Segunda-feira, Junho 30, 2008
Sorriso
Meu amigo Renato de Aguiar, fotógrafo carioca experiente e sensível, viu o hilário onde havia a rotina. (Toninho Vaz, de Santa Teresa). Você pode conferir outros trabalhos no blog:
www.imagemmagica.com
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Rodrigo Garcia Lopes no Wonka
Foto sem crédito.
O poeta, tradutor e compositor Rodrigo Garcia Lopes (voz e violão) se apresenta dia 1 de julho, terça-feira, dentro do projeto Porão Loquax (Wonka Bar, R. Trajano Reis, 326, fone 3026 6272, Curitiba), que ele inaugurou há quase três anos. Desde 2006 morando nos Estados Unidos, onde é professor de Português e Literatura Brasileira na Universidade da Carolina do Norte, neste show Rodrigo Garcia Lopes mostra canções inéditas e poemas que integrarão seu novo CD, a ser gravado em 2009. Acompanhado de Rubens K (baixo) e Marcelo Chytchy (bateria) Garcia Lopes apresenta músicas novas como "Vertigem ("Um Corpo que Cai)", "New York", "Betty Blue" e "Rito", além de traduções como "O Navegante" (poema anônimo da tradição anglo-saxã, com mais de mil anos de idade), composições de seu disco Polivox (independente, 2001) e poemas inéditos.
Aliando a linguagem da música com a música da linguagem, o pocket-show traz diversos estilos e dicções que marcam seu trabalho, abrigando linguagens e universos que vão do blues ("Perfeitos Estranhos Blues", "O Assinalado", este sobre poema de Cruz e Sousa), ao doce stil nuovo da poesia italiana medieval; do jazz ("Mulher da Multidão", "A Solidão"), reggae ("Ruído do Vidro"), balada ("Ítaca") ao funk ("Clique, Plugue, Ligue"). Nascido em Londrina (PR), autor de 13 livros e um CD, duas vezes finalista do Prêmio Jabuti (pela tradução de Folhas de Relva, de Walt Whitman, e por Nômada, seu último livro de poesia). Em 2001 Garcia Lopes teve seu poema "Stanzas in Meditation" incluído na antologia Os Melhores Poemas Brasileiros do Século Vinte (Editora Objetiva). A fusão da linguagem falada com a música, além de incursões com a poesia sonora, tem possibilitado sua participação em recitais litero-musicais como o Perhappiness (Curitiba), Semana Paulo Leminski (Araraquara), Festival Internacional de Londrina (Londrina), CEP 2000 e Te Vejo na Laura (Rio), Feira do Livro de Porto Alegre, além dos projetos Prata da Casa (SESC Pompéia), em 2005, Outros Bárbaros, do Itaú Cultural em São Paulo (2005) e na Brown University (EUA), no ano passado. Rodrigo também é um dos editores da revista Coyote, "uma das principais revistas literárias do país", segundo a Folha de S. Paulo. Durante o show haverá o lançamento dos dois últimos números da revista Coyote (a R$10,00). Entre os destaques da revista Coyote 16 e 17 estão fotos de Boris Kossoy e desenhos de Carlos Carah, dossiês com o cartunista e desenhista Marcatti e com o romeno-americano Andrei Codrescu, inédito no Brasil. Coyote traz também traduções de Alejandra Pizarnik (Argentina) e Gertrude Stein (traduzida pela curitibana Luci Collin), revela para o público brasileiro os poemas do chileno Roberto Bolaño (Chile) antologia a poesia de Marcos Prado, e destaca, entre outros, os textos dos curitibanos Monica Berger e Rubens K.
Todo dia é dia
Foto de Anderson Tozato.
Bem no meio
Segunda-feira, trinta de junho, meu deus!,
Meio ano se foi e já foi tarde.
Pra que que serve um ano inteirinho?
Ei, pare aí mesmo! Esses dias são meus,
Tempo ladrão, lazarento, covarde!
Pensa que não tô vendo, saindo de fininho,
Minha vida escapulindo do meu controle?
Ê, basta de ser besta, seu bosta!
Poeta que é poeta fica fazendo versinho
Nem que a inspiração o abandone
E a musa vá bater em outra porta.
A semana começou faz uma vida e meia
E depois que começou, você já sabe,
Não acaba nem quando chega ao fim.
Nunca houve uma terça-feira,
Esta segunda é tudo que nos cabe.
E pensando bem, a continuar assim
É melhor parar por aqui mesmo.
Eu por todos e todos por mim,
Antes que nunca seja tarde demais
E esta segunda-feira já seja o de menos
Agora que mais dia menos dia tanto faz!
Segunda-feira, trinta de junho, meu deus!,
Meio ano se foi e já foi tarde.
Pra que que serve um ano inteirinho?
Ei, pare aí mesmo! Esses dias são meus,
Tempo ladrão, lazarento, covarde!
Pensa que não tô vendo, saindo de fininho,
Minha vida escapulindo do meu controle?
Ê, basta de ser besta, seu bosta!
Poeta que é poeta fica fazendo versinho
Nem que a inspiração o abandone
E a musa vá bater em outra porta.
A semana começou faz uma vida e meia
E depois que começou, você já sabe,
Não acaba nem quando chega ao fim.
Nunca houve uma terça-feira,
Esta segunda é tudo que nos cabe.
E pensando bem, a continuar assim
É melhor parar por aqui mesmo.
Eu por todos e todos por mim,
Antes que nunca seja tarde demais
E esta segunda-feira já seja o de menos
Agora que mais dia menos dia tanto faz!
Thadeu Wojciechoski
Domingo, Junho 29, 2008
Cabelo
O professor Leary: personagem de Hair.
