Sexta-feira, Outubro 31, 2008
Outubro, mês da criança
Vinicíus Alves e seu irmão, Vicente, torcedores roxos do Avaí, time do Guga. Foto da mamãe, craro, cróvis.A biografia de Leila Diniz por Joaquim Ferreira dos Santos
Sentiu o vento bater no rosto, e então arrepiou-se. Olhou para cima, estava a noite. Estavam a lua e os astros, o mistério. Baixou a cabeça, lá da rua mandaram-lhe mensagens o gliter, faróis, o néon – um silêncio enlouquecedor. Do apartamento ao lado, a voz mais triste, Billie Holiday, a solidão. Então lembrou-se de tudo. Da mulher-peixe que o levava para dormir no oceano ao berçário de estrelas que visitara, aturdido, galopando no dorso do unicórnio. E nada, rigorosamente nada daquilo, precisava dele nem lhe pedira para acontecer ou existir. Confirmou, aterrorizado, o que já sabia: ele não fazia a menor diferença. E pulou.Almir Feijó.
Outubro, mês da criança
Torquato Neto aos seis meses de idade, na casa dos pais Heli e Salomé Nunes. Foto sem crédito. Acervo Dagoberto de Araújo Rocha Filho. Dia 6 de novembro, no Original Beto Batata, em São Paulo
Os olhos de Bergman. Exposição-homenagem Os Olhos de Bergman, da fotógrafa Tânia Buchmann, com imagens captadas em filmes do cineasta sueco, falecido em 2007. Dia 4 de novembro, no Original Beto Batata
O polaco e a gaúcha
clarah averbuck (exitus acta probat)
Rio de Janeiro
O fotógrafo e antropólogo carioca Milton Guran e organizador geral do FOTORIO, evento bienal de fotografia que vai acontecer em 2009 na sua 4ª edição, me recebeu, com a amizade e cordialidade de sempre, em seu escritório em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, para uma conversa sobre fotografia, Gabeira e a vida. Entre os acertos: o Fotomail que vai participar de uma projeção no FOTORIO\2009 e uma exposição do trabalho RIOFF, que venho fazendo nos últimos três anos, possivelmente no Metrô\Estação Cardeal Arcoverde em Copacabana. Alberto Melo Viana, que também fez a foto.Em tempo: Guran é mestre em Comunicação Social (Universidade de Brasília, 1991) e doutor em Antropologia Visual (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - França, 1996) com pós-doutorado na USP (2004-2005). É pesquisador associado do LABHOI Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense e do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná. Autor de "Agudás - os "brasileiros" do Benim (Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira / Ed. Gama Filho, 2000) e de "Linguagem Fotográfica e informação" (Rio de Janeiro: Ed. Gama Filho, 3ª ed. 2002). Realizador e coordenador-geral do FotoRio - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. Amante da Fotografia e gente boa toda hora.
Outubro, mês da criança
Clarinha Averbuck is on keyboards. Clarah Averbuck, hoje, nariz de pugilista, coração de moça e cabeça dura. Foto de Misquici de Vez. Constatação
Juiz libera Pedreira, com restrições
Foto de Albary Rosa/Gazeta do Povo.
Autorização será analisada caso a caso; alguns eventos culturais ainda podem ser vetados. O juiz Douglas Marcel Perez assinou no último dia 9 a liberação do uso da Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, para shows e outros eventos. A decisão, no entanto, não permite o uso do espaço de forma “ampla e genérica”. É necessário um esclarecimento prévio, por escrito, com relação ao tipo de evento que será realizado, horário e público-alvo. Desta forma, determinados eventos “potencialmente nocivos à comunidade, como shows musicais, especialmente os voltados para o público jovem”, ainda podem ser vetados.É o que descreve o auto de conclusão assinado pelo juiz Perez, no último dia 9, que ainda determina o encerramento até as 23 horas de qualquer evento a ser realizado no local. “Com horário limitado, não causaria maior transtorno à população local”, diz no documento.
O procurador do município, Ítalo Tanaka Junior, adiantou ontem que um projeto corre em tramitação administrativa para que o espaço possa ser usado para as comemorações de Natal. Uma das possibilidades é colocar uma pista de ski no local.
O caso
A ação civil pública movida por parte do Ministério Público contra o município de Curitiba corria na 4ª Vara da Fazenda. O MP acatou pedido dos moradores da região da Pedreira Paulo Leminski, que reclamavam do barulho e desordem que acontecia no local em dias de eventos, além de brigas em bares, veículos estacionados em guia rebaixada, e até mesmo uso de drogas e disparos de arma de fogo.
Além disso, o horário de funcionamento do local não teria sido respeitado por parte dos produtores de shows. Com a liminar, o espaço permanecia interditado desde agosto deste ano. Angela Antunes, Gazeta do Povo On Line.
