Segunda-feira, Março 31, 2008
Pegaram o Rio pra Cristo
Foto de Toninho Vaz.
O que, então, o impagável Lula (com grande aprovação popular) decidiu apoiar a candidatura do bispo Marcelo Crivella à prefeitura do Rio. Vocês querem mais? O festival de traições está apenas começando. O governador Sérgio Cabral (filho de um conselheiro do Tribunal de Contas também jornalista) deixa seu afilhado (Eduardo Paes) na mão e se arvora de apoiar a candidatura de Alessandro Molon, do PT que derrotou Wladimir Palmeira nas prévias e, como vocês já viram, não tem o apoio do Planalto. Uma salada das mais indigestas. A esquerda, claro, continua se rachando em mil pedaços, alguns com Gabeira e outros com Chico Alencar. O prefeito Ave César! vem com a candidatura natimorta de Helena Severo, o mesmo acontecendo com Jandira Feghali, do PCdoB, praticamente sem chances (na verdade, eles não trabalham pela vitória, mas por cargos no governo).
Sem maiores alardes, estou preparando a mochila. Se o bispo Crivella for eleito prefeito do Rio, vou-me embora da cidade. Naná se aposenta em 2009 e já disse que gostaria de voltar a morar em Manhattan, apesar de 11 de setembro. Curitiba também seria uma boa opção, nestas circunstâncias, pois já chego na cidade - para uma temporada de quatro anos, no mínimo - trazendo a mulher comigo.
Toninho Vaz, de Santa Teresa
Toninho Vaz, de Santa Teresa
Manual de como evitar uma paixão
Se tens medo do beijo
Não olhe
Se tens medo do abraço
Não beije
Se tens medo do amor
Não abrace
Se tens medo da noite
Não deixe o dia amanhecer
Não toque, nem se deixe tocar
Não cheire, sem se perfume demais
Enfim, se tens medo de uma paixão
Não se deixe apaixonar
Talita do Monte, Teresina
Todo dia é dia de poeta
a canção do camelo
desse deserto conheço cada grão de areia
à noite me segue sempre a mesma estrela
você é meu oásis e minha tâmara rara
como brisa em flor de âmbar
estou vivo dentro de uma natureza morta
não reconheço minhas próprias pegadas
nem a impressão de minhas passadas passadas
atalhos que me trarão de volta
do alto, você chamusca o chão que eu piso
minha sombra é uma nuvem de gafanhotos
por esse mar arenoso eu deslizo
atalhos que me trarão de volta
do alto, você chamusca o chão que eu piso
minha sombra é uma nuvem de gafanhotos
por esse mar arenoso eu deslizo
a sede dos meus cantis rotos
bebe a areia que virou vidro
e eu blatero ao sol meus perdigotos! Marcos Prado e Edson de Vulcanis
e eu blatero ao sol meus perdigotos! Marcos Prado e Edson de Vulcanis
Cartunista gaúcho concorre ao Senado da Itália
Foto sem crédito.
O cartunista gaúcho Carlos Iotti é um dos doze brasileiros que concorrem a uma vaga no Senado italiano nas eleições que acontecem durante os meses de março e abril. Criador do personagem "Radicci" e dublê de repórter numa emissora afiliada da Rede Globo, o desenhista de 48 anos acredita que "humoristas também podem falar sério". A votação acontece até o dia 10 de abril.
"Como podem perceber algo está se transformando. Os humoristas também podem falar sério, afinal estão soprando os ventos da mudança", diz Iotti em sua carta de apresentação num site desenvolvido especialmente para a candidatura.
Ligado ao Movimento Associativo Italiani allEstero, Iotti disputa uma vaga ao Senado ao lado do argentino Ricardo Merlo, que tenta a reeleição ao Parlamento. Apesar de estar em um partido diferente, muitas das bandeiras defendidas por Iotti são similares a do Partido Democrático, que conta com o senador ítalo-brasileiro Edoardo Pollastri também concorrendo à reeleição e da genealogista gaúcha Cláudia Antonini, que tenta uma vaga como deputada.
É o caso da defesa de intercâmbios científicos com as universidades italianas. Além disso, tanto o cartunista quando os democratas também pedem maior atenção da rede consular.
