agora o Instituto de Criminalística do Paraná vai enviar o material para a Polícia Federal em Brasília, onde será feita análise das vozes.
Patrícia estava grávida de 5 meses e trabalhava na lanchonete de um posto de gasolina em Curitiba quando o local foi assaltado. Já com o dinheiro na mão, o assaltante voltou e atirou nela. A bala passou milímetros do feto. Patrícia foi operada e deu à luz a uma menina, Angelina. Depois do nascimento é que o assaltante contou que a própria Patrícia participou do assalto e pediu que fosse atingida por um tiro.
Cada vez mais, é uma história de arrepiar. Ruth Bolognese (30/09/2007) Folha de Londrina.
Patrícia estava grávida de 5 meses e trabalhava na lanchonete de um posto de gasolina em Curitiba quando o local foi assaltado. Já com o dinheiro na mão, o assaltante voltou e atirou nela. A bala passou milímetros do feto. Patrícia foi operada e deu à luz a uma menina, Angelina. Depois do nascimento é que o assaltante contou que a própria Patrícia participou do assalto e pediu que fosse atingida por um tiro.
Cada vez mais, é uma história de arrepiar. Ruth Bolognese (30/09/2007) Folha de Londrina.
Em nome da democracia
Como andam devagar certas coisas no Brasil. A queda de Renan Calheiros parece um longo parto. Isso revela a fragilidade de nossa democracia. Não vou falar, de novo, de casos amorosos e lobistas, notas frias e bois voadores. Qualquer presidente acusado em quatro casos diferentes sai do cargo enquanto o tema é votado. Esse é um procedimento democrático, e sua inexistência indica que o Brasil pode conviver com essa anomalia, indicando, perigosamente, que pode aceitar outras.Renan deveria sair para honrar Alagoas. O Brasil moderno deve muito a esse Estado. Graciliano Ramos, com seu estilo seco e direto, é um dos credores da gratidão nacional. Não só nos ajudou a espantar os penduricalhos do estilo de seus antecessores como criou personagens e histórias que sobrevivem até hoje. "Vidas Secas" é também uma tragédia de migrantes ambientais, e Baleia, a cadela da história, nos ajuda a ampliar nossa limitada visão antropocêntrica da seca. Nise da Silveira foi militante política, presa na ditadura Vargas, e muito importante para a psiquiatria brasileira. Ela desenvolveu técnicas de tratamento que valorizam as tendências estéticas dos doentes mentais e nos deixou um grande legado no Museu do Inconsciente. Poderia mencionar o poeta Jorge de Lima, Djavan, outros nomes que mostram que o espaço é pequeno para falar da importância de Alagoas na cultura brasileira. Renan poderia honrá-la, defendendo-se com unhas e dentes. Mas fora do cargo de presidente.O interessante é que hoje quase todos acham isso. Os apoiadores discretos e até a tropa de choque não o querem mais na presidência. A exceção é Lula. Alguém conseguiu convencê-lo de que o movimento contra Renan é também contra Lula. E que a queda de um tornaria mais vulnerável o outro. Da minha parte, acho uma tese estapafúrdia. Gostaria de ver Lula trabalhando mais e melhor. A estabilidade no Brasil interessa a todos nós e, numa escala menor, a todo sistema internacional. Acontece que estabilidade pressupõe uma certa dinâmica. É preciso se antecipar, corrigir constantemente o rumo para que um processo democrático se desenrole melhor. O grande inimigo da estabilidade, num quadro como esse, é quem decide sentar em cima dela. A democracia brasileira tem hoje uma indisfarçável lacuna. O Senado está sem presidente moral. O corpo do ex-presidente, protegido por seguranças armados de revólveres de choque, passeia pelos corredores e viaja nos jatinhos da FAB. É preciso jogá-lo de novo no fluxo das relações comuns, viajar nos aviões de carreira, sentir, ainda que de longe, o espírito das ruas das metrópoles brasileiras. Renan vive numa bolha. Cedo ou tarde sairá. Fernando Gabeira - Folha de São Paulo - 29/09/2007 - Enviado por Iara TeixeiraIbrahim Suelda - 24/09/2007 - Calúnia Social
Dia 24 de setembro, Milzi Digiovanni Guiz comemorou idade nova (alguém comemora idade velha?) no Bar do Edmundo, com a quadrilha de sempre: Vivi, Mário Schoemberger, Beto Guiz, Enéas Lour, Beto Bruel, a aniversariante e Soruda-san. A festa foi até o frio ficar demais e o ano em que Milzi nasceu ela mantém em segredo. Foto de Vera Solda.Deu no jornal
O carregamento de calendários encomendados pela claque funcionária chegou. A folhinha começa em outubro. Tudo para não perder as eleições municipais de vista. O de Requião só chega depois. O homem não se decidiu entre contentar-se com o Senado ou embrenhar-se na densa mata da Presidência da República. Fábio Campana (30/09/2007) O Estado do Paraná.Vestibular para a vida
Não são muitos os que defendem o vestibular, nos atuais moldes, para ingressar na faculdade e na vida, cruel vida. Dos defensores ferrenhos, conheço apenas dois: este signatário e o advogado e escritor Nireu Teixeira.O vestibular é imprescindível, reconhecemos, porém precisa ser radicalmente transformado numa prova de iniciação para a vida. Química, física, matemática, biologia, literatura, todas as disciplinas tradicionais são dispensáveis para comprovar capacidade e preparo para atravessar o período acadêmico. Física quântica, vamos exemplificar, está ao alcance de qualquer um. Basta acomodar os glúteos numa cadeira e ter acesso a uma boa biblioteca.