Hoje acordei nostálgico – coisa rara, pois normalmente procuro o futuro na minha agenda. Explica-se: foi conseqüência de uma inaudita audição da trilha sonora da peça Hair,mega-sucesso dos anos 60. Na verdade, são duas músicas casadas, Aquarius/Let the sunshine in, ambas de James Rado e Gerome Ragni. É claro que não existe novidade no assunto, apenas emoções provocadas por uma releitura daquela que, sem dúvida alguma, é a obra prima da minha geração. (Enquanto ouço, leio no jornal o Lobão confirmando sua mudança para SP, por considerar o Rio o túmulo do rock – parodiando aqueles que diziam que SP era o túmulo do samba.).
Depois de saborear os fortes embalos (fiquei rodopiando no centro do meu estúdio ao balanço de Let the sunshine in) procurei na internet as traduções disponíveis e, pasmem, todas omitem a estrofe que fala de Timothy Leary. Difícil acreditar em censura neste caso, mas que elas existem, existem. A vida está em você e em torno de você, dizia o professor.
Toninho Vaz, de Santa Teresa.
Toninho Vaz, de Santa Teresa.
Tertúlias d’antanho
Menino de calças curtas, aquele tempo em que as calças curtas eram uma marca dos meninos de minha geração, já costumava bisbilhotar as rodas literárias da cidade. Onde andarão os poetas e, sobretudo as poetisas dessa Curitiba que o vento levou? Tão sucinto, o Tempo, este deus que não dorme! No Centro de Letras do Paraná, todas as quintas-feiras dava-se o formidável espetáculo das tertúlias das cinco da tarde.Levado pela mão do inesquecível poeta-trovador Vasco Taborda Ribas, assistia, extasiado, às declamações das odes altissonantes em louvor de pinheiros e pinheirais.
Mas as tertúlias não se limitavam aos poetas agregados ao Centro de Letras. Lembro uma convidada freqüente: a poetisa Conchita de Las Flores. Sim, leitor, Conchita de Las Flores. Por certo pseudônimo da espanholona fornida, extraviada cá pela terra das araucárias.
Recordo nítido: no saguão do Centro de Letras, e não no auditório, se dava o espetáculo de dança e versos de Conchita de Las Flores. A performance pedia espaço... De fartos seios e colo debruado de colares de contas, Conchita arrebatava!
Velhotes de todos os naipes, chapéus e bigodes, formavam uma roda, e no centro dela, Conchita recitava Garcia Lorca com voz estridente e acento madrilenho. Aquele, das personagens de Almodóvar... Curioso era o abrir e fechar-se da roda em torno, pois, num crescendo, a inquietação de Conchita de Las Flores alcançava limites inomináveis, afastando e aproximando a platéia em pé, num círculo de aplausos. Ao centro Conchita incendiava.
A lhe marcar os meneios, o ritmo preciso das castanholas e os versos cadentes de Romance Sonâmbulo: “verde que te quiero verde”...
Já em casa da poetisa Elga Becker, então celebrada autora de um único livro, Caramujos de Vidro, o espetáculo era, digamos, mais recatado. Tertúlias regadas a empadinhas e sublimes limonadas que o paladar do menino não esquecerá jamais. No centro do salão, o piano Essenfelder. À beira dele, com um invariável magricelo a dedilhar Tristesse, de Chopin, parece vejo de novo, lencinho na mão, colo arfante, a anfitriã recitava.
Ao primeiro verso que vigoroso se projetava no salão, o silêncio era um desses silêncios tumulares e onde se ouvia o tilintar das taças de Sèvres nas cristaleiras. Também a voz entre o forte sotaque curitibano e a contribuição de um longínquo alemão trincava os cristais.
E era quase um bordão: “Recitarei, de minha própria lavra, mais uma ode em louvor de nossos augustos pinheiros!” E desatava: “Verde taça em copa flamante/dourada ao poente em chama/luzes assim poema em rama/mal caia o sol no horizonte”.
O menino deslumbrava-se. A noitinha, hoje velha de meio século, chegava, friolenta, curitibana. E o menino pobre, ainda mais fascinado, via acender-se, no salão do Batel, mágicos, os lustres de mil pingentes! Wilson Bueno [29/06/2008]O Estado do Paraná.
Amy Winehouse, a puñetazos con un fan
La cantante se defiende de un fan que quiso agarrarle el pelo durante su actuación en el festival de Glastonbury. La británica Amy Winehouse no se aleja de la polémica. Después de haber estado ingresada en un hospital por un efisema y haberlo dejado para celebrar el 90 cumpleaños de Mandela, ayer se lió a puñetazos con un fan que quiso agarrarle el pelo durante un concierto en el Festival de Glastonbury, en el suroeste de Inglaterra. Winehouse cumplió con sus fans en Glastonbury con una actuación que duró una hora, en la que demostró estar en excelente forma pese a los rumores sobre su estado de salud. En un momento del concierto, la cantante saltó del escenario al foso de seguridad que separaba el escenario del público. En ese momento fue cuando un fan le hizo un gesto que provocó en la cantante una reacción de rechazo instintivo, acompañado del puñetazo. EFE – El País.Fofueca, habladuría - Lindsay podría tener un hermano secreto
Cuando se han acallado de momento los rumores concernientes a la actriz adolescente Lindsay Lohan, siempre metida en problemas, ahora la atención se centra en su padre, Michael Lohan, a quien una mujer acusa de haberla dejado embarazada hace 13 años, cuando estaba casado con la madre de Lindsay. En la imagen, el señor Lohan posa junto a su actuar pareja durante la rueda de prensa que ha dado para negar la paternidad. AP - El País.Parece que bebem
Foto sem crédito.
No Brasil tem leis que pegam, outras que não pegam. A nova Lei Seca, que proíbe os motoristas de beber qualquer quantidade de bebida alcoólica, é uma lei que pode pegar. Pode pegar metade da população e botar na cadeia.