"Filas e prazos imensos para pleitos de cidadania nos consulados devem ser equacionados e atendidos mais rapidamente com mais funcionários", acrescenta Iotti. Votação. Dos 28 milhões de ítalo-descendentes do Brasil, 192 mil estão aptos a votar. O sufrágio se dá por carta. O consulado envia pelo correio para o cidadão italiano um kit com a cédula, um envelope em branco e um recibo de confirmação de voto.
Após escolher o candidato, o eleitor reenvia esse material para o consulado. Mas a candidata alerta que é importante não escrever nada no envelope que levará a cédula.
"Muita gente acaba escrevendo o nome também no envelope que leva a cédula de votação e isso acaba anulando o voto", lamenta. As cédulas começaram a ser postadas para os eleitores já na semana passada.
"Muita gente acaba escrevendo o nome também no envelope que leva a cédula de votação e isso acaba anulando o voto", lamenta. As cédulas começaram a ser postadas para os eleitores já na semana passada.
O processo de votação vai até o dia 10 de abril. Serão aceitos os votos que chegarem aos postos consulares até as 16h desse dia. Mais informações sobre como votar nas eleições italianas podem ser obtidas no site da Embaixada:
Domingo, Março 30, 2008
A Advogada e o Surdo-Mudo
Um chefão da Máfia descobriu que seu contador havia desviado dez milhões de dólares do caixa. O contador era surdo-mudo. Por isto fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, não poderia depor como testemunha. Quando o chefão foi dar um arrocho nele sobre os US$10 milhões, levou junto sua advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos.O chefão perguntou ao contador:
— Onde estão os U$10 milhões que você levou?
A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contador, que logo respondeu (em sinais):
— Eu não sei do que vocês estão falando. A advogada traduziu para o chefão:
— Ele disse não saber do que se trata. O mafioso sacou uma pistola 45 e encostou-a na testa do contador, gritando:
— Pergunte a ele de novo. A advogada, sinalizando, disse ao infeliz
— Ele vai te matar se você não contar onde está o dinheiro. O contador sinalizou em resposta:
— OK, vocês venceram, o dinheiro está numa valise marrom de couro, que está enterrada no quintal da casa de meu primo Enzo, no n. 400, da Rua 26, quadra 8, no bairro Santa Marta! O mafioso perguntou para advogada:
— O que ele disse? A advogada respondeu:
— Ele disse que não tem medo de viado e que você não é macho o bastante para puxar o gatilho...
Todo dia é dia de poeta
conteúdos e continentes
pra descobrir o sentido
de tudo
meia dúzia de ovos de colombo
é suficiente josé miguel wisnik
Via Papua
desamarra a quilha, canoa
desamarra a quilha
e voa
e voa
(vai pelo ar
pelo mar
e sobre a ilha;
voa sobre o que
se armadilha)
mas voa leve, canoa
e leva uma estrela
na ponta da proa
cruza o mar, névoa
o peito, a boca, a língua
almas que invadem nuvens
dobras de angra e de íngua
(mas voa leve, canoa
há uma estrada inteira
na ponta da tua proa
e que o ar mais leve a leve
e faça das algas do céu
a minha única
e exclusiva
coroa,
canoa. antonio risério
A rainha Elizabeth 2ª recebe no castelo de Windsor, em Londres, a primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, que acompanha seu marido, Nicolas Sarkozy, a uma visita de dois dias ao Reino Unido - AP
Ontem, era o bar; hoje, as pocilgas eletrônicas parecem substituir, com maior ou menor eficácia, o encontro da elite artístico-intelectual daqui e d’além mar. Ontem, a boemia, quase sempre estéril; hoje, a interlocução acossada e enriquecedora dos blogs da rapaziada.Com uma diferença, em todos os sentidos essencial: o bar, restrito a uma geografia urbana, não ia além da madrugada; nos blogs viajamos, virtuais, no espaço e no tempo. O Piauí é logo ali; Manhattan e Madri não saem mais do meu quintal. Impensáveis há poucos anos, os blogs viraram mania universal. Perceba o gentil cavalheiro que me lê as mal passadas - eu disse “universal”... Tudo, em nossa insensata aldeola, sabemos, virou “universal”. Até as guerras, antes tão remotas, têm suas bombas e entreveros a nos acontecer na sala.
