Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Domingo, Agosto 30, 2009

Vai lá!

Amigo é pra essas coisas. Clica!

35 graus à sombra

Garrincha, Érico e Lúcia Junqueira, Vera Solda, Laura Macedo e Rosinha Amorim. Foto de Dodó Macedo.

Charge antiga, mas nem tanto

Publicada n' O Estado do Paraná.

Playboy - Anos 80

Kelly Tough. Foto sem crédito.

Por que sumiu logo o Belchior?

Tanta gente para sumir sem deixar vestígio - o Brasil agradeceria. E vai sumir logo o Belchior, apenas um rapaz latino-americano do Ceará sem parentes importantes. Não fez mal a ninguém, só a quem passou cheques sem fundos. Podia sumir a trinca Sarney, Renan e Collor. Podia sumir o ex-Mercadante com seus arroubos varridos para baixo do bigode. Podia sumir Suplicy com sua cartolina vermelha de efeito retardado. Mas o único que não tem dinheiro no banco é Belchior. Ruth de Aquino, revista Época, 31/8/2009, nº 569.

Ova-se!

Todos os domingos, 22h, 91,3 mhz.

Tcham!

Abi Titmuss. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Fraga

Foto sem crédito.
Mais uma comprovação dos malefícios do fumo: ele deixa histéricas as pessoas que não fumam. É o limiar de uma nova era persecutória.
Essa proibição de fumar em lugares fechados vai acabar mal. Não está longe o dia em que ninguém poderá fumar na própria sala, o lugar mais coletivo da casa. As residências terão que ter escondidódromos, cubículos na medida de uma pessoa em pé. Fumar às escuras no banheiro lembrará iniciação adolescente, mas serão adultos e idosos a evitar flagrantes no crime hediondo de espiralar nicotina.
E vai piorar. Em breve as carteiras de cigarro deverão vir com focinheiras. Salivômetros medirão o sarro na boca do fumante. O excesso de alcatrão resultará em multas, aplicadas até no recesso do lar. Dedos amarelados serão informados do risco de decapitação digital, em nome da erradicação do vício. Tosses e pigarros serão condenados ainda na garganta. Um horror maior está por vir, verão.
Como a faísca que acende o cigarro, todo abuso ditatorial começa assim – mínimo. Logo haverá papelada e carimbo para a compra de cinzeiros. Depois, o controle das tragadas mensais, e o ditame de dias de sexo sem aquele cigarrinho depois. E, mais cedo ou mais tarde, as intrusões na privacidade ocorrerão em locais abertos: praças e logradouros públicos com placas proibitivas, agentes adesivando a boca de quem bafora ao ar livre, camburões vigiando suspeitos de portar palheiros. E não vai ficar nisso.
No futuro, depois que as tabacarias forem banidas e só houver cigarro no câmbio negro, os nascituros receberão vacinas anti-fumo. Na primeira inalação do alcalóide, uma convulsão provocará repulsa pavloviana no tragador. Na reincidência, famílias adotarão chip controlador, para disparar sirenes no acender de isqueiros e fósforos. A cidade soará paranóica mas os pulmões estarão preservados, para a sevícia do monóxido automotivo e da lixívia industrial.
A diferença entre o contra-cigarrismo e o nazismo e o fascismo é que até os nazistas e fascistas fumavam. No resto, a histeria com o tabagismo já assusta, vide a restrição das liberdades. Nem o direito de alguém abrir um restaurante exclusivo para fumantes é respeitado. Típico de uma sociedade anti-social, intolerante com o livre-arbítrio.
E é só o começo. Depois de sumir com os últimos filantes, o próximo alvo deve ser os falantes.

Dibujo

Desenho de Walter Vasconcelos.

Los guevaristas

Soruda san. Foto de João Urban.
Desenho de Tiago Recchia.
para leminski (junho 1989)
penso e surpreendo dentro
esse peso suspenso
entre fuga e allegro
entre risos e abismo
resgato fragmentos
e vestígios do vértigo
(espreito, rima leonina,
as naus, bits e ítacas
de tuas russas cismas,
as lengua-lengas feras
de teus trobares raros)
entre sóis e êsseoésses
miro etrelas-desastres
e desorientes ferozes
rumo ao ouro quase-Órion
de um perhappiness
entre o novo e o velho
só vejo o vero fogo
que te tornou eterno
só vestígios do vétigo
desde que o caos
deixou de ser acaso
josely vianna baptista

Aviso aos navegantes

Foto sem crédito.

Los guevaristas

Wilson Bueno. Foto de Misquici.

Serviço de xarjincasa

O cartaz

Desenho de Orlando, el Pedroso.

Vai lá!

Coxa!

Desenho de Iara Teixeira.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Todo dia é dia

Foto de Anderson Tozato.

com quantos lábios se faz um beijo...
quantas bocas num lampejo de ventura
veludos afagam cantos e faces
ping pong de pura candura
entre curvas e volteios seios faceiros
aquecem a pira de inflamados devaneios
roda gigante do meu peito cambaleia pelo céu
a lua cheia entre nuvens
revela ondas nivela sombras
silhuetas estatuetas idas e vindas ao léu

lucky luciano

São João del-Rei

A pacata cidade mineira de São João Del-Rei foi cenário do 3º. Felit, o festival literário que debateu os Anos Loucos, poesia e literatura malditas. Termina hoje. (Foto Toninho Vaz)

Os poetas Chacal e Alice Ruiz e o escritor Toninho Vaz se encontram nos bastidores para conversar sobre versos e reversos nos anos 60/70. (Foto Elvis, o segurança)

Chacal, o poeta da Nuvem Cigana e do CEP 20.000 faz leitura de poemas de Paulo Leminski para uma platéia atenta e participativa. Na primeira fila (a partir da esquerda) a escritora Branca de Paula, o jornalista Carlos Alenquer (de pernas cruzadas), Alice Ruiz e Marcelino Freire, que escolhem poemas para dizer. A sessão maldita que homenageava o bandido que sabia latim terminou depois de meia-noite, claro! (Foto Toninho Vaz).

Elle Macpherson lleva a su perra a las pasarelas

Suele decirse que los perros terminan por parecerse a sus dueños y viceversa, pero en el caso de la ex modelo Elle Macpherson la semejanza con su mascota llega hasta tal punto que su perra, Belle, ha comenzado a abrirse camino en el mundo de la moda canina. La perra de cinco años mezcla de labrador y caniche se ha convertido en la protagonista de la temporada otoño-invierno la marca de la ropa para perros Dogside. Reuters.