A radical Lei 11.705 deve provocar uma mudança de hábitos da população brasileira. Antes o cidadão podia ir ao boteco da esquina tomar dois copos de cerveja e voltar sozinho. Agora, é preciso voltar ao lado de um advogado. Com uma advogada, melhor.
Bons tempos aqueles, quando dizíamos que a melhor feijoada com caipirinha era aquela em que uma ambulância nos esperava no lado de fora do restaurante. Hoje, para não fazer a digestão com o delegado, uma ambulância é mais do que necessária.
Ou então o marido liga para a mulher:
— Querida, venha correndo pagar a fiança e me tirar da cadeia!
— O que aconteceu?
— Tomei uma batida de limão e uma batida da polícia!
O amigo do balcão sabe quanto de álcool é agora permitido beber antes de dirigir? Nada. Absolutamente nada! E sabe quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir? Segundo a médica Júlia Greve, do Departamento de Álcool e Drogas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), “um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque demora bem mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Esse é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo”.
Tolerância zero até na sobremesa. Em Santa Felicidade, nem é bom chegar perto do “Sagu com vinho”. No Restaurante e Bar Palácio, esqueça o “Mineiro com botas”, que é flambado com conhaque. O álcool usado no preparo pode ser detectado. A quantidade é mínima, mas também será registrada pelo exame de bafômetro e de sangue. Quanto à higiene bucal, atente para os produtos que contêm álcool.
Com a nova Lei Seca vai nascer uma nova tendência de mercado: as “Baladas da Vizinhança”. Quem mora no Bacacheri vai se encontrar com a turma no Bar do Edmundo. Quem mora no Batel, não sai do Batel. Quem mora no Portão, o melhor boteco é o mais próximo do portão de casa. E os que quiserem se deslocar do Portão ao Bacacheri, que chamem os motoristas dos deputados que assinaram essa lei carente de bom senso. Curitiba, enfim, vai ganhar a linha de ônibus InterBares, que venho sugerindo faz tempo. Outra sugestão é para o cidadão preencher um protocolo, a ser entregue aos gerentes dos bares, restaurantes e clubes. Quem chega dirigindo o carro, ao sair paga a conta, a fiança e a multa. Sem maiores burocracias.
A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo. Portanto, quem estiver planejando casar os filhos no concorrido Santa Mônica Clube de Campo (distante 25 quilômetros de Curitiba), que consulte antes um advogado. Todos os convidados podem terminar a noitada no xilindró, inclusive o padre, e os pais dos noivos podem ser acusados de co-responsabilidade, por incentivo e indução ao crime.
Olho por olho, dente por dente, copo por copo. Casamentos, aniversários, formaturas, comemorações de fim de ano, os legisladores estão nos obrigando a realizar todas as festividades com a deliciosa Gengibirra Cini. Assim, vamos exigir exemplos recíprocos: neste ano eleitoral, não pode ser servida uma mísera cerveja nos jantares políticos em Santa Felicidade.
Dirigir embriagado é uma estupidez. Quem está no volante não bebe. Ou bebe e chama um táxi. Álcool e direção não se misturam, assim como cachaça e limão. No entanto, exageraram na dose. Da mesma forma que um garçom mede uma dose de uísque, os parlamentares deviam ter medido melhor a lei. Embriagados pelos eflúvios de Brasília, como sempre, legislaram sem moderação. Parece que bebem!
A radical Lei 11.705 deve provocar uma mudança de hábitos da população brasileira. Antes o cidadão podia ir ao boteco da esquina tomar dois copos de cerveja e voltar sozinho. Agora, é preciso voltar ao lado de um advogado. Com uma advogada, melhor.
Bons tempos aqueles, quando dizíamos que a melhor feijoada com caipirinha era aquela em que uma ambulância nos esperava no lado de fora do restaurante. Hoje, para não fazer a digestão com o delegado, uma ambulância é mais do que necessária.
Ou então o marido liga para a mulher:
— Querida, venha correndo pagar a fiança e me tirar da cadeia!
— O que aconteceu?
— Tomei uma batida de limão e uma batida da polícia!
O amigo do balcão sabe quanto de álcool é agora permitido beber antes de dirigir? Nada. Absolutamente nada! E sabe quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir? Segundo a médica Júlia Greve, do Departamento de Álcool e Drogas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), “um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque demora bem mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Esse é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo”.
Tolerância zero até na sobremesa. Em Santa Felicidade, nem é bom chegar perto do “Sagu com vinho”. No Restaurante e Bar Palácio, esqueça o “Mineiro com botas”, que é flambado com conhaque. O álcool usado no preparo pode ser detectado. A quantidade é mínima, mas também será registrada pelo exame de bafômetro e de sangue. Quanto à higiene bucal, atente para os produtos que contêm álcool.
Com a nova Lei Seca vai nascer uma nova tendência de mercado: as “Baladas da Vizinhança”. Quem mora no Bacacheri vai se encontrar com a turma no Bar do Edmundo. Quem mora no Batel, não sai do Batel. Quem mora no Portão, o melhor boteco é o mais próximo do portão de casa. E os que quiserem se deslocar do Portão ao Bacacheri, que chamem os motoristas dos deputados que assinaram essa lei carente de bom senso. Curitiba, enfim, vai ganhar a linha de ônibus InterBares, que venho sugerindo faz tempo. Outra sugestão é para o cidadão preencher um protocolo, a ser entregue aos gerentes dos bares, restaurantes e clubes. Quem chega dirigindo o carro, ao sair paga a conta, a fiança e a multa. Sem maiores burocracias.
A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo. Portanto, quem estiver planejando casar os filhos no concorrido Santa Mônica Clube de Campo (distante 25 quilômetros de Curitiba), que consulte antes um advogado. Todos os convidados podem terminar a noitada no xilindró, inclusive o padre, e os pais dos noivos podem ser acusados de co-responsabilidade, por incentivo e indução ao crime.