Imagina, então, a obsessão blogueira que nos anima os dias... Postam-me (este o verbo a substituir o “publicar” dos textos d’antanho...), capítulos, frases, poemas, até mesmo na Eslovênia - sempre em espanhol que, para quem não sabe, é hoje a segunda língua mais conhecida no mundo. E como escrevi um livro em portunhol, o Mar Paraguayo, méritos literários à parte, ando o mundo.
Agora somos todos internacionais. Te cuida, Mick Jagger!... O ensaio de uma recente performance minha, em São Paulo, de um blog chileno passou ao YouTube. Deste, a dezenas de blogs de todo lugar. 117 acessos no YouTube em menos de dez dias! Para este pequeno pintor, um recorde impensável.
Justiça se faça, logo, ao muito nosso Almir Feijó. Pioneiro com o site Descríticas (www.descriticas.zip.net), já pontuou um milhão de acessos, seja como “sítio”, como diz o Nêgo Pessoa, seja como blog. Não é pouca coisa.
Eu mesmo, embora colaborador fixo de um dos mais concorridos sites de nuestra América, o Trópico, do UOL (www.uol.com.br/tropico), só acredito, contudo, que “estou publicado” quando pego um jornal e nele cheiro a tinta do que escrevi. Pois até eu já possuo, alvíssaras!, um blog (www.diariovagau.blogspot.com), onde publico, vez ou outra, alguns inéditos e indico algum Caetano ou um que outro David Lynch.
Mas é, senhores, no blog do Solda (www.cartunistasolda.blogspot.com) que nos encontramos, todos os dias. Os de nossa geração e os filhos e os netos dela, e daqui a pouco os bisnetos da própria, para celebrar do nu em pêlo à crônica, do Horror Bush às fotos da hora, das figuras da city aos célebres do dia, sem falar de charges, sonetos, haicais.
E, vez em sempre, vamos a Santa Catarina, comer lagosta com o insopitável Vinicius Alves, e o seu não menos insopitável.www.lesma-lerda.blogspot.com. E ao Tadeu Barreirinha, à Estrela Leminski, ao Karl, ao Campana, ao Noblat...
Uebas! Tanto melhor: aqui, em Floripa, ou na Eslovênia, tem novo endereço o nosso bar! Wilson Bueno [30/03/2008]O Estado do Paraná.
Sábado, Março 29, 2008
soft rain, high grain
perdido entre pedras clássicas
me movo de novo
pelas aléias e aldeias.
trago orquídeas mínimas,
um gosto, um clima
perdido entre o erro e a rima.
êxtases, ideogramas, essas minúcias
de pedra rara em imã, no afã
de vê-la estilhaçar. - ocluso entre palavras -
que se dissolvem como sal,
assim, ao menor sinal.
rodrigo garcia lopes
Three Stooges
Foto sem crédito.
Os Three Stooges (Três Patetas no Brasil, Os Três Estarolas em Portugal) foram um grupo cômico norte-americano do século XX. Mais conhecidos por seus primeiros nomes, Larry (Larry Fine) (Filadélfia, Pensilvânia, EUA, 5 de outubro de 1902 - Woodland Hills, Los Angeles, Califórnia, EUA, 24 de janeiro de 1975) Moe (Moe Howard) (Brooklyn, Nova Iorque, EUA, 19 de junho de 1897 - Los Angeles, Califórnia, EUA, 4 de maio de 1975) & Curly (Jerome Lester Horwitz) (Brooklyn, Nova Iorque, EUA, 22 de outubro de 1903 - San Gabriel, Califórnia, EUA, 18 de janeiro de 1952), tornaram-se famosos por trabalharem em vários filmes e estrelarem diversos curta-metragens, que apresentavam invariavelmente demonstrações extremamente físicas e algumas vezes polêmicas da técnica de humor pastelão da trupe.
Todo dia é dia de tanka
jardim selvagem
o grilo falante
em mi, em cri, em mi insiste, dia
num raio diamante
à sombra da grama ardente
arranja e rege um poente
o grilo falante
em mi, em cri, em mi insiste, dia
num raio diamante
à sombra da grama ardente
arranja e rege um poente
wilson bueno
Prof. Vijay Upadhyaya. Foto sem crédito.
Hoje, 29 de março, quando Curitiba festeja 315 anos, um dos coros (feminino) da Universidade de Viena fará única apresentação na Igreja São Francisco de Paula, à rua Saldanha Marinho, esquina com Desembargador Motta, com início às 16h.
