Sexta-feira, Julho 31, 2009

Ivo Rides Again!

Foto de Daniéle Regis.

Marcos Prado

Foto sem crédito.

Banned and Controversial TV Commercials

Foto sem crédito.

Cruelritiba: Bichos e Brinquedos

Foto de Lina Faria.

Fraga

Foto sem crédito.
O guapuruvu é uma árvore que se mede com a trena da admiração: é bem alta; mais que alta, altiva; mais que altiva, altaneira. Do topo da copa, alçada a 30 metros do chão que a sustenta, ostenta uma soberania que ignora até árvores acima. Soerguida por si mesmo, em troncos que nem abraços abarcam, não está nem aí para a utilidade e a rentabilidade rapinas que pairam sobre os arvoredos: renega fruto comestível e sonega madeira aproveitável (só encaixa em caixotaria).
Porém, à revelia do seu egocentrismo verdejante, mostra-se esplendorosa na primavera e frondosa no verão, dadivosa mesmo sem querer: não nega sombra nos quintais nem assombro amarelo ao paisagismo. Através da Mata Atlântica, atreve-se da Bahia ao RS. Adaptado à mesquinharia dos espaços urbanos, com uma imponência impressionante acompanha andar por andar o prédio do seu território. Aparente fortaleza em tempo bom, sua galharia pode esfrangalhar nos temporais, fragilidade de causar desdém em arbustos. Já nas fotografias, se comporta com o porte digno dos jatobás, intocável pujança vegetal. Nem por isso se livra de ser crivado, nos compêndios botânicos, pelo palavreado científico que o define em detalhes indecifráveis pelo leigo: lenticelas, alternas, bipinadas, folíolos, pilosas, obovado, elíptica, papiráceo. Como cresce rápido como o mato, o guapuruvu se abarrota de carbono e arrota oxigênio. Como vive apenas uns 30 anos, logo abre brechas na paisagem e nos deixa sem ar. Garbosamente enfileirado nos canteiros centrais em trechos de avenidas maiores, como a Cavalhada e a Protásio Alves em Porto Alegre, toda vez que passo por elas, o sobranceiro guapuruvu alarga meu espanto – me deixa de fronte elevada e queixo caído. É que eu, vindo de uma infância sem um desafiador guapuruvu no currículo das trepadas em árvores, agora me maravilho tardiamente com a sua possante silhueta. Puizé. Tenho uma queda pelo guapuruvu. Vai ver por falta de tombos dele.

São Luiz do Purunã

By Lejambre.

Tcham!

"Tempos difíceis", é o primeiro livro do artista Jorge Torres Galvão.

A Caderno Listrado, convidou o artista Jorge Torres Galvão, a propor um livro de seu trabalhos. Ok, Caderno Listrado! disse o Jorge...
Então fizemos uma tiragem de 100 livros, em serigrafia, papel canson fine face 200g, capa dura revestida com tecido listrado (lindo!), todos costurados manualmente, encapados manualmente e com 44 páginas de imagens... parece pouco! Depois de 7 meses produzindo todo o projeto gráfico, imprimindo frente e verso de cada página, costurando todos os 100 livros, revestindo e encapando tudo... é, eu acabei a primeira parte! Já o Jorge!
O Jorge! artista plástico, designer, ilustrador, pai de familia, moço respeitável, pixador, grafiteiro e parceiro de longa data... ele fez muitas interferências em cada um dos livros.
Para cada exemplar, Jorge Torres Galvão fez uma capa difente para cada livro... Puxa! Que moço bacana. Para cada página destes 100 livros, ele fez muitos desenhos com caneta, canetinha e canetão, muitas marcas com spray, muitas colagens, muitas letras set, muitas coisas lindas que transformaram o que seria um livro com uma tiragem de 100 exemplares, num livro com uma tiragem de 100 peças únicas e calmamente exclusivas.
Essa é uma breve explicação do que é o "Tempos Difíceis", segundo livro produzido e executado pela Caderno Listrado. E é com esse convite que esperamos sua presença nos lançamentos dos dias:

06/08/2009, às 19 horas, na Itiban Comics Shop,em Curitiba, Av. Silva Jardim, n°845 (41) 3232-5367 & 08/08/2009, na Livraria e Galeria POP, às 17 horas em São Paulo, Rua Virgilio de Carvalho Pinto, 297 , bairro Pinheiros (11) 3081-7865. Jorge Torres Galvão: 41 8404 7933.

Paixão

Gazeta do Povo.

Dibujo

Rá!

Joyce Vieira. Foto sem crédito.

Quem é que faz essas fotos?

Fraga

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Espetáculo de Denise Stoklos tem data prorrogada

Foto sem crédito.
O espetáculo Mary Stuart, produzido e encenado por Denise Stoklos, e que seria apresentado no Teatro Positivo Grande Auditório, terá sua data de apresentação prorrogada.
A decisão foi tomada pela produção do evento em comum acordo com a direção do espaço devido às recentes recomendações do Ministério da Saúde para evitar aglomerações como medida de prevenção a contaminações pela Gripe A.
O valor dos ingressos poderá ser ressarcido desde já nos pontos de vendas do Disk Ingressos e na bilheteria do teatro. A nova data de realização do espetáculo ainda está sendo negociada com a produção da peça.

Benett

Gazeta do Povo.
Este lindo cãozinho foi encontrado entregue à própria sorte junto a uma lixeira comunitária, numa estrada de chão perto de Curitiba. Estava pele e osso, mas o que mais impressionou foi a expressão de “desisti” que ele tinha nos olhos. Resgatado, está sendo cuidado e alimentado (com ração). Foi vacinado, desverminado, e está gradativamente recuperando o peso e a auto-estima. Deve ter 5 ou 6 anos de idade. Trata-se de um legítimo vira-lata com algumas características de basset hound. É extremamente dócil, tranqüilo, silencioso e – disseram no canil onde ele está – faz coco bonitinho no jornal. Ou seja, não precisa nem de muito espaço. Precisa de uma casa, carinho e respeito, essas coisas que todo ser vivo merece e deveria ter. Se você quer essa jóia, ou sabe de alguém legal que queira, fale comigo: marceloredator@uol.com.br.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Anote na agenda

Mostra de Cinema Espectros em Retrospecto: O cinema como memória de regimes autoritários De 3 a 09 de Agosto CINUSP "Paulo Emílio" e Galeria Olido. Confira a programação completa de filmes e debates aqui, clica!
Folha de Londrina.

Anote na agenda

Tcham!