Alain Delon, embajador en Shanghai 2010
El actor francés Alain Delon será el embajador del pabellón de Francia en la Exposición Universal que se celebrará en la ciudad china de Shanghai en 2010. El Gobierno francés ha elegido a Delon para que atraiga al mayor número posible de ciudadanos chinos al pabellón galo. En aquel país, Delon es conocido principalmente por su interpretación en la película Zorro, una de las primeras cintas extranjeras que llegaron al país asiático, en los primeros años 80, y que cosechó un gran éxito, con una audiencia estimada de 800 millones de personas. AP – El País.Outubro, mês da criança
Maria Taccari, muito antes de saber que seu príncipe encantado era eu (tadinha). Lee Swain. Foto de Misqui de Vez.
O sinistro causado pelo curto-circuito na fiação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que levou à cassação de Antonio Belinati, deixa indicativos de como acabar com incêndios dessa natureza. Além das reformas políticas, a reforma geopolítica também se faz necessária, concedendo autonomia a determinadas cidades do Brasil. Londrina é uma delas.O debate separatista no Brasil, como forma de governo, precisa ser mais aprofundado. Não que a discussão implique em novas divisas geopolíticas, uma cisão republicana. Apenas uma maior autonomia política para as diversas cidades ou regiões do país, que poderiam optar, através de plebiscito, por qualquer forma de governo: monarquia, anarquismo, autocracia, autoritarismo, absolutismo, despotismo, ditadura, parlamentarismo, comunismo, socialismo, aristocracia, meritocracia, plutocracia ou a cleptocracia.
Se nenhuma for a ideal, a população poderia até aderir à comunidade “amish”, dos Estados Unidos. Conhecemos os “amish” do filme A testemunha, com Harrison Ford: os homens de ternos e chapéus pretos, as mulheres com a cabeça coberta por uma touca escura. Todos trabalham na agricultura e pecuária, com carroças e arados puxados por animais. Não possuem automóveis para não criar diferenças sociais. Não se faz uso da eletricidade e do telefone. A comida é preparada em fogões a lenha, guardada em geladeiras movidas a gás. Pacifistas, os homens se recusam a servir o Exército. A educação para os “amish” significa aprender apenas o necessário e nenhum membro da comunidade completa os estudos ou vai para a universidade. Para conseguir o direito de interromper os estudos antes de 16 anos, foi preciso obter uma decisão da Suprema Corte Americana, em 1972.
*** Os privilégios de livre-arbítrio político só seriam concedidos às cidades e regiões com caracteríticas especiais e com notória vocação separatista, como é o caso do Rio Grande do Sul, o sudoeste do Paraná (Pato Branco e Francisco Beltrão onde já ocorreram conflitos como a Revolta dos Colonos) e Londrina. A primeira que merece decidir o seu próprio destino, conforme estamos vendo com a atual secessão urbana.
Aliás, no verbete do Aurélio, a palavra secessão vem acompanhada de uma frase de Monteiro Lobato, bem apropriada ao norte do Paraná: “Vocês no Brasil, por míngua de desenvolvimento econômico, a qual por sua vez decorre da falta de ferro, estão ameaçados duma tal intensificação de regionalismo que não me admirarei se desfechar uma secessão”.
Uma das cidades mais guerreiras do Brasil, como provou na resistência democrática contra a ditadura, a tribo pé-vermelha não merece ser convocada às urnas para separar o joio do trigo e, no final da jornada, guerrear em função do joio.
Londrina merece bem mais que um frustante e melancólico terceiro turno. Os londrinenses deveriam ser chamados às urnas eletrônicas e, antes que chegue o verão, escolher livremente uma nova forma de governo.
Se a cidade optar pela cleptocracia, desrespeite-se os lerdos do TSE, restaure-se o poder concedido anteriormente e que se locupletem todos. Caso a plutocracia for a mais conveniente forma de governo, que o próximo prefeito seja o escolhido entre os sócios do Country Club. O absolutismo é uma opção a se considerar. Nessa hipótese, basta aguardar Roberto Requião retornar das arábias e os demais poderes serão a Ele submetidos.
*** Utopistas militantes! Todos rumo a Londrina para declarar a independência e proclamar a monarquia. Aqui no Paraná, a Pasárgada de Manuel Bandeira também cabe aos poetas. Em Londrina são três os notáveis, basta escolher sem interferência do TSE. E assim seja! A tribo pé-vermelha, livre e soberana, que leve ao trono o novo rei de Londrina, a escolher nesse terceiro turno: Domingos Pellegrini Junior I, Mário Bortolotto I ou Arrigo Barnabé I. Dante Mendonça (31/10/2008) O Estado do Paraná).