Trata-se de um grupo de cinqüenta cantoras em turnê pelo Brasil. O coro, regido pelo Prof. Vijay Upadhyaya, executará obras que vão do folclórico ao erudito e contemporâneo, sempre com a marca vienense. A igreja, recentemente restaurada, foi sugerida ao coral em função de suas características acústicas.
O evento é uma promoção da Universidade de Viena, com apoio:
- do Consulado da Áustria em Curitiba
- da Paróquia São Francisco de Paula
- dos Rotary Club de Curitiba
- da UFPR (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura)
Como INGRESSO, pede-se um quilo de alimento não-perecível, que será encaminhado a uma instituição filantrópica por meio do Rotary.
Trata-se de um grupo de cinqüenta cantoras em turnê pelo Brasil. O coro, regido pelo Prof. Vijay Upadhyaya, executará obras que vão do folclórico ao erudito e contemporâneo, sempre com a marca vienense. A igreja, recentemente restaurada, foi sugerida ao coral em função de suas características acústicas.
O evento é uma promoção da Universidade de Viena, com apoio:
- do Consulado da Áustria em Curitiba
- da Paróquia São Francisco de Paula
- dos Rotary Club de Curitiba
- da UFPR (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura)
Como INGRESSO, pede-se um quilo de alimento não-perecível, que será encaminhado a uma instituição filantrópica por meio do Rotary.
Muito Obrigado, Cesar Sarti
Teatro da Reitoria
Teatro da Reitoria
Melhor seria impossível
Michelle Pucci e Marco Novack em foto de
ensaio de Chico Nogueira.
Texto serve na medida ao universo cênico do diretor Macksen Luiz. O grupo curitibano Vigor Mortis se mantém fiel a uma estética cênica que mistura histórias em quadrinhos, terror trash e cinema, muito cinema. O teatral se insinua nessas sugestões da cultura pop como valor narrativo que o diretor Paulo Biscaia Filho tem ampliado ao longo de mais de uma década. Nesse percurso, o grupo vem usando técnicas de projeção e recursos tecnológicos, investindo numa dramaturgia cênica maissofisticada, aproximando diversas linguagens.
Hitchcock Blonde consolida parte desse amadurecimento do Vigor Mortis. O texto de Terry Johnson reflete dramaturgia mais consistente, conservando as características genuínas do grupo, como se tivesse sido escrito por encomenda. Em dois planos detempo, o cinema de Alfred Hitchcock é explorado pela descoberta de latas de filme por professor e aluna, que contêm misteriosa preciosidade, e por circunstâncias nadaortodoxas em torno das filmagens de Psicose. A loura, personagem emblemático docineasta, está no centro da ação, adquirindo as feições de fetiche, que vai sendodesvendado nos fotogramas do filme misterioso e nas atribulações das relações hitchcokianas com as suas blondes. O texto serve na medida ao universo cênico de Biscaia. Com cenário, também em dois planos, projeções bem ajustadas e interpretações identificadas com os diálogos de fina ironia, a montagem ganharia em agilidade com alguns cortes. Ainda que não haja cenas mortas, algumas decrescem de ritmo, em contraponto a outras, como a do jantar da atriz com Hitchcock, bastantes ágeis e vigorosas. No limiar da ironia, os atores têm participação decisiva na projeção do mundo retratado. Edson Bueno e Rafaella Marques fazem contracena em tom exato. Chico Nogueira é um Hitchcock que vai além da composição física. Michelle Pucci incorpora a loura com os sinais atribuídos ao estereótipo. A atriz vive a personagem com tom levemente crítico, tirando partido dos clichês que o texto tão bem explora em relação à imagem. Marco Novack compõe a figura do marido machista, com figura que reproduz a de Marlon Brando em Um bonde chamado desejo. Só essa imagem define o gênero e a extensão do humor com os quais o Vigor Mortis lida há 10 anos.