Queremos ver, desafia Nireu, é o candidato a doutor cantar um samba de breque fazendo ritmo com uma caixinha de fósforo. E nisso Nireu é doutor, com pós-graduação no batuque.
Na mesma área, outro quesito fundamental numa prova de vestibular seria cantar Chão de estrelas, sem errar um único verso da canção de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa: Minha vida / Era um palco iluminado / E eu vivia vestido de doirado / Palhaço das perdidas ilusões / Cheio dos guizos falsos da alegria / Eu vivia cantando a minha fantasia / Entre as palmas febris dos corações.
Nota dez para quem chegar na última estrofe, a mais bela de todas: Tu pisavas nos astros distraída / A mostrar que a aventura desta vida / É a cabrocha, o luar e o violão...
“Truco, veio!” - Quem não souber jogar truco, convenhamos, não tem condições mínimas de freqüentar uma faculdade, pois é só o que se faz num diretório acadêmico, entre uma greve e outra. Literatura para aprender a disciplina é que não vai faltar: o escritor Ernani Buchmann acaba de enviar ao prelo a segunda edição do seu manual de truco, sem mestre.
Brasileiro é louco por carros e futebol, isso todo mundo sabe. O que muitos vestibas não sabem são os fundamentos dessas duas paixões: trocar o pneu do carro numa noite de chuva e fazer uma embaixadinha com a bola. No campo de testes, não precisa saber o drible da foca, que isso é para o doutorado, bastam dez toques na bola sem deixar cair a gorduchinha. *** Fritar um ovo sem furar a gema é fundamental no vestibular da vida. Ao contrário do que um jovem de 16 anos imagina, esta questão requer praticamente uma apostila de bom volume. É preciso decorar os ingredientes e requisitos para um básico ovo frito: fogão, frigideira, escumadeira, espátula, óleo de cozinha, um ovo de galinha (caipira, de preferência) e sal. Certifique-se de que a frigideira esteja bem limpa e seca. Acenda o fogão e ponha a frigideira para aquecer. Ponha no fundo da frigideira um filete de óleo, suficiente para cobrir suavemente a área útil do fundo da panela. Quando a frigideira estiver bem aquecida, abra o ovo e despeje o seu conteúdo sobre o óleo. Polvilhe o sal em doses pequenas sobre o ovo. Quando o ovo tiver a aparência desejada, em termos de cor e textura da gema (aquela parte amarela, no meio do ovo; a outra parte se chama clara), desligue o fogão e, com o auxílio da espátula, retire o ovo da frigideira. *** Entre outras tantas ciências, saber lavar uma cueca também é de suma importância num vestibular. Só não vamos tratar desta questão aqui, pois roupa suja é uma lição para se lavar em casa. Dante Mendonça (30/09/2007) O Estado do Paraná.
Marceau e o silêncio
A morte, na semana, do mímico francês Marcel Marceau, aos 84 anos, além de tornar o mundo bem mais pobre numa área já em si rarefeita desses inquietantes palhaços do silêncio, recolocou em pauta, particularmente para este vosso escriba, os silêncios que o mundo faz. Às vezes tão absolutamente ruidosos que chegam a abafar o real silêncio que entre mim e você trama, num cicio, o entardecer encharcado de pardais.Silêncio de gritos ou de sussurros, de mudez absoluta, ou aquele silêncio “proferido” pelo zen, o qual se diz nascido de “um silêncio do Buda”. Pode a ventura do “não-ser” brotar do silêncio para se constituir numa só luz e epifania? Garantem os búdicos de vária estirpe que sim.
Mas há silêncios e silêncios, senhores. Ninguém melhor silenciou sobre o horror como os americanos no Vietnã e, agora, no Iraque. Embora a altissonância dos sangrentos atentados a chamar atenção para este silêncio cheio de indiferença e de unhas com que governos conjugam morte e poder.
Melhor lembrar a música que vai pelos silêncios da casa e junto com esta lembrança a lembrança, por exemplo, da poeta Hilda Hilst que se comovia, creiam, com o silêncio humilde dos cantos de sua casa em Campinas. E chorava por eles assim como, toda uma vida, chorou por nós.
Seres humanos como Hilda acontecem de trezentos em trezentos anos, e hoje o silêncio dela é assim feito a água quieta de um córrego. Acaricia e consola desde o céu que lhe aconteceu, a nós, mergulhados até a última raiz neste estrepitoso mundo, que também um dia foi dela.
Kobaiashi Issa, meu haicaísta de eleição (não é mesmo, Cláudio Seto?), tem um poema que é, a rigor, um silêncio que a gente, mais um pouco, pode tocar: “Ao Fuji sobes/ pequeno caracol/- mas sobes!” Atente o leitor para o silêncio, quase monossilábico, que exíguas palavras tramam para dizer mais e melhor. O máximo no mínimo, a alma primeira do haicai.
Aliás, sábios antigos consideravam tanto o haicai quanto o silêncio como frutos da árvore do vento... Uma árvore plantada pelo Buda para que grite, feito a mandrágora, quando arrancada viva do chão. Assim, nenhum haicai se perderia por entre o rumor de flores e passarinho.
O silêncio de antes do silêncio, dizia Goethe, era o mais nobre dos silêncios, porque senhor até mesmo do “não-silêncio” de um silêncio que eventualmente o precedesse. E se silêncio fosse, abrigaria em si a pura música que só Deus é capaz de gerar no nada dos espaços infindáveis, para lembrar outro pensador do silêncio, o filósofo Pascal.