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
Constatação
Newton: el arte de la perversión
Onirismo sofisticado. El dueño de la revista no se lo podía creer. “¿Qué hacen esas mujeres masturbándose en mi revista, ahí tiradas en el suelo, mientras símbolos fálicos explotan tras las ventanas?”. Era 1966, y al propietario de la revista "Queen" no le gustaron nada las fotografías que le presentó aquel descarado fotógrafo australiano de acento alemán. Helmut Newton (Berlín, 1920-Los Ángeles, 2004) está considerado hoy como uno de los mayores –si no el mayor- retratistas del denudo femenino del siglo XX. Pero en los años sesenta era tan sólo un transgresor algo arisco que escandalizaba a las feministas. ¿Por qué? Porque adoraba el cuerpo femenino. Lo retrataba idealizado. Sus mujeres son amazonas de semblante germánico. Sofisticadas e inalcanzables. Subidas en tacones de aguja y enmarcadas en unos escenarios oníricos, tal como se puede apreciar en la veintena de instantáneas que se exponen hasta el 29 de noviembre en la galería La Fábrica, en Madrid. El País.Todo dia é dia
conforme a peça encorpada
e felpuda de lã ou algodão,
que constitui
roupa de cama solda
Newton: el arte de la perversión
"Mis fotos no son arte". Él fue uno de los grandes renovadores de la fotografía del siglo XX, en la línea de Man Ray y Brassaï, pero forzando los límites. Aun así, Newton siempre fue reticente a considerarse un artista. “La fotografía que hacen algunos sí es arte”, indicó una vez, “Pero las mías no. Yo tan sólo soy una ‘pistola de alquiler’”. Junto al protagonismo de sus mujeres distantes, cobraban gran protagonismo los escenarios, que Newton disponía cuidadosamente. Parecían extraídos de una película de espías, quizá de una de James Bond, con todo su lujo y sofisticación. La sensación que transmitían, sin embargo, eran de una irrealidad inquietante, como de sueño. Esas composiciones fueron las que le llevaron a ser incluido en el arte surrealista, junto a Delvaux y Magritte, por novelistas como J. G. Ballard, autor de "Crash". - Helmut Newton Foundation - El País.Los más ricos del cementerio
Elvis Presley y Charles Schulz, el creador de Snoopy, son los muertos que más ganaron durante el último año, según un ranking publicado por la revista Forbes. En la lista de los más ricos del cementerio hay otros once nombres, como el del fallecido actor australiano Heath Ledger, el premio Nobel Albert Einstein o el productor de Hollywood Aaron Spelling. Entre todos ellos, según Forbes, ganaron 194 millones de dólares en los últimos doce meses, siendo el intérprete de Love me tender el que más ganó, 52 millones de dólares (40,9 millones de euros). AP - El País.Dia 4 de novembro, no Original Beto Batata
Julia Roberts ya no se siente Pretty Woman
Julia Roberts ha descartado por completo ser capaz de reunirse con Richard Gere y filmar una secuela de la que fuera una de sus películas más exitosas, Pretty Woman. Al ser preguntada por esa posibilidad, la actriz, que el martes cumplió 41 años, ha dicho: "¡No lo creo! Nadie quiere ver a una prostituta vieja, ¿no?". Roberts celebró su aniversario el lunes por la noche junto con su marido, Danny Moder, y varios amigos en un restaurante de San Francisco, después de asistir al tributo a Paul Newman. REUTERS - El País.Todo dia é dia
mas vai existir
macaco foi nosso pai
e o protótipo continua triste
todo dia um novo deus natimorto assisto congelamento de ovos e espermas
a buceta, vaidosa, vai dar luz logo
ao homem novo
misto de jacaré com urubu de três pernas thadeu wojciechowski

Verdade ou não, é preciso dizer: se fosse realizada neste início de século, a revolução urbana de Curitiba iniciada em 1971 não sairia do papel. Obras fundamentais, como o Sistema Trinário, a Rua das Flores e o Parque Barigüi seriam embargadas, contestadas e ainda estariam penduradas para exposição no Ippuc.Quando o arquiteto Jaime Lerner foi nomeado prefeito, em março de 1971, sua equipe trabalhava com uma faca no pescoço e a ordem de serviço na mão: é agora ou nunca, porque hoje pode ser o último dia.
O fechamento da Rua XV foi emblemático, de hoje para amanhã. A criação do Teatro do Paiol é outro exemplo da pressa, daquele sufoco para fazer acontecer os desenhos que mofavam nas gavetas. O final de maio de 1971, era o prazo em que Abrão Assad deveria entregar ao Ippuc o projeto de adaptação do antigo paiol de pólvora. Tinha que ser para já: na noite de 27 de dezembro de 1971 Vinícius de Morais inaugurou com uísque o Teatro do Paiol.