Rachael Taylor. Foto sem crédito.
Foto sem crédito, craro, cróvis!
Folheando um álbum fotográfico publicado em comemoração ao Centenário do Paraná, essa curiosa imagem assim legendada: “Um restaurante rústico em Curitiba”. Devia ser o que chamamos hoje de um “restaurante temático”, inspirado naquele Paraná de 1953, quando os pioneiros alimentavam o futuro à sombra da natureza.
Tão curioso quanto a imagem do restaurante é o apanhado fotográfico do Centenário. De bom formato (22x28), o álbum em preto e branco acolhe imagens de todo o Paraná. De Curitiba, além das mais ricas residências, a paisagem urbana hibernal. De Londrina, os retratos que parecem saídos dos livros de Domingos Pellegrini e, na capa, aquela fotografia que virou símbolo do “ouro verde”: duas mulheres de imensos chapéus, com suas peneiras lançando grãos de café ao alto.
Curiosa ainda é a edição: na capa, apenas duas palavras: Paraná Brasil. Na página de rosto, ao lado de uma foto da então sossegada Praça Osório, o ano da publicação: 1953. E daí em diante, fotos com mínimas legendas, e nada mais. Sem texto de apresentação, qualquer identificação dos editores e, o que é lamentável, sem os devidos créditos das fotografias.
Mas porque hoje é sexta-feira, véspera da maratona gastronômica de sábado e domingo, vendo o retrato do “restaurante rústico” garrei a imaginar o cardápio.
Nas paredes vazadas de troncos leves, uma pele de veado, parece, e a outra de onça; o que nos leva a crer que neste restaurante tenha nascido a “carne de onça”, este nosso típico acepipe de Curitiba. Sobre a mesa, uma gasosa (Cini, com certeza) e uma cerveja: mesmo sem aparecer o rótulo, podemos apostar que é a própria cerveja Original, de Ponta Grossa.
Vejamos os pratos do dia: paca, tatu, cutia também. Em 1953, os bichos corriam em bandos ali no Barigui, a passarinhada voava para as frigideiras de Santa Felicidade, os lambaris vinham em balaios do Rio Ivo e cachorro se amarrava com linguiça. Portanto, tenho por mim que o casal da foto pediu de entrada “carne de onça”, seguida de polenta com fritada de sabiá, tendo como fundo paca assada no forno a lenha. De sobremesa “sagu com creme”, como sempre foi e será.
Algumas outras suposições do cardápio, tendo como referência a lenda de que o curitibano era uma estranha tribo que se alimentava de pinhões e o testemunho do escritor Fernando Pessoa Ferreira, na crônica Curitiba, a fria, na qual recomenda o Bar Cinelândia, com seus “camarões inenarráveis, colhidos horas antes nas mornas águas da baía de Paranaguá”, ou uma sopa de tartaruga a caráter, ou um filé de jacaré. Já no Espeto do Bacalhau, a coleção de saladas e frios abria uma extensa variedade de carnes no espeto, tudo encerrado com um galeto bem tostadinho.
Ao pedir a conta, fica a pergunta aos contemporâneos do centenário do Paraná: qual seria o nome e o endereço deste restaurante rústico de 1953?
Dante Mendonça (31/7/2009) O Estado do Paraná.

Solda

O Estado do Paraná.

Serviço de xarjincasa

Solda

O Estado do Paraná.

Poluicéia desvairada!

Long Chaise.
Instituo Tomie Ohtake.
Escultura de Saint Clair Cemin.
Foto de Lee Swain.

Apressando a tempestade

Para alguns é sempre escuro e os raios que deviam rasgar a areia da praia, parecem sempre esmurrar a sua vidraça. Com Marcos Prado era assim, nenhuma piedade e uma alucinada urgência. Por onde ele passava, distribuia, sem economia poesia e confusão. E se um dia correu atrás de algo parecido com felicidade, não o fez sem antes deixar incêndios pelo caminho. A poesia de Marcos Prado é uma liberdade assassina, do tipo que não manda você pra sepultura, pelo menos deixa seu nariz quebrado irremediavelmente. Do meu ponto de vista, que não é exatamente privilegiado, ainda posso ver Marcos Prado mijando na cabeça do capeta e indo se esconder atrás de algum por de sol.
Então não vou reivindicar aqui o direito a uma vida longeva. Vou sim desfrutar de toda desolação, ironia e pesadelos. Marcos passou por aqui como um trem bala, mas em cada estação largou cúmplices-pupilos muito mal intencionados que vêm saqueando fortalezas de poetas zelosos e regrados. Eles estão abalroando transatlânticos de literatos polidos e fazendo andar na prancha os sisudos. O fantasma do Marcos segue "escrevendo neste papel pelas costas" e " entortando o cano da escopeta". É o legado do cara que tinha horror ao "tempo bom". Marcos Prado foi sempre o cara apressava as tempestades. Mário Bortolotto.
Poesia não se faz com palavrinhas, mas com palavrões. Paulo Leminski.

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Teresina

Paixão e Soruda san, dois cartunistas suando numa noite na Praça D. Pedro II, no 26º Salão Internacional de Humor do Piauí. Foto de Ricardo Soares.

Uebas!

Vai lá!

Reggae Acústico no Jokers

Foto de Bárbara Magalhães.
O projeto Acústico Mundo Livre prossegue no Jokers (R. São Francisco, 164) nesta sexta-feira, dia 31, com o show das bandas de reggae Realize e Yo"Mana"Ho. O projeto foi criado para gerar uma maior visibilidade aos artistas locais independentes com versões acústicas e exclusivas. O espetáculo tem direção artística de Helio Pimentel, direção executiva de Rafaela Malluceli, direção musical de Marielle Loyola, e produção musical de Vinícius Braganholo.
Numa noite com a pegada de reggae de raiz a banda Yo”Mana”Ho – que começou sua história no primeiro semestre de 2005 – vai apresentar ao público algumas versões de bandas e cantores consagrados como Bob Marley, Chimarruts, Natiruts entre outros. Mas ao contrário de uma banda cover, a Yo”Mana”Ho guarda para o ponto alto do show suas próprias composições que tem recebido uma ótima aceitação do público.
A Yo”Mana”Ho está começando os preparativos para o lançamento de seu primeiro álbum. No repertório, os músicos vão apresentar a essência da banda com canções que ganham uma forma de poesia, falam de amor, natureza e vida. No Paiol, a promessa é de um show movimentado, primando por canções de autoria própria e cheio de influências pessoais que, segundo os integrantes do grupo, apresenta um diferencial que envolve a platéia em um clima de amor, liberdade e descontração.
Ao longo de sua trajetória a banda passou por algumas reformulações, até chegar ao quadro ideal de músicos. Hoje a Yo”Mana”Ho é formanda por Deco (voz), Maicon (guitarra), Caco (baixo), Ruan (guitarra), James (teclado), Ni (percussão) e Jacaré (percussão).
Serviço:

Projeto Acústico Mundo Livre, Apresentação das bandas Realize e Yo”mana”Ho. Sexta-feira, dia 31, às 22 horas, no Jokers (Rua São Francisco, 164, Centro Histórico) Entrada livre até às 21 horas. Após R$10. Discotecagem DJ Ronypek. Reservas fones 41 33 24 23 51 ou 30 13 51 64.
www.jokerspubcafe.com.br