Perde o mundo, com Marcel Marceau, o mais prodigioso inventor de silêncios da história. Ele que apreciava considerar o silêncio humano o mais eloqüente de todos os discursos. Silêncio, aliás, que soube exercer, com raro fascínio, para bradar, bem alto, contra os desmandos do mundo. Wilson Bueno (30/09/2007) O Estado do Paraná
Sábado, Setembro 29, 2007
40 anos depois
Alberto Díaz Gutiérrez, conhecido como Alberto Korda, (Havana, 14 de setembro de 1928 — Paris, 25 de maio de 2001) foi um fotógrafo cubano. Tornou-se internacionalmente famoso por sua fotografia de Che Guevara. Korda começou a fotografar oferecendo seus serviços em festa de batismo, casamentos e festas. Tempos depois, abriu um estúdio em Havana onde passou a se dedicar à fotografia publicitária e de moda. Em certo tempo quando fazia fotografias de moda, Korda viu uma menina cubana fazendo uma saia improvisada de papel para vestir uma boneca; percebeu que a boneca era apenas um pedaço de madeira e sensibilizado, resolveu unir-se ao ideal revolucionário que prometia acabar com aquele tipo de infelicidade. A sua fama aconteceu quase por acaso. A fotografia quase acidental de Che Guevara tornou-se uma das fotos mais reproduzidas de todos os tempos. Korda fez uma tomada vertical e outra horizontal. As duas fotos não ficaram tão famosas imediatamente. Foi preciso que um italiano de nome Giangiacomo Feltrinelli recortasse as laterais da tomada horizontal e espalhasse pôsteres de Che Guevara depois de sua morte, em 1967 nas selvas bolivianas. A partir daí a imagem correu mundo e tem sido fonte de inspiração para muitos artistas. Alberto Korda nunca recebeu qualquer tipo de remuneração pelas fotos e nunca empenhou-se em receber. A foto A cena imortalizada existiu no dia 5 de março de 1960. Korda fotografava para o jornal cubano "Revolución". Ao lado de várias autoridades cubanas, numa tribuna, Guevara participava de um ato de protesto contra a explosão de um barco que matara 136 pessoas. Foram apenas 45 segundos para o fotógrafo perceber que tinha imortalizado uma bela expressão. Jamais preveria, no entanto, que se transformaria no autor do mais forte ícone dos movimentos de esquerda de todo o mundo. A imagem só se popularizou porque um artista plástico irlandês, Jim Fitzpatrick, criou uma estampa em monotipia baseada na foto e colocou-a em domínio público (no que hoje se chamaria de copyleft).
Acredite se quiser!
A revista Veja (será que ainda é digna de ser chamada de revista?) traz nesta semana uma matéria em "comemoração" a morte de Che Chevara. Como não poderia deixar de ser, o anti-jornalismo domina todos os parágrafos. Todo o texto destes, Diogo e Duda, perpassam a tentativa de destruir um mito, o qual eles próprios não conseguiram entender, mesmo com todas as entrevistas e fontes suspeitas (para dizer o mínimo) que fizeram. Claro, entrevistaram apenas pessoas que tomaram como sentido de vida, destruir o homem e o mito Guevara. Praticamente todos moram em Miami, são fugitivos da Ilha e ou são, ou foram ligados a CIA. Ou seja, credibilidade nenhuma para serem fontes, ainda por cima fontes unilaterais do texto. Não há um contraditório na matéria, não há citação, ou depoimento de uma única voz em defesa de Guevara e seu mito... (leia mais no blog do Ulisses)www.iarochinski.blogspot.com
Mural da História
Mafalda, a contestadora.
Em 29 de setembro de 1964, a personagem que conquistou a América Latina apareceu pela primeira vez em um semanário argentino. Originalmente, o cartunista Quino a havia criado para uma propaganda de eletrodomésticos, mas a idéia foi recusada e acabou virando tirinha de jornal.
Bifaram o computador do Coppola na Argentina
Foto de Evandro Pohl.
BUENOS AIRES (Reuters) - Cinco ladrões roubaram o computador pessoal de Francis Ford Coppola em um imóvel que o cineasta possui em Buenos Aires. O computador continha detalhes sobre seu próximo filme, disse na quinta-feira uma das pessoas que trabalha para o diretor.
Coppola não estava no local, mas os assaltantes feriram um de seus colaboradores e levaram outros objetos."Eles procuravam dinheiro, que não encontraram porque não havia, e levaram computadores e outros aparelhos digitais, como uma câmera", disse a funcionária ao canal Crónica TV. "A única coisa que queremos pedir, em nome do sr. Coppola, é que por favor devolvam pelo menos as informações contidas em seu computador, onde está todo seu trabalho criativo de muito tempo...Pode haver uma recompensa", ela acrescentou. Coppola abriu uma produtora em Buenos Aires para a realização de "Tetro", seu próximo filme, que começará a rodar na Argentina em fevereiro. "Coppola está muito triste, e a única coisa que pediu é que seja recuperado seu computador, que é fundamental para ele e para seu trabalho", concluiu a funcionária. Na foto, nossa queridíssima Moema Zuccherelli, diretora da Multimídia, com Francis Ford Coppola. Enviado por Iara Teixeira.
O amor seja como for - Últimas apresentações
Foto de Chico Nogueira
De 20 a 30 de setembro Teatro Paulo Autran – Shopping Batel – Piso C Rua Coronel Dulcídio, 517 Informações: 3225-4484 De quinta a sábado 21h - domingo 19h Ingressos: 20,00 (inteira) 10,00 (meia entrada e bônus)
Museu Nacional da Imprensa apresenta oito exposições em Portugal e no Brasil
A descentralização do humor através do PortoCartoon marca as actividades do Museu Nacional da Imprensa durante este verão, com a apresentação de oito exposições em várias cidades do país, chegando também ao Brasil. Na sede do museu, no Porto, está patente o IX PortoCartoon-World Festival apresentando mais de 400 cartoons vindos dos cinco continentes.