A pressa era tanta por um só motivo: assim como foi nomeado prefeito num dia, no outro Jaime Lerner podia ser demitido. Sem maiores explicações, conforme os humores da ditadura. Se não, vamos acompanhar a novela que foi o primeiro mandato de Lerner.
Haroldo Leon Peres assumiu em 15 de março de 1971, nomeou Lerner prefeito e, em 23 de novembro do mesmo ano, foi cassado pelo general Emílio Médici, que o havia nomeado. Portanto, depois de apenas 8 meses, Lerner não era mais prefeito, estava prefeito.
Para substituir Leon Peres, os generais optaram pelo engenheiro Pedro Viriato Parigot de Souza. Que poderia ter mudado o arquiteto, mas não o fez. Mas Parigot de Souza morreu no dia 11 de julho de 1973 e novamente a faca voltou ao pescoço de Lerner. Enquanto isso, nesses entretempos, era agora ou nunca, porque hoje poderia ser o último dia.
Mas outra vez, por pouco, muito pouco mesmo, Lerner foi ficando. Atravessou dois outros governadores: João Mansur, por um mês, e Emílio Hoffmann Gomes, de 11 de agosto de 1973 a 15 de março de 1975.
Eterno chefe de gabinete de Jaime Lerner, o advogado e jornalista Nireu Teixeira lembra que a equipe atuava como se todo dia fosse uma decisão de campeonato. Dormiam com uma idéia na cabeça e acordavam no dia seguinte com um capacete de obras sobre a mesma cabeça, porque aquele poderia ser o último dia. E assim os sonhos iam se realizando. A pressa é inimiga da perfeição, mas em Curitiba foi a nossa salvação.
Em plena ditadura, num ambiente político em que as liberdades de opinião eram sufocadas, os automóveis da Rua XV de Novembro cederam espaço aos pedestres. Trinta e seis anos depois, com a democracia restaurada e o lobby político atuante, será que os comerciantes e alguns outros contrários conseguiram embargar o projeto da Rua das Flores? É bem provável, podemos julgar pelo movimento já ensaiado para fazer retornar o automóvel àquela rua exclusiva de pedestres. E ainda, se possível, erguer um viaduto sobre a Praça Osório para facilitar a mobilidade urbana em direção ao shopping.
Para desapropriar a área em torno do Parque Barigüi, a prefeitura precisou mobilizar tantos advogados quanto o número de operários que trabalharam na preservação daquele fundo de vale. Se fosse hoje, até o jacaré do Barigüi estaria sob a guarda da Justiça, como testemunha convocada da CPI do lago. ***
Para sustentar esse argumento, e bem a propósito, o juiz Douglas Marcel Perez liberou o uso da Pedreira Paulo Leminski para shows e outros eventos. A decisão, no entanto, tem restrições. Determinados eventos potencialmente nocivos à comunidade, como shows musicais, especialmente abertos para o público jovem, serão proibidos. O fechamento da Pedreira, anteriormente, havia sido acatado pelo Ministério Público a pedido dos moradores da região, incomodados com o barulho.
Como disse o cartunista Solda, “agora a Pedreira é para a turma da terceira idade. Valsas, polkas etc. Shows de rock, nem pensar”. Dante Mendonça (30/10/2008) O Estado do Paraná.
Hoje
Quarta-feira, Outubro 29, 2008
Todo dia é dia
Foto sem crédito. Este e o outro lado
Tenho uma grande curiosidade do Outro Lado.
(Que haverá do Outro Lado, meu Deus?)
Mas também não tenho muita pressa...
Porque neste nosso mundo há belas panteras,
nuvens, mulheres belas,
Árvores de um verde assustadoramente ecológico!
E lá - onde tudo recomeça -
Talvez não chova nunca,
Para a gente poder ficar em casa
Com saudades daqui... Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990.
Bah, tchê!

Foto de Dico Kremer/1975.
O espaço foi liberado novamente para shows. Desde que não perturbem a vizinhança. Como mencionou Gladimir Nascimento, há pouco na Bandnews, agora a Pedreira é para a turma da Terceira Idade. Valsas, polkas, etc. Shows de rock, nem pensar. Solda.