Cruelritiba: Gato no Telhado

Foto sem crédito.
vide bula
toda família curitibana tem um louquinho
trancado no porão (dalton trevisan)


diazepan insensatez rivotril haldol
neozine esquizofrenia serzone vertigem
aropax neurose melleril nora drenalina stelazine
vigabatrin depressão risperdal demência vozes
fantasmas propanolol medos
prozak alucinações socian cerebrastenia
letargia alienação mental psicopatia anafranil
raciocínio absurdo efexor cefaléia cansaço pavor
zoloft desconfiança ziprexa hostilidade
remeron akineton afeto diminuído depakene
palmelor hiperprexia tegretol ansitec rigidez
muscular daforin leponex evidência de
instabilidade autonômica anatensol parnate
alterações de pensamento
dogmatil stelapar delírios convulsão sonolência
orap discurso indistinto midríase visão borrada
hipotensão tontura carbolitium acatisia
edema periférico boca seca constipação

os pacientes alterados devem ser mantidos
fora do alcance das crianças
(aos internos do hospital espírita
de psiquiatria bom retiro, por alguém
que esteve lá, prontuário nº 35264)

Paixão

Gazeta do Povo.

Álbum

Foto de Alberto Melo Viana.

Correndo o risco

Cristóbal Reinoso, Crist. Foto de Orlando Pedroso.

Padaria Espiritual

Foto de Eugenio Novaes.
Estava mais angustiado que um goleiro
na hora do gol
Quando você entrou em mim como
um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda
que um encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda
que um transa sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão
morando na filosofia
Eu quero gozar no seu céu, pode ser
no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde
nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste
o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo
e algum modo de dizer não
Eu canto
Belchior.

Benett

Gazeta do Povo.
A alma é essa coisa que nos pergunta
se a alma existe. Mário Quintana.

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Uebas!

Vital e sua moto mas que união feliz
Corria e viajava era sensacional
A vida em duas rodas era tudo que ele
sempre quis
Vital passou a se sentir total
Foto de Lee Swain.

3

Vitamina abre o Barreado. Foto de Alberto Melo Viana.
O Barreado nasceu em Morretes, Antonina ou Paranaguá? Para tentar resolver esse entrevero foi realizado em Porto de Cima o 1º Simpósio da Origem do Barreado. Na terceira rodada de conversações, a entrada do tomate na receita tradicional provocou azia generalizada.
Questão de ordem, presidente! (interpelou a jornalista Rosy de Sá Cardoso). Um questão de ordem histórica: o tomate no Barreado é uma heresia! Silêncio no recinto. Alexandre Dumas, autor do “Grande Dicionário da Culinária”, editado em 1870, se manifestou conforme o prometido:
— Rosy em bom momento levantou a questão de ordem histórica. Apesar ser originário da América Central e do Sul, o “lycopersicun esculentum” não pode estar nas origens do Barreado: somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado na Itália, depois na França e na Espanha. Inicialmente o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais.
No Barreado, o tomate é veneno! (disparou a jornalista) Só foi incorporado à receita depois das invasões bárbaras, no final do Século XX. Atualmente alguns puristas já o admitem, conquanto depois de abrir a panela, e conforme o mau gosto de cada um.
— Prosseguindo, ma chérie...
— Pois não, caro Alexandre!

Nova York só foi descobrir que não tinha um restaurante decente em 1825. Nessa época, o suíço e mercador de vinho Giovanni Delmonico juntou suas economias e se estabeleceu em Manhattan. Ele foi o primeiro a reagir a essa espantosa falta de restaurantes, mas de acordo com outros relatos, ele estava simplesmente se antecipando ao crescimento e à excelente oportunidade que surgia. Voltou para a Suíça para buscar seu irmão mais velho, Pietro, um pasteleiro de sucesso em
Berna.
Como um era negociante de vinhos e o outro pasteleiro, eles abriram um café num prédio de dois andares de tijolos (no número 23 da William Street) e deram o nome de “Delmonico´s”. Em 1831, eles já não se anunciavam como “Delmonico´s & Irmãos Confeiteiros”, mas como “Confeiteiros e Restaurant Français”. Foram os Delmonico que introduziram em Nova York um hábito que se tornaria uma de suas instituições, o almoço de negócios.
Em 1834, os Delmonico (agora com o sobrinho Francesco, ou François) compraram uma fazenda de 250 acres, no que hoje é parte do Brooklyn, para plantar produtos que não encontravam no mercado americano. Muitos desses itens eram franceses ou italianos, mas os Delmonico também eram criativos com produtos naturais da América.
Numa época em que os tomates eram conhecidos como maçãs do amor, e começavam a se tornar populares como planta ornamental para alegrar jardins, os Delmonico apresentaram aos nova-iorquinos a comida com tomate.
Depois disso, o ketchup virou uma praga mundial! (protestou o escritor Valêncio Xavier). Então Rosy de Sá Cardoso, a decana feminina da imprensa paranaense, completou a dissertação do autor de “Os Três Mosqueteiros”:
A colonização do litoral do Paraná começou em 1550, na Ilha da Cotinga, em Paranaguá. Tomateiro, naqueles antanhos, não tinha nem para decoração de jardim. Sendo que a versão mais difundida da origem do Barreado relaciona-se às festas do Entrudo, o atual Carnaval, está fora de questão o uso do tomate no Barreado: o Entrudo foi introduzido no Brasil pelos portugueses no Século XVI. Ora, se até 1834 os nova-iorquinos não comiam tomate, não seria em Paranaguá que os carnavalescos iriam botar tomate no tempero do Barreado!
Diante dos fatos, o mediador Farofa colocou a questão em votação. Por unanimidade, o Simpósio do Barreado consagrou a tradicional receita: carne, sal, cebola, alho, cheiro verde, vinagre, louro, cominho e pimenta. Sem tomate!
***
Este “Simpósio do Barreado”, aqui publicado, é extrato (de tomate?) de um dos capítulos do livro que estou terminando de alinhavar: “Serra Abaixo Serra Acima (Cultura, História, Estórias e MordaCidades do Paraná)”. Se Nossa Senhora da Guia ajudar, vai para as livrarias em março.
Dante Mendonça (30/8/2009) O Estado do Paraná.

Solda

O Estado do Paraná.

Rua das Flores

Dante Mendonça - O Estado do Paraná.