Ontem, no Jacobina

O chef Robert Amorim, Beto Batata, Pomme de Terre, que preparou o delicioso Cassoulet da Rainha Margot, nas Noites de Inverno do Jacobina. Foto de Bárbara Magalhães.
Foto de Katie Müller, montagem de Soruda san.
Faleceu o Dr. Rubens Meister, 87 anos. O cara que projetou o Teatro Guaíra. Há uns quatro anos eu o entrevistei em sua casa para uma projeto que comemorava os 30 anos do Teatro. Áldice Lopes era o produtor, o Paulo Biscaia o câmera e eu o entrevistador. Ficamos em sua casa, nas Mercês, por umas três horas. Conversamos bastante e está tudo gravado e (talvez?) guardado nos arquivos do Guaíra. Nunca tinha falado com ele e tinha lido quase nada a seu respeito, só sabia sobre a história da construção do Guaíra (que a Gazeta conta hoje). Aliás, ele me disse que o seu projeto para o concurso da construção do Teatro Guaíra ficou em segundo lugar, mas a Gazeta diz, hoje, que ficou em terceiro. Qual será a verdadeira história? A verdadeira é que o governador Bento Munhoz da Rocha (que me parece deveria ser um exemplo para todos os políticos brasileiros!) entendeu que o do Rubens era o ideal, por razões estéticas, provavelmente. E assim foi. Inteligência custa caro e ousadia custa mais ainda. Alma e educadamente ele falou de muito. Contou que trouxe um técnico do Teatro Scala de Milão para fazer as adaptações que dariam ao Guairinha uma acústica de primeira. E ela tinha mesmo. Quando perguntei se ele sabia que o ciclorama de madeira, equipamento que deveria ter sido tombado pelo patrimonio, tinha sido destruído e colocado abaixo, sendo substituído por um pedaço de pano, ele me peguntou: “Quem fez isso”? Disse-lhe. Ele demonstrou uma profunda, dolorosa e íntima desolação. Quem dá texto no palco do Guairinha, ouvindo um cantor de rock aos berros no Guairão, com a certeza de que o público não está ouvindo nem um nem outro, não tem ideia de como já foi diferente.
Enfim... Mas voltando ao Dr. Rubens Meister. Em três horas de conversa adquiri uma admiração, um respeito, uma incrível simpatia por sua inteligênia, elegância, educação, sua compreensão da modernidade, seu respeito pela profissão, seu amor pelo trabalho e seu humor. Pareceu-me um homem sensível, honesto, conhecedor profundo das coisas.
Nunca esqueci aquele dia. Eu não sou um radar de gênios, mas hoje, na matéria da Gazeta, o genro dele referiu-se ao sogro como tal. Eu tive a mesma certeza quando conversamos. Apesar dos seus 87 anos, fiquei triste hoje pela manhã quando li a notícia, e recordei nossa conversa. Conversa que me marcou muito. Se existe um céu para os arquitetos, tenho certeza de onde está o grande Rubens Meister. Passando na hora do almoço pela Praça Santos Andrade, pensei ver diante do Teatro Guaíra, alguma coisa que homenageasse seu criador. Nada. Mas para quê? Se lá está a sua obra, imponente, bela, iluminando Curitiba!
E de novo o exercício da imaginação. O que pensou para o teatro aquele homem ilustrado e culto? O silêncio da arquitetura maravilhosa que é o Teatro Guaíra, talvez estivesse dizendo: “Milhões de artes! Mas hoje, não por respeito, mas por falta de ação política e amor ao teatro, eu, Teatro Guaíra, sou um profundo silêncio”. Edson Bueno, ator, autor e diretor de teatro.

Banned and Controversial TV Commercials

Marcos Prado vive!

Foto sem crédito.
O Marcos Prado era curitibano – pobre e beberrão. Imaginem o inferno que foi viver justamente na cidade mais conservadora do sul do cu do mundo. Aqui, para viver, artista tem que pedir por favor. Cidade má para com seus mais dotados, só dá valor quando o sujeito morre ou prestes a ir para o bico do corvo. Mas o Marcos não estava nem aí para essa cambada sem alma. E escolheu, entre as muitas, a Curitiba que amava. Viveu como um dândi. E a mulherada fazia fila para entrar debaixo do seu cobertor. Genial, polêmico, Marcos Prado tinha um parceiro em cada canto. Ele, o canalha perfeito, capaz de fazer qualquer um rir a noite inteira e nem perceber que acabava pagando toda a bebida.
Tudo a seu redor respirava uma atmosfera de poesia e encantamento. Ébrio ou sóbrio, levou a vida além dos limites. E riu como poucos riram da mediocridade curitibana. Bebedor voraz, fumante insaciável, poeta em tempo integral. Prado é destes poetas que tiveram a coragem (ou imprudência?) de impregnar a chama eterna da poesia que tanto amava com os fragmentos descartáveis da vida. Clássico contemporâneo, lírico cibernético, épico barroco? Ei-lo, inteiro, o nosso saudoso poeta que, como seus iguais, absorveu todo o bem e o mal-querer destes séculos e, em vez de expressar desencanto, cinismo, morbidez e tristeza, conseguiu ir além e nos brindar com a saúde dos seus poemas, esses frutos vivos que, certamente, têm polpa, seiva e caroço suficientes para atravessar, com sabor, os séculos futuros.
Antonio Thadeu Wojciechowski
e Roberto Prado.

O Bardo. Clica!

Liminar concedida à Monsanto recolhe cartilha sobre produtos orgânicos

A cartilha "O Olho do Consumidor" foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor. Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está "vazio"). Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos. Edson Pilatti.

Dibujo

Desenho de Orlando Pedroso.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.
Dóris Teixeira, no Original Beto Batata.
Foto de Lina Faria.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

El Maestro

Desenho de Miran.

Charge antiga

Publicada na revista Atenção, Grafipar Gráfica & Editora, final da década de 70.

Avenida Olinda

Dibujo

Benett

Gazeta do Povo.

Vai lá!

Ele

Foto sem crédito.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Uebas!

Foto sem crédito.

Fraga

Cadeia alimentar existe em qualquer sistema. Aprendiz voraz, o capitalismo adaptou da natureza a máxima que o maior come o menor. Nessa jângal de escritórios, a hierarquia funcional oferece um farto cardápio: cargos abaixo fornecem as calorias que engordam o poder acima. Assim, gulosos ou famintos, superiores (força de expressão) lambem os beiços ao mirar o teor protéico dos subordinados, enquanto salivam disfarçadamente na direção de seus saborosos comandantes. As refeições se sucedem, temperadas por feroz competição: o diretor se alimenta de supervisores, estes de gerentes, que se abastecem de chefes, que engolem subalternos, que se entredevoram todos. Empanturrados de prepotência, arrotam ordens e palitam os dentes com ossinhos submissos. Mas nem tudo é previsível na base da pirâmide. Lá sobrevive e resiste a rosnados um jovem animal – o office-boy.
Que não é iguaria para quem busca ascensão à custa de crachás estraçalhados. No nada a perder do primeiro emprego, é capaz de cuspir nos predadores. Nascidos pra desaforar, office-boys desenvolvem caninos suficientemente aptos para chegar à direção de um banco nacional (um deles até alcançou a presidência do maior dos bancos nacionais). Nesse cruel refeitório empresarial, é impossível não torcer pela inversão da lei da selva de lambri e fumê. Bom apetite, meninos!

Vai lá!

Meu querido Anônimo

Leitor enfurecido deste blog, inconformado com as brincadeiras (sérias) que fazemos (esporadicamente) contra políticos corruptos e ganância desenfreada, acusa-me de canalha, escroto e arrogante, e ao Solda de analfabeto. Mas continua no anonimato. (Podem ser dois leitores, mas não faz diferença, pois o grunhido é o mesmo.)
A pergunta básica ao nosso sherif de plantão: qual motivo levaria um cidadão em defesa de um governo instituído pelo voto direto (sou legalista, seu idiota)a fazê-lo de forma tão agressiva (raivosa) e no anonimato?
A raiva eu entendo – pois o dito cujo deve ser funcionário do governo federal e, além de tudo, pensa que somos tucanos; mas e o anonimato? Como justificar o anonimato na emissão de pensamentos e juízos políticos sobre pessoas que frequentam esta pocilga eletrônica? Como você quer ser levado a sério, querido Anônimo? O Lula e o PT se prejudicam com a sua defesa e cumplicidade – pois é mais uma bandeira do despreparo político dos que assumiram o poder.
Tenho uma proposta a lhe fazer: vamos elevar o nível da conversa tornando-a franca e honesta? Não é o que se espera de cidadãos que se pretendem politicamente úteis na construção de uma sociedade mais saudável? Onde ficou a transparência?
Querido Anônimo: saia das trevas e venha explicar as suas convicções como uma pessoa madura e civilizada. Você próprio está desqualificando suas teses.
Outra coisa: não fui arrogante ao escrever a nota Mar de Lama, fui provocador. Afinal, sugerir que o jagunço Sarney peça o boné e largue o osso já é um anseio nacional. Você tem lido os jornais? Toninho Vaz, de Santa Teresa.