Milhares de visitantes já apreciaram os trabalhos premiados, as menções honrosas e os melhores desenhos provenientes de países tão distantes e diferentes como a Austrália, o Brasil, o Canadá, a China, o Egipto, a Índia, o Japão, a Indonésia, o México e a Coreia do Sul, entre muitos outros. O certame, que tem este ano como tema a «Globalização», inclui ainda a instalação humorística «Portugal-Brasil: a fuga do sucesso» dos artistas de Eduardo Grosso (Brasil) e Acácio de Carvalho (Porto); e a exposição de caricatura «Tango» de Marlene Pohle, Presidente da Federação Internacional de Cartunistas.
Pode também ser vista a mostra permanente «Riso do Mundo» com os vencedores das edições anteriores do festival. Parte desta mostra também pode ser apreciada na Estação da CP de Braga. No Aeroporto do Porto, em Pedras Rubras, estão patentes os 35 trabalhos premiados no IX PortoCartoon, na extensão montada no átrio das Chegadas. Em Lisboa, no átrio do Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço, pode ser vista a exposição internacional «PortoCartoon: a Globalização do Humor» que integra mais de 120 trabalhos incluindo o Humor de Ludo Goderis, vencedor do Prémio do Público do PortoCartoon 2006.
Ao Brasil chegou, pela mão do Museu Nacional da Imprensa, a exposição «O Vinho do Porto no humor mundial» e uma réplica da instalação humorística feita na cidade do Porto, sobre a fuga da Corte portuguesa para o Brasil em 1807. Patente em Piracicaba, S. Paulo, no maior salão de humor brasileiro, a mostra sobre o grande “embaixador” português reúne mais de meia centena de cartoons e mostra como cartunistas de dezenas de países ligaram o “bom vinho” ao “bom humor”.
Esta exposição assinala os 250 anos da criação, pelo Marquês de Pombal, da zona demarcada do Douro e a sua presença no Brasil integra-se no protocolo assinado entre o Museu Nacional da Imprensa e a Prefeitura de Piracicaba, em 2005, para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas na área do desenho de humor. Do jornal português Primeiro de Janeiro. Enviado por Iara Teixeira.
Deu no jornal
O Museu Oscar Niemeyer abre, hoje, à 11h, a exposição ‘‘Emanoel Araújo - Autobiografia do Gesto’’ e também a mostra ‘‘In-Natura-Elizabeth Titton’’. O público poderá participar das aberturas, já que a bilheteria estará franqueada no período das 10h às 13h.Conhecido por sua pluralidade artística como curador, escultor, pintor, gravador e designer gráfico, Emanoel Araújo exibe 250 obras nesta mostra. O artista foi responsável pela revitalização da Pinacoteca do Estado de São Paulo e pela criação e direção do Museu Afro Brasil.
****** Abre também neste sábado a mostras do trabalho de Elizabeth Titton. Nascida em São Paulo e radicada em Curitiba desde os 8 anos, a artista plástica exibe 37 obras em bronze, vidro e aço, produzidas nos dois últimos anos. São esculturas de árvores, inspiradas por fragmentos da memória de infância e que ocuparão parte do jardim frontal do museu, pela primeira vez utilizado como espaço expositivo.
Ruth Bolognese - Folha de Londrina.
Flavio Faria Souto/"FAFS"/1952/2006
Oi Luiz: bem, não poderia de deixar de te escrever umas linhas, para agradecer a homenagem que você fez ao meu irmão Fafs. E agradeço sempre também ao querido Trimano, que está sempre arrumando um jeitinho de homenagear o amigo. Imagino a felicidade dele, se hoje pudesse estar vendo o seu blog. Seria um presente e tanto. Mas, como sou espírita e acredito que a vida continua, tenho certeza que de onde ele estiver, vai estar feliz e grato a você e ao Trimano pelo carinho. Seu filho certamente também vai ficar orgulhoso do pai. Bem Luiz, estou super emocionada, e queria te parabenizar pelo blog que está um espetáculo e expressar a minha eterna gratidão. Que Deus te abençoe! Abraços, Lena Faria Souto
Flávio Faria Souto/"FAFS"/1952/2006
Estou absolutamente chocado com a notícia da morte do cartunista Fafs. Foi meu amigo íntimo por mais de dez anos de vivências cariocas. Quando morou em Joinville, nos telefonávamos ao menos uma vez por semana. Depois, desapareceu... A última vez que falei com ele, por telefone, foi quando retornou ao Rio.
E depois o sumiço que imaginei um desejo dele de tirar umas férias da azáfama dessa nossa vida muitas vezes desolada. Outras tantas, uma merda mesmo. Ele tinha o direito de ficar sozinho, consenti, ainda que meio a contragosto.
Éramos quase compadres, mais que isso – irmãos. Um talento, um gênio. Ajudei-o a montar a sua primeira exposição de desenhos, magistrais, numa galeria do Rio. Consegui que Walmir Ayala, então o mais badalado crítico de artes plásticas do Brasil, fizesse a apresentação.
Acompanha-me, desde 1973, uma belíssima caricatura de Fernando Pessoa, que ganhei dele “com moldurra e tudo”, como dizia Clarice Lispector – de sala em sala onde trabalhei, sobretudo na de Nicolau, onde ali ficou pendurado e provocando fascínio em todos, ao longo de mais de oito anos. Há mais de sete está aqui no meu escritório do Palacete do Tico-Tico. Olho e olho o quadro e não acredito. Fafs era tão leve e tão simples que a Morte, essa coisa complexa e cabeluda, não poderia tê-lo pego assim desse jeito, tão jovem, tão precocemente.
Mas como diz o velho Jaguar, até a morte dos gênios brasileiros é anônima. Basta sair um pouco de cena...