Sábado, Agosto 29, 2009

Todo dia é dia

Foto de Furnaius Rufus.

Correndo o risco

Fraga. Foto de Orlando, el Pedroso.

Para Paulo Leminski

Correndo o risco

Benett. Foto de Soruda san.

Todo dia é dia

Vai lá!

O Brasil presta e agora
até empresta.
Seus políticos é que
são imprestáveis.

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Nora Drenalina indica:

Não se trataria de perfeita e acabada absurdidade um prefácio para um livro desta dupla? Mas, por que, Dio Santo, ocupar inutilmente uma folha com desnecessárias palavras, se os dois já se apresentaram tão maravilhosamente no magnífico caderno "Curitiba de Nós"? E demasiado conhecidos e estimados os autores, porém só pressentidas as demoníacas artimanhas de que se valem esses dois para estilhaçarem os cérebros desprevenidos...
A recriação de Poty, mestre da linha e do chiaroscuro, sobre as imagens-idéias das balas Zequinha não tem estruturalista que explique. E o texto de Valêncio Xavier, mestre da construção inquietante, sobre as recriações de Poty, ganha entretanto existência própria, à parte delas. Dito isto, vou contemplar a minha coleção de figurinhas, "encadernada" naquelas capinhas de papelão com tirantes de pano, que eu mesmo fiz. Francisco Bettega Neto.
Capa e projeto gráfico de Moacyr Calesco, montagem e arte final: Dorival F. Alves, 1986, Studio R. Jrieger. Quem procurar, acha. Solda.

Cruelritiba: Luz Nossa de Cada Dia

Uebas!

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Consumidor final

Correndo o risco

Leila Pugnaloni. Foto de Anna Barrios.

Solda

Belezas escondidas do centro da cidade.
Foto de Lee Swain.

O médico, o monstro e a vergonha feminina

Foto de José Patrocinio/AE.
"Existem os médicos e os monstros. Ele é um médico monstro." Assim uma ex-paciente se referiu ao doutor Roger Abdelmassih, na TV Globo. Calvo, de cabelos e bigodes brancos, 65 anos, esse especialista em reprodução humana foi preso ao chegar em sua clínica de luxo em São Paulo. A acusação é de abuso sexual contra 39 mulheres desde os anos 70. Os depoimentos são de embrulhar o estômago. Constrangedoras também são as piadinhas masculinas. Ruth de Aquino, revista Época, 24/8/2009, nº 568.

Dibujo

Desenho de Walter Vasconcelos.

Benett

Gazeta do Povo.

Correndo o risco

Chico Caruso. Foto sem crédito.

Serviço de xarjincasa

Uebas!

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

De Castro Alves a Wilson Bueno

Acaba de ser publicada pela Oxford Press University, a mais importante editora universitária dos EUA, a mais completa e importante antologia editada até agora, em língua inglesa, sobre a literatura latino americana, cobrindo 500 anos de produção em língua portuguesa e espanhola. Do bruxo Francisco Madariaga a Cesar Vallejo, Octavio Paz e Jorge Luis Borges. O Paraná é mesmo a terra da literatura. Nada menos do que três paranaenses em grande destaque: Paulo Leminski (Catatau), Josely Vianna Baptista (Poetry) e Wilson Bueno (Paraguayan Sea).
The Oxford Book of Latin American Poetry. Edited by Cecilia Vicuña and Ernesto Livon Grosman, 608 pages. Jun,2009. In Stock Price: $49.95.

Porque Belchior desapareceu

Foto de fevereiro de 2009, de Eugenio Novaes.

Paixão

Gazeta do Povo.

Anote na agenda

Solda

O Estado do Paraná.
Foto sem crédito.
Zulmira Diniz Badin é cirurgiã plástica. À frente do Centro Médico Athena, organiza neste final de semana (27, 28 e 29 de agosto) o IX Curso Internacional de Videoendoscopia em Cirurgia Plástica e Procedimentos Mínimo Invasivos, que reúne especialistas de todo o Brasil e do exterior, interessados nas mais novas técnicas e aplicações em cirurgias plásticas estéticas e reparadoras. Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional Paraná.
Sonho de outra profissão, o que seria: Arquiteta.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito:
Na praia.
Serra abaixo ou serra acima:
Serra abaixo.
A mais bonita paisagem do
Paraná: Ilha do Mel.
A mais bonita paisagem de
Curitiba: Parque Tanguá.
Uma rua da cidade:
Rua das Flores.
Um sábado de chuva:
Filme e pipoca.
Um domingo de sol:
Praia.
O que você não dispensa no inverno:
Fondue e raclete.
O que você não dispensa em qualquer estação do ano:
Viajar.
O que é muito bom fazer sozinho:
Ler.
Uma música para ouvir hoje:
Charles Aznavour.
Outra para ouvir amanhã:
Maria Bethânia.
Um instrumento musical para tocar numa balada de sábado:
Violão.
Um livro na estante:
Guia Michelin
Um livro na cabeceira:
1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer
Um filme de ontem:
Maria Antonieta.
Um filme de hoje:
Era do Gelo III.
Um retrato na parede:
Fotos de família
Um lugar para iniciar o fim de semana:
Um bom restaurante.
Um acepipe de boteco:
Piña colada.
O jantar no sábado:
A dois.
O almoço de domingo:
Com toda a galera.
Uma receita de estimação:
Bobó de camarão.
Nenhum, pouco ou bastante alho:
Bastante alho.
Uma sobremesa:
Bombom de morango no prato.
Um copo para o espírito:
Estudar Teologia Espírita.
Metade cheio, metade vazio:
Metade cheio.
Saudades de um sábado qualquer:
Pôr-do-sol.
Uma viagem:
Sem destino.
Quem você convidaria para passar um fim de semana de sonho:
O amor
Noite de domingo, o que lhe parece:
Ótimo.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça:
Trabalhar cedo.
O que assusta embaixo da cama:
Nada.
Uma frase sobre Curitiba: Cidade Modelo.
Dante Mendonça (29/8/200) O Estado do Paraná.

Tcham!

Verona Pooth. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Solda

O Estado do Paraná.

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Correndo o risco

Dante Mendonça - Foto de Lina Faria.