Macksen Luiz [29/03/2008] JBOnline
Todo dia é dia de poeta
Conversa às 3h30 da madrugadaàs 3h30 da madrugada
uma porta se abre
e há passos na entrada
movendo um corpo,
e uma batida
e você repousa a cerveja
e responde.
com os diabos, ela diz,
você não dorme nunca?
e ela entra
com rolos no cabelo
e num robe de seda
estampado de coelhos e passarinhos
e ela trouxe a sua própria garrafa
à qual você gloriosamente acrescenta
2 copos;
o marido, ela diz, está na Flórida
e a irmã manda dinheiro e vestidos para ela,
e ela tem estado procurando emprego
nos últimos 32 dias.
você diz a ela
que é um cambista de jóquei e
um compositor de jazz e de canções românticas,
e depois de alguns copos
ela não se preocupa em cobrir
as pernas
com a beira do robe
que está sempre caindo.
não são pernas nada feias,
na verdade são pernas ótimas,
e logo você está beijando uma
cabeça cheia de rolos,
e os coelhos estão começando a
piscar, e a Flórida é longe, e ela diz
que não somos realmente estranhos
porque ela tem me visto na entrada.
e finalmente
há muito pouca coisa
para dizer.
Tradução de Roberto Schmitt-Prym
Curitiba
Vou acabar com a vida de um vício por mês
Fumo o meu último cigarro pela primeira vez
Treme minha mão por um copo pela última vez
Nunca mais encontrei a canalha da cannabis
Acho que ela foi morar na tumba do Lápis
Do pó eu vim, vi e venci
E não retornarei ao pó...
Curitiba, Curitiba
você é a única droga
que eu vou admitir
na minha vida Marcos Prado
Antônio Thadeu Wojciechowski
Walmor Góes
Antônio Thadeu Wojciechowski
Walmor Góes
Sexta-feira, Março 28, 2008
Artistas lêem manifesto em Curitiba
Ontem, Dia Internacional do Teatro, artistas pediram mudanças. Aproveitando o Dia Internacional do Teatro, comemorado ontem, um grupo de artistas que participam do Festival de Curitiba fez um protesto pedindo a criação de uma lei que estabeleça políticas públicas e de continuidade do teatro no Brasil. A manifestação da classe artística está embasada no Movimento Redemoinho, que congrega vários coletivos artísticos de onze estados brasileiros. A chamada Lei do Prêmio do Teatro é defendida pelos artistas como forma de repasse de recursos de forma regionalizada para a pesquisa, montagem e circulação. De acordo com o criador do Grupo Os Satyros, Ivan Cabral, o classe é contra a Lei Rouanet, única no Brasil de apoio à cultura. “Pela lei, depois de aprovado um projeto, se fica refém do departamento de marketing das empresas, que ditam todas as regras. Além disso, são privilegiados grandes projetos e artistas conhecidos”, comentou. De acordo com Márcia Moraes, da Cia Senhas de Teatro, a classe artística estaria colhendo assinaturas para um documento que será encaminha do Congresso Nacional pedindo a criação de uma lei justa.Homenagem a Noel Rosa no Festival de Curitiba
Sérgio Albach e Letícia Sabatella.
Foto de Daniel Derevecki.
Um show sem ter a pretensão de seu um musical sobre a vida de Noel Rosa. Assim é Nöel, espetáculo que entra em cartaz hoje no Teatro Paiol, como parte da programação do Festival de Curitiba. Cinco músicos paranaenses levam para o palco 16 músicas do compositor - que morreu aos 27 anos e deixou mais de duzentas composições. Duas canções terão a participação da atriz, também paranaense, Letícia Sabatella.
O espetáculo Nöel estreou em Curitiba em maio de 2006, depois de quatro anos de pesquisa do ator e músico Márcio Juliano, que afirma que o show promove uma desconstrução do samba. “A gente não inventou nada. Só se inspirou no belo trabalho que Noel deixou”, disse. Para o repertório foram escolhidas desde músicas consagradas, como Conversa de botequim, Feitiço da vila e Pastorinhas, como outras menos difundidas como Estátua da Paciência que ele compôs mas não gravou e Seja Breve.
O músico e diretor artístico Sérgio Albach comenta que entre as costuras do espetáculo são usados offs de Aracy de Almeida (1914-1988), que foi uma grande amiga e musa inspiradora de muitas obras de Noel. “Nós não explicamos isso no show mas o público reconhece a voz dela, o que é muito legal”, comenta. Albach conta ainda que apesar do predomínio do samba, o cavaquinho não faz parte dos instrumentos. “Os arranjos são mais modernos”, diz, contando que tentam seguir uma das características do Noel Rosa, que era tirar sons experimentais. Por isso foram introduzidas rodas de bicicleta-que também é utilizada como elemento cênico -, caixas de fósforo, lixa de papel e latas.