Fafs, adorável Fafs, aqui, no blog do hermano Solda, minhas lágrimas, e meus nojos ante a indiferença de muitos ao seu gênio de artista maior. Atrasadíssimo, mas adeus, amigo velho de tantas horas, alegrias, fracassos, grandezas... Wilson Bueno
Sexta-feira, Setembro 28, 2007
Sonho coletivo
Foto Nós, autor desconhecido.
A concentração popular reunia a vanguarda da política em torno de um candidato de esquerda: a festa da vitória tomava as ruas e praças da cidade. Bandeiras, fanfarras e rojões. Nas janelas, funcionários das empresas jogavam baldes de papel picado, num congraçamento que parecia não comportar derrotados.
A presença do candidato eleito com a maioria absoluta dos votos era aguardada com ansiedade. Ele poderia entrar no largo da Carioca a qualquer momento.
Quando isto aconteceu, entre lágrimas que turvavam minha visão e mergulhado num sonho coletivo, fui impelido a me aproximar de pessoas desconhecidas e igualmente emocionadas, envolvidas na mesma comoção. Num momento fugaz de delírio, abracei e fui abraçado por uma bela mulher que, deixando seu rosto próximo ao meu, mostrou-se igualmente descontrolada de alegria. Segurando-a pela cintura, ainda confuso e envolvido pelo torvelinho, perguntei num fio de voz:
— Quem é você, princesa?
— Agora não sei – respondeu ela aplicando-me um beijo na boca e nas lágrimas.
Vinte e cinco anos depois, vou desfilando reminiscências enquanto preparo um jantar frugal para ela, amante de bons vinhos e velhas utopias. Ainda somos os mesmos, um casal de namorados, Toninho e Naná, mas continuamos, em setembro de 2007, sem candidato para as próximas eleições.
Toninho Vaz, de Santa Teresa
A presença do candidato eleito com a maioria absoluta dos votos era aguardada com ansiedade. Ele poderia entrar no largo da Carioca a qualquer momento.
Quando isto aconteceu, entre lágrimas que turvavam minha visão e mergulhado num sonho coletivo, fui impelido a me aproximar de pessoas desconhecidas e igualmente emocionadas, envolvidas na mesma comoção. Num momento fugaz de delírio, abracei e fui abraçado por uma bela mulher que, deixando seu rosto próximo ao meu, mostrou-se igualmente descontrolada de alegria. Segurando-a pela cintura, ainda confuso e envolvido pelo torvelinho, perguntei num fio de voz:
— Quem é você, princesa?
— Agora não sei – respondeu ela aplicando-me um beijo na boca e nas lágrimas.
Vinte e cinco anos depois, vou desfilando reminiscências enquanto preparo um jantar frugal para ela, amante de bons vinhos e velhas utopias. Ainda somos os mesmos, um casal de namorados, Toninho e Naná, mas continuamos, em setembro de 2007, sem candidato para as próximas eleições.
Toninho Vaz, de Santa Teresa
Futibór
Soldinha, veja que ducaraio essa msg que o Ruy Steffen, um amigão nosso mandou. Grande Marta!O time do Brasil quebrou uma invencibilidade de 51 jogos oficiais da seleção americana jogando com a equipe principal.
Marta foi aplaudida de pé pelos torcedores chineses presentes ao estádio após marcar o quarto goldo Brasil. Mas o reconhecimento maior veio ao final da partida. Quando o sistema de som do estádio de Tianjin começou a anunciar a frase "E a melhor em campo foi...", o público gritou "Martaaaaa!" e o locutor sequer foi ouvido. Iara Teixeira.
Todo dia é dia de poeta
um dia
ser levado
pela ousadia viver
do atrevimento
dia após dia
no rigor da coragem
entre supostas
miragens
de perseverança um dia
ser atingido
pela audácia
e morrer à sombra
de uma flecha
corajosa solda
Fontanarrosa
Roberto El Negro Fontanarrosa - nació en Rosario, en 1944.Su carrera comenzó como dibujante humorístico, destacándose rápidamente por su calidad y por la rapidez y seguridad con que ejecuta sus dibujos. Estas cualidades hicieron que su producción gráfica sea copiosa; a las recopilaciones de chistes sueltos ¿Quién es Fontanarrosa?, Fontanarrisa, Fontanarrosa y los médicos, Fontanarrosa y la política, Fontanarrosa y la pareja, El sexo de Fontanarrosa, El segundo sexo de Fontanarrosa, Fontanarrosa contra la cultura, El fútbol es sagrado, Fontanarrosa de Penal, Fontanarrosa es Mundial y Fontanarrosa continuará se le suman las de historietas Los clásicos según Fontanarrosa, Semblanzas deportivas, Sperman y las andanzas de sus personajes más famosos: Inodoro Pereyra y Boogie, el aceitoso, de los que ya existen veinte y doce volúmenes, respectivamente.
En medio de esta avalancha gráfica, publicó allá hace tiempo un libro de cuentos, Los trenes matan a los autos que fue tratado con cierta condescendencia por la crítica como el intento de un dibujante jugando a ser escritor. Años mas tarde insistió con la novela Best Seller, una aventura del mercenario sirio homónimo.
Esta vez su próximo libro escrito no tardó en aparecer (El mundo ha vivido equivocado, cuentos), y desde entonces lo han venido haciendo regularmente. Hasta el momento, además de los citados, lleva publicadas las novelas El área 18, La Gansada y los libros de cuentos No sé si he sido claro, Nada del otro mundo, El mayor de mis defectos, Uno nunca sabe y La mesa de los Galanes (y probablemente algún otro que no conozco).
En sus ratos libres se lo puede encontrar tomándose un cafecito en el bar "El Cairo", escenario de muchos de sus mejores cuentos.