Paródia

Foto Pikkabbu.
(para ser cantarolado com a melodia
do tango Garufa)
fué en La farmácia Minerva
no me atendieron
pedi um Sal de Andrews
o Sonrisal
tomé um Calciogenol
irradiado por la Rádio Belgrano
fenomenal
una Emulsión de Scoth
sin bacalao y un pastel de carne
nel Oriental
comi um cachorro-quiente
mas mucho quiente
pele toda mi boca
quede piantao
sinuca
por que me puso a jugar
piruca
pelado voy a quedar
de porradas
sé que me quieres cubrir
só porque la otra noche
yo me fué
(aladonde?)
en el Bar Rei do Siri
(tchan-tchan!)
Mercer, Solda, Ernani Buchmann
e Chico Branco
Foto de Newton Maciel.

Vale a pena ver de novo

Tchans!

Foto de Daniele Régis.

Bisbilhotecando

Olá pessoal! Aproveitando o tempo bom, vamos fazer mais uma contação de histórias na pérgola da Praça da Espanha no próximo sábado dia 29/08, às 11h, com a Cia. Girolê desta vez. A ideia é continuar com as contações externas até o feriado. E a Bisbi fica aberta, como ponto de apoio e leitura, das 10h às 18h. E também neste sábado a Bisbilhoteca realiza um antigo projeto, dentro de outro com maior alcance ainda. Estaremos promovendo uma troca de livros usados dentro do Garage Kids, evento paralelo ao Garage Sale promovido pela Refinaria Promocional e pelo Era só o que FLTV.
O Garage Sale é um Projeto de ação solidária sem fins lucrativos. Lá vocês encontrarão produtos novos e usados de todos e quaisquer tipos, que são vendidos, permutados, doados por conta e risco de cada participante. Se você tem algo que queira se desfazer, lá é o lugar! No Era só o que FLTV acontece o Garage Kids, das 14h às 18h, com workshop do artista João do Lixo.
O ingresso é uma lata de leite em pó.
Separem seus livrinhos usados e levem para trocar com outras famílias! Esperamos por vocês! Cláudia Serathiuk. Bisbilhoteca, Cultura Infanto-Juvenil. Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1166 loja A, Bigorrilho - Curitiba - PR. Fone: 11 3223-3038.

DJINNS: duendes árabes em reunião noturna

Desenho de Mariza.

Anote na agenda

Playboy - Anos 80

Lorraine Michaels. Foto sem crédito.

Todo dia é dia

Cruelritiba: Do Meu Panóptico

When I'm sixty-four

Foto sem crédito.

Ufas!

Foto do diácono de plantão.

Cadê você?

Albert Piauhí. Foto de Joyce Vieira.

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

2

O 1º Primeiro Simpósio do Barreado não foi realizado em Porto de Cima por acaso. Pesou a história de Porto de Cima: do início do século XVII, na antiga Vila do Porto Real era feito o transbordo de cargas que vinham de Curitiba, pelo Caminho de Itupava, para as embarcações do Rio Nhundiaquara seguirem para Morretes, Antonina e Paranaguá.
Dando por abertos os trabalhos com uma primeira rodada de pinga mineira (a de Morretes poderia influenciar a opinião dos debatedores), o presidente Vitamina iniciou o Simpósio com um histórico de sua própria lavra:
O Barreado nasceu em Morretes, Antonina ou Paranaguá? Senhores, a resposta para esta pergunta se perde no tempo. Portanto, estamos aqui reunidos para tentar recuperar o berço perdido. Nossa responsabilidade é grande, porque as divergências regionais conflitam-se também quanto a alguns insumos da sua composição. A versão mais difundida da sua história relaciona-se às festas do Entrudo, o atual Carnaval. O caiçara envolvia-se com a dança do fandango aguardando ansioso pelo Barreado, coroando o encerramento dos folguedos. O “Púcaro Caiçara” é uma mistura de carnes bovinas com temperos verdes acondicionados em uma panela de barro cuja tampa é barreada com uma miscelânea de farinha de mandioca, cinza e água, para impedir a saída do vapor.
A seguir, coloca-se sob ou sobre o forno de lenha, que outrora também servia para “alumiar” os fandanguistas. A cocção deve durar até 24 horas, dependendo da intensidade e condições do calor. Na oportunidade do entrudo, com a panela enterrada e a fogueira em cima, esse processo poderia durar dois dias. Reza a tradição que a cerimônia de abrir a panela, quebrando o selo barreado, deve ser feita debaixo do espocar de grande foguetório. O caldo deve ser servido quente, em prato fundo, onde por primeiro se coloca a farinha de mandioca crua. O Barreado por cima e, com garfo ou colher, amassa-se até formar o pirão. Deve ser acompanhado de banana, mas aqui cabe uma outra controvérsia: Paranaguá prefere banana-maçã, Antonina banana-prata e Morretes banana-caturra. De minha, parte, para agradar gregos e troianos, aconselho a banana-terra cozida. Aqueles que professam a religião do Barreado de origem africana, como na feijoada, incluem também a laranja descascada.
Uns dizem que sim, outros dizem que não, enfim, eu corto a banana-terra em duas ou três partes, colocada numa panela com água para ferver até inchar levemente, por cerca de 5 a 10 minutos. No arremate cai bem uma cerveja bem gelada. Se bem que nos últimos tempos tenho bebido apenas vinho.
— Peço a palavra, presidente Vitamina! (solicitou o jornalista Aramis Millarch) Gostaria de um resumo da receita básica e seus insumos.
Pois não, insigne jornalista. Temperos: sal, vinagre, louro, cebola, alho, cominho e pimenta. E depois botaram também o tomate. Equipamentos básicos: panela de barro, concha, prato fundo, talher, folha de bananeira e barbante. Acompanhamentos: cerveja, batidas ou caipirinha, banana, farinha, mandioca crua, ou laranja descascada, palitos, copos e guardanapos.
Neste ponto, o mediador Farofa intervém:
Senhor presidente, Rafael Greca de Macedo pede a palavra!
Obrigado, Farinha!
— Olha o respeito, Greca! Meu nome é
Farofa!
Perdão, senhor mediador! Antes do Vitamina detalhar a receita, seria importante um esclarecimento: vai ou não vai tomate no Barreado?
O escritor Alexandre Dumas pede a palavra, silêncio no recinto:
Quanto ao uso do tomate, gostaria de fazer um questionamento mais adiante.
Será uma honra, monsieur Dumas!
***
Neste domingo, a terceira ata do Simpósio do Barreado: a jornalista Rosy de Sá Cardoso levanta uma questão de ordem histórica (“O tomate no Barreado é uma heresia!”) e Alexandre Dumas explica porque o tomate não pode fazer parte do Barreado tradicional.
Dante Mendonça (29/8/2009) O Estado do Paraná.