Poeta do plástico. Karim Rashid ganha exposição em São Paulo
O renomado designer egípcio radicado em Nova York Karim Rashid chega a São Paulo nessa quarta-feira para divulgar a maior mostra de sua carreira: Arte e Design num Mundo Global. O evento acontece no Instituto Tomie Ohtake e conta com cerca de 60 obras do artista, entre mobiliário, objetos e embalagens - a maioria proveniente do acervo do museu alemão Die Neue Sammlung, em Munique, Alemanha. Creditado pela revista Time como “poeta do plástico”, os trabalhos de Rashid são resumidos em formas simples e circulares, reconhecidas pela sua elegância e funcionalidade. Seus produtos vão desde lixeiras - como a Garbino que vendeu mais de quatro milhões de unidades em 70 países - a sapatos, utensílios domésticos, cadeiras, sofás. Hotéis também fazem parte dessa lista, caso do Semíramis, em Atenas. Além disso, ele já colocou sua arte no mundo da moda. Os japoneses Issey Miyake, Toyota, Kenzo; os italianos Alessi, Bokka, Edra, Prada, Armani; e os franceses da Chanel, - todos já tiveram criações dele. Inclusive a marca de calçados brasileira Melissa. Atualmente, a equipe de Karim Rashid trabalha em 50 projetos, e atua em 27 diferentes países, sendo um deles o Brasil. As linhas arrojadas de Rashid podem ser vistas também nas ruas: sua luminária Ikon está na estação de metrô Liberdade, e um dos seus painéis, na estação Clínicas – onde ficarão expostos até o dia 30 de novembro. Em 2006, Karim Rashid escreveu o livro “Design Yourself”. Para ele, o design é uma forma de expressão e de libertação do consumidor. O designer pertence à geração de profissionais que fizeram a ponte entre a antiga noção de design (algo associado à idéia de produtos exclusivos e caros) e seu significado atual (uma ferramenta para a criação de produtos “populares” que se diferenciem dos concorrentes pela elegância e vantagens de uso). Olga Cohen.Exposição: Karim Rashid - Arte e Design num Mundo Global - Até 4 de janeiro de 2009. Av Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP - Fone 11 2245-1900.
Mas bah, tchê!
Mazzinha, comandante supremo das Forças Desarmadas e Toninho Vaz, no lançamento do livro Rei do Cinema, na Livrarias Curitiba, Shopping Estação. Alguns anônimos - sempre eles! - reclamam que só posto fotos de amigos. Queriam que eu postasse amigos de quem? Os teus? Do Maluf, da Morta Morfose, Cacciola? Foto de Maringas.Benicio del Toro se mimetiza con el Che
"Yo siempre he dicho que el Che, de haber querido ser escritor, hubiese sido uno de los grandes de Latinoamérica". Así opinó Benicio del Toro, el último actor en interpretar al guerrillero argentino en la gran pantalla. Añadió que está de acuerdo "con muchas ideales" del Che, entre ellas que "el hombre no explote al hombre" o que "hay que defender a los más débiles". Del Toro destacó que el mundo ha cambiado de tal forma que él vive "en un país donde por primera vez existe la posibilidad de que un presidente sea negro. En los 60 tú fantaseabas con esa opción y te colgaban del árbol de mango más cercano", puntualizó. EFE – El País.Certa vez o cantor Taiguara, durante os ensaios do show que faria, olhou para cima e ficou encantado com o desenho do telhado. Foi se abaixando e acabou se deitando no chão, e disse que, se pudesse, faria o show deitado, olhando para aquela maravilha.
Uma maravilha por dentro e por fora, fica mais bonito ainda quando visto 37 anos depois, observando o que ele representou para Curitiba. E não apenas no aspecto cultural. No plano urbanístico, o Teatro do Paiol foi o símbolo do porvir. Junto com a Rua das Flores, foram as duas provas concretas de que a cidade estava para virar muito rapidamente algumas páginas de sua história.
A “Hora da Prosa”, série de encontros da Diretoria de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural de Curitiba, vai iluminar os 37 anos de história do Teatro do Paiol com memórias de raro brilho no palco: Jaime Lerner, Paulo Vítola, Lúcia Camargo, Yara Sarmento, Silvio de Tarso, João Egashira e Luci Daros. Na platéia, por certo, estarão presentes muitos dos outros personagens que lá já estiveram, inclusive, se maquiando nos camarins. O encontro com a memória vai começar às 20h. Contudo, somando a bagagem daqueles do palco e da platéia, 24 horas de conversa seria pouco. De tanto que temos para contar do Teatro do Paiol, incluindo aí alguns dos bons momentos de nossas vidas.
Quem tem muito para contar é o publicitário, escritor e compositor Paulo Vítola, que, junto com Adherbal Fortes de Sá Júnior, criou no início do Paiol a peça “Cidade sem Portas”, um dos maiores sucessos da história do teatro paranaense. Se Paulinho Vítola vai contar dos sucessos, e ainda do que representou o Movimento de Atuação Paiol (Mapa) na cena musical, o músico Celso Renato Loch, o Celso Pirata, vai lembrar da hora do recreio no Bar do China. Sobre o bar de Armando (China) Rodrigues, grande percussionista do Grupo Ogum, um dos freqüentadores deixou um registro no belo Boletim da Casa Romário Martins, “Teatro do Paiol: 35 anos de aplausos”, que também será lançado amanhã: “A gente chegava e, invariavelmente, ia para o Bar do China, se reunia, tomava uma cervejinha e encontrava os músicos. Daí chegava o Paulo Leminski com suas loucuras tradicionais, suas grandes sacadas”.