Alhures do Sul

Foto de Katie Müller.
Rubens Meister, Botucatu, SP, 1922,
Curitiba, PR, 30 julho 2009.

Paixão

Gazeta do Povo.

Serviço de xarjincasa

Solda

O Estado do Paraná.
Nas antigas moradas curitibanas, um local era sagrado: a biblioteca. Na época, a televisão só pegava no tranco, com a imprescindível ajuda de Bombril pendurado na antena. Imprescindível também a lareira, que em muitas casas era falsa, tendo um celofane vermelho e uma lâmpada para complementar os efeitos visuais de inverno.
Na segunda metade do século passado, contam os curitibaníssimos, famosas eram as bibliotecas do crítico Temístocles Linhares e do ex-governador Bento Munhoz da Rocha Netto. Afora outras tantas que eu, como ave de arribação, nem posso citar. Ah, sim, a biblioteca do David Carneiro era fabulosa e a do mestre Wilson Martins, pois sim!
Da biblioteca do Bento o escritor Wilson Bueno já foi testemunha, conforme as lembranças do bardo que habita o Palacete de Tico-Tico de ricas estantes: “Cresci nas proximidades da casa de Bento, ali na Carlos de Carvalho. Duas ou três vezes, pivete atrevido que sempre fui, percorri, deslumbrado, a biblioteca do mestre. Afável e de uma simplicidade rara em homens públicos, devo confessar que o Dr. Bento não se fez de rogado frente ao menino pobre e de calças curtas que, curioso da fortuna intelectual do vizinho ilustre, lhe bateu ao portão da bela residência. Tenho, até hoje, o exemplar de um de seus livros, Itinerário (1958), devidamente autografado. Uma das preciosidades de minha modesta biblioteca. Claro, aos 12, 13 anos, não tinha consciência da importância histórica do vizinho célebre, mas todas as vezes em que lhe importunei a paciência, pronto atendeu o piá curioso com modos cândidos de avô complacente. E, jamais vou esquecer: quando lhe confessei que desejava ser médico, demoveu-me do intento, de um modo irônico: Por que médico, guri? Médico só lida com doença... E o teu destino, vê-se, não parece ser este...”.
De fino faro, daquela vez Bento Munhoz da Rocha Netto não percebeu a qual medicina se referia Wilson Bueno: doutor do espírito, esta era a vocação do piá de calças curtas.
Cinquenta anos depois, se o pivete atrevido ousasse entrar numa morada curitibana de bom tamanho (ou seja, um apartamento no Batel), não poderia percorrer deslumbrado uma biblioteca, porque elas já não existem mais. E se existem são raríssimas. Como exemplo, o acervo do casal Alberto Albergaria e Noriko Ohta, que moram bem felizes em cômodos com 10 mil volumes, inclusive no banheiro. Albergaria trabalhou na Usina de Angra, na área nuclear, e a jornalista Noriko passou pelo O Globo e Jornal do Brasil. São dois novos curitibanos atípicos. Não fossem assim, na principal sala do apartamento teriam um home theater, com uma televisão de 42 polegadas e demais anexos de última geração.
Com um home theater, é como viaja a maioria dos nossos contemporâneos. Com uma biblioteca viajávamos nós outros, turistas de bibliotecas.
Guardamos boas lembranças daquelas andanças mundo afora: conhecemos Paris pela primeira vez tendo como guia Víctor Hugo e, no mesmo pacote, Michel Zevac nos apresentou os doges de Veneza (A Ponte dos Suspiros e Les Pardaillans). Nós os “ratos de bibliotecas”, meninos pobres e de calças curtas, dávamos a volta ao mundo com Júlio Verne. Sem passaporte, apenas com a carteirinha da biblioteca pública. Quando em casa não tínhamos biblioteca, tínhamos gibiteca, e assim conhecemos a África inteira montados no Herói, o cavalo do Fantasma. No Brasil viajamos muito, conhecemos todo o nordeste a custo zero: José Lins do Rego era um grande anfitrião, Graciliano Ramos nos desvendou as catacumbas do Getúlio Vargas e Jorge Amado, aquele adorável cafajeste, nos mostrou a Bahia de cabo a rabo, principalmente o rabo. Cruzamos o Rio Grande do Sul escoltados por Erico Veríssimo e no Rio de Janeiro sentamos no Maracanã ao lado de Nelson Rodrigues.
Nos últimos anos voltei a fazer todos estes roteiros turísticos. Só que agora num home theater.
Dante Mendonça (30/7/2009) O Estado do Paraná.

Solda

O Estado do Paraná.

Poluicéia desvairada!

A cidade não esquece.

Foto de Lee Swain.

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Most Offensive, Banned and Rejected Ads

Energizer - Chile - Rejected by the client.

Faça propaganda e não reclame

Foto sem crédito.
o vento venta
deixe eu pensar
não sei de cabeça
é oito ou oitenta?
porém não esqueça
que antes e depois e no meio
- isso só contando
no sentido horário -
tem outros novos números
que esqueci num dicionário
o vento venta
o oito não é o começo
o oitenta não chega ao fim
é oito ou oitenta?
conte pra mim


Roberto Prado

On the road: Vale do Rio Ivaí

Foto de Lina Faria.

IKEA Tidy Up Banned Commercials

Teresina

Desenho de JotaA.
Nelson Padrella e Leila Pugnaloni no Solar do Rosário. Foto de Gianna Roland.

Paixão

Gazeta do Povo.

Tristeresina (Torquato Neto)

Vale a pena ver de novo.

O pingo no espaço branco, linear e breve, engorda e fica brevelíneo. Os seres de Solda, raramente chatos, quase sempre achatados, estão espremidos pelas circunstâncias: plásticos se espalham na ocupação plena do espaço mais horizontal que vertical. Claro que há, também, os que seguem a chama da vela, quase góticos em sua agudeza de agulha pronta a perfurar o céu, longelíneos. Se faz isso com o traço e a troça é capaz de exercer tais magias com as palavras no seu escavado, onde as frases são curtas mas de profundas reverberações semânticas.
Um pingo no espaço que engorda, Sancho Pança, Aníbal Khoury, ou quase se estica em distúrbio glandular, Don Quixote, o Magro do Henfil, nunca jamais o Tadeu França. Riscos e rasgos, a partir de hoje em exposição dos cartuns no Bar Ocidente, um dos raros espaços culturais não pertencentes à loba romana do mecenato oficial. Artes do Solda, talento que dá liga. Luiz G. Mazza(março, 1985)

Vai lá!

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Tcham!

Vai lá!

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.
As pessoas passam a vida
pensando em tirar a sorte grande.
Nem se dão conta que isso
já lhes aconteceu – ao nascer.

Benett

Gazeta do Povo.

Puizé!

Amy Winehouse. Foto sem crédito.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Serviço de xarjincasa

meus amigos,
essa manada de elefantes:
ainda tenho
que salvar um leão
por dia
para que a selva
continue como antes
solda
(depois de batista de pilar)

Dibujo

Fraga

Puizé!

By Enéas Lour, el Lejambre.
Desenho de Cesar Marchesini.

Solda

O Estado do Paraná.
Foto sem crédito.
Depois de sete dias e sete noites chovendo, levantei a voz ao céu e perguntei: “Meu Deus, onde não está chovendo?”. Uma voz me respondeu lá do alto: “Em Céu Azul!”. A voz não era Dele, era de São Pedro, a quem retornei: “Por que só em Céu Azul não chove?”. Pedro explicou: “Elementar, meu filho: é por que lá é Céu Azul!”.
Olhando lá de cima, São Pedro localiza Céu Azul junto a uma inacreditável mancha verde, cidade com um quintal privilegiado: município com uma área total de 1.183.000 metros quadrados, destes 852.000 metros quadrados são parte da reserva nacional Parque do Iguaçu. Fica entre Foz do Iguaçu e Cascavel, a 51 quilômetros, em linha reta, da represa de Itaipu.