***
No lançamento da Banda Polaca - Humor do Imigrante no Brasil Meridional - , de Dante Mendonça, a simpática e bela presença de Dorota Joanna Barys, a nova Cônsul Geral da Polônia. Foto de Roberson Nunes. Vozes da liberdade***
“Quem tem o jornalismo na pele, a esse ponto, sofre na verdade de um mal particular que faz com que o barulho das rotativas seja equivalente à música mais bela, e que nenhum perfume, mesmo o mais suave, iguale-se ao cheiro de tinta de impressão.” (Da jornalista francesa Caroline Montrobert, que em 1883 passou a assinar suas críticas com o pseudônimo de Séverine, para escapar do preconceito contra as mulheres.)
Não vai acabar tão cedo a polêmica que cerca a imprensa, questionada na credibilidade e isenção - e quem for absolutamente isento que atire a primeira bobina nos críticos.
No confronto, facções pró-Lula e contra Lula. Na oposição, colunistas dos poderosos rotativos: Clóvis Rossi, Mirian Leitão, Merval Pereira, Dora Kramer, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi, Cora Rónai, João Ubaldo Ribeiro, a fina flor.
Em defesa do governo, uma minoria saliente: escoltados por uma legião enfurecida de leitores que não escolhem munição para fuzilar os contrários do petismo.
Para compreender e acompanhar com tolerância os engajados jornalistas da era Lula, o livro As vozes da liberdade - Os escritores engajados do século XIX é um bom começo.
De Michel Winock - Editora Bertrand Brasil -, as 877 páginas da obra contam a saga de personagens que sofreram, na pele e no bolso, pela coragem de assumir posições políticas. Sem camuflagens.
No carrossel do século XIX, de 1815 a 1885, seis regimes políticos se sucederam na França: a breve ressurreição do Império, a restauração, a Monarquia de Julho, a II República, o Segundo Império e a III República.
Victor Hugo, Emile Zola, Chateaubriand, Balzac, Benjamin Constant, Flaubert, Maupassant, Stendhal, entre tantos outros, fundaram jornais e revistas para defender seus ferrenhos princípios. Engajados em idéias que mudaram o mundo, lançaram-se na luta eleitoral, alguns se tornaram deputados, senadores e até ministros. Foram à prisão, como Victor Hugo padeceram no exílio.
Alguns daqueles engajados viveram para testemunhar a mais liberal legislação que a imprensa jamais havia conhecido: com a grande lei de 29 de julho de 1881, na III República, a imprensa é livre na França. Sem a mordaça da monarquia, a liberdade de colar cartazes, de imprimir, de editar, de divulgar e vender na via pública. A substituição dos tribunais correcionais para os crimes e delitos de imprensa por tribunais de júri completou a alforria da opinião.
Em outro destino, os jornais de Paris multiplicam tiragens. As páginas de economia são sustentadas pela publicidade dos grupos econômicos, que as utilizam como instrumento de especulação: “Os estragos da corrupção e da venalidade na imprensa evidenciam-se logo como o reverso da liberdade de expressão”.
A guerra entre os órgãos da imprensa - entre interesses e ambições - já não é mais contida. Torna-se uma guerra de opinião mantida pela rivalidade entre os partidos e pela ameaça às eleições livres.
As vozes da liberdade guardam um adendo a este tardio debate brasileiro: “A pluralidade dos jornais ainda é a maior garantia de liberdade: por meio de um corrigem-se os abusos dos outros”.
****
Processado com base na lei da Imprensa e intimado a comparecer perante o poder judiciário, na tarde de ontem não me foi possível concluir o texto que seria para esta edição. Por força maior, a coluna de hoje é datada de 29/10/2006, mas não perdeu a validade. Dante Mendonça (28/09/2007) O Estado do Paraná.
Quinta-feira, Setembro 27, 2007
Mierda
El uso de la palabra Mierda, es una cuestión de educación? Ya que nadie puede negar que la usamos para múltiples circunstancias relacionadas con muchísimas cosas, creo que merece su reivindicación en el diccionario de la vida, por ejemplo: Ubicación geográfica: Andate a la mierda. Adjetivo calificativo: Sos una mierda.
Momento de escepticismo: No te creo una mierda.
Deseo de venganza: Lo voy a hacer mierda.
Accidente: Se hizo mierda.
Sensación olfatoria: Huele a mierda.
Deseo al despedirnos: Váyanse a la mierda!
Especulación del conocimiento: Qué mierda es esto?
Momento de sorpresa: A LA MIERDA!
Actitud de resentimiento: No me regaló una mierda.
Sensación gustativa: Esto tiene gusto a mierda.
Acto de impotencia: No se me para esta mierda!
Deseo de ánimo: Apurate con esa mierda!
Situación de desorden: Todo está hecho una mierda.
Rechazo despectivo hacia una persona: Quién se cree que es la mierda esa?
Situación alquimista: Todo lo que toca se vuelve mierda.
Cómo nos arreglaríamos sin esta palabra? Y si este mail te molesta... ya sabés... tiralo a la mierda. Fontanarrosa. Que no fue ninguna mierda...
Desenho de Mino.
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda" (Paulo Freire)
FAFS
Desenho de FAFS.
É assombroso como, no Brasil, talentos imensos irrompem e acabam esquecidos, sem traço na memória nacional. Seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura, na ciência, em fim, em todas as áreas. O Fafs, Flavio Faria Souto, por exemplo. Nos anos 70 brilhou nas páginas do Pasquim, da Polítika, Opinião, e outros jornais,a maioria imprensa alternativa, em plena ditadura. De uns tempos para cá, parece que estava afastado do desenho. De passagem por Joinville, Trimano ficou sabendo que ele tinha falecido. Pelo menos, fica aquí a nossa homenagem a um caricaturista excepcional.