Por motivo de uma inadiável viagem, infelizmente o arquiteto Abrão Assad, que projetou o Teatro do Paiol, não estará presente na “Hora da Prosa” de amanhã. Se não de viva voz, pelo menos no Boletim n.º 137 da Casa Romário Martins, ele conta de uma peça de Manoel Carlos Karam, onde no próprio teatro que desenhou fez o cenário. “Céu da Boca” foi a primeira experiência teatral de Abrão Assad. Embora pequeno, nessa montagem o Teatro do Paiol mostrou sua especial funcionalidade. Assad conta: “Esse cenário surgia do praticável. Era uma história de personagens que roubam o vestiário de um teatro e passam a representar as figuras às quais remetem as roupas que estão vestindo. Em um determinado momento, um deles oferece chicletes para o outro, que pergunta: Vamos plantar chicletes?”
Os chicletes, então, nasciam a olhos vistos, sem blecaute: “Pés de chicletes de 12 metros de altura, todo flexível. Ao nascer, eles dançavam e formavam anéis de um tecido furta-cor que consegui; os pés de chicletes dançavam porque nós puxávamos com fiozinho invisível, juntamente com os dois artistas que encenavam a peça”.
***
Amy Winehouse, de nuevo en el hospital
Amy Winehouse, que fue ingresada en junio pasado por un enfisema pulmonar, regresó al hospital este fin de semana. La cantante, que está luchando contra su adicción a las drogas, se sintió enferma el sábado, por lo que dirigió a la London Clinic (en el centro de la capital británica). Allí ha sido sometida a varios exámenes médicos como medida de precaución, según informa el tabloide Daily Mirror. Un portavoz de la cantante ha negado que este ingreso implique una nueva cura de desintoxicación. AP – El País.Terça-feira, Outubro 28, 2008
Dia 4 de novembro, no Original Beto Batata
Plástica
Foto de Gilson Camargo. plástica é a minha visão sobre as coisasque a vida encerra pro artista
que iluminam pontos de vista
pra que possamos dizer
o que nunca dizemos
para que saibamos que a verdade
é um elemento da vida plástica, pura plástica, cores divididas,
num painel que dá pruma janela
de onde você enxerga a felicidade nunca mais vamos riscar o quadro
de um artista abstrato
e dizer que é um barato
eliminar as pedras do sapato plástica é a minha visão sobre as coisas
que a vida encerra pro artista (thadeu w, bárbara e octávio camargo)
O herói anônimo
Toninho Vaz, de Tubarão, SC.
Capa do Orlando, uma roubada?
Que é isso? Estou convidando o Orlando Pedroso faz um tempão. Acredito que ele não acha que ser publicado na "Gráfica", é uma boa. Novamente faço um convite público. Veja-se!
Kingston, Jamaica, 1962. Nascem os Skatalites, um dos maiores grupos da história da música, criadores do ska e do reggae. Em lendárias sessões no Studio One, eles acompanharam Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff, entre outros. Neste Arena, gravado em 2007, toda essa emocionante trajetória se revela um espetáculo, a primeira apresentação do grupo no Brasil. Vi o show no Espaço Callas, com Vera, Cláudia Seratiuk, Giselle Hishida e Gilson Camargo. Fábio Elias, do Relespública também estava lá. DVD Radiola Records, ao vivo, no Teatro Sesc Pompéia, com todas aquelas canções que se tornaram clássicos que todo mundo conhece. Solda.Todo dia é dia
tinha um pensamento a selva
quando crescer em algum lugar
na selva corre grande
um pensamento Alice Ruiz
Há alguns anos
(Minha classe não gosta, logo, é uma bosta)
— Muito prazer, sou o Paulo Polzonoff.
— Eu sei. disse eu.
— Quero lhe pedir um milhão de desculpas pela crítica que fiz aos seus livros.
— Só um milhão?
— É que eu estou mudando. Tenho apenas 26 anos de idade, sabe como é a juventude... Mas estou mudando. Quer que eu faça uma retratação pública?
— Não, muito obrigado. Porra, meu! Que merda! Rimbaud escreveu tudo até os 17 anos e foi ser contrabandista de armas. Com 26 anos eu já era o bambambam do cartum em Curitiba! Você tem noção que daqui a 50, 100 anos, aquela página onde você fritou os meus livros estará disponível com as suas picuinhas?
— Prazer, eu sou um poeteco de Curitiba, disse Thadeu Wojciechowski, na mesma mesa.
— Quanto custa seu livro?, perguntou Punhetoff.