Olho por olho, dente por dente, copo por copo. Casamentos, aniversários, formaturas, comemorações de fim de ano, os legisladores estão nos obrigando a realizar todas as festividades com a deliciosa Gengibirra Cini. Assim, vamos exigir exemplos recíprocos: neste ano eleitoral, não pode ser servida uma mísera cerveja nos jantares políticos em Santa Felicidade.
Dirigir embriagado é uma estupidez. Quem está no volante não bebe. Ou bebe e chama um táxi. Álcool e direção não se misturam, assim como cachaça e limão. No entanto, exageraram na dose. Da mesma forma que um garçom mede uma dose de uísque, os parlamentares deviam ter medido melhor a lei. Embriagados pelos eflúvios de Brasília, como sempre, legislaram sem moderação. Parece que bebem!
Dante Mendonça [29/06/2008]O Estado do Paraná.
Sábado, Junho 28, 2008
Menos guerra, mais amor
Neto e filho de militares (meu avô materno e meu pai fizeram carreira no Exército), cresci com a idéia de que a guerra era a mais nobre atividade a que se podia dedicar o ser humano. Aos dezesseis anos, vivi, pela primeira vez, o medo de uma confrontação nuclear: a guerra total, sem vencidos nem vencedores. "Faça amor, não faça a guerra", disse a geração que acompanhou pela televisão as batalhas do Vietnã e pôde ver o seu horror. Mas a guerra não desaparece. O homem é, por excelência, um guerreiro. Seus maiores progressos estão na área de matar e destruir. O amor-antídoto é um milagre cada vez mais raro. Este livro é uma fábula onde os milagres são freqüentes, onde existem armas para acabar com todas as armas. Afinal, toda palavra é, aqui, um pequeno gesto de amor. Paulo Leminski Você encontra na Bisbilhoteca o livro "Guerra dentro da gente", sobre o qual foi baseado o filme "Belowars", de Paulo Munhoz, único longa-metragem selecionado para o 16º Anima-Mundi. Este livro conta ainda com as maravilhosas ilustrações do chileno radicado no Brasil Gonzalo Cárcamo. Cláudia Serathiuk - Bisbilhoteca - Cultura Infanto-Juvenil - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1166 lj A - Bigorrilho - Curitiba – PR -(41) 3223-3038.Bisbilhotequeiros
Olá, pessoal! As férias estão chegando. Pra quem vai viajar, nada como levar livros legais como companhia de aventuras. Livros que você encontra aqui na Bisbilhoteca! E para quem fica na cidade, preparamos um mês de julho bem bacana: Bisbilhoférias, de manhã são as oficinas de literatura e artes e à tarde a tão esperada oficina de teatro com a Heryca Veriano. Tudo isso em parceria com a Athurma! O Bisbilhoconto continua acontecendo normalmente nestas férias, aos sábados, às 11h e às 16h, sempre com uma história divertida e encantadora. Cia Girolê, TOF, Bruxa Mila... Acabamos de receber, com exclusividade, o 3º número das revistas Toca e Peteca, direcionadas ao público infantil. Vocês encontrarão diversão, cultura, histórias, informação. Divirtam-se! Bisbilhoteca - Cultura Infanto-Juvenil - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1166 lj A - Bigorrilho - Curitiba – PR -(41) 3223-3038. Fofueca, habladuría - Robert Duvall vende su hotel en Argentina
Robert Duvall (acá dublado por Lee Swain) acaba de vender el hotel que tenía en Argentina, La casa de los jazmines, al empresario francés Raoul Fenestraz. Duvall quien había hospedado allí a varias estrellas de Hollywood, como Brad Pitt y Ricard Gere. Construido a las afueras de Salta, en el norte de Argentina, el hotel cuenta con siete lujosas habitaciones en suite y un spa y fue galardonado en bcomo "una de las 50 casas más románticas del mudo" por la revista estadounidense Travel Leisure. Ha sido además escenario de la historia de amor de Duvall con la salteña Luciana Pedraza, con quien el actor se casó en 2004. EFE – El PaísFofueca, habladuría - Uma Thurman se compromete con un millonario
La actriz estadounidense Uma Thurman acaba de comprometerse con su novio, el multimillonario suizo y ex marido de Elle McPherson, Arpad Busson. Según el New York's Daily News, el representante de la actriz ha confirmado el rumor que se venía escuchando hace días. Thurman luce un precioso diamante en su dedo, en representación de su compromiso. La pareja se conoció el verano pasado en Milán y ha prosperado a pesar de las distancias: el novio vive en Londres y ella, en Nueva York. Aún no han fijado fecha para la boda, que para los dos será la segunda, ya que Uma Thurman se divorció en 2005 de Ethan Hawke. EFE – El País.Memória de Curitiba
O crítico Lélio Sotomaior, que nos anos 60 infernizava as rodas intelectuais da cidade com sua irreverência, aparece gravando depoimento ao repórter Toninho Vaz - hoje correspondente desta pocilga eletrônica -, para o livro O bandido que sabia latim, a biografia de Paulo Leminski. 2000. Foto de Lucélia Auríquio Newton.Soruda-san, do Bacacheri.