Azul e verde, portanto, devem ser as cores da bandeira da cidade para a qual liguei imediatamente:

— É da prefeitura de
Céu Azul?

— Sim,
Secretaria de Turismo de Céu Azul.

— Por favor, gostaria de algumas informações.

— Quantas precisar.

— Por que
Céu Azul?

— Porque aqui o céu é azul! Quando chegaram os primeiros colonos alemães e italianos, eles armaram acampamento no morro, onde está localizada hoje a igreja matriz. Sentados embaixo de um pé de imbuía para descansar, observaram que o céu estava nitidamente limpo, sem nenhuma nuvem, resplandecendo o azul celeste. E, pelo lado do Parque Nacional do Iguaçu, o azul escuro.

— E deram o nome de Céu Azul!

— E o que mais impressionou os colonos é que, olhando em torno, nas bandas de Cascavel e Foz do Iguaçu, chovia demais da conta. Só aqui, aquele azul de doer os olhos.

— Qual o índice pluviométrico do município?

— Não temos esses números. Uma vez tentaram medir mas desistiram, porque aqui não chove. Se chovesse, a cidade teria que mudar de nome.
Aqui só chove soja, milho e trigo.
— Então chove dinheiro!

— Quando a safra é boa, o gado é gordo e o governo não atrapalha, chove colheitadeira nova, carro novinho em folha, muito churrasco e cerveja.

— E água, tem água com o céu sempre assim azul?

— Água é que não falta: de um lado o Parque Nacional do Iguaçu, um mar de verde. Do outro lado, o lago de Itaipu.
— E como é feita a irrigação da terra?

— À noite, com o sereno da Lua. O orvalho mata a sede do gado e molha a lavoura, com abundância nas noites de
Lua cheia.

— Essa cidade é um milagre da natureza!

— Da natureza, não! É um milagre de São José Operário, o padroeiro que nos abençoa do alto do morro da igreja matriz.

— E as crianças de Céu Azul, nunca jogaram futebol na chuva? Os homens nunca andaram de guarda-chuva e as mulheres nunca usaram sombrinha?

— Sombrinha só nos dias de verão. Guarda-chuva só foi visto um, quando o promotor público de Curitiba veio morar em Céu Azul. Passou vergonha, o coitado, ainda mais de galocha! Por falar nisso, é verdade que em Curitiba metade da população usa galochas?

— É verdade. Galochas e meias brancas! E é justamente de Curitiba de onde eu estou falando. Aqui chove sete dias e sete noites sem parar, será que vocês podem nos emprestar um pedacinho desse céu azul?

— Com o maior prazer, mas infelizmente o nosso azul é intransferível, é único no mundo. O que podemos emprestar são as orações de São José Operário, quem sabe assim o nosso padroeiro envie um pouco de sol para
Curitiba.

— Poderiam nos enviar urgente estas orações de
São José?

— Amanhã mesmo vamos remeter as orações de São José Operário, na escrita original de Roma. Porque céu origina-se do latim “caelum”, significa a abóbada celeste, o espaço ilimitado e infinito. E azul vem do persa “läzwärd”, através do latim medieval “azurium”, designando a cor do céu sem nuvens.

— Que o padroeiro de Céu Azul nos ajude e guarde. Precisamos muito de suas preces. Curitiba é uma cidade em preto e branco. A paisagem é cinza, o vermelho do ônibus Expresso esmaeceu, o amarelo dos ipês só nos cartões postais e o verde, verde que te quero verde...
Dante Mendonça (29/7/2009) O Estado do Paraná.

Solda

O Estado do Paraná.

Poluicéia desvairada!

Mambembe.
Tapume no Morumbi.

Foto de Lee Swain.

Uebis!

Foto sem crédito.
Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, Rio de Janeiro, 7 de abril de 1941, São Paulo, 29 de julho de 1994.

Terça-feira, Julho 28, 2009

Most Offensive, Banned and Rejected Ads

Bacardi - Canada - Banned as it "objectified
and demeaned women" (ASC).

Teresina

Ademir Vigilato, o Paixão, entrevistado por uma televisão local. Foto de Joyce Vieira.

Vale a pena ver de novo

Desenho de Fernandes, o moço de Avaré.
Conheci Solda em 1622, numa pequena aldeia da Normandia. Ele se chamava então Geneviève e era uma encantadora moçoila de seus dezoito anos, rosto afogueado, cujo caso com um oficial inimigo provocara um escândalo sem precedentes na história da província.
Aos 24 anos, acusada de bruxaria, Solda (aliás Geneviève), foi condenada à fogueira, ao lado da abadia de Cerisy-La-Forêt, consumindo, além de um vestido novo que custara vinte francos, uma vida toda dedicada a minar a resistência dos exércitos invasores. Depois de ser índio sioux e vampiro na Transilvânia, volto a encontrá-lo, já no século XIX, como aventureiro no Mississipi. Lembro-me ainda hoje da maneira como seu corpo foi atirado no rio e engolido pelas rodas do vapor, ao roubar descaradamente no pôquer.
Novo desaparecimento e eis que, em 1936, Solda marcha ao meu lado na campanha da Abissínia. Era um italiano da Sardenha, chamado Bertollucio, cuja maledicência não poupava nem o próprio Mussolini. Morreu no campo de batalha, praguejando, com uma flecha espetada no sub-solo. Reencontro-o, muito tempo depois, com uma certa surpresa, na Sala de Imprensa da Prefeitura. Finjo que não o conheco (ele me deve uma ficha de pôquer há mais de cem anos). E ele, aliviado, retribui com igual e fingida indiferença.
Para quem não acredita em reencarnação, informo o seguinte: este último Solda nasceu em Itararé, São Paulo, em 1952 e igual aos seus avatares anteriores, é um sujeito que muito promete. Isto se não encontrar uma fogueira, o General Custer, uma estaca de madeira, um parceiro de pôquer violento ou uma flecha etíope pela frente. O que eu, particularmente, acho pouco provável. Jamil Snege (1973)

Álbum

Robert Pomme de Terre, Beto Batata e Tiago
Recchia. Foto de Vera Solda.

Tcham!

Ali Larter. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Dibujo

Desenho de Orlando Pedroso.

Banned and Controversial TV Commercials

O causo é o seguinte...

Vai lá!

Bota-fora

Rá!

Foto sem crédito.

Haicara

Michelle Pucci. Foto de Marco Novack.

Cidades do Paraná

Lançamento do filme Cidades do Paraná, hoje, 28 de julho, terça-feira às 19h30. Entrada franca. Do fotógrafo e cineasta paranaese Jõao Batista Groff (1898 -1971), realizado em 1936 e restaurado por meio de projeto da Lei de Municipal de Incentivo a Cultura de Curitiba, com patrocínio da Caixa Econômica Federal. Os convites devem ser retirados, na bilheteria do teatro, no dia do evento, a partir do meio-dia.

Ivo, de volta!

Theboczonthetable

22.7.09. Baixo-retrato com cessna eviscerado, parodiando a Lina Faria hoje cedo, no aeroporto do Bacacheri.

Cruelritiba: Gracinhas vistas na Rua.

Foto de Lina Faria.

Paisagem

Um artista chinês se "camufla" na paisagem urbana para retratar o anonimato do ser humano. Liu Bolin. Paris-Beijing Photogallery

Dibujo

Banned and Controversial TV Commercials

Vai lá!