A participação da voz feminina no show foi uma decisão do grupo para acrescentar um elemento novo a cada temporada. Entre as mulheres que já se apresentaram no espetáculo estão Chiris Gomes, Liane Guariente, Izabel Padovani e Ana Cascardo. Letícia Sabatella é a décima mulher a integrar o espetáculo. Ela conta que a música sempre esteve presente na sua formação como atriz-recentemente ela gravou A cigarra com Elza Soares. Para ela o espetáculo Nöel traz uma nostalgia alegre “porque traz o espírito de Noel Rosa para o palco”.
As músicas que integram o espetáculo farão parte de um CD que o grupo já começou a gravar, e será lançado até o final deste ano. A voz feminina será de Liane Guariente, do Grupo Terra Sonora. Nöel reúne os músicos Sérgio Albach, Márcio Juliano, Gabriel Scwartz, Ale Age e Marcelo Torrone.
Serviço
O show Nöel fica em cartaz hoje, amanhã e domingo no Teatro Paiol, sempre às 12h (meio-dia). Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.
O show Nöel fica em cartaz hoje, amanhã e domingo no Teatro Paiol, sempre às 12h (meio-dia). Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.
amor tecido
amor de mãea mordomia
amor de criança
a mordida
amor de criatura
a mordaça
amor de extenuado
a morbidez
amor de fruta
amoreira
amor de máquina
amortecedor
amor de freguês
a mortadela
amor de dívida
a moratória
amor de verão
a moringa
amor de estruturalista
a morfologia
amor de bóia-fria
amornado
amor de mulata
amorenado
amor de sedativo
a morfina
amor de suíno
a morcela
amor de humorista
a mordida
amor de criatura
a mordaça
amor de extenuado
a morbidez
amor de fruta
amoreira
amor de máquina
amortecedor
amor de freguês
a mortadela
amor de dívida
a moratória
amor de verão
a moringa
amor de estruturalista
a morfologia
amor de bóia-fria
amornado
amor de mulata
amorenado
amor de sedativo
a morfina
amor de suíno
a morcela
amor de humorista
a mordacidade
amor de violácea
amor-perfeito
solda
Todo dia é dia de poeta
pensar em trocadilho
enquanto
um mal facílimo
de fácil domicílio
bem longe dos filhos
na calada da noite
enquanto dorme Vergílio
no repouso, no exílio,
como um simples
utensílio
que estremece o idílio
e alegra o concílio
na facilidade
de se plantar milho
e colher nos amigos
mais um trocadilho
ao som
de Altamiro Carrilho solda
enquanto
um mal facílimo
de fácil domicílio
bem longe dos filhos
na calada da noite
enquanto dorme Vergílio
no repouso, no exílio,
como um simples
utensílio
que estremece o idílio
e alegra o concílio
na facilidade
de se plantar milho
e colher nos amigos
mais um trocadilho
ao som
de Altamiro Carrilho solda
1972
Desenho de Crist.
Enfrentar ternura, violencia, fealdad, belleza, sonrisas, búsquedas, palabras. Además, la Estupidez, ese ingrediente casi infal-table de los actos humanos y que posiblemente sea el detonador en manos del dibujante, impulsándolo a expresar con cierta compasión a los seres que lo rodean pero destacando en cada personaje un elemento de la escala, lo que dará una versión gráfica más o menos tierna, grotesca perversa o risueña del hombre cotidiano, destinatario que inevitablemente se reconocerá en alguno de los cuadros. Esa imagen en juego es dramática.
Porque de eso se trata: del drama del hombre. Una versión breve con apariencias de crueldad que lo expresa, sin embargo, tiernamente —o a la inversa—. Alguien usaba con gran tacto como título de sus dibujos: "Sonría, por favor..."
Esa es la insinuación que con un amargo sabor poético nos hace Crist. Ahondando en los detalles que pueblan nuestra cotidianeidad, que nos inundan, o asfixian. Pero señalándonos con un trazo limpio y seguro, paradojalmente optimista, que no es difícil desligarnos de ellos y extender la mano para estrecharla simplemente o para dibujar, que no es tan simple.
LUIS VÍCTOR OUTES, Córdoba, Agosto 1972.