La más esperada
Nelson Mandela celebra su 90 cumpleaños rodeado de artistas y cantantes que se han reunido en Hyde Park. Es el primer presidente negro que tuvo Sudáfrica y uno de los líderes internacionales más respetados al que Peter Gabriel llamó "el padre del mundo" Una de las actuaciones que había levantado más espectación ha sido la de Amy Winhouse, que al final no se ha perdido la cita. A la cantante británica le acaban de diagnosticar una grave enfermedad pulmonar asociada con su consumo frecuente de crack y no estaba asegurada su aparición, después de su polémica actuación en el Rock in rio de Lisboa. AP - El País.Fofueca, habladuría - El Papa no se viste de Prada
Desde que habemus Benedicto XVI, las críticas hacia su vestimenta le han perseguido. Muchos se han quejado de que olvida su voto de pobreza, al vestir gafas y zapatos de marcas de alta moda. El punto álgido fueron unos mocasines rojos que los entendidos, al verlos en los pies del Papa, reconocieron como un diseño exclusivo y carísimo de Prada. La polémica parece haber llegado a su fin. Hoy, el diario oficial del Vaticano L'Observatore Romano niega categóricamente que los zapatos sean de Prada, adjudicándole su manufactura a un zapatero de Novara llamado Adriano Stefanelli. ¿Dejarán ciertos medios de comunicación de referirse a Ratzinger como El Papa Prada? EFE – El País.Fofueca, habladuría - Jennifer López, pillada de compras por Serrano
La cantante y actriz Jennifer López está de vacaciones en España. Esta mañana se la ha visto de compras por la calle Serrano, en Madrid, visitando varias tiendas exclusivas. En Dolce & Gabanna, por ejemplo, se ha comprado un vestido de satín rojo que le sienta de maravilla. JLo disfruta de unos días de descanso junto a sus mellizos y a su marido, Marc Athony, quien ha dado un concierto en Canarias. EFE – El País.Porque hoje é sábado
Foto sem crédito.
Júnior Durski é bacharel em Direito, ex-vereador em Prudentópolis e morou 15 anos na Amazônia. Proprietário e chef de cozinha dos restaurantes Durski e Madero, recebeu os prêmios de chef revelação 2007 da revista Gula e melhor restaurante no Guia 4 Rodas 2008. Também foi premiado pela revista “Prazeres da Mesa” como o proprietário da 4.ª melhor adega de vinhos do País.
Sonho de outra profissão, com outro nome, o que seria? Enólogo, proprietário de uma vinícola em Bordeaux, na França, com o nome de Juniô Durskíí.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito: Em Balneário Camboriú, no apartamento da família, testando receitas novas e tomando muito vinho.
Serra abaixo ou serra acima? Serra acima.
A pé, de bicicleta, ônibus, automóvel, avião ou de carona? Avião, eu pilotando.
A mais bonita paisagem do Paraná: Cachoeira São João, em Prudentópolis.
Um sábado de chuva: Na cozinha do Restaurante Durski.
Um domingo de sol: Na cozinha do Restaurante Durski.
O que você não dispensa no inverno? Fogão a lenha.
O que você não dispensa em qualquer estação do ano? Vinhos.
Uma música para ouvir hoje: Drive. R.E.M é para mim a melhor banda do mundo.
Outra para ouvir amanhã: Yellow, Cold Play.
Um instrumento musical que gostaria de tocar numa balada de sábado: Bateria.
Um livro na estante: O perfeccionista/Rudolph Chelminski/ A vida e a morte do chef Bernard Loiseau.
Um livro na cabeceira: Como fazer amigos e evitar preocupações, de Dale Carneggie.
Um filme de ontem: A festa de Babete.
Um filme de hoje: Onde os fracos não têm vez.
O jantar no sábado: “Confit de canard”, com um vinho de Bourgogne. No Durski, é claro.
Um bar para iniciar o fim de semana: Bar do Alemão, o Schwarzwald.
O almoço de domingo: Bife de chorizo com maionese de batatas, no Restaurante Madero.
Uma receita de estimação: Ossobuco à milanesa.
Nenhum, pouco ou bastante alho? Pouco.
Uma sobremesa: Ambrosia.
Um copo para o espírito: Um bom Bordeaux.
Metade cheio, metade vazio: Metade cheio.
Saudades de um sábado qualquer: Sábado, 14 de junho de 2008, quando nasceu minha terceira filha, Isabela.
Uma viagem: Santo Domingo, na República Dominicana / Caribe, em março do ano passado.
Quem você convidaria para passar um fim de semana de sonho? Minha esposa, Kethlen.
Noite de domingo, o que lhe parece? Fettuccini com ragu de carne e vinho tinto.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça? Preguiça, o que é isto?
O que assusta embaixo da cama? A pretinha, cachorrinha da minha sogra.
Uma frase para fechar a conversa: Viva como se fosse morrer amanhã, trabalhe como se não fosse morrer nunca!
Sonho de outra profissão, com outro nome, o que seria? Enólogo, proprietário de uma vinícola em Bordeaux, na França, com o nome de Juniô Durskíí.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito: Em Balneário Camboriú, no apartamento da família, testando receitas novas e tomando muito vinho.
Serra abaixo ou serra acima? Serra acima.
A pé, de bicicleta, ônibus, automóvel, avião ou de carona? Avião, eu pilotando.
A mais bonita paisagem do Paraná: Cachoeira São João, em Prudentópolis.
Um sábado de chuva: Na cozinha do Restaurante Durski.
Um domingo de sol: Na cozinha do Restaurante Durski.
O que você não dispensa no inverno? Fogão a lenha.
O que você não dispensa em qualquer estação do ano? Vinhos.
Uma música para ouvir hoje: Drive. R.E.M é para mim a melhor banda do mundo.
Outra para ouvir amanhã: Yellow, Cold Play.
Um instrumento musical que gostaria de tocar numa balada de sábado: Bateria.
Um livro na estante: O perfeccionista/Rudolph Chelminski/ A vida e a morte do chef Bernard Loiseau.
Um livro na cabeceira: Como fazer amigos e evitar preocupações, de Dale Carneggie.
Um filme de ontem: A festa de Babete.
Um filme de hoje: Onde os fracos não têm vez.
O jantar no sábado: “Confit de canard”, com um vinho de Bourgogne. No Durski, é claro.
Um bar para iniciar o fim de semana: Bar do Alemão, o Schwarzwald.
O almoço de domingo: Bife de chorizo com maionese de batatas, no Restaurante Madero.
Uma receita de estimação: Ossobuco à milanesa.
Nenhum, pouco ou bastante alho? Pouco.