Chega!

Marcos Prado e Solda.

Benett

Gazeta do Povo.

Fiat Lux!

Foto de Misquici.

Na Argentina, como os argentinos

Foto de Giselle Hishida.

Hoje

Foto sem crédito.
Em 28 de agosto de 1893 é criado o Município de Itararé, por lei estadual de n.º 127. O novo Município comprou em 1894, da Cúria Diocesana as terras a ela doadas (a 1ª área de 1879 acrescida às outras 3 de 1889), no valor de um conto e quinhentos mil réis (1.500$000), que incorporadas passavam a constituir o patrimônio da Municipalidade. Essa conquista deveu- se aos seus líderes, ao povo, ao pres. da Câmara de Itapeva Cel. Crecêncio Ferreira de Mello, ao Cel. Frutuoso Bueno Pimentel que viria a ser o 1º Presidente da 1ª Câmara Municipal a ser instalada no Município de Itararé no dia 31 de outubro 1893. A Câmara foi o primeiro poder instalado.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Tchans!

Uebas!

Photographia de Furnaius Rufus.
Cadê Belchior? Foto sem crédito.

No Original Beto Batata

Vera Solda e Kátia Horn. Foto de Maringas.

Paixão

Gazeta do Povo.

Uebas!

Foto sem crédito.
Impeachment de Collor. No dia 28 de agosto de 1992, o processo de impeachment de Fernando Collor é aprovado pela Câmara dos Deputados. O primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou de 15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992. O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.

Era só o que me faltava!


Caros amigos, no proximo sábado, dia 29, as 16h, pequena mostra do processo de trabalho do Projeto 70 - uma pesquisa sobre o período da Ditadura no Brasil e suas ressonâncias atuais, compartilhando algumas cenas, videos e opiniões sobre ditaduras, liberdades e utopias. E a partir das 18h, um bate papo com a historiadora Maria Aparecida de Aquino numa abordagem crítica da História do Brasil e com os conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Vanda Oliveira e Prudente Mello, a partir do tema (Im)Punidades. Apareçam para mais este encontro. Será um prazer recebê-los. Gracias, Nena Inoue.

Tcham!

Sophie Anderton. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Pra ninguém esquecer, jamais!

Assim rasteja a Humanidade. Foto de Nagel Coelho.
Carli Filho é denunciado por duplo homicídio qualificado. O ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP) por duplo homicídio qualificado com dolo eventual e por dirigir embriagado e violar a suspensão da carteira de habilitação.
A denúncia, assinada pelos promotores da 2ª Vara de Trânsito de Curitiba, Danuza Nadal e Marcelo Balzer Correia, foi protocolada na quarta-feira. O juiz da Vara, Carlos Henrique Klein, determinou o envio dos autos ao Tribunal do Júri.
Carli Filho matou dois jovens na madrugada de 7 de maio, no Mossunguê. Com um Passat Alemão a uma velocidade de 161 km/h a 173 km/h, conforme perícia oficial. Ele destruiu o Honda Fiat em que estavam Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo Almeida. Provas e testemunhas deram conta que Carli Filho estava bêbado.
O Tribunal do Júri analisará a defesa de Carli Filho e as testemunhas, que seriam 48. Se o juiz entender que existe materialidade dos fatos e indícios da autoria, o ex-deputado irá a júri popular e pode pegar de 15 a 30 anos de prisão.
O advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, considerou a denúncia "muito fiel" aos fatos. A reportagem telefonou para o advogado de Carli Filho, Roberto Brzezinski, mas ele não retornou a ligação. O Estado do Paraná.

Ganhei dia 22 de agosto!

Na cabeça, o chapéu, presente do Ademir Vigilato, o Paixão. Nas mãos, Traços de Luz, de Leila Pugnaloni. Foto de Vera Solda.

Correndo o risco

Autorretrato.
Quem ama o feio... É cego. Cantor de rua no centro
da cidade. Foto de Lee Swain.

Palocci acerta candidatura ao governo de SP

Foto sem crédito.

Solda

O Estado do Paraná.

Fraga

Outro dia quase fiz uma asneira. Pensei em alguns muares e nas subcondições em que vivem. Aí imaginei fazer uma asneira das grandes, em que coubessem vários asnos. Pensei em tudo: listei o material necessário para a asneira, elaborei um croquis em perspectiva e incluí até uma estimativa de custos. Logo vi que a minha asneira seria das maiores. A começar que sua estrutura não ia caber na planta baixa do meu apartamento. E ia dar um trabalhão levar as toras de eucalipto até o andar alto onde moro. Mão-de-obra também não está fácil: apesar de tanta gente fazer asneira hoje em dia, eu queria uma bem feita, sob medida para a sala, onde os asnos se sentissem em casa. Outro dos problemas foi que o condomínio reagiu mal à minha asneira. Impediu que os três animais subissem no elevador (eles também empacaram na escadaria de entrada). Foi tanta complicação por causa de uma asneira que tive de desistir. Como sou teimoso, logo planejei outra coisa, uma besteira completa. Para meia dúzia de bestas.
Eu ficaria na saleta e elas seriam instaladas na sala, que teria a asneira adaptada ao formato de besteira, adequado ao porte dos bichos. De novo minha iniciativa foi mal compreendida pelo síndico, que vetou a entrada da manjedoura, sacos de capim e a vinda de um ferreiro vez em quando. Diacho. Será que daria para construir no quarto da empregada um minúsculo sistema hospitalar, para cuidar de mulas com tendões inflamados? Eu não sou dos que não se importam que a mula manque. Gritaria geral da vizinhança. Recuei, estrategicamente. Resolvi que devia diversificar. Em vez de muares, podia tratar bem de equinos, que são mais queridos. Numa área livre da cobertura do prédio, eu faria um telhado para tirar os cavalos da chuva.
Inventivo e entusiasmado, ainda imaginei uma calha para coletar os aguaceiros e assim ter uma cisterna sempre cheia para lavar a égua. Mas aí os condôminos todos se opuseram, decerto preocupados com infiltrações. Me deram um ultimato: ou eu parava com asneiras e besteiras ou me expulsavam dali. Com essa última rejeição de um projeto de carinho e cuidados com animais, parei pra refletir. Pensei na piscina pouco utilizada do playground.
Bastava uma rampa de acesso e seria tão mais prático dar com os burros nágua. Será que dessa vez topariam? Afinal, não seria nenhuma asneira ou besteira. Apenas uma burrada.