Montagem de Enéas Lour.
Digamos, o governador Roberto Requião não é encrenqueiro. Apenas tem o prazer de arrumar encrencas. A última delas é lei de sua lavra lusa que obriga a tradução de palavras estrangeiras. Se essa encrenca tivesse restado no quintal da província, saberíamos arrostá-la, como sempre. Mas (ai de nosotros, Dalton!) a encrenca virou piada nacional.
A agravante desse último imbróglio (palavra italiana) do jornalista Roberto Requião é que a chacota (cuidado com essa palavra, Solda!) não veio de Millôr Fernandes, Deonísio da Silva, ou do mestre Wilson Martins. Veio de Maílson da Nóbrega, em artigo da revista Veja desta semana. O ex-ministro da Fazenda de José Sarney, que como economista revelou-se um excelente linguista, deitou e rolou com a piada da Assembleia Legislativa do Paraná: “A absorção de palavras estrangeiras é típica das línguas vivas. (...) O uso de estrangeirismo costuma enriquecer o idioma. Amplia o vocabulário. Contribui para simplificar a linguagem. Facilita a comunicação e a exposição de ideias. O inglês é um bom exemplo. Aberto à influência externa, ganhou palavras durante as invasões romana (o nome da capital vem do latim Londinium) e normanda. E importou milhares do idioma de países que dominou e de muitos outros”.
O português muito se beneficiou de vocábulos estrangeiros, lembra Maílson da Nóbrega: o francês nos trouxe ateliê, bufê, cinema, filé, perfume, sutiã. O inglês nos forneceu xampu, futebol, beisebol, voleibol, basquetebol, handebol, golfe, tênis, bife, buldogue, zíper e estresse: “Se houvesse a Lei Requião, como seriam traduzidas a italiana pizza, a árabe esfirra e a espanhola paella?”.
E, se desde o início do século passado houvesse a encrenca de Requião (Maílson não lembrou), não teríamos encrenca.
A origem da palavra encrenca está no livro Bertha, Sofhia e Rachel (A Sociedade da Verdade e o tráfico das polacas nas Américas), de Isabel Vincent. Quando começou o tráfico de judias polacas da Europa oriental para a América Latina em princípios do século XX, a maioria era enviada para Buenos Aires ao Rio de Janeiro. Aqui, na Zona do Mangue, as doenças venéreas eram muito comuns e devem ter prejudicado em muito as origens da Música Popular Brasileira. Ressabiadas, quando se aproximava um cliente que algumas das polacas já conheciam como portador de sífilis ou gonorréia, elas avisavam umas às outras em yiddish (língua judaico/alemã) e comentavam entre si:
— Ein krenk! (uma doença ou um doente).
E assim ficou, de gafieira em gafieira: encrenca!
E, ainda, se desde o século XIX houvesse a encrenca de Requião, polaco não seria polonês.
No meu livro A Banda Polaca, o historiador Ulisses Iarochinski diz no prefácio que os estudiosos da etnia apontam que o preconceito contra a palavra “polaco” teria se iniciado na época da importação de prostitutas européias pelo Império Brasileiro. Como naquele momento a maioria das mulheres no Rio de Janeiro era de escravas africanas, o reino queria “branquear” a população. E Iarochinski esclarece que desde o descobrimento do Brasil sempre existiu apenas uma palavra para designar a pessoa nascida na Polônia, ou seja, “polaco”. Foi provavelmente o livro A Polônia na Literatura Brasileira, que introduziu o galicismo “polonês”. Em suas 210 páginas, o livro grafa o termo “polaco” 99 vezes e a forma primitiva de “polonês” (polonez) 45 vezes (às vezes poloneza, outras vezes, polonezes). Percebe-se a clara intenção dos organizadores da obra de impor um novo termo, pois “polonez” só aparece nos títulos de capítulos, intertítulos, índice e legendas de ilustrações. Todos os demais textos, de autoria de diversos autores, escritos entre 1863 e 1926, apresentam somente o termo “polaco”. Grande “ein krenk” arrumou Roberto Requião: por força da lei, todo polonês agora é polaco! E o governador que vá se explicar lá na Barreirinha.
Dante Mendonça (28/7/2009) O Estado do Paraná.

Inverno afrodisíaco no Jacobina

Foto de Márcio Scatrut.
O restaurateur Robert Amorim, conhecido por todos como Beto Batata, é o convidado desta quarta-feira, dia 29, para assinar o cardápio das Noites de Inverno do Jacobina Bar (Rua Almirante Tamandaré, 1365). Na ocasião o chef convidado vai preparar um prato afrodisíaco que a rainha francesa Margot servia para dar força aos seus amantes: o Cassoulet. O prato, um clássico da culinária camponesa, é feito à base de feijão branco, pato, carneiro, paio e costeleta defumada. Depois de pronto ele é gratinado no forno com farinha de rosca e nozes e servido com legumes. O chef explica que esse é um prato típico de inverno e torce para que faça muito frio durante a noite. O Cassoulet Rainha Margot, custa R$ 48 e quem pede o vinho sugerido para o cardápio da noite ganha a segunda garrafa. As reservas são limitadas e podem ser realizadas no local ou pelo telefone – 41 3016-6114 ou 41 3016-6111.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Denorex 80 apresenta Tributo ao Michael Jackson

No próximo dia 01 de agosto no John Bull Music Hal
a banda faz sua homenagem ao Rei do pop e conta com
atrações especiais.
Em suas últimas temporadas o Denorex 80 trouxe ao público convidados especiais, como Rita Cadilac e Willie do Rádio Taxi, comemorou seis anos de Sussexo convidando o público para participar do show de formas diferentes, mostrando suas performances e talentos. No próximo dia 1 de agosto, no John Bull Music Hall, é a vez de eles fazerem um Tributo ao Michael Jackson, com a pejorativa de que eles “poderiam estar roubando, poderiam estar matando, mas estão fazendo uma homenagem a Michael”, afinal de contas depois de sua morte o que mais temos visto são tributos ao Rei do Pop. Porém, esta será sem dúvida a mais divertida homenagem de todos os tempos e contará com participações fantásticas de artistas da cena local, como Babi Farah, Zé Rodrigo, Katia Drumonnd, Gabriel Manita e Jhonatan Gralha, côreos incríveis e muita piada de mau gosto, além de outras surpresas.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Elas

Lala Schneider, Irati, 1926, Curitiba, 2007. Foto sem crédito.

Quem é que faz essas coisas?

Foto sem crédito.

Arlindo Cruz: uma lenda do samba em Curitiba

Foto de Marcos Hermes.
Para comemorar 30 anos de carreira com mais de 550 músicas gravadas por diversos artistas da música brasileira, o cantor e compositor Arlindo Cruz chega a Curitiba no próximo dia 13 de agosto, quinta-feira, às 21 horas, para lançar seu novo CD e DVD MTV Ao Vivo no Teatro Positivo Grande Auditório (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Universidade Positivo). Ex-integrante do grupo Fundo de Quintal e considerado o responsável pela proliferação do banjo no samba, Arlindo Cruz vai apresentar para o público curitibano vários sucessos de carreira como “Bagaço da Laranja” e “Camarão que Dorme a Onda leva”, ao lado das inéditas “Bom Aprendiz” e “Vê se Não Demora”. No palco o sambista estará acompanhado de uma banda completa com nove músicos e um trio vocal. O artista esclarece que o espetáculo vai mostrar todas as suas facetas e que a gravação pelo selo da MTV acabou dando certo: “Não é um show de rock, mas tem uma vibração tremenda, pode apostar." Os ingressos já estão à venda.