— Tenho que pagar agora?
— Não, pode pôr na conta do restaurante. Enquanto isso pipocavam os flashes de máquinas fotográficas sobre nós, Lina Faria, Júlio Covello, João Urban, Nego Miranda e todo aquele pessoal que carrega maquininhas digitais documentando o encontro fatal.
— Oi, Eu sou Paula Foschia, namorada do Polzonoff, me dando seu livro Primavera Eterna (não li). E tentou me convencer que ela estava dando um jeito na vida do Polzonoff, safado, tirando ele dessa vida de crítico cricri, cricrizão da porra E me apresentou a seguinte dedicatória: "Para o Solda, que também é amigo da Clarah e só pode ser um cara mui bacana, portanto que este seja o início de uma nova amizade. Um beijo”.
Aí eu falei pra ela:
— Pô, você é aquela amiga que Clarah (Averbuck) me falou. Com amigas como você ela não precisa de inimigas! Mandei ela te cobrir de chineladas! Continuo achando o mesmo. Levantei-me e fui pegar uma coca, acendi um cigarro e fiquei com uma baita pena daquele sujeitozinho se escondendo entre as pessoas que estavam na mesma mesa, que de vez em quando levava uma taça de vinho à boca, numa cara que garanto ser a mais sem vida deste planeta, vazia, sem expressão nenhuma. Era o que restara do Punhetoff. O que ajudou a matar Sebastião Uchoa, que eu nem sequer gostava.
— Está vendendo seu livro, perguntei?
— Quero ver se vendo alguns exemplares dessa merda, disse, referindo-se à porcaria que publicou pela Candide, O Cabotino. Tomei mais duas cocas e fui feliz para o resto da vida, enquanto eles se retiravam com o rabo entre as pernas. Alice Ruiz presenciou tudo e recusou-se a chegar perto da nossa mesa enquanto ocorria o pastelão. Domingos Pellegrini tem toda a razão quanto ao nosso criticozinho. P.S. Ah, Paula Foschia chamou o Fun House, da Clarah Averbuck, de "aquele inferninho deles". E não encontrei o Mário Bortolotto, que dizem, estava na cidade. Todas as estrelas que faziam parte da Feira estavam mais bem escoltadas que astros de rock.
Solda.
Vivendo e aprendendo
— Meu querido, há uma batalha entre dois lobos dentro de todos nós: um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego. O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé. O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou:
— Qual o lobo que vence?
E o velho índio simplesmente respondeu:
— O que você alimenta.
Todo dia é dia
as falas insignificantes
aceito
até os silêncios
que me forem dados
expressar com a transparência das deixas
nem tanto o que
represento
mas sim o que representa
a minha presença
nesse
palco Luci Collin
Todo dia é dia
A Equilibrista
Pé-antepé, avanço na corda bamba
A corda é o fio de uma navalha
E a vara que deveria me dar equilíbrio
Uma enorme serpente branca.
Não há rede de segurança
Os holofotes me impedem de ver a platéia:
Apenas ouço seu mastigar aflito de pipoca e algodão-doce
Assim como seus corações torcedores
Torcem, em seu íntimo mais profundo
Para que eu caia
Que a serpente me envolva
Quebre meus ossos e me devore
Que o fio da navalha chova meu sangue
Aguardam ansiosamente minha queda no abismo
- não haverá baque no final
Assim como não existe o final da corda
Apenas escuridão e seu balançar
Mas sigo em frente
Firme e compenetrada
Sentindo o gelo do aço sob meus pés.
A serpente me alisa, me provoca e me bolina
Ao mesmo tempo me enforca e me desequilibra,
Enquanto enfia seu corpo escorregadio entre minhas pernas.
Os holofotes operam no auge de sua luminância.
Minhas pupilas já não são visíveis.
Não me pergunto aonde isso vai dar.
Apenas sigo em frente
Firme e compenetrada
Sentindo o gelo do aço sob meus pés.
Lo que quisieras decir, di.
No quedes haciendo
lo que, un día, siempre hice.
No quedes sólo queriendo, queriendo,
cosa que nunca yo quise.
Lo que quisieras decir, di.
Sólo diciéndose en el otro
lo que, un día, se dice,
un día, va ser feliz.
p.leminski
Todo dia é dia de releitura
versa até não querer mais
o vício versa
o vício faz viciar
o vício
espera o viciado nos versos
mais inesperados
nos inocentes
nos desesperados
nos puros
descomplicados
o vício espera na esquina
por todos os viciados
que insistem
em não se viciar
é inútil
o vício de fazer versos
é um vício de matar
fazer versos
que são de arrepiar
o vício também dispersa
mas aí
já é outra conversa
nora drenalina
Gabeira voltou, outra vez
Das frases de Fernando Gabeira, a que melhor cabe no momento é essa: “Eu não tenho vergonha de ser bonito”. Depois de abertas as urnas do Rio de Janeiro, quando cumprimentou com a costumeira civilidade os adversário e falou à imprensa, Gabeira devia ter acrescentado: “Eu não tenho vergonha de ter feito bonito”.E o ex-guerrilheiro fez bonito. Só não ganhou porque foi decretado feriado antecipado na segunda-feira e 25% dos cariocas, que não resistem às tentações, foram à praia eleger a próxima musa do verão.