Solda

O Estado do Paraná.
Os sonhos podem ser úteis para se descobrir sintomas de doenças, diz o jornal. Foi o suficiente para que desistisse de ler o resto da notícia. Vai que meus sonhos revelem o que até eu mesmo tenho vergonha de saber. A origem das minhas unhas encravadas, por exemplo. Quem sonha que afia cascos sofrerá de problemas nas unhas, dirá o especialista. Saberei reconhecer a sabedoria do diagnóstico, não fosse tão óbvio quanto mentiroso, posto que jamais sonhei com cascos, incluindo os de cerveja e os de navios.
Meus sonhos são recorrentes e de outra natureza. Devem revelar doenças do espírito, menos que do corpo. Certa mania de grandeza, como a que me fez sonhar estar em campo no jogo Brasil x Itália, na Copa de 82. Faltavam alguns segundos, a seleção cobraria escanteio. De paletó e gravata, saído da tribuna de honra, meti-me na área italiana. Pulei, fui ao décimo andar, cabeceei para empatarmos o jogo. O doutor vai me tomar por mitômano incorrigível. Engano dele. O sonho teve motivações altruístas: pretendia apenas acabar com a tristeza imensa impingida por Paolo Rossi aos habitantes do planeta, noves fora os italianos.
Um escritor sonhou coisa parecida, levando um pé a desviar a bola chutada pelo atacante uruguaio na Copa de 50. Vamos considerá-los, tais sonhos, da espécie dos justiceiros, a pretender ajeitar a ordem das coisas de acordo com a visão dos seus, digamos, proprietários. Sei lá que diabos estaria eu fazendo em uma tribuna de honra, muito menos trajando terno e, ainda assim, ágil como jamais fui. Só o fato de que algo deveria ser feito para não se conviver com tamanha desgraça.
Não contarei ao Freud nativo – que, de resto, não irá mesmo me interrogar – que sonho com meu pai, demitido desta vida há décadas. São sonhos motivados pela saudade, que não parece doença, senão virtude. O mais dramático deles levou-me a encontrar o velho vindo de bicicleta, portando elegante chapéu cinza, de feltro. Topamos ao atravessar a rua na esquina do velho prédio do Correio. Paramos. Reclamei da ausência: ele ainda não havia ido lá em casa conhecer minha mulher, seus netos.
Se foi gentil, deixou poucas esperanças. Disse que a vida andava difícil, iria aparecer quando desse. Engrenou os pés nos pedais, sumiu por trás do prédio da universidade.
Fiquei ali tentando evitar que as lágrimas caíssem. Esforço inútil, vi depois, tanto estava molhado meu travesseiro.
Sofro também dos sonhos humilhantes, responsáveis por denotar a inferioridade que insisto em ocultar dos outros, embora jamais tenha conseguido escondê-la de mim mesmo. Exemplo é o sonho no qual assumo pequena função em um teatro. Espécie de capataz, feitor burocrático responsável por transformar em inferno a vida de todos. Sou, então, uma pessoa triste, a fazer algo contrário ao meu caráter. O problema é que tenho filhos pequenos, preciso ganhar os trocados que se exige. Assim invado o palco enquanto o diretor de cena ensaia a peça. Em voz baixa, inaudível aos atores, peço a ele que limite o ensaio para que possamos trocar as lâmpadas do proscêndio. Lâmpadas de onde, grita ele, conhecido pelo gênio irascível. Do proscêndio, repito. Há risco de incênio.
O diretor repete minhas palavras. Os atores riem, alguns têm lágrimas nos olhos. Lâmpadas do proscêndio, risco de incênio. Descubro que troco as palavras, não conheço as expressões do teatro.
Quero explicar que sou mero funcionário, pai de família incompetente que estudou para ser advogado, está ali por ter faltado a semestres inteiros de aulas. Nada disso consigo falar, as palavras somem.
O diretor berra se sei onde fica o urdimento. Tenho dúvidas. Ele sugere: na coxia? Escuto mais risadas, há quem se torça de tanto rir. Como um bovino, balanço a cabeça, concordo. Ele pisca para o grupo: sim, na coxia, junto do poço da orquestra. Bumbos batem, todos pisam com força, há uma gritaria infernal: nunca se ouviu nada tão engraçado.
Em seguida são quatro horas da madrugada e sigo escutando as risadas. Fico feliz em ser apenas um cronista que não pretende fazer carreira no teatro. Um filho choraminga no berço. Levanto para ver se está molhado, dou-lhe a chupeta, volto a deitar.
Até o amanhecer espero não dormir de novo. Com essas teorias que inventam hoje em dia não se pode mais sonhar em paz.
Ernani Buchmann.

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Em janeiro, reajuste
de 6% aos aposentados.
O que não dá nem para
entrar de cabeça erguida
nas farmácias.

Vixi!

Ideli Salvaltti. Foto sem crédito.

Hoje

Cruelritiba: Alceu Chichorro (1896/1977)

É o fim do Muro!

Foto sem crédito.

Correndo o risco

Pryscila Vieira. Foto de Soruda san.

No Original Beto Batata

Leila Pugnaloni e Soruda san.
Foto de Ana Barrios.

Vai lá!

Dunga

Lindsay no quiere hombres cerca

La actriz estadounidense Lindsay Lohan ha viajado a Cerdeña acompañada por la DJ Samantha Ronson y ambas acudieron a uno de los clubes más exclusivos de la isla italiana, el Fiat Playa, donde la intérprete exigió que todos los hombres abandonaran el espacio privado del local por esa noche, según el diario electrónico Affaritaliani.it. Lohan también exigió ser solo atendida por el personal femenino de la discoteca. AP.

No Original Beto Batata

Vera Solda, com o chapéu do Paixão, Rafaela Santim e Benett, el Benetón. Foto de Maringas.

São Luiz do Purunã

Gabriel Lour, Beto Bruel e Enéas Lour, el Lejambre, em momento relax. Foto de Misquici.

Benett

Gazeta do Povo.

El Maestro

Luz e sombra

Foto de Iara Teixeira.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.

Uebas!