Serviço: Arlindo Cruz. Show de lançamento do CD e DVD MTV ao Vivo, com o sambista e sua banda. Única apresentação. Quinta-feira, dia 13 de agosto, às 21 horas, no Teatro Positivo, Grande Auditório (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Universidade Positivo -Estacionamento próprio e gratuito). Ingressos: R$120 (platéia inferior) e R$100 (platéia superior). Meia entrada: R$60 (platéia inferior) e R$50 (platéia superior). Aceitam-se cartões de débito e crédito. Não serão aceitos cheques. Informações para o público 3315-0002. Classificação: 18 anos. Pontos de venda: Na bilheteria do Teatro Positivo, Disk-Ingressos, 3315-0808
e no quiosque do disk-ingressos no shopping Muller e shopping Curitiba.
Desenho de César Marchesini.

Paixão

Gazeta do Povo.
Foto sem crédito.
Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria lá dentro: Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Corrupto, Falsário, Oportunista, Chantagista, Assassino, Traficante, Mentiroso, Vagabundo, Sem Vergonha, Trambiqueiro, Preguiçoso de Merda, Vendido, Assaltante...
Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta: — O que está acontecendo ai dentro? Estão brigando? Não — responde o segurança: — Estão só fazendo a chamada...

Benett

Gazeta do Povo.

Tcham!

Serviço de xarjincasa

Poluicéia desvairada!

Vida de modelo não é fácil.
Centro Velho, Bom Retiro.

Foto de Lee Swain.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Hoje

Solda

O Estado do Paraná.

Hoje

Solda

O Estado do Paraná.

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Sorria. Tem alguém fotografando

Foto de Joyce Vieira.

Elas

Foto de Anaterra Viana, também Absolut.

Solda, por Jaguar

Lee Swain, foto de Maria Taccari.
Quem tem currículo tem medo; Solda não, é uma das poucas exceções. Nasceu em 52, em Itararé, interior de São Paulo, onde, segundo o Barão do mesmo nome, travou-se a maior batalha que não houve da História. Por razões ainda obscuras mudou-se com mala e cuia de chimarrão para a capital do Paraná quando tinha 13 anos. Não esperou a maioridade para entrar em cena no primeiro teatro que lhe apareceu pela frente, onde fez de tudo; foi autor, ator, sonoplasta, músico, cenógrafo, faxineiro, bilheteiro e cartazista, tendo inventado o teatro do eu sozinho.
Mas como esqueceu de ser também espectador, foi à falência por falta de público. A gente se conheceu em 74, no Primeiro Salão de Humor de Piracicaba, eu como jurado, ele como um dos concorrentes premiados. Daí pra frente dedicou-se a atividades subversivas e anti-sociais, cartum, literatura e propaganda, não necessariamente nesta ordem. Voltou em 92 ao seu torrão natal, para a mostra “100 anos de Itararé“ e constatou que Aparício Torelly, o Barão de Itararé, estava certo: a tal famosa batalha não houve mesmo.
Na verdade o fato mais importante que aconteceu na cidade foi ele, Solda, ter nascido lá. Voltou à base e só não se naturalizou curitibano para não magoar sua avó. Sempre pensei que Solda era codinome e não sobrenome. Só agora fiquei sabendo que se chama, na carteira de identidade, Luiz Antonio Solda. “Solda“, ensina o dicionário, “ligar, unir com solda, por fusão parcial obtida por maçarico.” Pois é, pensei que era a solda das múltiplas coisas que ele faz.
Seu cartum fatalmente teria que desaguar nas letras. Ele é um cartunista de letras. Nuvens de letras pairam sobre os calungas que desenha, jorram da telinha da tevê, se derramam dos chapéus, das gavetas, dos livros entreabertos, de todos as fendas, buracos e orifícios.
Seus textos são cáusticos e certeiros como o de outro grande cartunista que também escrevia primorosamente, o Fortuna. São ao mesmo tempo absurdos e lógicos. E vice-versa. E não me pergunte por quê, leia o Solda que você vai saber do que estou falando. Quer que eu mostre o pau depois de matar a cobra ? Segure este hai kai : “é só entrar no banheiro / levar um choque no chuveiro / e sair limpo / pra se sujar o dia inteiro.”
Foi amigo e parceiro - de trabalho e mesa de bar - do maior poeta do Paraná, quiçá do Brasil, Paulo Leminski, invejado por todos os alcoólicos anônimos por ser notório. Quando Leminski morreu de cirrose Solda parou de beber quando, muito pelo contrário, deveria estar bebendo em dobro, por ele e pelo Leminski. Mas ainda pode se redimir. Estou guardando o seu lugar na turma do funil. Jaguar.
À venda na HQMIX, Praça Roosevelt, 142, Centro, São Paulo, SP. Telefone: 11 3258 7740 e na Livraria da Vila, filial Lorena, Al. Lorena, 1731, Jardins, Telefone: 11 3062 1063.

El Maestro

Faça propaganda e não reclame

Anote na agenda

Literatura

Oficina de Textos Literários. Produção de textos literários. Leitura e interpretação de textos selecionados. Apresentação e discussão da teoria literária e da estilística (inclui comentários sobre o Novo Acordo Ortográfico e temas de linguística). De 6 de agosto a 26 de novembro. Às quintas-feiras, das das 19h30 às 21h30. 4 parcelas de R$ 100,00. Solar do Rosário, Arte e Cultura.
www.solardorosario.com.br

César Antonio Marchesini

Foto de Rodolfo Pajuaba.
Nascido para matar em 1950, até hoje não matou ninguém. Também conhecido por “cometa”, nunca conseguiu parar em nenhum emprego. Passou pela F.B.A & Levy, Castelo Branco, Proeme, J.W. Thompson, Umuarama, Londrina, Curitiba, Cornélio Procópio e Assaí. Formado pelo CEPA (Centro de Estudos de Propaganda Aplicada) no Mackenzie, em 1970, de onde tirou a idéia de virar publicitário.
Dedicou sua vida ao surfe e outros esportes radicais, como forma de desenvolver habilidades no marketing político e de produtos. Hoje, com idade suficiente, tem certeza absoluta de que o insucesso na carreira deve-se ao fato de ninguém querer comprar o seu silêncio.

Domingo, Julho 26, 2009

Alhures do Sul

Foto Divulgação.
Sérgio Viotti, São Paulo, 14 de março de 1927, São Paulo, 26 de julho de 2009.

Grande Melô!

Cliques do Maringas

Cana Benta. Foto de Newton Maciel.

Vai lá!

Teresina, 26º Salão Internacional de Humor

Vera Solda, Soruda san, Dodó Macedo, Érico e Lúcia Junqueira. Foto de Laura Macedo.

Rá!

Foto sem crédito.

Uebas!

Lidia Brondi, em mil novecentos e dercy gonçalves.
Foto sem crédito.

Campanha interna da Folha

Desenho de Orlando Pedroso.

Cruelritiba: Abuso

Foto de Lina Faria.