Jaguar, publicado na revista Argumento - Rio de Janeiro 2006
Adiado o 9º Salão Internacional de Humor de Carartinga
A greve nos Correios, alterações na programação e atendendo a um grande número de solicitações, o 9º Salão Internacional de Humor de Caratinga foi adiado para os dias 11 a 17 de novembro e as inscrições prorrogadas até 30 de outubro 2007. Muitos artistas brasileiros já fizeram as suas inscrições e a expectativa que supere o número recorde atingido no ano passado, principalmente do exterior. Na lista de participantes já registra os países Azerbajão, China, Polônia, Bósnia, Rússia, Alemanha, Japão, Turquia, Israel, Espanha, Irã, Ucrânia, Grécia, Chipre, Usbeskistão, Romênia, Indonésia, Cuba, Itália, Iugoslávia, Argentina e Bélgica. Melhores informações, regulamento e ficha de inscrição no site do Salão edrahumorcaratinga.blog.br ou pelo e-mail edra@uai.com.nr Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Na veia, o traço polaco
Márcia Széliga. Foto de Lina faria.
Na cena editorial e artística, a paranaense Márcia Széliga (foto) dispensa maiores apresentações. Para quem não a conhece, é uma das mais admiradas ilustradoras do Brasil, polaca que me concedeu a honra de ilustrar o livro que estarei lançando na noite de hoje na Casa Romário Martins (Largo da Ordem). Nesta Banda Polaca, Márcia escreveu os textos que acompanham as ilustrações. Este é um deles, por exemplo:
Foi assim que começou a história de ilustrar esse livro. Eu desenhei no passado algo que o Dante me pediria no futuro, agora presente em A Banda Polaca - Humor do Imigrante no Brasil Meridional. Entrei num túnel do tempo e fui parar na Polônia, em Cracóvia, lápis e papel na mão, desenhos safra 1989. Tudo bem que outros são vinhos frescos, recém-saídos dos barris de carvalho da imaginação (ou seriam provenientes de butelkas de vódka?).
Importa é que fui estudar Desenho Animado na Academia de Belas Artes de Cracóvia, e chegar lá em 89 ou 40, 50, 60 anos atrás dá tudo na mesma. Foi um tempo de antes, de costumes distantes no espaço, de figuras interessantes, caricatas, umas sisudas, outras carismáticas, no silêncio polonês. Lá entendi minhas raízes, lá entendi Curitiba.
E nesse traço quieto, na captura da expressão de cada rosto, da velha com seu gato manso à Romiseta levando um louco, esse é o sangue polaco que trago na veia.
(Márcia Széliga)
Dante Mendonça [26/09/2007]O Estado do Paraná
Exposição comemora o centenário de nascimento do cearense Luiz Sá
A mostra conta ainda com o documentário "Luiz Sá", além de um histórico sobre a vida e a obra de Luiz Sá, ilustrado com reproduções de trabalhos e fotos raras. A exposição "Luiz Sá - 100 Anos", com curadoria de Weaver Lima, comemorativa do centenário de nascimento do cearense Luiz Sá (Fortaleza, 28 de setembro de 1907 - Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1979) - um dos mais originais, significativos e emblemáticos artistas de toda a históra do desenho de humor nacional. Gratuita ao público, a exposição ficará em cartaz até 4 de novembro deste ano.Ele foi o primeiro cartunista brasileiro com características de artista popular a conquistar visibilidade nacional. O traço de Luiz Sá transpôs barreiras que antes pareciam impossíveis para um desenhista, ao levar seus cartuns para mídias de massa tão distintas - revistas, jornais, teatro, cinema, TV e até mesmo o rádio. Um multimídia, muito antes da existência do termo.
A exposição reúne cerca de 150 trabalhos entre reproduções e originais, compondo um panorama completo de toda a produção do artista: desde os primeiros desenhos publicados ainda na imprensa cearense em 1927, passando pelos cartuns, ilustrações e histórias em quadrinhos produzidos para os mais diversos meios a partir de 1930, até raridades como o caderno de recortes e anotações do próprio artista, e o original do último desenho que estava a produzir quando faleceu debruçado sobre a prancheta.
A mostra conta ainda com o documentário "Luiz Sá", do cineasta Roberto Machado Jr., recuperado especialmente para ser exibido nesta exposição, além de um histórico sobre a vida e a obra de Luiz Sá, ilustrado com reproduções de trabalhos e fotos raras cedidas pela família do artista.
Um nome firmado na História.
Além do estilo de desenho diferente de tudo que era produzido no País nessa época, o trabalho de Luiz Sá exibia também um humor tipicamente popular, compreendido de imediato por todos.
O jeito de ser do nordestino e do tipo urbano carioca da primeira metade do século XX - costumes, festejos, religiosidade, paixão pelo futebol etc. -, sempre presente na vasta produção do artista, compõe um precioso registro da identidade brasileira.
Com os seus cartuns, publicados e exibidos em veículos de massa (jornais, revistas emquadrinhos e cinema), não deixou dúvidas. Surgia um fenômeno: o primeiro cartunista brasileiro com características de artista popular a conquistar visibilidade nacional.
Luiz Sá foi um artista que enfrentou todas as adversidades para se dedicar a uma das mais brilhantes carreiras que se tem registro. Mesmo nos momentos mais difíceis, passando por problemas financeiros ou de saúde, manteve uma produção constante, sem nunca se desnortear do humor. Contente, nos últimos anos de vida, declarava estar desenhando até melhor do que quando moço.