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Estante

“O Polivalente Que Não Sabia de Nada” Nunca dê ouvidos às orelhas de livros. Elas são tragédias individuais, fofocas bem intencionadas que acabam vestindo a rigor quem está pelado. Este livro pretende - o que já é um sintoma - mostrar ao público a inutilidade que está presente na obra do autor, num painel rico em esboços de arquétipos para a nossa perspectiva em que ainda predomina a tradição ocidental, num continente efetivamente mestiço de cultura. É a grande tragédia que invade nossas estantes.
Aos poetas interessa a poesia. A poesia é necessária, embora o povo, na sua humildade peculiar, ainda prefira arroz com feijão. Ou o feijão com arroz da poesia. Nascido em 1968 na pacata cidade de Piraí do Sul, no Paraná, Hilton Baudelaire só percebeu a gravidade do fato ao cometer, aos seis anos de idade, o primeiro soneto. Único sobrevivente do grupo de paranistas que renovou a poesia e deus às letras nacionais nomes como Périplo Republicano e Sofisma Carvalhaes, só agora tem a petulância de vir a público e mostrar o seu repugnante lirismo incontido. “Para Viver Um Grande Almoço”, por isso mesmo, só interessa aos poetas. E aos que ainda não almoçaram. Solda.

Noite de reggae acústico no Jokers

Foto Divulgação.
O projeto Acústico Mundo Livre prossegue no Jokers (R. São Francisco, 164) nesta sexta-feira, dia 28, com o show das bandas de reggae Rudah e Virtude Rasta. O projeto foi criado para gerar uma maior visibilidade aos artistas locais independentes com versões acústicas e exclusivas. O espetáculo tem direção artística de Helio Pimentel, direção executiva de Rafaela Malluceli, direção musical de Marielle Loyola, e produção musical de Vinícius Braganholo.
Formada em Maio de 2004, a banda Rudah vem com o tempo definindo seu estilo musical, estilo que veio das origens reggae de sua formação inicial, ao som de hoje, que convida o ouvinte a encontrar definições dentro das novas músicas da banda, onde elementos de Reggae, Pop, Rock, Hip Hop e MPB são encontrados em perfeita harmonia. Em “Porque Você em Olha” as mudanças de clima e a dinâmica musical ficam evidentes, já em “Boa Mensagem” fica latente a origem reggae da banda, em “Canção ao Deus Rudah” a linguagem Tupi Guarani é lembrada em trechos da música e em “Sentimentos Verdadeiros” o grupo apresenta uma pegada mais progressiva, porém simples e agradável ao público, poesia misturando protesto e amor a vida, luta e união. A formação atual conta com Bruno (Vocal), Alexandre (Guitarras), Diego (Baixo/Voz), Luga (Guitarras/Voz) Klaus (teclados) e Dênis (Bateria).
Virtude Rasta
Fundada há três anos por Fellipe Alberto em Cuiritiba, a banda Virtude Rasta tem como proposta apresentar e reproduzir o autêntico Reggae music nascido na Jamaica. Suas composições apresentam letras marcantes e politizadas com temas de paz e o amor e grooves hipnotizantes e dançantes. A banda é composta por: Bruno Rocha (vocal), o remanescente Fellipe "Ras" Alberto (guitarras), Diego Ribeiro (contra-baixo), Jackson Bagatini (teclados e escaleta) e Edi Vellozo “Ras Edi” (bateria). Atualmente Virtude Rasta está em trabalho de gravação de CD, com músicas próprias que serão apresentadas durante o show no Jokers.
Serviço:
Projeto Acústico Mundo Livre. Apresentação das bandas Rudah e Virtude Rasta. Sexta-feira, dia 28, às 22 horas, no Jokers (Rua São Francisco, 164, Centro Histórico) Entrada livre até às 21 horas. Após R$10. Discotecagem DJ Ronypek. Reservas fones 41- 3324 2351 ou 3013 5164.
RB Escritório de Comunicação
Rodrigo Browne: 41 9145 7027
Bárbara Magalhães: 41 33637759

Na moldura

Joyce Vieira by Joyce Vieira.
Entre-vista da Sé. Catedral da Sé vista do Pátio do Colégio. Foto de Lee Swain.

Serviço de xarjincasa

Tcham!

Carla Velli. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Paixão

Gazeta do Povo.

Solda

O Estado do Paraná.

1

Afinal, o Barreado nasceu em Morretes, Antonina ou Paranaguá? Para tentar resolver de uma vez por todas esse entrevero que vem atravessando séculos, foi realizado em Porto de Cima, no pé da Serra do Mar, o 1º Simpósio da Origem do Barreado.
A questão de gênese do “púcaro caiçara” (segundo a paleografia litorânea do historiador Henrique Paulo Schmidlin, o Vitamina) vem dos tempos em que Auguste de Saint-Hilaire percorreu o Paraná Serra Acima Serra Abaixo. Muito bem recebido na Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, ao se despedir para tomar o rumo da Graciosa o naturalista francês pediu, a um dos anfitriões, a indicação de alguma pousada que servisse alguma comida típica do litoral.
Depois de cumular com gentilezas, fazendo questão absoluta de receber o viajante para comer todos os dias em sua casa, o capitão-mór da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais recomendou:
De Porto de Cima, passando por Morretes e Antonina, até chegar a Paranaguá, o senhor vai encontrar um punhado de boas pousadas onde servem o Barreado, prato típico dos litorâneos. Porém, acautele-se senhor: existe uma recente rixa entre eles quanto à paternidade do cozido de carne na panela de barro enterrada na terra e envolta em folhas de bananeira.
Pitoresca receita, monsieur, porque me parece que nestas paragens o menu lembra muito os franceses. Aqui o jantar começa sempre por uma sopa com pão, o que eu ainda não tinha visto em nenhum lugar desde que cheguei ao Brasil. Normalmente, tudo se resume a uma simplória carne seca com farinha.
O Barreado recebe temperos exóticos e fortes, num cozimento que leva três dias, dizem. Os caiçaras comem a carne com banana, fazendo do molho adicionado de farinha o que eles chamam de pirão!
— Pirão? Em minhas andanças experimentei semelhante coisa nos Campos Gerais, mas lá os tropeiros chamam este preparo de “virado à paulista”, feito com feijão e acompanhado de charque assado na brasa. É palatável, mesmo de feitio um tanto quanto rústico.
Trabalhava na casa do capitão-mor uma cozinheira de Guarapuava, proveniente de um daqueles povos indígenas que tinham o hábito de fazer uma pequena tontura ao redor da cabeça, e que por isso os portugueses chamavam de Coroados. Essa mulher conversou em sua língua nativa com Saint-Hilaire, sendo traduzida por índio da mesma tribo.
Disse a cozinheira de Guarapuava:
Já trabalhei numa pousada em Morretes. Sei a receita do Barreado, só não sei quem fez primeiro. Esse Barreado tem briga parecida lá em Guarapuava: uns dizem que o arroz carreteiro foi inventado pelos índios do Uruguai, outros dizem que veio da Espanha, na panela do cacique Cabeza de Vaca. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, essa guerra entre Morretes, Antonina e Paranaguá não vai acabar nunca.
No Paraná, assim como Serra Acima as mágoas acumuladas não conseguem pacificar Pica-paus e Maragatos, Serra Abaixo a origem do Barreado precisou de um grande simpósio para buscar, por meio de algumas pistas do passado, certas verdades nas estórias contadas no presente.
Em Porto de Cima, num sábado frio e chuvoso, foram abertos os trabalhos do 1º Primeiro Simpósio da Origem do Barreado, com a seguinte composição da mesa: presidente: historiador Henrique Paulo Schmidlin (Vitamina); secretário: jornalista Geraldo Bolda; mediador: Nelson Luiz Penteado Alves (Farofa).
Debatedores especialmente convidados: Guilhobel Camargo, chefe de cozinha; Luiz Alfredo Malucelli, cronista e cozinheiro; Aramis Millarch, jornalista; Wilson Martins, crítico e escritor; Rosy de Sá Cardoso, jornalista; Roselys Vellozo Roderjan, historiadora; Arthur Tramujas Netto, promotor; Rafael Greca de Macedo, engenheiro; Auguste de Saint-Hilaire, naturalista; Valêncio Xavier, cineasta e escritor; Emílio de Menezes, poeta; Sérgio Mercer, o Barão de Tibagi; e Alexandre Dumas, escritor francês, entre outros.
***
Se Nossa Senhora da Guia permitir, amanhã teremos a segunda página do Simpósio do Barreado.
Dante Mendonça (27/8/2009) O Estado do Paraná.