Uma sobremesa: Ambrosia.
Um copo para o espírito: Um bom Bordeaux.
Metade cheio, metade vazio: Metade cheio.
Saudades de um sábado qualquer: Sábado, 14 de junho de 2008, quando nasceu minha terceira filha, Isabela.
Uma viagem: Santo Domingo, na República Dominicana / Caribe, em março do ano passado.
Quem você convidaria para passar um fim de semana de sonho? Minha esposa, Kethlen.
Noite de domingo, o que lhe parece? Fettuccini com ragu de carne e vinho tinto.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça? Preguiça, o que é isto?
O que assusta embaixo da cama? A pretinha, cachorrinha da minha sogra.
Uma frase para fechar a conversa: Viva como se fosse morrer amanhã, trabalhe como se não fosse morrer nunca!
Dante Mendonça (27/6/2008) O Estado do Paraná.
Sexta-feira, Junho 27, 2008
Teatro José Maria Santos completa 10 anos com apresentação da peça Lá
José Maria Santos, nome de teatro,
apresenta "Lá", nos bons tempos.
Em 27 de junho de 1998, a peça Seroc - Um Mundo de Cara Nova, produção e direção de Regina Vogue, inaugurou oficialmente o Teatro José Maria Santos, "filho mais novo" do Centro Cultural Teatro Guaíra, que comemora na próxima semana 10 anos de existência, sob a administração de Gilberto Tuyuty. Para celebrar a data, o teatro recebe a peça Lá, de Sergio Jockymann, protagonizada pelo ator Marco Zenni, com direção de Maurício Vogue. As apresentações serão dias 27 e 28 às 21h e 29 às 19h. Assinantes Vip podem escolher convites para a peça!
Sobre o Teatro
O Teatro José Maria Santos é sinônimo de muitas lutas e transformações que tiveram início no final do século XIX, quando o prédio construído na “Rua dos Alemães”, atual Treze de Maio, pertencente à família Hoffmann abrigava uma malharia. Batizado com o nome do seu maior idealizador, José Maria Santos, o Teatro comemora neste dia 27 de junho 10 anos ininterruptos de trabalho, com 2125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores.
O 1° espetáculo apresentado no palco do Teatro José Maria Santos, ainda com a casa em reforma, foi a peça Auto da Criação do Mundo, da companhia Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal, em 1998, na 9ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos.
Grandes produções movimentaram o palco do Teatro, extremamente aconchegante, que acomoda confortavelmente 177 espectadores, destacando a Cia Sutil de Teatro com "A Vida é Cheia de Som e Fúria" de Felipe Hisch, "Quinhentas Vozes" dos Satyros, escrita pelo jornalista José Correa Leite, apresentações da peça "O Vampiro e a Polaquinha" de Dalton Trevisan, "Lá" de Sergio Jockman, sucesso de José Maria Santos (in memorian) com Marco Zenni, e tantos outros.
Marco Zenni encena Lá
Grandes produções movimentaram o palco do Teatro, extremamente aconchegante, que acomoda confortavelmente 177 espectadores, destacando a Cia Sutil de Teatro com "A Vida é Cheia de Som e Fúria" de Felipe Hisch, "Quinhentas Vozes" dos Satyros, escrita pelo jornalista José Correa Leite, apresentações da peça "O Vampiro e a Polaquinha" de Dalton Trevisan, "Lá" de Sergio Jockman, sucesso de José Maria Santos (in memorian) com Marco Zenni, e tantos outros.
Marco Zenni encena Lá
Marco Zenni, que protagoniza o personagem da peça Lá é ator e humorista. Durante o Festival de Teatro de Curitiba de 2000 realizou 25 apresentações em 25 horas desse mesmo espetáculo. Essa divertida comédia do autor Sergio Jockymann, aborda através do humor questões sérias sobre o homem e a sua fragilidade diante da vida. Tudo começa quando um executivo fica preso no banheiro da sua empresa, no final do expediente. Entre as mais variadas e desesperadas tentativas de sair do local, o rapaz passa a questionar sua existência.
Dias 27 e 28/06 às 21h e 29/06 às 19h. - Ingressos: R$10. Entrada franca dia 29/06 às 11h, no Projeto Teatro para o Povo - Local: Teatro José Maria Santos - Rua 13 de Maio, 655 - 3322-7150
Deu no jornal
O suplemento Segundo Caderno, d´O Globo de hoje, 27 de junho, na cobertura sobre 16a. Anima Mundi que acontece no Rio, destaca o filme Belowars, baseado no livro Guerra dentro da gente, do nosso Paulo Leminski. O diretor, Paulo Munhoz, especialista em desenho animado, está sendo saudado pela crítica como uma das surpresas da mostra.Toninho Vaz, de Santa Teresa.
Uebas!
Foto de Paola Prado.
Queridos, pois então. Bem agora, que a gente estava quase ficando previsível e indo pras marcas certas... Justo agora, a temporada está terminando. Mas ainda tem esta noite! As Improváveis (mais prováveis do que nunca) - Ultima sessão da temporada! Nesta sexta, dia 27 de junho, 21:30h - No Espaço Cultural É -Rua França Pinto, 498 – Vila Mariana (próximo ao metrô Ana Rosa) - Ingressos a 30 reais (meia entrada -15 reais - para estudantes com carteirinha e classe artística com DRT ou OMB) - Informações e reservas: 11 5572 5363.
Memória Digital (vale a pena ver de novo)
O desenho original eu não tenho mais. Deve ter ficado
nos arquivos do extinto Diário do Paraná. Solda.