O conjunto de sua obra (cartum, charge, caricatura, desenho animado e histórias em quadrinhos), produzido ao longo de cinco décadas, é um dos mais originais, significativos e emblemáticos de toda a história do desenho de humor nacional. Enviado por Iara Teixeira
O jeito de ser do nordestino e do tipo urbano carioca da primeira metade do século XX - costumes, festejos, religiosidade, paixão pelo futebol etc. -, sempre presente na vasta produção do artista, compõe um precioso registro da identidade brasileira.
Com os seus cartuns, publicados e exibidos em veículos de massa (jornais, revistas emquadrinhos e cinema), não deixou dúvidas. Surgia um fenômeno: o primeiro cartunista brasileiro com características de artista popular a conquistar visibilidade nacional.
Luiz Sá foi um artista que enfrentou todas as adversidades para se dedicar a uma das mais brilhantes carreiras que se tem registro. Mesmo nos momentos mais difíceis, passando por problemas financeiros ou de saúde, manteve uma produção constante, sem nunca se desnortear do humor. Contente, nos últimos anos de vida, declarava estar desenhando até melhor do que quando moço.
O conjunto de sua obra (cartum, charge, caricatura, desenho animado e histórias em quadrinhos), produzido ao longo de cinco décadas, é um dos mais originais, significativos e emblemáticos de toda a história do desenho de humor nacional. Enviado por Iara Teixeira
Encontradas litografias de Toulouse-Lautrec em arquivo belga
Litogravura de 'Divan Japonais'
BRUXELAS - A prefeitura da localidade belga de Schaerbeek, na região metropolitana de Bruxelas, encontrou em seus arquivos duas litografias originais do artista francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), avaliadas em aproximadamente 25 mil euros cada, segundo seu site.
Trata-se do cartaz pintado para o café do bairro parisiense de Montmartre conhecido como Divan Japonais (1893) e de May Belfort (1895), uma dançarina irlandesa muito famosa em cujo retrato traz a vida do espetáculo noturno e a referência ao café-concerto, dois temas sempre presentes na obra do artista.
As litografias estavam entre cartazes eleitorais e políticos do começo do século 20 e outros anúncios publicitários para festejos de carnaval.
Os funcionários da Prefeitura de Schaerbeek que encontraram as obras também acharam cerca de dez cartazes do período conhecido como "Belle Époque", incluindo anúncios de pastilhas de garganta, peças de teatro e bolachas, das mãos de artistas como Théophile Alexandre Steinlen, Privat-Livemont e Victor Creten.
Alguns deles estavam ligeiramente danificados e tiveram de ser restaurados para poder ficar em exposição entre os dias 4 de outubro e 7 de novembro na Prefeitura de Schaerbeek.
Na exposição também poderão ser vistas obras dos pintores belgas Anna Boch e Henri Evenepoel, os aquarelistas Eugène Verboekhoven e Fernand Schirren, e de outros artistas, como Franz Van Leemputten, Eugène Broerman e Maurice Langaskens. Enviado por Iara Teixeira
Trata-se do cartaz pintado para o café do bairro parisiense de Montmartre conhecido como Divan Japonais (1893) e de May Belfort (1895), uma dançarina irlandesa muito famosa em cujo retrato traz a vida do espetáculo noturno e a referência ao café-concerto, dois temas sempre presentes na obra do artista.
As litografias estavam entre cartazes eleitorais e políticos do começo do século 20 e outros anúncios publicitários para festejos de carnaval.
Os funcionários da Prefeitura de Schaerbeek que encontraram as obras também acharam cerca de dez cartazes do período conhecido como "Belle Époque", incluindo anúncios de pastilhas de garganta, peças de teatro e bolachas, das mãos de artistas como Théophile Alexandre Steinlen, Privat-Livemont e Victor Creten.
Alguns deles estavam ligeiramente danificados e tiveram de ser restaurados para poder ficar em exposição entre os dias 4 de outubro e 7 de novembro na Prefeitura de Schaerbeek.
Na exposição também poderão ser vistas obras dos pintores belgas Anna Boch e Henri Evenepoel, os aquarelistas Eugène Verboekhoven e Fernand Schirren, e de outros artistas, como Franz Van Leemputten, Eugène Broerman e Maurice Langaskens. Enviado por Iara Teixeira
Fafs
Billie Hollyday, by Fafs.
Fafs, em priscas eras, colaborou no Pasquim e também em Politika, Opinião e outras folhas, ilustrou livros e - essa foi a última noticia que tivemos dele - tirou em 82 um prêmio no II Salão de Humor de Niterói. Depois tomou um chá de sumiço. Foi agora encontrado pelo Trimano num moinho de vento, não investindo contra ele qual um Quixote com a lança transformada em caneta de nanquim, mas bebendo nele, como um Van Gogh com duas orelhas.
Segundo o confuso relato de Trimano - que estava em Joinville expondo seus desenhos - tem lá um bar em forma de moinho. Bateram um papo e Trimano convenceu o Fafs a não fazer mais aquilo. Aquilo o qué? Ficar em Joinville. Prometeu voltar pro Rio, onde nasceu há 35 anos, mas antes mandou pelo Trimano uma pasta com esses desenhos aí, que revelam uma assustadora (não para mim, que não faço caricaturas) evolução do seu traço.
JAGUAR - Rio de Janeiro 1985
Todo dia é dia de poeta
alguém em mim que eu desprezo
sempre acha o máximo mal rabisco
não dá mais pra mudar nada
já é um clássico p.leminski






























































































































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