Faça propaganda e não reclame

Soruda san molhando a garganta em Teresina, 38 graus, à noite. Foto de Lela Carvalho.
Nesta fase, o homem deve descer atrás da mulher, deixando o cavalo por último. Ao subir, ele vai na frente ou ao lado da mulher, divagando sobre os egípcios e sua vida nômade, anterior, à sua instalação no Vale do Nilo. A Tábua Lunar indica perigo se a mulher usar jóias (pedras preciosas) pela manhã, principalmente se forem falsas. Os brócolis devem ser cozidos em fogo brando e levados imediatamente à mesa, numa travessa enfeitada com salsinha e souvenirs, em horário de pouco tráfego, evitando a hora do rush.
Nervosismo e tristeza, motivados pela gripe, que já preocupava a dinatia de Buto, na corrente do quarto milênio. Como já disse em meu livro “Sexo & História Geral”, a matéria e o espírito sempre existiram, embora um não soubesse da existência do outro, pois moravam em regiões diferentes. Siga as minhas instruções e nunca assoe à mesa.
O melhor, estando gripado, é não levar o nariz às reuniões, coquetéis, recepcões, etc. Bom período para chamar a atenção dos filhos, porém deixando as orelhas intactas. Osíris, no Alto Egito, nunca teria se tornado popular se a mãe lhe tivesse arrancado as orelhas na frente das visitas.
Maior inclinação para a modéstia, mas tudo pode se tornar ridículo ao beijar a mão de uma senhora na praia. Principalmente se ela estiver enluvada. Graves preocupações financeiras, dinheiro falso à vista. Ao chamar os convidados à mesa, é bom deixá-los à vontade, para que se sirvam sozinhos. César ficou com a Gália porque sempre se serviu sozinho.
Os que nasceram no dia de hoje, assim como os jantares americanos, prolongam-se até de madrugada e a dona da casa pode organizar brincadeiras. Tudo, é claro, no claro. No escuro é perigoso.
Prof. Thimpor.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.

22 de abril, 2009

Qui! Qui!

Jardineiro infiel

"Coração vagabundo" mostra um Caetano Veloso simpático

Documentário de Fernando Grostein acompanha
o músico em turnê pelos EUA e Japão. Foto Divulgação.
“A foreign sound” (2004), único disco de Caetano Veloso todo gravado em inglês, pode não ser o melhor trabalho do cantor e compositor baiano, mas ao aparecer em shows em Nova York e Tóquio, as intepretações parecem fazer algum sentido. Essa é apenas uma das perspectivas possíveis de “Coração vagabundo”, documentário em que o jovem cineasta Fernando Grostein Andrade acompanha o artista em apresentações pelos Estados Unidos e Japão.
A nudez de Caê no banheiro de um hotel, logo na primeira cena, é apenas um detalhe. Em pouco mais de uma hora, o filme mostra um Caetano sem querer ser Caetano, com toda a carga que isso implica. Algumas cenas chegam a provocar risadas e funcionam como boas oportunidades de apresentar o artista como um cara simpático e bem humorado às novas gerações.
Em Kyoto, Caê abraça uma árvore na rua. Na sequência, a caminho de um templo budista, ele discorre sobre a comida japonesa. “O prato principal é uma obra de arte. A sobremesa é muito cafona, sempre cheia de cores.” Já devidamente instalado sobre o tatame, prestes a provar um doce de feijão, a câmera capta o olhar do músico, em um de seus melhores momentos.
Com participações especiais dos cineastas Pedro Almodóvar e Michelângelo Antonioni, além do músico americano David Byrne e da top model Gisele Bündchen, “Coração vagabundo” é resultado de 57 horas de material bruto. “Deixei-me guiar pela emoção”, diz o diretor. “Foi um processo de tentativa e erro até encontrar uma história. Não se trata de um filme biográfico, mas sim de uma passagem pela vida de Caetano.”
“Tive de aguentar o Fernando, que era muito obsessivo nesse negócio de fazer um filme, o que ainda não estava bem definido. Ele é bonitinho e isso já ajuda, mas às vezes, logo que eu acordava, já tinha de ouvir aquele papinho de filmagem”, comenta o músico, rindo. “Eu falo como eu falo. Não gosto muito de me ver e fico um pouco envergonhado de falar tanto. Mas o filme foi feito de um jeito que não me causa desagrado. As coisas que eu disse me pareceram boas. Um amigo me achou superficial, mas acho que o documentário vai fundo em muitos aspectos.”
De fato. As reflexões de Caetano vão muito além de observações acerca da culinária oriental. Do medo de envelhecer à preocupação em ser maquiado para participar de um programa de TV e “ficar com cara de político babaca”, o músico demonstra estar de bem com a vida, apesar do “humor de quem já não espera nada”. G1/ Globo.com

Rá!

Na Espanha, como os espanhóis

Beto Bruel e Guto Gevaerd no Museu da Maconha (Ganja!). Foto de Érica Migon.
Foto sem crédito.

Vai lá!

NuexpoCom. Clica!

Quem é que faz essas fotos?

Rioff

Foto de Alberto Melo Viana.

Quem é que faz essas fotos?

Nora Drenalina indica:

A Santa dos Endividados. No Brasil, o culto a Edwiges é muito popular, pois sua imagem está ligada a um problema crônico do nosso país: a falta de dinheiro. Editora Objetiva Ltda. Capa e projeto gráfico de Raul Fernandes. 2005.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Paixão

Gazeta do Povo.

Ué?

Onde anda você, Chico Nogueira?
Foto de Daniel Snege.

Acepipe iluminado - 48

— Cansei de falar sozinho, Mestre!
— Achei boa a nossa conversa!
— Mas não disseste uma palavra...
— Não foi preciso.
— Como assim?
— Não há como.
— Desde quando?
— Desde sempre.
— Onde já se viu uma coisa dessas?
— Em tudo.
— De onde tiraste isso?
— Dessas pessoas que ficam falando,
falando.
Saboro Nossuco.
Koan Do Como Onde, de Thadeu Wojciechowski, Bernúncia Editora. Ilustração de capa de Daniel Kondo. Capa e projeto gráfico de Alessandro "Magoo" Ruppel. 2009. Quem procurar, acha. Solda.
Foto de Lucilia Guimarães.

Brasília

Kenard Kruel lançará na Biblioteca Nacional
de Brasília O livro Torquato Neto ou a Carne Seca
é Servida. Foto Divulgação.
Kenard Kruel, presidente do Sindicato dos Escritores no Piauí e da Associação Piauiense de Imprensa, lançará no dia 1 de setembro, na Biblioteca Nacional de Brasília, durante a realização de mais uma etapa de Poemação, projeto de grande sucesso da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008, o livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida. O convite partiu do poeta Marcos Freitas, um dos coordenadores do evento, ao lado do poeta Jorge Amâncio.
Poemação, que estava em fase de reorganização, retornará dia 4 de agosto, 3ª feira, no auditório do 2º andar da Biblioteca Nacional de Brasília, o Sarau Videoliteromusical, apresentando George Durand, com a poesia de Antonio Miranda; Ruiter Lima e Carlinhos Piauí, com um recital poético-musical nordestino; Cristiane Sobral, com a poesia negra; Marina Andrade, com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, e ainda Ivan Monteiro, Elias Daher, Meireluce Fernandes e Menezes y Morais, este piauiense de Altos.
O evento apresentará também as Rodas de Poesia, com duas atrações: o Sindicato dos Escritores do DF, com a celebração de 30 anos de existência e a posse da nova diretoria; e o Coletivo dos Poetas do DF, que voltará ao palco sob a coordenação de Menezes y Morais.
A programação do evento inclui a projeção de um vídeo de Fernando Camargos sobre a poesia de Antonio Miranda, e o relançamento dos livros O Resgate da Palavra: I Antologia do Sindicato do DF (Thesaurus, Brasília, 2009, organizador Elias Daher); Micro-Antologia Marcos Freitas (Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, O Livro na Rua, Ed. Thesaurus, 2008) e Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2008), de Marcos Freitas.

POEMAÇÃO UM SARAU VIDEOLITEROMUSICAL – No auditório da Biblioteca Nacional de Brasília. Abertura em 4 de agosto, às 19h. Entrada franca.

Benett