Hoje

Praça Roosevelt, 142, Centro, SP.
Fone 11 3258 7740. Todo mundo lá!
O vale-cultura
tem seus méritos.
Mas seu cartaz sempre
será menor que o do
vale-refeição.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Anote na agenda

Solda

O Estado do Paraná.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Vi vocês no blog do Solda!

Cineas Santos e Delite Fonseca. Foto sem crédito.

Estante


“A Beterraba Assassina” é um marco na história da literatura boliviana. Quem conhece a obra de Firmino Garcia Meza y Gasset vai encontrar neste livro a mesma irreverência e o mesmo sentimento de latinidade peculiar no autor de “Rajada Indiscriminada”, sucesso editorial que revelou ao mundo o romancista mais procurado pela polícia do seu país. Firmino Garcia Meza y Gasset relata as aventuras do índio Chiuchiu Figatil, lutando para resistir às tentações do capitalismo selvagem, mesmo que isso lhe custe a própria vida ou as plantações de coca na Bolívia. O bravo herói percorre as páginas de “A Beterraba Assassina” procurando respostas para o vazio da existência da Polícia Federal, a violência no futebol e as modernas técnicas de dinamização dos remédios homeopáticos.
Narrativa forte, estilo agressivo e traficantes perigosíssimos: eis os ingredientes de Garcia Meza y Gasset. Solda.

Correndo o risco

Foto de Lina Faria.

Mundial de Tango

Charge antiga, mas nem tanto

Publicada n' O Estado do Paraná.

Elas

Foto sem crédito.
a beata foi à boate
caiu no barato do abate
dançou com Linda Blair
cuspindo suco de abacate
dai rolou um boato
que virou fato
fatidicamente
subsequente
o boato matou a beata
numa praça suja da Lapa

Poema coletivo do grupo Ellas & Os MOnstros.
Sheyla de Castilho, Clauky Boom, Isa Bella, Louis
Alien e Lucky Luciano.

Uebas!

Recados de Vargas

"Perguntar ao prefeito se está tudo preparado pra receber a carne argentina, inclusive a distribuição em combinação com frigoríficos.” 12.2.51
O bilhete acima, no qual o presidente Getúlio Vargas se mostra preocupado com o abastecimento de carne, é apenas um dos 700 encontrados numa caixa e que estão sendo analisados por historiadores e especialistas. A primeira informação evidencia o hábito do Presidente de emitir recados administrativos, sobretudo ao seu braço direito, o sergipano Lourival Fontes, que trabalhava na sala ao lado. Ao longo dos quatro anos do segundo governo, Fontes teve o cuidado de arquivar todos os pequenos e grandes recados que ficaram guardados por mais de 50 anos. Eles revelam aspectos da rotina no palácio do Catete.
Depois de passar pelas mãos de Lourival Baptista, também sergipano e companheiro de bancada de Fontes no Senado, os documentos finalmente estão agora com o filho de Baptista, o médico Francisco Baptista Neto, que mora em Floripa. E o quiéco...?, você pode perguntar. Francisco e sua amiga Mary Garcia, agente cultural da ilha dos desterros, decidiram me ligar para trocar idéias... É o que estamos fazendo, tentando transformar os documentos em livro.
Toninho Vaz (que também fez as fotos), de Santa Teresa.

Ganhei hoje!

Orlando Pedroso, com o livro de Leila Pugnaloni.
Uebas!

Cruelritiba: Sem Proteção

Da velha casa na Mariano Torres, só sobrou o nicho nú. Sem o Genius Loci, divindade protetora do lugar.

26º Salão Internacional de Humor do Piauí

Érico Junqueira e Soruda san, ao lado de um trabalho de Marco Jacobsen. Foto de Joyce Vieira.
No Original Beto Batata: Ritalix, Vera Solda, Leila Pugnaloni, Catarina Velasco, Giana Rolland e Ivan Justen. Foto de Lina Faria.

Vixi!

Tchans!

Topless en Mallorca. Foto sem crédito.
Desenho de Ricardo Soares.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.
Foto de Newton Maciel.

Soy loco Poty, Lazzarotto!

Desenho de Poty.

Vixi!

Farta distribuição de cartões

Foto sem crédito.
Sabe-se agora:
a pior lição que a Era Collor
nos deixou é que ela
não nos serviu de lição.

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Benett

Gazeta do Povo.