Esa es la insinuación que con un amargo sabor poético nos hace Crist. Ahondando en los detalles que pueblan nuestra cotidianeidad, que nos inundan, o asfixian. Pero señalándonos con un trazo limpio y seguro, paradojalmente optimista, que no es difícil desligarnos de ellos y extender la mano para estrecharla simplemente o para dibujar, que no es tan simple.
LUIS VÍCTOR OUTES, Córdoba, Agosto 1972.
FERNER E A CHAVE DA VERDADE
O quadrinista Fernando Wanner, escreve, desenha e arte finaliza o almanaque. Seu pincel nos guia nesta jornada de mitologia e filosofia na obscura Idade Média. A revista traz a história de Ferner, um andarilho descendente dos antigos Celtas, e suas aventuras na Bretanha. Vivendo os rituais sagrados e os conflitos com os Templários e a terrível Inquisição. O leitor ainda é premiado com o belíssimo epílogo, tendo como protagonista Lung, um artista marcial Taoísta e sua busca interior enfrentando a invasão Mongol. Formato almanaque, capa e contra capa coloridas, miolo preto e branco, papel couche, 76 páginas edição de luxo. http://www.portozen.com/
Todo dia é dia de poeta
imitando
vou-me embora
pra Piracicaba
lá eu sou amigo
do garçom
lá eu tenho a bebida
que eu quero
e o mais caro
bourbon solda
vou-me embora
pra Piracicaba
lá eu sou amigo
do garçom
lá eu tenho a bebida
que eu quero
e o mais caro
bourbon solda
Todo dia é dia de poeta
UMA GARRAFA SEM GÊNIO
A tristeza foi tudo o que sobrou
Pra mim, dentro da garrafa vazia,
Pois muito longe da festa eu estou,
Empobrecendo a rima da poesia.
Há pouco tantos por aqui havia
Brindando aos deuses o sonho do gol
Num estádio lotado de alegria,
E agora nem eu aplaudo o meu show.
Só um hiato cabe em lapso como esse,
O eclipse é total, e a lua, nova,
Mas à luz do verso me salvo neste
Interlúdio imortal. Perdi o interesse:
Nada como um som indo atrás da prova
De que existe vida além dessa cova!
Antonio Thadeu Wojciechowski
A tristeza foi tudo o que sobrou
Pra mim, dentro da garrafa vazia,
Pois muito longe da festa eu estou,
Empobrecendo a rima da poesia.
Há pouco tantos por aqui havia
Brindando aos deuses o sonho do gol
Num estádio lotado de alegria,
E agora nem eu aplaudo o meu show.
Só um hiato cabe em lapso como esse,
O eclipse é total, e a lua, nova,
Mas à luz do verso me salvo neste
Interlúdio imortal. Perdi o interesse:
Nada como um som indo atrás da prova
De que existe vida além dessa cova!
Antonio Thadeu Wojciechowski
e Ivan Justen
The Skatalites na cidade
Ontem, Popadiuk, dos Garotos Chineses, deu um toque que os Skatalites farão shows na cidade. Tomara. Pra sentir o gostinho, este cd, The Best Of Skatalites, com os sucessos da banda jamaicana que deu o pontapé inicial no ska e que acompanhava os grandes cantores da Jamaica na década de 60. Os shows serão com os membros que sobraram da formação original. Trojan Records. Procurem ouvir. Solda.Quinta-feira, Março 27, 2008
Argh!
Foto sem crédito.
Lula lá! No Museu de História Natural de Paris! O Museu Nacional de História Natural de Paris tem um novo habitante: uma lula gigante, de 6,5 metros de comprimento. Ela é a primeira da sua classe a ser dissecada com uma técnica chamada plastinização, que confere um aspecto mais real, como se o animal tivesse acabado de sair da água. Tabloideanas/UOL












































































































































.jpg)









