Para Fernando Gabeira, mesmo assim ausentes os cariocas estão perdoados, porque é o próprio candidato que abençoa os relaxados: “Na praia, mesmo que não queiram, as pessoas têm um corpo. Ninguém pode fingir que é puro espírito quando está seminu”.
Para o Rio de Janeiro ganhar um redentor da alma carioca, enfim, a Fernando Gabeira faltaram umas titicas de votos e, aos cariocas, o puro espírito. Depois de exilado, Fernando Gabeira tem tentado retornar ao Brasil em vão. Na primeira vez que retornou, em 1979, sua chegada foi a mais espetacular depois da anistia. Desembarcou no Galeão nos ombros da banda de Ipanema, no mesmo avião que trouxe da Europa o time do Flamengo, e ali mesmo foi escalado para jogar na extrema esquerda da torcida brasileira.
Naquele dia, os órgãos de segurança também foram ao aeroporto recepcionar o filho pródigo, com a intenção de levar Gabeira em passeata pela orla carioca dentro de uma caminhonete veraneio da repressão. Ruy Castro, no livro Ela é carioca, registrou a ocorrência: “Sem conhecer Gabeira, os tiras abotoaram um barbudo que desceu do avião. O barbudo negou enfaticamente ser Gabeira, mas os homens não quiseram saber e o levaram pedalando no ar. Enquanto isso, o autêntico e único Gabeira, com suas roupas coloridas, passou todo frajola pela Polícia Federal e caiu nos braços da massa”.
Esse foi o primeiro retorno de Gabeira ao Brasil. Vindo da França, a segunda “rentrée” aconteceu dias depois, ainda mais triunfante: chegou a Ipanema com uma tanga que chegou a chocar até o shortinho justíssimo de Rose di Primo, a mulher objeto que passou uma eternidade nas paredes das oficinas mecânicas. A tanga de Gabeira, de crochê lilás e verde, na verdade era a calcinha do biquíni de sua prima Leda Nagle. Aquele que era para ter sido o “verão da abertura”, para desânimo da esquerda com papel passado em cartório, tornou-se o “verão da tanga”. Com outra decepção aos que esperavam o macho salvador da pátria: Gabeira anunciou na frente da turma do Pasquim o “crepúsculo do macho” e se declarou bissexual. Ziraldo, o que nunca negou fogo, teve um chilique e broxou.
A terceira “rentrée” de Fernando Gabeira no Brasil foi quando lançou o livro O que é isso, Companheiro?. A quarta “rentrée” sucedeu com o ingresso do guerrilheiro de tanga lilás e verde ao cenário da política partidária. Na quinta “rentrée”, Gabeira desceu no aeroporto de Brasília, foi recepcionado pelos repórteres de plantão e vestiu o paletó de candidato a presidente da República pelo Partido Verde. Sem contar que, entre idas e vindas ao Distrito Federal, deu de dedo no “mensalinho” Severino Cavalcante.
A sexta “rentrée” de Fernando Gabeira no Brasil foi sua candidatura a prefeito do Rio de Janeiro. Outra vez desceu no Galeão, foi prefeito no fim do primeiro turno e, ao cabo do segundo, voltou de onde partiu. Não foi dessa vez que Fernando Gabeira retornou definitivamente ao Brasil. Mas não vamos perder a esperança. Gabeira vai voltar, outra vez. Porque, mesmo sem passaporte para entrar nos EUA, o eterno guerrilheiro não está com visto vencido no Brasil e mais quatros anos de espera no saguão do aeroporto não é muito, considerando que “a esquerda quer que as pessoas esperem setenta anos para ter um orgasmo quando a revolução triunfar”.
Dante Mendonça (28/10/2008) O Estado do Paraná.
Aviso aos navegantes
Solda.
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
Todo dia é dia
meu tempo passar
de tempos em tempos
ele passa
como se passasse
só por passar
eu passo
passo a passo
passando o tempo
vendo
o tempo passar solda















































































































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