Bem, a história da cartolina (hoje os recursos evoluíram e os papéis de trabalho se sofisticaram, mesmo para o cartunista analógico) aconteceu em 1976 na redação do Diário do Paraná, onde o Reta e o Solda davam expediente. Eles tocavam o suplemento Anexo para o Reinaldo Jardim, em ritmo diário e frenético – principalmente depois das 16 horas. Quando cheguei, por volta disso, o Solda se preparava para fazer o desenho do dia, algo que pudesse preencher espaço e, ao mesmo tempo, dar prazer estético aos leitores. (Do meu ponto de vista, era como se você pedisse para que o Poty ou o Portinari criassem desenhos para ilustrar um texto do Toninho Vaz. É melhor reduzir o texto à fonte 8, 6, quem sabe?, e deixar o talento dos mestres à frente.
Mas, foi assim: o vidrinho de nanquim estava aberto sobre a mesa, ao lado de uma grande folha de papel em branco e, súbito, num gesto desavisado, alguém entornou a tinta preta deixando uma grande mancha central na cartolina. Todos exclamamos, surpresos: “Porra... que merda!”. Mas nada podia ser feito, o desastre estava consumado. Certo? Errado. O Solda se afastou, olhou a coisa de cima, deste e daquele ângulo e, como num gesto digno de um maestro, usou o dedo como pincel – ou batuta, sei lá... Com poucos traços, para deleite geral, ele fez um Chaplin sensacional, quando a grande mancha transformou-se no gigantesco chapéu coco e, logo abaixo, num toque surpreendente, o bigode preto característico. Uma arte literalmente digital.
Eu puxei o cordão: Bravo! No dia seguinte, o desenho ocupava a capa do suplemento, em tamanho monumental, como um presente fino aos leitores. Se é que vocês me entendem?
(da série Quando a Campina do Siqueira era área rural)
Toninho Vaz, de Santa Teresa.
(da série Quando a Campina do Siqueira era área rural)
Toninho Vaz, de Santa Teresa.
Todo dia é dia
Ramagem arranha janela.
Sonho:Aeroporto fantasma.
Espíritos de náufragos do Titanic.
Ku Klux Kan ateando fogo ao enforcado.
Seqüência horripilante:
A mulher sem olhos na cama,
entre lençóis úmidos de chuva.
Acordo com o bem-te-vi
na manhã de sol
na mesma paisagem.
Bárbara Lia
Foto sem crédito.
O primeiro-ministro Putin foi a Cuba e ficou impressionado com o número de pessoas que usavam sapatos furados, rotos por cima, etc. Perguntou então a Fidel a razão disso. Afinal, já tinham passado 40 anos de "melhorias" e as pessoas ainda estavam com sapatos rasgados e maltratados nos pés. Fidel, indignado, respondeu com uma pergunta:
— E na Rússia, não é a mesma coisa? Vai-me dizer que lá toda a gente tem sapatos novos? Putin disse a Fidel que fosse à Rússia para conferir e que se ele encontrasse um cidadão qualquer com sapatos furados, tinha a permissão para matar o cara. Fidel mesmo bastante doente, apanhou um avião e foi para Moscou. Quando desembarcou, a primeira pessoa que veio falar com ele, estava com sapatos rasgados e tão furados que pareciam ter pertencido ao seu avô.
Não vacilou. Tirou a pistola e matou o sujeito. Afinal tinha permissão do seu colega Putin para o fazer. No dia seguinte os jornais anunciaram: Barbudo Maluco mata o Embaixador de Cuba no aeroporto!
Curitiba é...
Elizabeth Gilbert, jornalista, contista e romancista,
vive hoje na Filadélfia e no Brasil.
Dizem que apenas pelas palavras o ser humano alcança a compreensão mútua. Se fôssemos eleger uma só palavra para compreender uma cidade, qual dos vocábulos escolheríamos para sintetizar, definir, identificar Curitiba e seus habitantes?
No livro Comer, rezar, amar, da escritora americana Elizabeth Gilbert, uma das páginas nos leva a outras viagens pelo mundo, além das três peregrinações que a autora vivenciou e relata na obra: Itália (Comer), Índia (Rezar) e Indonésia/Bali (Amar).
Conta Elizabeth que estava com um casal de amigos em Roma, quando apontou para uma típica mulher romana (elegante, coberta de jóias e muito bem conservada) que passava e observou:
— Está vendo, Giulio... aquilo é uma romana. Roma não pode ser a cidade dela e a minha também. Só uma de nós pertence a este lugar. E eu acho que nós dois sabemos quem é.
Giulio falou:
— Talvez você e Roma só tenham palavras diferentes.
— Como assim?
Ele disse:
— Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?
Giulio então prosseguiu explicando que toda a cidade tem uma palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali: “Se você pudesse ler os pensamentos das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria, essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra não combinar com a palavra da cidade, então ali realmente não é o seu lugar”.
— Qual é a palavra de Roma? , perguntou Elizabeth.
— Sexo!, anunciou Giulio.
— Mas isso não é um estereótipo de Roma?
— Não.
— Mas com certeza existem algumas pessoas em Roma que pensam em outra coisa que não sexo?
Giulio insistiu:
— Não. Todas elas, o dia inteiro, só pensam em sexo.
— Até lá no Vaticano?
— Aí é outra coisa. O Vaticano não faz parte de Roma. Eles lá têm um mundo diferente. A palavra deles é Poder.
— Eu chutaria Fé!
— Poder. Acredite em mim. Mas a palavra de Roma é... Sexo!
****
Concordo com Giulio, o amigo de Elizabeth Gilbert. Até porque a cidade mais parecida com Roma que eu conheço é o Rio de Janeiro. E a palavra do Rio de Janeiro é... Sexo!
“É uma teoria maluca, impossível de se provar, mas eu até que gosto dela”, escreve Liz Gilbert, antes de ouvir o amigo prosseguir com a deliciosa viagem pelo mundo das palavras:
— E qual a palavra para Nova York?
— É um verbo, é claro. Acho que é Conquistar!
A viagem prossegue: Los Angeles é... Conseguir! Estocolmo é... Conformar! Nápoles é... Brigar!
****
No livro Comer, rezar, amar, da escritora americana Elizabeth Gilbert, uma das páginas nos leva a outras viagens pelo mundo, além das três peregrinações que a autora vivenciou e relata na obra: Itália (Comer), Índia (Rezar) e Indonésia/Bali (Amar).
Conta Elizabeth que estava com um casal de amigos em Roma, quando apontou para uma típica mulher romana (elegante, coberta de jóias e muito bem conservada) que passava e observou:
— Está vendo, Giulio... aquilo é uma romana. Roma não pode ser a cidade dela e a minha também. Só uma de nós pertence a este lugar. E eu acho que nós dois sabemos quem é.
Giulio falou:
— Talvez você e Roma só tenham palavras diferentes.
— Como assim?
Ele disse:
— Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?
Giulio então prosseguiu explicando que toda a cidade tem uma palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali: “Se você pudesse ler os pensamentos das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria, essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra não combinar com a palavra da cidade, então ali realmente não é o seu lugar”.
— Qual é a palavra de Roma? , perguntou Elizabeth.
— Sexo!, anunciou Giulio.
— Mas isso não é um estereótipo de Roma?
— Não.
— Mas com certeza existem algumas pessoas em Roma que pensam em outra coisa que não sexo?
Giulio insistiu:
— Não. Todas elas, o dia inteiro, só pensam em sexo.
— Até lá no Vaticano?
— Aí é outra coisa. O Vaticano não faz parte de Roma. Eles lá têm um mundo diferente. A palavra deles é Poder.
— Eu chutaria Fé!
— Poder. Acredite em mim. Mas a palavra de Roma é... Sexo!
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Concordo com Giulio, o amigo de Elizabeth Gilbert. Até porque a cidade mais parecida com Roma que eu conheço é o Rio de Janeiro. E a palavra do Rio de Janeiro é... Sexo!
“É uma teoria maluca, impossível de se provar, mas eu até que gosto dela”, escreve Liz Gilbert, antes de ouvir o amigo prosseguir com a deliciosa viagem pelo mundo das palavras:
— E qual a palavra para Nova York?
— É um verbo, é claro. Acho que é Conquistar!
A viagem prossegue: Los Angeles é... Conseguir! Estocolmo é... Conformar! Nápoles é... Brigar!
****
Vamos deixar Roma e embarcar no aeroporto Fiumicino com destino à América do Sul.
Buenos Aires é... Ego! Ou seria uma música... Tango!
São Paulo é... Dinheiro! Ou seria uma cor... Cinza!
Montevidéu é... Vetusto! Ou seria um paraíso... Fiscal!
Assunción é... Falso! Ou seria uma tribo... Guarani!
Buenos Aires é... Ego! Ou seria uma música... Tango!
São Paulo é... Dinheiro! Ou seria uma cor... Cinza!
Montevidéu é... Vetusto! Ou seria um paraíso... Fiscal!
Assunción é... Falso! Ou seria uma tribo... Guarani!
Na Bahia, Salvador é... Cor! Ou seria uma qualidade... Preguiça!
Porto Alegre é... Orgulho! Ou seria um nome... Luis Fernando Veríssimo!
Florianópolis é... Ilha! Ou seria uma aldeia cercada de... Praias!
**** “Curitiba, a Fria”, sentenciou em 1967 o jornalista bno volume três do “Livro de Cabeceira do Homem”, editado por Paulo Francis na Editora Civilização Brasileira: “Os curitibanos são uma estranha tribo que se alimenta de pinhões, mas reside em casas iguais às nossas. A maior atração turística de Curitiba é o inverno, que começa em fevereiro e termina em dezembro. Nos outros meses, chove. Mas, durante o inverno o clima é excelente, principalmente para os emigrados da Patagônia ou da Sibéria”.
Curitiba é... Fria! Está no dicionário, Frio é uma palavra que vai além do clima e portanto ficou marcada como tatuagem no rosto da cidade: desanimado, apático, desinteressado, indiferente, frouxo, inclemente, duro, forjado, insensível, seco. E ainda tem o sentido de calmo, tranqüilo, imperturbável. Se você pudesse ler os pensamentos das pessoas que passam nas ruas, descobriria qual palavra?
Curitiba é....
Dante Mendonça (27/8/2008) O Estado do Paraná.
Quinta-feira, Junho 26, 2008
Encontro
Solda, tive um encontro muito legal ontem, depois de muitos anos, com o fotógrafo Américo Vermelho, paranaense radicado no Rio de Janeiro há 30 anos. Muitas conversas e muitas geladas, direto do Flamengo, na Praça São Salvador. E uma grande idéia: fazer uma festa no final do ano para comemorar as três décadas que ele está Rio. Tudo com música na base do Youtube. A fotografia foi feita pelo garçom do botequim, que "misquici" o nome. Alberto Melo Viana, direto da Travessa do Ouvidor, depois de passar, e comprar, na Livraria Travessa.Amanhã!
Queridos amigos, é amanhã que vamos chacoalhar o esqueleto. Não esqueçam de levar um agasalho. Vale casaco, meia, cobertor, cachecol, sapato, tudo! Separem 10 minutinhos pra olhar o guarda-roupa e decidir o que não irá fazer falta. O Feng Shui recomenda ... Façam uma massagem preparatória nos pés e até amanhã. Beijocas, Roberta Storelli.































































































































































































